Os Jogadores
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Depois de sairmos da Expression High, demos um passeio de moto pela “Coast Beautiful” – minha cidade – e passamos pela praia, mas não chegamos a parar, mas a brisa mais o vendo que vinha na minha pela velocidade da moto estava mais a brisa do mar estava maravilhosa. Quando fomos para a minha casa tinha um bilhete a minha espera.
“Miley, deixei o almoço para você e o Richard em cima da mesa, tem vitamina de uva na geladeira e espero que vocês limpem tudo depois de comer, eu. Realmente espero. Tenho uma reunião agora e não estou em casa – como você pode ver – e só voltarei depois da sete horas com o seu pai. Beijinhos, mamãe.”
– Almoço! – disse o Rick animado tirando o bilhete da minha mão. – Sua mãe sempre adivinha quando eu estou com fome, é uma arte, não é?
– Você fica dizendo pelos quatro cantos do mundo que está com fome, ela se acostumou com isso, simples! – respondi como se fosse uma pergunta de seminário.
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– Vamos começar a bolar um plano? – Rick me perguntou.
– Nossa! É claro! Se você quiser – disse me atropelando um pouco nas palavras tentando conter a animação. Agora era definitivo.
– Claro que quero, esses caras vão se arrepender por terem tocado um só dedo na minha maninha! – disse ele me dando um abraço de lado e mais uma vez fomos à direção da moto. Estava com minha mochila nas costas e coloquei um caderno e um estojo dentro. – Conseguiu colocar o capacete?
– Aham, vamos aonde? – falei.
– Biblioteca particular dos alunos e empregados da Expression High.
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– Por onde começamos? – perguntei entrando na biblioteca lotada de prateleiras cheia de livros que nem vou tocar uma vez se quer. Escolhemos uma mesa mais reservada perto de umas estantes de direito e sentamos. – Para que uma biblioteca de ensino médio tem livros de direito? Eu sei que também é para os funcionários, mas mesmo assim...
– Primeiro temos que saber com quem estamos lidando, fazendo um perfil de cada um. Vai escrevendo. – Abri minha mochila, peguei meu estojo e de lá tirei uma caneta e folha em branco do meu caderno de geografia quase intocável. – Número um. Começamos com o cara da enfermaria? – assenti e vi que o interesse nesses perfis era um pouco mais particular do que pensei. – Qual o nome completo dele?
– Bryan Smith. – falei enquanto escrevia.
– Grau de intelectualidade? – ri.
– Essa palavra existe?
– Acho que sim. – riu também.
– Bom, ele é burro feito uma porta, seja lá o que isso signifique. Passa de ano só porque é o líder do time de natação. O que devo escrever?
– Burro, mas forte. Só passa de ano por ser bom em um esporte... — Rimou!
– Por ser um jogador. – disse.
– Jogador?
– Todos os quatro são, mais o quarto é mais reservado, não gosta dessas brincadeirinhas deles por isso nunca está cedo na escola pra não precisar se envolver, talvez nem saiba das atividades extra-extra-curriculares.
– Pera aí que agora eu fiquei perdido, faz um resumo geral aí.
– Bryan Smith: Líder da Natação. Willian Collins: capitão do time de Futebol Americano. Josh Davis: Capitão do time de Basquete e... – como eu ia dizer isso, ele o conhecia. – O... O Tetê Baker: Capitão do time de vôlei.
– O Tetê! Porra véi! Até ele.– Falou um pouco alto demais e chamou a atenção da tia da biblioteca.
– Isso são modos de se falar em uma biblioteca garoto? Se ouvir mais um... Nome sujo desses aqui dentro irei expulsar você e seu convidado daqui senhorita Young.
– Desculpe tia, não vai mais acontecer – disse ele.
– Acho bom! – respondeu de volta ainda um pouco zangada.
– Sério isso do Tiago?
– Sim, você sabe, ele sempre mandou bem no vôlei e tals...
– Mas do grupinho desses idiotas? Nós éramos melhores amigos, como ele pode fazer algo assim?
– Ele não faz. Ele viu uma ou duas vezes por aí, nunca comigo e dizia para eles pararem que não tinha graça, mas o Willian, que seria o líder deles só porque é filho do diretor, disse que ele não mandava em nada e se ele não quisesse se meter era só não chegar cedo ao colégio, e até hoje é assim.
– Ele seria um ótimo aliado... – o Richard comoçou a pensar alto.
– Não, vai por mim, não seria não.
– Por que não?
– Sei lá – menti. -, pode ser que ele não seja mais o garotinho que brincava com a gente. Ele pode não aparecer fazendo coisas ruins, mas quem não garante que ele realmente não ache graça, as pessoas mudam...
– Não custa tentar, não é?
