Os Irmãos Earley
1 Capítulo 1

Acordei com uns gritos vindo da sala, levantei da cama com um pulo. Olhei para a cama ao lado, Kyler não estava lá. Dividíamos o quarto desde o nosso nascimento, nunca conseguimos ficar separados um do outro. Papai insistia em criar um quarto para cada, mas nunca quisemos. Andei até o corredor do meu quarto, de lá de cima dava para ver a Sala de Estar, lá estavam papai e mamãe, e cercando eles, estavam um grupo de pessoas vestidas de preto.
- Onde estão as crianças? – Uma mulher perguntou.
- Não estão aqui ! – minha mãe gritou com um olhar que faria qualquer um acreditar.
Mas ali eram os Black Stordh, e eles não acreditavam em nós, para eles somos apenas seres demoníacos, seres que estragariam o planeta terra, isso não era verdade.
- Executem o Homem – a mulher disse.
- NÃO ! – minha mãe gritou.
Mas já era tarde demais. Três homens seguraram meu pai, ele resistiu, tentando eletrocutar os homens. Mas eles possuíam uma pedra vermelha, uma pedra que parecia um rubi, essa pedra anulavam os poderes de qualquer ser sobrenatural. Um homem pegou uma espada e a cravou na barriga do meu pai. Ele deu um grito, pude ouvi os gritos da minha mãe. Abafei um grito.
Eu queria ir até lá, mas eu não teria chances, eu queria ir até lá e proteger minha mãe mas eu não podia. Uma mão tapou minha boca e me puxou de volta para dentro do quarto.
- Shhh ! – Kyler chiou pedindo para eu fazer silencio.
“ São eles não são ? “ – eu disse dentro da mente do meu irmão.
Ele balançou a cabeça em concordância.
“ Fique quieta, Kris. Vamos sair pela janela “ – ele disse dentro de minha mente.
Ele andou até a única janela que havia no nosso quarto.
“Venha” – ele disse.
Eu fui até a janela e olhei para baixo, era alto, mas nada que eu não pudesse pular.
“Vai !” – meu irmão quase gritou em minha mente.
Pulei da janela sem hesitar e meu irmão veio logo atrás de mim. Atrás da minha casa havia uma floresta, extensa e um pouco sombria. Lembro que papai havia nos dito:
“Caso aconteça alguma coisa, corra para lá e não pare “
Ele nunca nos explicou o motivo. Mas naquele momento, eu não precisei dizer nada para meu irmão. Ele me fitou com aqueles olhos azuis, apontou para a escuridão, olhou para mim e forçou um sorriso.
E corremos para o nada.
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