Os Jogadores

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Olha quem chegou!! Euu!!! E eu tomei meus remédios hoje? Nãooo!!!!! Uhuuu E aí pessoal, como foi o dia de vocês? Estou aqui com mais um capítulo e em breve vou começar a postar só a cada dois e dois dias porque meus capítulos reservas estão acabando e eu to empacada no capítulo 7 e mesmo assim acho que não tá ficando legal, então... Talvez amanha não saia capítulo : Agradeço a Garota confusa pelo comentário no capítulo anterior - você é um anjo!! - e esperarei que alguém mais apareça... Quem sabe? Boa leitura e nos vemos nas notas finais - que cai entre nós, vai ter uma perguntinha relacionada com o futuro da fic que quero que vocês respondam, okay? Novamente, boa leitura :-)

Acabou que conversamos assuntos aleatórios até ás quatro e meia da manhã quando finalmente peguei no sono. Passei meu sábado inteiro, fraca – um dos motivos de eu não gostar de vomitar, sempre passo o dia seguinte inteiro mal. Meus pais até perguntaram por que eu estava daquele jeito, falei que tinha pulado muito na festa e vomitei os refrigerantes que havia bebido – Não que eu ache que eles acreditaram...

Domingo já estava bem melhor e passei boa parte do dia vendo American Horror Story com o Richard. Finalmente terminamos de olhar a terceira temporada que havia ganhado de aniversário mês passado – Agora quero um Box da quarta temporada! Vai que eu tire um A em alguma prova e queiram me recompensar... Só que não. Vão dizer “Não faz mais que a sua obrigação.”, mas sonhar não custa nada... não é? Eles são pais mais modernos, mas continuam sendo pais.

Não consegui me esquivar por muito tempo sobre – o que eu achava ser pelo menos – o segredo do Thiago e meu.

– E então, que história é essa que o Tête e você se pegaram? – como é que eu ainda mantinha a esperança de ele esquecer que aquele merda esteve aqui na noite anterior? Ainda resta alguma dúvida de que sou trouxa? Não? Foi o que eu pensei, e obrigada por concordarem comigo, estou muito feliz por isso! Acho bom terem notado a ironia, também! Obrigada Thiago, aprenda a manter a boca fechada.

– Não nos pegamos! – rebati.

– Então o que você usaria pra duas pessoas que estão trocando saliva?

– Foi uma aposta! Uma aposta ridícula – falei. – Ele, o Bryan e o Josh fizeram uma aposta ou algo do gênero no qual de algum jeito terminava em o Thiago me beijando. Eu não sabia de nada, pra falar a verdade, mas também não impediu que eu ficasse furiosa pelo que ele fez. Eu não dei permissão alguma pra ele enfiar a língua dentro da minha garganta, o que me restava de simpatia com ele acabou naquele dia e disse pra ele sumir e nunca mais aparecer na minha frente. Foi depois de uma semana da expulsão da Darla.

– Nossa e depois de quase um ano que você me conta, isso por causa do que o Tiago falou se não, não me contaria mesmo. Eu teria dado uma surra nele se você quisesse. – num tom de graça.

– Eu achava que eu conseguia dar conta. – confessei.

– Que nem como você faz com seus queridos amiguinhos da escola. – dei um tapa no ombro dele, o mais forte desde que ele chegou.

– Cuidado com o que você diz cara! Não sei se você sabe, mais eu tenho que aprender a viver sozinha, ser independente, não vou ter sempre você aqui do lado para espancar os outros por mim.

– Desculpa... Mas quem é que disse que não posso estar aqui pra espancar esses filhos da mãe? – disse ele sorrindo.

– Não tem graça, Rick. – deitei na cama. Estávamos no meu quarto cada um em um colchão.

– Acho que o os jogadores tramaram contra seu líder no momento da tal aposta... – disse ele divagando.

– Como assim? – perguntei.

– Eu acho que um deles gostava da Darla e ficou furioso quando o Willian começou a pegar ela e a fez ser expulsa com isso um ajudando o outro, quis fazer a mesma coisa com você por vingança e não deu certo porque você não caiu. A pergunta é: o Willian quer ou não quer a sua expulsão por gostar ou não de você? Talvez ele mesmo não saiba por isso seja um doente.

