Os Incapazes de Sonhar

7 Capítulo 7: Distorcido.


Sua boca era quente e úmida, também era macia. Afastei-me dele antes que o beijo se prolongasse mais.

Ele ainda não havia me soltado dele, ele me olhava tentando ler as minhas ações ou o que eu iria fazer.

Meu corpo foi tomado por um ódio, não deixaria que pensassem que era fraca, e que não sabia cuidar de mim mesma ou que muito menos eu deixaria que alguém encostasse a mão tão fácil em mim.

Logo me vi lhe dando um tapa, em sua face, seu rosto virado após receber o impacto.

Ele sorriu para mim, um sorriso vitorioso.

Olhei em volta para saber se alguém nos observava, para minha sorte ninguém havia percebido nosso pequeno showzinho.

Olhei para trás, Marcus estava sorrindo, começou aplaudir, como se estivesse assistindo uma bela peça de teatro.

- Esplêndido! Maravilhoso isso o que você fez Caim.

Caim de repente olhou assustado para Marcus, um olhar temeroso, como se algo de terrível fosse acontecer.

- Não chegue perto dela com essas intenções, você consegue entender isso? Ou terei que ser muito mais claro?!

- Não, eu entendi.

Caim estava com a mão sobre seu rosto o segurando. Seus olhos cor de avelã brilhavam com intensidade, raiva e ódio.

Ele abaixou a cabeça, virou-se e foi embora de forma lenta.

Quando lhe vi indo embora, saindo de perto de mim, senti um alivio imediato, era como se finalmente todos dos músculos do meu corpo pudessem relaxar.

Era como se um coelho indefeso finalmente conseguisse fugir das garras de um leão faminto.

Respirei fundo, então olhei para o Marcos esperando que ele me repreenda ou brigue comigo. Ele fez o inverso, ele sorriu para mim, um sorriso de satisfação.

- Você fez o certo Sofhia, não vou brigar com você.

- Obrigada.

Eu agradeci, estava me acalmando, isso tudo era loucura.

- Percebe que você sempre olha para um canto em especial, quer conhece-las? As meninas que você sempre observa?

Calei-me, ele havia percebido, ele prestava mais atenção no que eu fazia do que eu imaginava.

Eu balancei minha cabeça afirmando que sim, eu queria conhece-las, queria saber o que houve e se o meu destino era aquele.

Vi Lorenzo novamente, ele cochichou algo no ouvido de Marcus, então Marcus abriu um sorriso grande para mim.

- Parece que todos estão curiosos para lhe conhecer, vamos?

Ele segurou minha mão e me guiou até uma estrutura, era um palco, Marcus segurava o microfone e eu estava ao seu lado.

Escutei muitas conversar, sussurros, vozes que eu já mais escutei; Pessoas que eu já mais vi.

- Então, estamos todos aqui reunidos, certo meus amigos? Espero que todos estejam se divertindo.

Olhei em volta, as pessoas prestavam atenção em cada palavra e movimento de Marcus.

- Então eu irei apresentá-la, espero que agrade todos, minha nova aquisição.

Lorenzo me guiou até o meio to palco, senti um frio na barriga todos me olhavam, observando cada detalhe meu, da minha roupa, do meu rosto do meu corpo.

- Vamos Sofhia, diga algo...

- Boa noite a todos.

Foi a única coisa que veio em minha cabeça após receber um leve empurrão de Lorenzo.

Ouvi mais cochichos, pessoas falando, comentando, tudo ao mesmo tempo.

- Quero avisar que hoje não teremos leilões, sinto muito...

Olhei para Marcus tentando entende-lo.