Os Homens Merecem Morrer
11 Mistério no DreamsHotel, falsiane e o tapado
Notas iniciais
CAPÍTULO DEZ
Mistério no DreamsHotel, falsiane e o tapado
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Scorpius e Alvo chegaram ao DreamsHotel, onde Leonard Finnigan se hospedara na noite anterior. O loiro suspirou logo que saiu do carro do amigo.
— Foi aqui que eu passei a noite — Ele comentou e Alvo o fitou. — Onde Dominique mora.
— Vamos ver com a recepcionista o horário de entrada e saída dele — Falou o moreno, enquanto atravessavam a rua. — Dependendo você terá que acrescentar ao relatório se esteve próximo do quarto que ele estava ou se notou alguma atividade suspeita, ou sei lá!
Scorpius assentiu relutante. Maldito protocolo!
Adentraram o prédio, atravessando o saguão até a recepção, onde uma mulher de meia idade com cabelos pretos assinava alguns cartões.
— Bom dia — Alvo foi formal, mostrando seu distintivo assim como Scorpius. — Viemos em busca de algumas sobre um rapaz que esteve hospedado aqui e desapareceu.
A mulher pareceu surpresa, fitando-os atentamente.
— Tudo bem... Qual o nome dele?
— Leonard Finnigan — Scorpius retirou uma foto do bolso e a mostrou para ela. — Esteve aqui ontem à noite. Você o viu?
— Ontem era meu dia de folga, mas já o vi antes pela manhã. Ele geralmente entrava sozinho — Ela informou, dando de ombros em seguida.
— Ele tinha um horário fixo? — Alvo questionou, enquanto Scorpius fazia anotações.
— Entre dez e meio-dia ele chegava. Saía as duas ou três da tarde.
— Sabe quem estava cobrindo o horário da noite ontem? — Prosseguiu Alvo, franzindo o cenho.
— A Sarah Forbes. Mas hoje ela não vem.
— Pode nos passar o número dela e o endereço? — Scorpius pediu e a recepcionista o fez.
Ambos deixaram a recepção e saíram do prédio. Scorpius bateu o rádio para seu chefe, pedindo reforço para perícia no prédio dentro de uma hora?
— Não me incomode novamente, Malfoy! — O Dursley berrou, e Scorpius fez uma careta.
— Nós temos o chefe mais legal, simpático e amoroso do mundo — Ironizou Alvo, enquanto dirigia para o endereço de Sarah Forbes.
— Ah claro. Por que não? — Scorpius revirou os olhos, e logo ambos riram.
(...)
Rose colocou a lingerie preta e a vermelha dentro da sacola. Pegou o troco na gaveta do balcão e a notinha que a máquina do cartão retirava.
— Bom dia e volte sempre — A ruiva entregou a sacola, e o troco com a notinha para a mulher carregada de formol e silicone da cabeça aos pés.
A loira nem se dignou a agradecer e saiu da loja. Rose encarou Alice, revirando os olhos.
— Espero que o silicone dela estoure.
— É. Ou que a bunda dela caía enquanto o bofe dela enfia onde não é chamado — Alice deu de ombros, sentando-se no chão. Parecia pensativa. — Você acha que é uma boa? Sermos assistentes da detetive lá?
Rose sentou-se ao lado da amiga.
— Acho que ganhamos experiência e inspiração para o programa. Será bom.
— E se for uma furada? Já passamos por muita merda para chegarmos onde chegamos. Intactas, com um excelente emprego e com uma fama nacional. Não será bom colocarmos tudo a perder. Se alguém nos descobrir...
— Ninguém vai nos descobrir, tá legal? Está tudo bem. — Rose assegurou a Alice, que assentiu relutante.
— O que me preocupa é o Scorpius morando sob o mesmo teto com você. Ele é um investigador!
— Eu sei me cuidar. E sei cuidar da gente — A ruiva colocou a mão no ombro da amiga, tentando parecer o mais tranquila e calma (e gentil) possível. — Vai dar tudo certo.
— Tá — Alice murmurou, dando de ombros. — Mas temos uma vantagem. Scorpius e Alvo estão atrás da RW assim como todo o Departamento de Polícia. Você pode dar uma sondada nas anotações no bloquinho dele.
