Notas iniciais
Sorry eu demorei para postar, nuss toda vez que eu ia escrever o cap, alguém me chamava ¬¬'' Tenso.com
Mas espero de coração que gostem deixem, e deixem Reviews para deixar essa Autora Feliz O/
Boa leitura.

*Harry Wood ON*

—Já olhamos quase todos os corredores e quartos, e nada de encontrarmos ele Harry—Olhei preocupado para Rick, ele tinha razão, demos a volta toda na região norte do Presídio, mas nem sinal de Antony por ali, já deviam ter se passado quase meia hora desde a última vez em que vimos Black e Larry na enfermaria.

—Eu sei Rick! Mas não podemos desistir ainda, talvez o Black já tenha encontrado ele antes da gente—Falei tentando me convencer daquilo.

—Tomara que sim—Rick disse um tanto duvidoso.

[...]

Fomos descendo para o último andar, tudo parecia bem tranquilo, como prometido Rick havia comunicado a todos os guardas que fechassem todas as entradas e possíveis saídas do presídio, ninguém entrava ou saia sem antes encontrarmos Antony, ele também não contou o motivo por está mandando aquilo, afinal não queríamos alarme entre os detentos. Eu confesso que também temia por Scoot, não tínhamos a mínima idéia de onde ele poderia está, quem sabe até dentro do presídio, já que o mesmo tinha mordido Antony.

Nossa procura foi totalmente em vão, por ali eles não estavam, resolvamos voltar e procurar por Black e Larry, talvez ele pudessem ter tido mais sorte que a gente.

*Harry Wood OFF*

*David Black ON*

—Fica atrás de mim Larry, acho que o barulho veio dessa porta aqui—Falei enquanto segurava firme a seringa na mão e com a outra abria devagar a maçaneta.

—Toma cuidado—Sussurrou Larry.

Assenti, e continuei girando a maçaneta, até conseguir abrir a porta, aos poucos eu fui empurrando ela para dentro, e tendo uma visão do seu interior, parecia um consultório, depois que abrir a porta toda, olhei para Larry fazendo um sinal de silêncio com o dedo, e fomos entrando na sala.

Era clara a sala, e havia uma mesa no canto, com algumas cadeiras, também havia um grande sofá, ou melhor, parecia um divã, tipo aqueles de quando vamos ao Psicólogo, e somos obrigados a ficarmos deitado contando nossos problemas, então tipo esse. Um grande mural preto na parede com o nome de algumas pessoas presos por alfinetes, me aproximei e observei que o nome de Gerald estava colado no Mural também.

—Posso ajudá-los?—Me virei de supetão vendo de quem era àquela voz feminina, Larry estava ao meu lado e também devia está se perguntando o mesmo, tratei de colocar a seringa no bolso, antes que ela visse, e pudesse se assustar.

—Me desculpe—Falei dando um sorriso—Quem é você?

A mulher me olhou um pouco assustada, eu não entendia o porquê daquela reação, tudo bem que havíamos entrado em sua sala sem permissão, mas ela havia ficado até pálida.

—Ta tudo bem com a senhorita?—Voltei a perguntar.

—C-claro—Enfim ela respondeu tentando manter a calma, mas era nítido o nervosismo em sua voz—Sou Carol, a Psicóloga do presídio, e vocês dois?

Antes que eu pudesse respondê-la, a lembrança do ataque de Harry no barco voltou como um soco em minha mente, não entendia o porquê aquela lembrança estava se passando por minha mente, só alguns segundos depois fui entender tudo, minha memória estava voltando, e eu reconheci quem era a estranha figura que estava vestida com a capa preta que eu pensava ser Scoot, era ela, agora eu tinha certeza.

—David Black, mas creio que já me conheça não é mesmo senhorita Carol?—Queria ver se ela omitiria.

—Claro, agora eu lembrei—Ela jogou um sorriso nervoso—O vi trazendo o novo detento, o Diego, mas o seu amigo eu sinceramente não sei quem é—Ela olhou para Larry.

—Larry, o marinheiro, ao seu dispor gracinha—O velho se aproximou dando um beijo na mão de Carol.

—Que gentil o senhor—Mas logo seus olhos voltaram-se para os meus novamente—Bem por que estão no meu consultório? Por acaso vieram se consultar?—Perguntou indo até o mural, de onde arrancou alguns nomes, e jogou os papeis em uma lata de lixo próxima.

—Escutamos um barulho suspeito vindo dessa sala—Falei.

—Suspeito?—Ela parou o que estava fazendo para me olhar—Como assim suspeito?

—Hum, Nada que precise se preocupar—Não podia contar a ela que tinha um louco comedor de carne a solto pelo presídio.

—Porque será que não sinto uma verdade nessa suas palavras em senhor Black?—Ela rebateu.