– Acho que vou fazer psicologia. – começamos a rir. – Será que eu só atraio caras malucos e vingativos?

– Você é fogo maninha, se ele for um psicopata você pode virar suicida daí vai ser como a primeira temporada de American...

– Não se atreva a terminar essa frase! – tentei interrompê-lo.

– Você daria a vida por ele e ele mataria por você. Romântico, não? – ele começou a rir, típico...

– Você é ridículo!

– Também te amo, maninha.

Mal faz dois dias que ele está aqui e as coisas já estão a esse ponto... Meu deus! Deixamos o tempo passar devagar. Achava que ele já tinha dormido mais perguntei:

– O que você acha que me espera amanha?

– Das duas uma. – respondeu me assustando logo de cara. — Eles vão aprontar mais ainda com você ou o Willian não vai deixar tocarem um só dedo em você para que não te façam mal. – Olhava para o teto azul do meu quarto. O que aconteceria amanha? — E você, o que acha que acontecerá?

O que eu achava que aconteceria? Eu acordaria, me arrumaria para aula e meus pais me dariam uma carona. Eu iria até meu armário e então os jogadores apareceriam para afogar minha cabeça num vaso sanitário como todas as segundas e sextas. Nada de original, só assustador e traumático. Isso me recorda a primeira vez que eles me prenderam em um armário, até hoje não me sinto bem em lugares muito pequenos e fechados estando sozinha – prefiro escadas a elevadores. E quanto a banheiros? A janelinha tem que estar aberta correndo ar. – Dane-se quando chegar o inverno!

– E então? – disse meu irmão tirando-me de meus devaneios.

– Acho que vai ser um dia normal. Com exceção de todos sabendo que estou grávida e me chamando de puta pelos cantos.

– Você esqueceu-se de um pequeno detalhe nesta parte do “me chamando de puta pelos cantos” – falou com uma péssima imitação da minha voz que fez me rir.

– O que eu me esqueci? – perguntei sorrindo.

– Você está noiva. Aposto que é a única garota da sua escola a estar noiva. Isso não é de mais? – disse ele com um entusiasmo absurdo para o assunto que estávamos falando. – Imagino eu, na minha escola, noivo. As gatas. Iriam. Cair. Matando!

Verdade, as garotas da cidade do Richard sempre corriam atrás dos caras comprometidos, não dos solteiros. Algo incrível, por exemplo. Como isso começou se todos eram solteiros?

Acho que começou quando algum professor casado ficou com alguma aluna depois se separou para ficar com a garota e a traiu assim como a primeira e quando viram já era frebe... Sei lá...

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Na manha seguinte fui acordada pela minha mãe. Saí do quarto sem fazer barulho para não acordar o Rick – como se ele fosse acordar tão fácil assim. – e me aprontei para a aula. Quando estava indo para o carro dos meus pais ouvi um barulho na porta do meu quarto e o Richard saindo dele totalmente sonolento.

– Amor, ia ir pra aula sem um beijinho de despedida? – perguntou com um sorriso no rosto e esfregando os olhos.

– Volte a dormir Richard, você tá caindo de sono.

– Com prazer, mas, e meu beijinho? – agora vai pegar essa mania de beijinho, meu Deus, pior que criança, pelo menos não era mau humor de manha e sim de mais.

– Sem “beijinho”, você nem escovou os dentes ainda. – ri debochada e vi-o deitar no sofá da sala mesmo e pegar no sono em questão de segundos.

Quando finalmente saí de casa vi o Tiago sair da dele e entrar no seu carro novo – provavelmente presente de aniversário – e arrancar a toda velocidade.

– Parece que alguém está com presa essa manhã. – disse mamãe entrando no carro e eu e meu pai fizemos o mesmo.

– Jovens, querida. Eles amam velocidade, a vida não tem sentido sem ela. – respondeu meu pai com um belo sorriso no rosto. Já vi que vai começar uma história de quando eles eram adolescentes. Saímos da garagem e seguimos na direção da minha escola. Diferente da maioria das pessoas da minha idade que conheço, adoro ouvir as histórias deles. Faz com que eu me pergunte todo o dia o porquê de escolherem morar aqui. Acho que eles tinham medo de eu ser como eles eram jovens.