— Bloquinho? — Rose deu uma risada, levantando-se. — Alice, quem hoje em dia usa bloquinho em investigações?
— O Malfoy. Ele é um mini Sherlock Holmes. — disse Alice, cruzando as pernas como um indiozinho. — Eu lembro de tê-lo visto com aquele bloquinho no dia que a polícia prendeu a Parkinson na nossa loja. Ele ficava anotando tudo lá, cada detalhe. Provavelmente está lá as anotações que ele faz sobre a RW.
— E eu poderia verificar aquele bloquinho todos os dias... — Rose semicerrou os olhos, astuta. — Hoje mesmo vou fazer isso. Posso aproveitar quando ele estiver no banho...
— Exato. A propósito, como foi vê-lo pelado na sexta passada? — Alice perguntou com falsa inocência, mas a ruiva lhe encarou com uma fúria incontida e deu-lhe as costas imediatamente. — Ah, Rosalie Granger Weasley! Vai dizer que o bofe não tinha requisitos atrativos?
— CALA A MERDA DA BOCA, ALICE!
— AH, CALEI! — A morena se levantou também, erguendo as mãos para o alto em rendição, olhando para o teto em seguida. — Mas aposto que você gostou...
— ALICE LONGBOTTOM!
— AHHHHHHH! PAREI! CALMA!
(...)
— Então sra. Forbes... — Scorpius e Alvo se encontravam na sala de estar da sutil casa da recepcionista.
Ela serviu café e biscoitos a ambos, sentando-se na poltrona.
— Ontem Leonard Finnigan desapareceu. Precisamos saber se estava com alguém, horário de entrada e saída... Tudo que souber ou se lembrar — O loiro pegou seu bloquinho de anotações.
A sra.Forbes bebeu um gole de café, pensativa.
— Ah, Leonard Finnigan estava com uma garota ontem. Chegou por volta das seis e pela primeira vez pagou por um quarto. Geralmente ele sempre passava reto pela recepção...
— E você sabe o nome da garota? Ou a aparência dela? — Alvo perguntou, comendo mais biscoitos.
— Era uma ruiva com olhos castanhos e o rosto cheio de sardas. Parecia jovem demais... Adolescente até.
Alvo franziu a testa, pensativo.
— Ela estava com uma munhequeira azul da Nike?
A mulher pensou por um momento.
— Sim, estava.
— É a Melissa. Só pode ser — Alvo fitou o amigo. — Dominique e Rox tinham comentado algo sobre namorado da Melissa outro dia.
Scorpius anotou em seu bloquinho, encarando a sra.Forbes.
— Sabe o quarto em que ele estava?
— Quarto 214, no quarto andar.
— Lembra-se de mais algum detalhe? — perguntou Alvo, interessado. — Qualquer coisa anormal que tenha acontecido na recepção?
— A garota com quem ele estava saiu correndo e chorando assim que eu estava pronta para ir embora. Ninguém veio atrás dela. Pobrezinha. Talvez não tivesse suportado as cocotes francesas...
— Cocotes francesas? Prostitutas?
— Sim. Teve duas garotas que perguntaram do Finnigan. Disseram que eram cocotes francesas contratadas por ele.
— Lembra-se da aparência delas?
A sra.Forbes hesitou por um instante, comendo dois biscoitos.
— Não... Eu não me lembro.
— Tem certeza? Não se lembra de nada? — Scorpius insistiu, semicerrando os olhos.
— Elas estavam cheias de maquiagem.
— Tudo bem então — Alvo fitou o loiro por um segundo. — Agradecemos pela sua colaboração. Talvez precisemos de novos depoimentos.
Sarah Forbes assentiu.
— Vou levá-los até a porta.
Logo que estavam próximos do Civic preto, Scorpius meneou a cabeça negativamente.
— Ela pareceu nervosa ao citar as prostitutas — Ele colocou os óculos escuros.
— Eu notei. Deve ter sido subornada por elas ou algo do gênero — supôs Alvo, entrando em seu carro e colocando a chave na ingnição. — Parece que todas as mulheres estão unidas ultimamente. Pelo amor de Deus.
— Vamos encontrar a Mel. Precisamos do depoimento dela. — Scorpius olhou no visor do celular. Era quase meio-dia. — Espero que a perícia já tenha chegado no DreamsHotel. Vou mandar as informações do depoimento para eles agora.