– Esse seria o primeiro passo?
– Seria, sabe onde poderíamos nos ver o mais rápido possível?
– Na verdade eu sei sim. – respondi. – O aniversário dele é hoje e como é sexta-feira, tem aquela boate nova a duas quadras daqui, todo mundo no facebook anda postando como lá é maravilhoso e ele vai fazer a festa lá, a escola toda foi convidada, mas claro que tem que pagar a entrada e tals, e só se tiver o convite, mas pode levar um acompanhante se não for maior de vinte e cinco anos e blá, blá, blá.
– Já temos um plano para hoje à noite então.
– Eu não vou! – disse exasperada.
– É a chance de todos daquela escola nos ver juntos e imaginar sei lá o que e aqueles... Como você os chama mesmo?
– Os Jogadores.
– Isso, os jogadores... Você não quer mais ser pisada, ficar presa em armários, ser jogada em piscina e ter sua cabeça afundada em uma privada. Temos começar de algum lugar – nossa isso machuca -, por exemplo, você com o cara que levou a prata no campeonato estadual de Box.
– Okay, okay. Só uma coisa.
– O quê? Eu não vou precisar ir a uma loja feminina com você, não é?
– Não, que isso, eu tenho uma roupa que dá para ir, é outra coisa, bem simples. – menti. – Convencer o papai a me deixar ir com você.
– Quer saber, prefiro mil vezes ter que ir a uma loja com você!
– Deixa de ser bobo. – dei um tapinha em seu ombro. — Vamos, temos que planejar tudo o que vamos fazer lá e é mais confiável ser em casa mesmo.
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Eu sabia que meu pai não deixaria a gente ir a tal festa do Tiago então enquanto íamos planejando que tipo de conversas teria lá, o que faríamos ou o que falaríamos perto dos jogadores — ou simplesmente para o Tiago -, não me importei tanto, não ia acontecer. Isto estava totalmente fora de questão!
– Claro que podem ir. – disse meu, pai. – Eu – espera aí, como? – mesmo estava achando que a Miley precisa sair um pouco para se enturmar. Podem ir. Mas quando for voltar eu ia preferir que vocês me ligassem, a não ser que faltando duas horas para vocês voltarem, você Richard, prometa que não beberá mais nada. Não quero ter que pagar uma multa gigante por culpa de não passarem pela Blitz. – Claro, no lugar de se preocupar em sofrermos um acidente de transito ele se preocupa com dinheiro. Rídiculo! Como ele deixou eu sair a noite?!
– Claro pai, sem problemas. Não sou muito de beber principalmente quando tem mais outra pessoa comigo, sem ser o pessoal do Box. – disse ele passando o braço pelo meu pescoço.
Como assim? Meu pai me deixando sair para uma boate à noite? Esse meu meio irmão faz milagre mesmo. Eu tinha certeza que ele negaria. Que insistência toda é essa de quererem que eu me enturme com os outros?
– Vocês vão querer ir de carro? – perguntou a minha mãe.
Não ia precisar, eu estava com uma calça jeans preta– não teria problema de andar de moto. – justa e também com uma regata mais larga vermelha com um sutiã preto – um tanto visível — por baixa e uma sapatilha, com um salto mediano, vermelha também. E meus cabelos estavam soltos e as pontas estavam ondulando.
– Ponha um brinquinho minha filha e aquele anel prata que era de sua avó, ficaria tão bonita...
– Ela já está linda meu amor. – disse meu pai sentando no sofá, ao lado dela e passando o braço a sua volta.
– Para ficar mais então. Espere aqui só mais cinco minutinhos que irei trazer eles filha.
Mais rápido do que imaginei, ela trouxe um par de brincos compridos, mas bem finos como se fossem apenas fios de ouro e o anel, que eu coloquei no meu quarto dedo da mão esquerda.
– Agora vão, já são dez e meia passada, e de acordo com o convite começava as dez. – disse mamãe, como sempre ansiosa. Às vezes eu me pergunto como ela era quando tinha a minha idade, não que eu não soubesse o bastante para querer realmente a resposta.
– Não se preocupe tia, ninguém chega antes das onze nessas festas, mas seria bom a gente já ir pra pegar um lugar pra sentar.
– Okay, vamos. Tchau gente! – disse dando um tchau coletivo para meus pais.
– Voltem antes da sete da manhã! – disse meu pai. O que deu nele?
– Esperem! Deixem-me tirar uma foto primeiro de vocês dois, quero colocar no meu facebook. – disse mamãe com seu celular em mãos, ela ama tecnologia.
– Isso tá parecendo baile de formatura. – sussurrei para o Rick e ele riu concordando com a cabeça.
– Sorriam! – sorri e minha mãe bateu a foto. – Essa vai para o face.
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