Os Homens Merecem Morrer
35 Lar doce lar, amores e a sentença final
Notas iniciais
CAPÍTULO TRINTA E QUATRO
Lar doce lar, amores e a sentença final
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Rose tomou um chá de camomila enquanto sua mãe lhe mantinha protegida em um forte abraço. Seu pai beijou sua testa.
— Estou feliz que esteja bem, meu bebê — o sr.Weasley a abraçou também e Rose fez uma careta.
— Bebê não pai!
Hermione e Rony riram. Rose continuou tomando o chá, os cabelos ainda molhados do banho recém tomado.
— Então Alice talvez esteja grávida? — perguntou Hermione, um tanto surpresa.
Rose deu de ombros, entregando a caneca vazia para a mãe.
— Ela está no hospital com Alvo. Ele disse que ligaria para avisar se ela estava ou não.
— E Scorpius? — questionou Rony, sentando—se no sofá ao lado da filha.
O céu ganhava tons alaranjados conforme o sol se punha no horizonte.
— Ele ainda deve estar no DP com Mason e Leonard. Talvez a essa altura até Dominique esteja lá sendo interrogada...
— Ainda não acredito que nossa própria sobrinha foi capaz de se envolver com coisas tão... Erradas. — Hermione meneou a cabeça negativamente, inconformada. — Mas Astoria e Draco foram gentis em providenciar a soltura do seu pai. E além de tudo ajudarem em provas contra Lilá e a tal Marlene McKinnon.
Rony revirou os olhos.
— Draco fez porque Astoria quis. E Astoria quis porque aparentemente gostou da nossa filha...
— Não entendo como. — Rose deu de ombros, fitando os pais. — Eu dopei ela e fiz coisas horríveis com o Scorpius...
— Bom, Astoria tem os motivos dela. Ela sempre foi uma variável quanto a gostar ou não de alguém. O que importa é que ela se dispôs a resolver toda a situação. — Hermione plantou mais um beijo na cabeça da filha e se colocou de pé, puxando Rony pela mão. — É melhor você ir tomar seu banho, querido. Teve uma noite horrível.
Rony deu um beijo na testa da filha, que riu com os dois. Era bom vê—los juntos como um verdadeiro casal feliz. Talvez agora que o "furacão—Lilá" passou as coisas poderiam seguir pelo seu curso certo.
Rose deitou no sofá, aos poucos o sono consumindo—a. Quando finalmente fechou os olhos, a porta bateu despertando—a de chofre.
— Foi mal. Não queria te acordar — Scorpius disse de modo culpado. Carregava sua maleta e já afrouxava a gravata, completamente tenso.
Rose sentou—se no sofá.
— E então?
Scorpius largou—se ao lado dela, emanando aquele típico perfume forte.
— Dominique foi detida. Lilá e Marlene estão chamando advogados e até o papa, mas Mason entregou a mãe e contou tudo a polícia, assim como Leonard. Lysander não para de acusar você por ter culpa de tudo, só que Leonard, Mason e Dominique ferraram ela bastante, então ela também está com problemas até o pescoço...
— E Alice? Alvo deu notícias a você?
Scorpius meneou a cabeça negativamente, pensativo.
— Talvez ela esteja. Só sei que Alvo está uma pilha de nervos.
— Espero que ele seja sensato e se case com ela...
Scorpius pigarreou, e Rose o encarou com a sobrancelha arqueada.
— O que foi?
— Você e Alice vão para o DP amanhã. Conversei com os policiais e com meu chefe sobre isso. Vocês vão se entregar amanhã por terem passado por muita coisa essa noite e ao menos merecerem um dia de descanso. Até porque ajudaram na prisão de vários criminosos...
— M—Mas... Pensei que tudo tivesse se resolvido! — Rose exclamou levantando—se do sofá. — Pensei que já estivesse esclarecido que tudo que fiz foi em legítima defesa!