(...)
— Eu estou me sentindo um lixo da pior espécie.
Aquela foi à primeira coisa que Rose ouviu assim que abriu a porta de sua casa, sendo seguida por Alice. Era três e meia da tarde, e graças a nenhum imprevisto, ela pôde sair em seu horário de costume.
Alcançou a sala de estar, onde uma música do Sam Smith (I’m Not The Only One pelo que Rose reconheceu), tocava em um volume moderado, enquanto Dominique e Rox estavam com uma Melissa chorosa, que devorava um pote de sorvete e ainda estava de pijama.
— O que vocês estão fazendo? Interpretação de uma música divosa? — Alice franziu a testa.
— E-Eu não acredito que ele não era virgem! — Melissa voltou a chorar.
— Vai passar... Vai passar... — Dominique acariciava os cabelos de Mel, suspirando pesarosamente. — Eu não imaginava que ele fosse um verdadeiro... Idiota.
— Ah, sério? — Rose cruzou os braços diante do corpo, encarando Dominique com a testa franzida. — Achei que você soubesse diferenciar os homens, Domi. Afinal, você que o arranjou para a Melissa, não foi?
— Rose... — Mel ergueu a cabeça, os olhos vermelhos. — Não brigue com a Domi...
— Não brigar? NÃO BRIGAR? — berrou Rose, largando a bolsa no sofá ao lado delas com força, sobressaltando-as. — ESSA PUTA, VADIA FEZ COM VOCÊ A MESMA COISA QUE FEZ COMIGO, MELISSA!
— Ah, eu sou a culpada agora? — Dominique sorriu cinicamente, levantando-se do sofá. — Sério? Acho que não. Eu não estava lá quando você abriu as pernas para ele...
Rose puxou os cabelos de Dominique erguendo-a do sofá, fazendo-a gritar. O tapa lançou a loira no chão, que encarava a prima com os olhos arregalados de pavor. Roxanne levantou-se de chofre, jogando Rose para trás, enquanto gritava com a mesma coisas ininteligíveis. Mas ela estava com raiva demais para sequer escutar o que sua outra prima idiota lhe dizia.
— Se sabe o que é bom para você, Mel, não fique perto da Dominique e da Rox — Rose falou, cerrando os punhos, tentando não socar a ruiva à sua frente ou lançar o vaso de flores horrível da mesinha de centro na cabeça de Dominique. — Não siga os conselhos delas. Elas são duas cobras venenosas esperando para dar o bote e ver o circo pegar fogo.
E seguiu para o seu quarto, subindo as escadas com pisadas fortes. Alice ficou parada, no mesmo lugar, até começar a dar risada e abanar as mãos em frente ao rosto.
— Ah que tudo! Eu amo essa ruiva, gente! Que tapa mais Anderson Silva — E subiu também, seguindo Rose.
Dominique levantou-se com a ajuda de Roxanne. Melissa secava as lágrimas e desligava o som.
— Aquela vaca — Dominique resmungou, bufando, e tentando arrumar os cabelos. — Ela ainda nos culpa por algo que ela mesma fez, Rox. Vê se pode. Aqui se tornou um péssimo lugar para passarmos à tarde. E ah meu Deus, isso aqui vai ficar horrível! Mel traga gelo para mim, por favor.
Melissa permaneceu parada próxima do sofá.
— O que vocês duas fizeram com a Rose?
— Não foi nada, Mel — Roxanne falou, arrumando os óculos no rosto. — Nós ajudamos ela. Só isso.
— Não pareceu uma ajuda segundo ela...
— Desde quando a Rose interpreta algo do jeito que realmente é? Ela só sabe levar as coisas à sério demais e ser a chata que sempre foi — Dominique pegou sua bolsinha no sofá. — Mas se quiser ser outra chata que leva as coisas à sério demais, vá em frente, Mel.
E saiu da casa com Roxanne em seu encalço. Melissa hesitou, olhando para as escadarias, antes de sair atrás das duas.
— Um dia ela vai entender — Rose falou, ouvindo toda a conversa do corredor. Assim que a porta bateu, indicando a saída de Melissa, ela foi para seu quarto, com Alice logo atrás. — Vai demorar talvez, mas ela vai entender.
