Os Implacáveis

4 Capítulo III - O Confronto


Notas iniciais
o primeiro vilão será confrontado! relaxe, tome um cházinho e aproveite!

–Caramba! Isso é mais alto do que eu imaginava! – exclama Lenz quando todos chegam aos pés do Monte Everest.

Pé-de-Chumbo revira os olhos, impaciente.

–Sério? Qual parte do “maior montanha do planeta” você não entendeu?

–Que tal a parte do “quem falou com o emo do Pé-de-Chumbo?”

O garoto avança, mas FahrenKelvin impede que ele chegue perto de Lenz.

–Galera, união. Esqueceram?

–Gente! Qual é! Esse é o nosso primeiro super vilão! – adverte Íris, com um pequeno espelho numa mão enquanto a outra passava batom vermelho.

Pé-de-Chumbo ri.

–O que é isso? Quer derrotá-los fazendo-os se apaixonar?

–Por quê, Pé-de-Chumbo? Funcionou com você? – Pergunta Lenz, e o herói fica vermelho, assim como Íris.

FahrenKelvin pigarra, tentando desfazer o clima constrangedor.

–Então... eu bolei um plano durante a viagem. O cara é forte, mas com inteligência conseguimos derrotá-lo. O plano é o seguinte... – o garoto conta tudo aos parceiros, que não se opõem a ideia.

Um dos detalhes da missão é a “pequena” carona que Pé-de-Chumbo dará aos colegas, empurrando um trenó. Primeiro o menino mapeou toda a montanha, achando o covil dos vilões, sem deixar ser visto, é claro. Depois foi de novo ao encontro dos amigos. Colocaria um de cada vez num trenó e levaria a pessoa até certo ponto, perto da “casa” de Newton, o Terrível. A viagem duraria uns 10 segundos, afinal o garoto tomava certo cuidado com possíveis avalanches. Super devagar para os parâmetros Celeritate, mas a segurança era fundamental.

A primeira pessoa a pegar carona foi Íris. Ela se sentou no trenó e segurou a corda que Pé-de-Chumbo puxaria.

–Segura firme. Se você soltar vai ser difícil te achar no meio de tanta neve.

A garota engole em seco e põe suas luvas, para que o atrito com a corda não a machucasse tanto.

–Hey... sobre o que o Lenz falou mais cedo em relação ao seu comentário...

–Está pronta? – o garoto a ignora, olhando para trás. Ela afirma com a cabeça e segura a corda como se aquilo dependesse de sua vida.

Pois dependia.

Depois do aceno da cabeça, a missão começou. Vultos brancos passavam por ela tão rápido que a deixara enjoada. Ela fechava os olhos e só conseguia gritar: “PARE ESSE TRENÓ, PARE ESSE TRENÓ!”, mas quando ela ia gritar mais uma vez, o trenó parou.

–E aí, o que achou da carona?

–Melhor impossível. – afirma a garota, com cabelo desgrenhado. Celeritate dá de ombros.

–Vou buscar os outros.

Um minuto depois, os jovens estavam reunidos.

–Bem... acho que está na hora. – FahrenKelvin murmura, visivelmente apreensivo.

–Boa sorte, galera. – Lenz diz, estalando o pescoço.

–Vamos logo! – Celeritate exclama.

Caminhando lado a lado, os jovens vão em direção a caverna onde Newton, o Terrível residia. Mais parecia uma gigante cornucópia, com rochas negras e desgastadas, e sua abertura que se assemelhava a boca de um tubarão. Tinha dois andares, e o primeiro era onde o gigante morava.

Ao entrarem, silêncio profundo. A caverna era pequena, comparado ao tamanho do homem que dormia num canto, com um cobertor de pele o cobrindo. Estavam de costas para a Liga, que não sabia ao certo o que fazer.

–É uma baita covardia bater num homem desacordado – sussurra Lenz o mais baixo possível.

–É verdade. – concorda Pé-de-Chumbo. – Se conseguíssemos passar despercebidos por ele e subir para o próximo andar...

–É impossível. Seria fácil para você, mas é muito arriscado para nós. – Íris responde.

–Se ao menos tentássemos... – FahrenKelvin se opõe.