— Rose, Mason ter feito aquilo com você ou seu passado com Lysander não justificam completamente! Você matou vários homens...
— EU NÃO MATEI NINGUÉM! — Rose gritou, começando a estapear os braços de Scorpius, que se levantou, defendendo—se da fúria implacável da ruiva. — Depois de tudo o que passamos você... Você não entende! Vocês homens não entendem nós...
Scorpius deu uma rasteira em Rose e segurando seus pulsos deitou—se sobre ela, conseguindo imobilizá—la sem esforço com seu próprio peso.
Rose parou de falar instantaneamente, os olhos fixos nos de Scorpius.
— Eu gosto de você Rosalie. — o loiro disse suavemente. — Entendo tudo que você passou. Entendo que estava se livrando de um trauma, e entendo que o programa tenha sido sua maneira de culpar a raça masculina por tudo. De ter sua vingança. Entendo que não foi você quem matou aqueles caras diretamente. Eu entendo você, Rose, mais do que pensa. Conheço você o bastante para isso depois de todo esse tempo.
Rose riu com ironia, desviando o olhar relutantemente.
— Você não me conhece, Malfoy.
— Então se diz isso — Scorpius virou o rosto de Rose com uma das mãos, a outra mantendo os dois pulsos dela presos. — Me deixe conhecê—la melhor...
— Você não pode voltar no tempo, Scorpius. — Rose disse com aspereza, piscando na tentativa de afastar as lágrimas. — Não pode voltar aos tempos de colégio e tentar desvendar a garota que beijou naquele baile.
— Não. Eu não posso — Scorpius sorriu de canto, sua respiração e perfume inebriando Rose. — Mas posso recomeçar do zero a partir de agora.
Seus lábios tocaram os dela com suavidade, em um beijo tão doce e gentil que Rose se deixou levar, os batimentos de seu coração cada vez mais intensos, assim como sua respiração.
Scorpius se afastou e sorriu ao vê—la ainda de olhos fechados.
— Como da última vez — Ele deslizou a mão pelo rosto dela. — Você é a última a fechar os olhos e a última a abri—los.
Rose sorriu. Aquele velho sentimento arrebatando seu coração, aquela sensação antiga presente novamente. Talvez sempre estivesse ali, mas Rose se negava a deixar tomar conta.
Agora percebia que a maior fraqueza não era gostar de alguém, e sim permitir que seu coração se transformasse em puro gelo e a congelasse cada vez mais.
(...)
Alice estava boquiaberta, enquanto a médica que a examinara sorria de orelha a orelha.
— Parabéns! Vocês serão pais!
Assim que a médica deixou o quarto, Alvo encarou Alice com o cenho franzido.
— Por que eu não recebo parabéns? É uma injustiça!
— Alvo... — Alice suspirou, segurando a mão do moreno. — Você sabe o que tem que fazer agora, não sabe?
Alvo pensou por um segundo.
— Comprar a roupa do bebê?
— Não.
— Construir um berço?
— Não...
— Encomendar um berço?
— Também não...
O silêncio pairou quando Alvo entendeu o que Alice queria. A morena se ajeitou na cama, sorrindo delicadamente.
— Tudo bem — Alvo suspirou, segurando com firmeza as mãos da morena, que sorria radiante. — Parabéns amorzinho! — E passou a mão na barriga dela, logo se afastando.
Alice murchou como um balão soltando todo o ar.
— ALVO SEVERO POTTER!
— Ai! Que foi que você quer mulher?
— É para você me pedir em casamento seu jegue! — Alice o estapeou, e Alvo se afastou, chocado.
— C-Casamento?
— VOCÊ ME ENGRAVIDOU E AGORA VAI CASAR ALVO! VAMOS NOS CASAR!
— Você tá parecendo a Lysander desse jeito... Tá cedo para você deixar que os hormônios da gravidez acabem com sua doçura inimaginável...