—Bem precisamos ir—Ignorei sua pergunta, era melhor sair logo dali, antes que ela começasse a querer explicações

—Tudo bem—Concordou.

—Bem por que o nome do Gerald está no seu mural—Tive que perguntar isso antes de sair.

—Esse é o meu mural dos pacientes mais teimosos, e com os casos mais sérios, por isso o nome dele está lá—Me respondeu rapidamente.

—Entendi, bem era só isso, precisamos ir, se nos da licença—Cutuquei Larry pelo braço, ele parecia hipnotizado pela mulher, ta confesso que ela era bonita, uma loira não muita alta, de pele bem clara e olhos atraentes, mas não podia esquecer que ela havia ajudado o Harry com o plano de me prender—LARRY?—Chamei, e dessa vez funcionou, pois ele logo me olhou alarmado.

—O que foi?

—Precisamos ir, temos que continuar com ‘Aquilo’—Fiz aspas com os dedos para que ele entendesse.

—Ahh, Claro, é verdade—Ele deu uma piscadela para mim.

—Então vamos, adeus Carol—Falei já me virando indo até a porta, porém Larry teve que fazer a típica cena do bom cavaleiro, e novamente beijar a mão de Carol.

—Foi um imenso Prazer Senhorita, espero que possamos nos encontrar mais vezes, você é tão bela quanto uma sereia, e olha que sou marinheiro, já vi muitas.

A psicóloga apenas sorriu, devia está achando aquilo tudo uma palhaçada.

—Vamos Larry—Voltei há chamá-lo um pouco sem paciência daquele teatro todo.

Por fim ele saiu comigo e voltamos para o corredor.

—O que foi aquela ceninha toda heim Larry? Um velho na sua idade de flerte é isso mesmo?—Indaguei.

—Não há idade para o amor Black, e eu sou um eterno romântico, além do mais, que mulher era aquela, você viu que pernas? Minha nossa senhora, eu daria tudo para ser um maluco, quem sabe tivesse sorte de ser o paciente dela—Ele dizia sorrindo.

—Eu estava preocupado com outra coisa, não estava prestando atenção nas pernas da Psicologa, seu velho tarado.

—Qual é Black, somos homens, você pode se abrir comigo, desde que se separou da margarida nunca mais o vi com ninguém, só bancou o dedicado pai do Mike, e agora que me dizer que não achou a Senhorita Carol uma mulher espetacular? olha eu já estava cansado de ver apenas homens nesse presídio.

—Me poupe Larry—Falei dando de ombros.

—Fazemos o seguinte, eu acredito nessa sua versão de que não achou a psicóloga uma tremenda gata, e você para de me amolar com esse seu papo de velho, combinados.

—Que seja—Bufei e continuamos explorando o corredor a procura de Antony.

[...]

Eu confesso que já estava para desistir daquela procura ao Antony, afinal andamos tanto, por tantos andares e corredores e tudo que víamos eram apenas celas lotadas de presos, carcereiros de um lado para o outro, guardas e mais guardas, mas quem nós mais procurávamos não encontramos.

Entramos em uma Ala diferente de todas as outras que tínhamos ido, essa tinha um nome pintado na parede e era a mais afastada de todas as outras, o nome na parede dizia ALA X. Como não custava olhar mais aquela ala, eu e Larry entramos no corredor dela, e demos de cara um portão de grade entreaberto, empurrei o portão tentando abri-lo, mas havia algo que interrompia, olhei por entre as grades logo vi o motivo, um carcereiro jogado atrás do portão, estava sujo de sangue e estava desacordado ou morto, não sabia bem.

—Larry olha isso aqui, é um Carcereiro, droga! Me ajuda a empurrar o portão.

Colocamos força e conseguimos empurrá-lo, afastando o corpo do carcereiro também. Larry arriscou se aproximar dele, mas eu o impedi.

—Não! Ele pode não está morto, ou quase isso, olha o estado dele, foi mordido—Apontei para o braço, a onde tinha algumas mordidas—Antony passou por aqui—Confirmei.

—Vamos seguir a diante?—Larry perguntou.

—Sim, estamos na pista certa, vamos continuar, mas olho vivo heim Larry, presta atenção.

Seguimos em frente, a Ala estava cheia de celas, dos dois lados, e se estendia por uma grande passagem à frente. O silêncio era o único som que pairava naquele momento, seguido dos nossos passos, coloquei a mão na cintura, de onde tirei minha arma, era uma 38. Tudo estava um pouco sombrio demais e escuro, não escutávamos barulhos nas celas, notei então que elas estavam abertas, olhei para Larry, ele me seguia cuidadosamente, olhamos dentro das celas e vimos alguns corpos estirados no chão, e isso em todas as celas, se o Antony tivesse mesmo passado por ali, ela realmente estava faminto, pois o estado de todos os presos era crítico.