–Há muito tempo ninguém vem me visitar. – Uma voz grave e maligna enche a caverna. –Na verdade, ninguém nunca veio aqui. – Vinha de Newton, O Terrível. Ele não se movera um centímetro e ainda estava deitado, de costa para os jovens. – Afinal, ninguém nunca foi tão burro. Mas parece que vocês sim.

O homem levanta, seus quase 5 m assustando e muito. Pessoalmente, ele era muito pior. Sua pele pálida devido a falta de sol e seus músculos quase explodindo dentro de sua pele o deixava com uma aparência grotesca, exalando terror.

A liga estava paralisada, todos em seus postos.

–Para as boas vindas, uma frase clichê. Que tal “NEWTON ESMAGA!”? – O homem grita e vai em direção aos jovens.

Íris se concentra e extrai de seus pulsos toda a luz de sol que ela jamais tirou e mirou em direção dos olhos de Newton. Quando ele grita alto e leva as mãos ao rosto ela percebe que conseguiu atingi-lo. O cheiro de coisa queimada tomou a sala e ela tinha quase certeza que eram suam retinas.

FahrenKelvin derrete uma grande camada de gelo aos pés do gigante e logo depois congela de novo, o deixando preso até o joelho pelo gelo.

Lenz se concentra para atrair metais, expandindo seu campo além da Cordilheira do Himalaia, onde fica o Monte Everest.

Pé-de Chumbo distribui socos e pontapés no gigante, golpes potentes devido sua velocidade, mas isso não estava o detendo. Mesmo com os olhos fechados o homem socava o ar a procura de Pé-de-Chumbo, que desviava rapidamente.

Íris então decidiu invocar um arco-íris, para hipnotizá-lo, mas sua visão estava muito defasada, então Newton só ficou um pouco perturbado. Enquanto isso, FahrenKelvin tentava aos poucos congelar o gigante, mas devido ao seu tamanho, aquilo ocorria muito vagarosamente.

–LENZ...! VOCÊ ESTÁ CONSEGUINDO? – pergunta Pé-de-Chumbo ao mesmo tempo em que arrancava um dente de Newton com um murro.

–Estou visualizando várias vigas de uma construção... mas está muito longe daqui! – o garoto permanecia de olhos fechados e punhos cerrados, movimentando os braços em círculos.

–Se concentre Lenz! Você vai conseguir atrair! – FahrenKelvin exclama também de olhos fechados, conseguindo esfriar só um pouco o monstro.

–Isso, baby. Vem com o papai. – Lenz fala com um sorriso no rosto. – Quando eu gritar “abaixem!”, vocês sabem o que deve fazer.

O homem se debatia e resistia. A camada de gelo que prendia sua perna estava se derretendo devido ao atrito causado, e FahrenKelvin teve que repetir o processo algumas vezes, cada vez mais o deixando mais afundado.

Pé-de-Chumbo estava ficando cansado, e quase foi pego pelo gigante, quando Lenz finalmente grita:

–ABAIXEM, AGORA!

Várias vigas de metal de 10m de comprimento e 2m de largura invadem a caverna, sendo orquestradas por Lenz. As vigas se enroscavam no gigante, como cobras traiçoeiras e famintas.

– FAHRENKELVIN, TIRE OS PÉS DELE DO GELO!

Não havia tempo para perguntas, então o garoto obedeceu imediatamente as ordens do colega.

As vigas cobriram os membros inferiores e superiores do gigante e se entranhavam no gelo, o prendendo. Newton urrava com força e tentava se debater, mas aquilo era forte demais, até para ele. Lenz o deixara completamente coberto pelas vigas, só deixando de fora seu rosto.

Newton, ao perceber que havia perdido, parou de resistir e ficou no chão, imóvel.

–Ele parece uma panqueca de metal. – Íris diz, horrorizada.

–Ótima definição. – Lenz responde, totalmente ofegante. O garoto desaba.

–Lenz! –Íris grita, e vai correndo de encontro a ele. Pé-de-Chumbo o segura antes de cair no chão.

–Cara, você tá bem?

–Eu... nunca pensei que soaria no topo do Monte Everest. — Lenz ri tocando na sua testa, molhada devido ao esforço. Todos riem.

–Isso foi muito bom, gente! Agora só temos mais um para derrotar. – FahrenKelvin murmura, olhando para a escada de gelo que dava para o segundo andar.

Notas finais
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