— EU TO GRÁVIDA A QUATRO SEMANAS! QUATRO! Tem noção disso, Potter? Um mês!
— Okay. Eu tenho noção... Não grita...
Alice o puxou pela gravata com brusquidão, quase enforcando-o.
— Se você não casar comigo pode esquecer sua vida, porque ai sim você vai entender porque sou amiga da Rose!
— Não seja psicopata! Relaxa! — Alvo praticamente implorou. Alice o soltou, mais calma. — Eu vou lá, comprar um anel para você e te peço em casamento tá?
— Okay — Alice ficou mais conformada. — Se você me enganar eu fico pior que a Rose! Corto seu amiguinho e coloco fogo na sua casa! E no seu carro!
Alvo suspirou segurando as mãos dela e plantando um beijo na testa dela, que de fato a acalmaram completamente.
— Eu quero ter esse filho com você. Quero me casar com você. Quero ter uma família com você. Só estou assustado, mas prometo não te deixar. Okay?
Alice meneou a cabeça positivamente e recebeu um abraço caloroso e confortante de Alvo.
(...)
— Então resolveram se entregar? — Válter Dursley debochou.
Rose e Alice semicerraram os olhos na tentativa de evitar toda aquela chuva de baba com cheiro de maçã-verde. Eca.
No dia seguinte ao último descanso, decidiram fazer o que tinha de ser feito. Resolver toda aquela situação ridícula com a polícia seria a melhor maneira de recomeçar, e com o apoio de Scorpius e Alvo estavam suportando a vitória dos homens, principalmente do delegado do Departamento de Polícia.
— Acho que não tivemos muita escolha — Rose franziu o cenho, cínica. Scorpius lhe lançou um olhar de repreensão e a ruiva se calou.
Válter sentou—se em sua poltrona, um sorriso satisfeito estampando sua face.
— Mas o que eu falei? A justiça venceria. Vocês ficaram com o rabinho entre as pernas, não foi? Esses ativistas! Achei que a coragem das mulheres fosse maior...
— Olha, você vai querer essas maçãs? — Alice perguntou, os olhos faiscando na direção das frutas depositadas na mesa do delegado. — Porque eu to grávida e não posso passar vontade...
— NÃO! — Válter pegou sua cesta e colocou perto de si, possessivo. — São minhas maçãs, plantadas e colhidas em casa.
— Olha, a gente já pode ir embora então? Porque eu to ficando nervosa aqui — disse Alice inocentemente.
Válter levantou—se de chofre, apontando o dedo contra elas.
— Vocês duas cometeram crimes bárbaros e vão pagar por eles. MARTINEZ! Leve as duas para a cela junto das outras malucas!
Rose bufou, e Alice choramingou antes de se colocar de pé. O policial algemou ambas e as levou para fora da sala.
Ali fora, diversos policiais as vaiaram e aplaudiam ao mesmo tempo — provavelmente idolatrando o tão incrível delegado.
Scorpius e Alvo surgiram no corredor e correram até elas, mantendo as posturas profissionais.
— Não é melhor colocar elas em uma cela separada das outras? Já tem muitas mulheres juntas — sugeriu o loiro, encarando Rose por uma fração de segundos.
— São ordens do delegado, Malfoy — falou Martinez, destrancado a cela onde Lilá, Lysander, Dominique e Marlene estavam.
Rose e Alice tiveram as algemas retiradas e foram lançadas para dentro. Scorpius e Alvo ficaram parados diante das grades antes de terem de se afastar quando o policial o fez.
— Ora, ora! As vadias recrutas — Lilá desdenhou andando de um lado para o outro na cela, um olhar frio lançado contra elas.
Rose e Alice se mantiveram irredutíveis, encostadas contra a grade no canto mais afastado da cela.
— Você deve um belo pedido de desculpas a mim — disse Rose olhando as próprias unhas, e lançando um olhar ameaçador contra a Brown.