Muitos caídos em suas camas ou beliches, outros escorados nas celas mesmo, topei em algo no caminho e quando olhei no chão vi que se tratava de uma mão, era mais um dos presos, mas esse eu reconheci, sim eu reconheci, era o Diego, o detento que eu havia trago para cá, estava com ferimentos no pescoço e nos braços, grande parte da pele e da carne do braço havia sido arrancada, Não sabia dizer se ele estava morto, mas com certeza eu não ficaria ali para descobrir, iríamos recuar, ali não era seguro. O certo era avisarmos ao Rick, ele saberia qual providência tomar.

Quando já tínhamos alcançado o portão da Ala x uma figura apareceu subitamente na minha frente, em um carcereiro, mas notei que não era o que eu havia visto caído no chão quando tinha entrado ali, aquele era outro, levei meus olhos até próximo ao colarinho do uniforme dele e vi seu nome escrito ali, Antony, era ele ali na minha frente, ergui a arma mirando em sua direção, ele estava perto do portão, alguns centímetros de mim, impedindo a passagem.

—Fica atrás de mim Larry—Alertei.

—Que coisa mais feia, Cruzes!—Larry tinha razão, o estado de Antony não era nada bom, ele já estava igual ao Scoot ou até pior

Com o rosto coberto de sangue o mesmo, mantinha a língua estirada para fora, deixando os dentes um pouco pontudos amostra, o uniforme estava banhando em sangue, e havia pedaços de pele humana em seu ombro, de certo era de algum daqueles presos.

Antony não perdeu tempo e avançou para cima de mim, na hora eu não pensei duas vezes e disparei um tiro que o acertou no ombro, ele recuou para trás, mas eu sabia que algumas balas não poderiam parar, eu já via até meu fim naquela situação, a única coisa da qual eu conseguia pensar, era em Mike, a imagem dele vinha em minha mente, como eu daria tudo para está com ele, como eu havia prometido. Dei mais um disparo e essa bala agora havia acertado seu peito, ele grunhiu de dor, e me lançou um Olhar furioso. Voltou a avançar em cima de mim me derrubando com tudo no chão, minha arma acabou caído da minha mão, e eu tentava impedir que aquele monstro me mordesse.

—Corre Larry!Escape daqui logo—Gritei, enquanto segurava os braços de Antony, que tentava desesperadamente me morder.

—Ta louco? Não vou deixar você aqui sozinho Black, somos parceiros, a onde está a seringa que o Harry te deu?

—Mais é claro, até tinha me esquecido, está aqui no meu bolso, pegue ela e aplique no pescoço dele, depressa ele é muito forte Larry.

Larry começou a procurar em meu bolso pela seringa, não demorou muito e ele a pegou, e quando estava pronto para fincá-la no pescoço de Antony, escutamos um disparo alto, Olhei para a testa de Antony, um grande buraco tinha se formado e dele começava a escorrer sangue, logo empurrei seu corpo para o lado, sentindo um grande alívio.

—Mais o que foi isso?—Larry perguntava afobado.

Vimos então Gerald se aproximar do portão, ele segurava uma espingarda nas mãos, parecia contente com o feito dele, se se encostou às grades do portão recarregou a arma.

—Foi por pouco heim Black—Ele disse terminando de recarregar a espingarda.

Me levantei e ajudei Larry a se levantar também, peguei novamente a seringa e agora fiquei com ela nas mãos, precaução era bom.

—Gerald, como sabia que estávamos aqui? E de onde pegou essa espingarda?

—Muitas perguntas policial, estou sendo interrogado por salvar sua vida é isso?—Ele deu uma risadinha, passando a mão pelo cano da espingarda.

—Agradeço pelo que fez, mas ainda sim, me deve respostas.

—Certo! Eu seguir você, quando foi na enfermaria com o Larry mais cedo, eu sabia que algo estava errado com o Antony, e depois observei vocês se separando, cada um para um lado,logo suspeitei e resolvi seguir você e seu amigo ai.

—Sim mais e a arma? Onde a conseguiu?

—No depósito de armas, Oras—Disse com a maior naturalidade—A questão é: Ta me devendo uma Black.

—Hum! Vamos precisamos sair dessa ala, vamos achar os outros e comunicar o que está acontecendo—Saimos da Ala X, não havia como trancar o portão, ele era automático e só se trancaria com alguma senha ou algo assim, então o quanto antes fossemos contar a Rick sobre aquilo, seria melhor, antes que aqueles presos ali começassem a acordar, o que pra gente não era uma boa idéia.

Notas finais
Uiii e ai gente gostaram???
Muahahaha resolvi colocar mais emoção nesse Cap, e logo terá muitooo mais.