– Bons tempos àqueles que roubávamos o carro do seu pai à noite para dar umas voltas com a Mary e o Phil... Acredita filha, que nós tínhamos medo de você, porque poderia ser pior que nós, mas você é tão... Você! – Isso é bom ou ruim? O que importa é que uma nova história começa e... Bom, eu estava certa! Adorava o que aprontavam, mas eles eram tão jovens quando fizeram tantas besteiras e automaticamente ainda eram. Papai tinha uma namorada no último ano da escola. Mary, a mãe do Richard, e ele a engravidou. Daí eles conheceram o Phil e viram que eles não se amavam de verdade e terminaram. Mary se juntou ao Phil que tinha uma prima – minha mãe – e apresentou a ele. Houve essa troca de casais e na época ninguém deu à mínima, ninguém se importou muito. Até hoje não se importam com nada na cidade onde Richard mora com Mary e Phil, quer dizer, em nada quando se trata de relacionamento, não disse que as garotas só andam procurando garotos comprometidos? Então, é meio que isso...

Acho que é isso que gosto naquela cidade. Se você morasse aqui e ficasse grávida teria que casar, mas lá responsabilidade era responsabilidade, só isso. Ninguém era obrigado a casar com alguém por causa de um filho. Mesmo separados continuariam sendo pais o amariam, ensinariam o certo e o errado, mas não acabariam com a sua felicidade se prendendo num relacionamento que não seria agradável a ambos. Com o tempo meus pais vieram para cá logo depois de mamãe descobrir que estava grávida, eu nasci e somos uma família não convencional, mas hoje em dia quem liga para o convencional? O que importa é ser feliz, é meio que isso que eu falei pro Willian naquela festa, fazendo dar certo, é quando se é feliz. Admiro meus pais por isso, e os amo pelo mesmo.

Eles me deixaram na frente da escola, desci do carro, entrei na escola e peguei o corredor que levava ao meu armário. Quando cheguei a frente a ele havia um pacote de presente no chão, quadrado e devia ter uns quarenta centímetros junto com envelope nomeado a mim.

– Tá legal, qual vai ser a brincadeira sem graça dessa vez? – sussurrei para mim mesma, retirei o envelope abrindo logo em seguida.

“Que falta de educação a minha! Parabéns pelo bebê, eu espero que esse humilde presente seja o suficiente para me redimir. Collins.”

Rasguei um pedaço do papel de presente para ver o que era e minhas suspeitas foram confirmadas. Um pacote de fraudas. Soquei no meu armário até conseguir fechar.

– Obrigada Willian! – falei ironicamente enquanto tentava guardar as fraudas no armário.

– De nada! – disse uma voz atrás de mim me fazendo dar um pulo.

– Puta que pariu! – exclamei assustada e me virei e vi Willian sorrindo. O que deu nas pessoas hoje. Estão todas de bom humor por acaso?

– Hey! Olha a boca, não vai querer que seu filho seja mau educado igual a mãe, não é? – coloquei minha mão sobre minha barriga olhando para ele e levantei a cabeça novamente. Ele estava com o olho esquerdo e uma parte do nariz roxa avermelhada. Mas não tinha nenhuma vergonha para mostrar aos outros.

– O que você quer? – perguntei e comecei a me afastar devagar com um caderno e um estojo que ia usar na primeira aula.

– Essa criança é forte. Sobreviveu a vários atentados não? A pergunta é: você começou a soltar as garras por descobrir essa gravidez ou por causa do armário que ia vir? – juntei as duas mãos na minha barriga dessa vez.

– Nunca deixaria vocês fazerem mal a alguém indefeso, ou pelo menos tentaria não deixar. – Eu comecei a entrar na minha mentira, senti uma lágrima rolando pela minha face e baixei a cabeça. Meus braços começaram a ficar desconfortáveis e com marcas do estojo e do caderno que ainda segurava. Ergui a cabeça depois de três segundos e fui para a primeira aula, estava cedo ainda, mas ali, não ficaria.