— Ela não pode ser burra novamente. Dominique armou aquele cara para a Melissa. Tá na cara — A morena bufou, sentando-se na cama. — Eu espero que ela não seja burra novamente...
Mas Rose duvidava que Melissa fosse esperta tão cedo.
(...)
Scorpius despediu-se de Alvo e saiu do carro. A perícia ainda estava no DreamsHotel, e logo às quatro da tarde o loiro já se encontrava em casa, com seu bloquinho de anotações e uma série de dúvidas.
A RW se tornava cada dia mais popular e inconsequente. Ela estava germinando o caos, e parecia festejar a cada demonstração de poder diante da justiça.
E ainda havia Lysander, que não dera notícias ou qualquer sinal de vida (não que ele realmente esperasse por isso).
— Mais um dia exaustivo, Malfoy? — Rose estava ao pé da escada, encarando-o com um sorriso cínico.
— Quanta simpatia. — ironizou o Malfoy, franzindo o cenho. — Estou exausto se quer saber. Portanto não venha me dar frigideiradas na cabeça...
— Como você se traumatiza rápido — Rose largou-se no sofá elegantemente. O loiro a fitou com uma das sobrancelhas arqueadas. — A propósito, ouvi dizer que está tendo muito trabalho no Departamento de Polícia. A RW anda irritando muito?
— Vai dizer agora que é fã dela também?
— Eu? Magina! — A ruiva colocou a mão no peito, perplexa. — Sou apenas uma vendedora de lingeries que não é fã de ninguém...
— Ah tá. E eu sou imitação falsificada do Justin Bieber — Ele se dirigiu até a cozinha, largando sua pasta em uma poltrona próxima do sofá. — Pode falar que é fã dela e está louquinha para fazer tudo que ela diz com alguém por aí. Eu não ligo.
— Se você diz... — Rose falou em um tom alto, observando Scorpius abrir a geladeira e chacoalhar a garrafa de suco. Levantou-se agilmente do sofá, abrindo a pasta e vendo-a completamente e elegantemente... Vazia. Bufou, fechando-a novamente.
— Mas por que o motivo de tanta gentileza afinal? — Scorpius retornava para a sala, e Rose estava novamente largada no sofá, com um sorrisinho amarelo.
— Eu... Estive pensando. Se quisermos evitar mais stress, temos que começar a viver em paz.
— O que você colocou naquele seu café hoje de manhã? Espero que não esteja se drogando... — o Malfoy franziu o cenho bebendo seu suco. Rose tentou não fazer uma careta de raiva, e manteve a simpatia em sua face.
— Só estou dizendo que não nos damos bem porque, somos muito... Muito parecidos. — Acrescentou com relutância a ruiva, enquanto Scorpius arqueava as sobrancelhas. — E que não precisamos ser amigos, mas ao menos viver em harmonia.
— Tá okay — Scorpius permaneceu com uma face confusa na cara (era um tapado mesmo!), mas logo meneou a cabeça negativamente e subiu as escadas.
Rose esperou que ele subisse, e seus passos já não se fizessem presentes, para ela fechar a cara completamente.
— Merda! Inferno! — A ruiva praguejou baixinho, levantando-se do sofá e seguindo até a cozinha.
(...)
Hermione chegou em casa às seis da tarde, e se pôs a fazer o jantar em silêncio. Rose se aproximou da mãe, cautelosa, enquanto a mesma lavava a louça.
— Está tudo bem, mãe? — A ruiva se apoiou na pia, fitando o rosto da mãe. Hermione parecia realmente abalada com algo.
— Estou bem, Rose.
— Não parece. O que aconteceu?
Hermione suspirou, terminando de enxaguar uma panela e colocá-la no escorredor.
— Hoje fui ao médico — Ela falou, encarando Rose e voltando ao que fazia. Apoiou-se na pia por uns segundos. — Eu estou grávida.
Rose parou por um instante, a boca entreaberta, até conseguir pronunciar algo coerente.
— Mas... Isso é ótimo! — A ruiva franziu o cenho, um tanto atordoada. Ela não sabia ao certo como agir. — Quero dizer... É, não é?
— Rose, eu estou quase com 40 anos. Não posso mais ter um filho — Hermione falou, meneando a cabeça negativamente. — Estou com medo. Colocar em risco a segurança do bebê... — Suspirou. — Eu não quero que seu pai saiba, ok?
