Notas iniciais
Uhuuuu!

Eu tive que falar a verdade, caso o contrário Sumiko me odiaria. Eu sabia de muitas coisas sobre nosso passado e muitas coisas que meu pai não quer me revelar ainda. Após eu revelar nosso pai, Sumiko levou sua mão à boca.

Ela ficava linda quando ela tinha medo – não que isso fosse algo legal de eu querer ver dela, eu gosto de ver a expressão de medo dos outros, mas dela não. Sumiko não deveria ser uma meio-sangue e suportar o fardo de ser filha do deus da morte. Certa vez, antes do Cassino Lótus, ela levou um tombo na escola e alguns alunos riram dela. Os outros alunos só tinham oito anos, mas eu fiz o que tinha que fazer por ela. Eu bati em todos os garotos até ficarem inconscientes ou quase. Ela não me odiou, mas também não aprovou minha atitude, mas eu fiz por ela, então só por ela estar bem, eu estava bem também.

– I-Impossível... Mas a morte tem filhos? – Sumiko olhou para Annabeth.

– Meio impossível, mas vocês são a prova que é possível – disse ela.

Nico esboçou um sorriso de leve e desceu as escadas da varanda.

– Estou indo para o meu chalé.

– Nico, você poderia mostrar o acampamento para Sumiko? – perguntou Quíron.

Eu fuzilei o filho de Hades pelo olhar – não gostaria que ele andasse com minha irmã, não sozinho com ela.

– Não vou tocar nela – Nico me disse.

– Espero que sim.

Sumiko acompanhou Nico que mantinha as mãos nos bolsos – o que era bom. Isso era perfeitamente bom.

Annabeth encarou Rachel e o Sr. D.

– É... Isso é interessante – Annabeth disse. – Vamos falar isso lá dentro. É muito... Perigoso.

[...]

Sentei-me em um sofá e ajeitei o headphone – meu companheiro para todas as horas, chatas ou interessantes.

– O que precisam conversar?

– Antes de tudo, tem um chalé para Tânatos que é honorário, mas como você e Sumiko são filhos dele, poderão usá-lo – Quíron disse. – Bem, por que vocês dois precisavam ficar no Cassino Lótus?

– Bem... Ele me disse que tinha algo para o futuro – pensei. Eu queria mentir, mas eles já sabiam que eu iria fazer isso e então eu precisei falar a verdade. -, bem ele disse algo sobre uma Profecia.

Rachel ao meu lado se inclinou na minha direção e seus olhos verdes me fitaram.

– A Profecia. Quíron devo recitá-la?

Ele fez que sim.

– Os Frutos da Morte surgirão após meio-sangues os resgatar / Um perecerá para o futuro e o outro decidirá o futuro dos deuses com seu passado escolher / o caminho que seu coração mandar – Rachel disse. – Mas não é só isso... Vocês dois tem uma Profecia. Uma...

O tempo congelou exceto para mim e eu levantei num pulo. Todos estavam paralisados até uma névoa cinzenta surgir.

– Meu querido – uma voz feminina soou ao redor de mim e eu vi uma mulher flutuando.

Ela era linda. Tinha cabelo castanho longo ondulado e olhos cinzentos – que pareciam chegar à alma de Akira – e usava um longo vestido de ceda branco e sandálias prateadas.

– Quem é você? – perguntei.

– Eu sou Lara – disse a mulher calmamente. – Deusa romana do silêncio mortal.

– Eu ouvi falar – afirmei. – Mas o que uma deusa romana quer com um semideus grego como eu?

Ela acariciou o meu rosto e eu tentei remover a mão dela, mas ela era feita de névoa cinzenta.

– Você é Akira Sasaki, o garoto gênio dos deuses. O segredo dos deuses – disse ela. – Todos nós pouparemos seu sangue, até a deusa Gaia quer você no exército dela.

– Ah... Eu não sei sobre esse segredo.

Eu realmente não sabia o que era “o segredo dos deuses”, talvez o que Tânatos me poupou de saber.

– Nós precisaremos do fruto de Tânatos.