– Porque não falou então quando começamos aquilo tudo sexta?

– Pra que?! – me exaltei. – Para você falar para o seu querido pai que uma aluna em particular está grávida e assim fica mais fácil me mandarem embora. Mas pra sua informação, grávida ou não eu quero ir pra faculdade e preciso, e muito, dessa bolsa! – há essa hora já havia uns cinco alunos passando pelo corredor e pararam com minha voz alta e raivosa. Se não sabiam ainda que eu estava “grávida” até o final do dia iam saber. Ele fez que ia falar alguma coisa mais eu o impedi. – E nem começa com o papo de que “a culpa é minha por ignorar e não tratar vocês como reis do sexo ou qualquer bosta que seja” – fiz a voz mais tapada que tinha no meu repertório. Fechei os olhos e respirei fundo – Quer saber? – balancei a cabeça. – Não vou me estressar com isso. Tenho aulas para comparecer. – E saí.

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Nas primeiras duas aulas correu tudo bem, o problema foi à terceira. Educação física. Com todas as turmas, primeira aula que teríamos juntos no ano. Seríamos separados em dez grupos diferentes e receberíamos os novos horários da aula. Em primeiro lugar colocávamos o nome em dois esportes que estaríamos dispostos a praticar, mas quem já jogasse um esporte pela escola teria que trocar para as aulas conjuntas. Estávamos todos acomodados no ginásio 2 – onde era reservada paras os jogos treinos de basquete. – quando as listas foram distribuídas nas paredes com distancia de meio metro entre cada uma. Primeiro os jogadores – em geral – assinaram – para não correrem o risco de faltar esportes depois, e quando foi liberado para os restantes alunos, eram empurrões para todos os lados para conseguir colocar seu nome no esporte que queria – ou no caso das garotas no time em que os garotos mais populares e bonitos estavam -. Resolvi ficar sentada, esperando todos acalmarem os ânimos primeiros, não fui à única, mas não fui conversar com quem esperou também. Eram duzentos e quarenta alunos e eles só faziam a escolha do time quando todos vinham à aula. Por isso demorou tanto. Sempre estava alguém indisposto, doente ou simplesmente aproveitando o dia para dormir.

Quando finalmente decidir ir, só tinha três esportes disponíveis. Vôlei, Natação e Box. Natação estava totalmente fora de questão! Não chegaria perto daquela piscina por nada nesse mundo. Lá vamos nós, Vôlei e Box. Isso não ia dar certo...

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No final da aula receberíamos uma lista das horas e quem estaria na nossa turma. E dito e feito chegou ao final da última aula diversas folhas com nossos nomes chegaram e foram entregues para cada aluno.

Vôlei ás terças e Box ás quintas. Ia ter aulas com vários alunos do primeiro ano em Box e vários do segundo em vôlei havia também alguns do terceiro, e entre eles dois jogadores. Puta que pariu! Ia ter vôlei com o Willian e Box com o Bryan. Não estava grávida de verdade mais senti minha barriga se revirando ao ver seus nomes na minha lista.

Notas finais
E aí o que acharam do capítulo? Muito ruim ou dá pro gasto? Assunto sério: Eu estava me perguntando ontem quando estava na metade do capítulo 7 - que não estava gostando nenhum pouco - sobre alguns - ou melhor um - personagens que são cheios de personalidades e tals e que estavam até sumidos e apagados. E digamos que um deles tem um grande futuro na fic e a minha pergunta é o que vocês acham de cenas fortes? Ligada a coisas ruins que possam ser até mesmo crimes que deem anos na prisão e que pode balançar o psicológico de algumas pessoas. Vocês são a favor ou contra isso? Eu sei que seria a cara da estória pelo o que a personagem passava mais eu preciso saber de vocês, acham certo eu escrever as próximas agressões que de uma forma ou de outra vão aparecer na fic, mas a opção número um seria só relatar superficialmente e outra detalhadamente, que saia sangue dos olhos dos personagens que verem o que acontecerá! - tá bom não é pra tanto... Esperarei retorno... XOXOXO