A ruiva fitou sua mãe atentamente.
— Não está pensando em...
— Abortar? Não sei — disse a sra.Weasley, pesarosamente, encerrando o assunto logo que Hugo adentrou a cozinha saltitante porque havia tirado uma nota magnífica na prova de matemática.
E Rose estava diante de outro dilema feminino.
(...)
Rony chegou em casa por volta das oito da noite, exaurido. O jantar fora colocado à mesa (lasanha de berinjela, couve refogada e arroz de forno), e eles comeram a maior parte em silêncio... Até o patriarca encarar Rose.
— Rose, você... Hm... Andou batendo na Dominique ultimamente?
— Por que? Ela foi contar à você o que fez? — A ruiva cortou a berinjela com o molho e o queijo com mais força do que o necessário. Scorpius, sentado ao seu lado, não deixou de notar quão vermelha ela ficara. — Porque se foi, bato nela ainda mais.
— O que aconteceu? — Hermione perguntou, confusa.
— É isso aí, mana! Senta a porrada nela!
— Hugo! Contenha-se!
— Desculpa, mamãe — O ruivo encolheu-se na cadeira.
— Dominique andou interferindo na vida da Melissa — A ruiva contou, bebendo um gole do suco de maracujá. — Colocou um namorado para ela. Um tal de Leonard ou sei lá o quê — Fingiu-se de desentendida do rapaz, sabendo que Scorpius estava atento ao que ela dizia. — E aí, ele mentiu para a Melissa, dizendo que era virgem, mas no fim não era. Os dois iam... Puff, ontem, se é que me entendem. — Rose deu de ombros. — Cheguei em casa hoje e a Melissa estava chorando no sofá da sala com um pote de sorvete ouvindo Sam Smith. Dominique e Rox estavam consolando-a, eu me irritei e parti para cima da “queridinha Dominique”.
— Você não deveria fazer isso. Fleur vai se zangar com você — repreendeu Rony, cuidadosamente, sabendo bem quão difícil era o gênio da filha.
— Que ela se irrite. Que todos se irritem! Estou farta da Dominique ser o anjinho que comanda quem quiser. Ela nem deveria ter voltado para o Brasil. Aliás, quando ela vai embora?
— Talvez mês que vem. Não sei — o sr.Weasley disse. Voltou-se para Scorpius. — E como andam as investigações sobre a RW?
— Horríveis — O loiro respondeu um tanto inquieto. — Leonard Finnigan desapareceu ontem à noite no DreamsHotel, por sinal.
— Desapareceu? — Hermione perguntou surpresa. — Alguma pista até agora?
— Duas prostitutas entraram no prédio atrás dele — Scorpius comentou casualmente. Rose prestava atenção em cada palavra, agindo naturalmente. — Enquanto ele estava com Melissa em um dos quartos. Alvo e eu interrogamos a recepcionista. Ela falou que a Melissa saiu chorando do prédio. A perícia está investigando o quarto agora, coletando pistas.
— Acharam alguma coisa até agora? — perguntou Rony, interessado.
— Não sei. Vou saber amanhã. Mas a sra.Forbes me pareceu pouco honesta em alguns pontos. Estou pensando em interrogá-la novamente, e interrogar a Melissa também.
— Dominique mora no DreamsHotel, não é? — perguntou Rose, fingindo-se de burra. Ela sabia exatamente onde Dominique morava.
Scorpius hesitou por um momento, limpando a garganta. Certamente estava lembrando-se de ter saído do quarto de Dominique noite passada.
“Tapado”, Rose pensou, mantendo um ar agradável em sua face.
— Mora sim. Mas não acho necessário interrogá-la.
— Pobrezinha — ironizou Rose, referindo-se à vadia da sua prima. — Deve ter ficado inquieta com a polícia por lá. Aposto que foi por isso que veio para cá essa tarde.
Encarou Scorpius de soslaio, terminando seu suco. O loiro parecia pensativo.
Rose ficou satisfeita por não precisar do bloquinho de anotações dele. Se a cada jantar ele entregasse todos os fatos interessantes sobre suas investigações, a Weasley saberia exatamente o que fazer.
E Dominique seria muito útil dali por diante.
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