– Mas se vocês vão me poupar... Isso significa que... – eu pensei. Ah deuses, minha irmã... Eles querem matar minha irmã?

Eu a fuzilei com o olhar, não poderia fazer mais nada já que ela era névoa. Ela deu um sorriso e se afastou, ainda flutuando.

– Sim. Ela mesma.

O tempo voltou ao normal e todos voltaram a falar.

–... Missão – completou Rachel que piscou os olhos e encarou Quíron, Annabeth e o Sr. D e depois eu. – O que aconteceu?

– Tal deusa romana Lara... Bem, ela veio aqui e... – eu senti um aperto no peito e sai correndo da Casa Grande. – Sumiko... – disse eu para mim mesmo.

Corri pelo acampamento inteiro procurando por Nico e Sumiko até avistá-los de costas em frente ao chalé de Tânatos.

– Sumiko! – gritei e eles se viraram, assustados.

– Akira? – Sumiko perguntou quando me aproximei. – O que aconteceu?

– Você está bem? Lara apareceu?

– Lara? – Nico perguntou confuso, mas eu o ignorei.

– Eu estou bem e nenhuma menina chamada Lara apareceu – Sumiko disse.

– Não menina... Uma mulher. Uma deusa romana e... – apontei para trás deles e eles se viraram. Lara estava em forma humana e não névoa. Entrei na frente de Sumiko e lancei meu anel e minha espada pousou em minha mão. Nico embainhou a dele que tirou de não sei onde.

– Você é Lara, né? – Nico perguntou e a mulher fez que sim com a cabeça.

– Sumiko... Venha cá, minha querida – a mulher disse.

Sumiko hesitou nas minhas costas, mas deu um passo a frente com uma das mãos ao peito, um gesto que ela faz quando está com receio de algo.

– Não vai, Sumiko – disse eu. – Ela quer te matar.

Nico me encarou.

– Você está de brincadeira, né?

– Não.

Nico tornou uma expressão sombria e encarou Lara.

Sumiko ficou a um metro de Lara que sorriu.

– Para o bem de todos os deuses, o fruto da Morte perecerá.

Lara ergueu uma mão prestes a fazer um movimento contra Sumiko. Antes que eu e Nico pudéssemos efetuar um golpe, Sumiko arrebentou o colar.

Uma aura negra – como a que estava ao meu redor – girou ao redor de Sumiko e o vento se concentrou em Sumiko e seus cabelos voavam (digo, como se ela estivesse despencando, eles subiam por causa do vento ao redor dela) e isso evitou o golpe de Lara. Eu abaixei minha espada e fiquei observando.

Nico ao meu lado disse:

– Mas o quê é...

– Isso? – Lara completou. Ela se afastou com um sorriso como se fosse algo bom.

A aura negra parou, mas Sumiko estava diferente. Seu cabelo repousou no ombro e ela olhou para Lara segurando uma espada com cabo preto com pedras preciosas. Ela parecia mais... Confiante e isso a deixava mais bonita.

A minha espada voltou a ser meu anel em minhas mãos e o coloquei de volta no meu dedo. Nico ainda tinha a espada apontada contra Lara, parecia que ele não confiava ainda na deusa.

– Você é espetacular, querida! Mas... Os deuses preferem seu irmão pelo segredinho dele.

– Segredo? – Sumiko perguntou. – Que segredo?

– Você não sabe? Não me impressiona... Tânatos não quer que vocês dois saibam. Não importa seu poder, você morre aqui e agora. Como uma filha de Tânatos deve gostar.

– Ata – Sumiko ironizou a palavra. — ばか あなたが死んでいる。- minha irmã disse em nossa língua e Nico ficou confuso.

– Traduz?

– Claro – disse eu. – Ela disse: “idiota, você é que morre!” – eu disse isso sorrindo e Nico apenas assentiu.

Sumiko não efetuou nenhum movimento, mas Lara arregalou os olhos e disse:

– Na próxima vez, eu vou te matar, garota – e sumiu.

A espada de Sumiko voltou a ser o colar de sempre dela e a mesma piscou os olhos e se virou para nós.

– O que houve?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.