Lilá continuou mexendo nos cabelos loiros perfeitamente (e ainda) levemente enrolados.
— Até parece! — Lilá riu em deboche. — Eu não devo desculpas! Fiz vocês duas crescerem na vida! Não é minha culpa se agora estão aqui.
— Eu só não meto a mão na sua cara porque estou conservando o restante dos bons modos que ainda tenho — Lysander disse fitando Rose com frieza, sentada no chão da cela. — Mas vocês duas estão tão ferradas quanto nós! Então posso até ficar feliz...
— Bom, eu não me importaria nem um pouco de meter a mão na sua cara — E avançou contra Lysander, sendo contida por Alice.
Dominique parecia em pânico diante daquela situação.
— Eu não acredito que isso está acontecendo... Eu não deveria estar aqui...
— Ah você é a que mais deve — Marlene debochou, fazendo flexões no piso da cela, e exibiu um sorriso maldoso para a loira Weasley. — Você esteve do lado da Lysander contra Rose desde os tempos da escola... E o caso de estupro, bullying, ocultação de provas e ajuda a bandidos...
— Chega! Não precisa me lembrar das merdas que eu fiz... — choramingou Dominique, encarando Rose e Alice por um segundo. — Me desculpem... — sussurrou, abrindo os braços como se pedisse um conforto.
O máximo que recebeu foi um tapa de Rose, que deixou a marca de seus cinco dedos em vermelho na face esbranquiçada de Dominique.
— AI!
— Você é uma puta egoísta e fresca que não merece nem meu olhar de desprezo. — Rose cruzou os braços e virou a cara.
— Bom, já que estamos falando de putas egoístas, acho que chegamos ao seu ponto, Weasley — ironizou Lilá, ainda mexendo nos cabelos. Rose lhe lançou um olhar mortal. — Afinal você foi a mais egoísta enquanto trabalhou para mim. Estava quase deixando Alice aqui para ir a Nova York.
Alice puxou Rose quando a mesma ameaçou voar para cima de Lilá, e sorriu com desprezo contra a ex—chefe.
— Eu mesma teria permitido que Rose fosse. Já sabia de tudo muito antes e sinceramente não me incomodei. Rose sempre foi a verdadeira RW, que passou por coisas piores do que eu. Ela merecia todo o sucesso do mundo.
Rose lhe lançou um olhar de gratidão, surpresa com as palavras da amiga.
— Então você é mais burra do que pensei — ironizou Lilá, revirando os olhos.
— Calem a boca vocês! — um policial repreendeu, enquanto o outro dava risada.
Rose sentou—se nno chão com Alice, observando as outras ficarem em silêncio imediato. Dominique ainda passava a mão na bochecha vermelha e se afastara o máximo possível da prima.
— Será que vamos sair daqui logo? — Alice perguntou em um sussurro para a amiga, deitando a cabeça em seu ombro.
— Espero que sim — Rose sussurrou de volta, passando a mão nos cabelos da Longbottom.
(...)
Astoria concluiu sua proposta com um ar de sofisticação implacável naquela mesma noite. O delegado a fitava com perplexidade.
Draco apertou o ombro da esposa, tomando a palavra.
— Temos provas conclusivas de que Rose e Alice são completamente inocentes. Seu maior crime foi simplesmente expor a figura masculina como depravante. Fora isso, ambas não tiveram culpa alguma dos casos de assassinato que o ocorreram na cidade.
Válter Dursley comeu mais uma mmaçã, nervoso. Buscava algum furo em toda aquela confiança Malfoy, no entanto nada encontrava.
— Mas Rose e Alice praticaram roubos a um banco no interior da cidade...
— Sendo reféns de Lilá Brown e Marlene McKinnon. Está comprovado que após o roubo Lilá e Mason planejavam sequestrar Rose, e Marlene fugiu com Alice — falou Astoria, confiante de si.
— E os casos de invasão a domicílio? Rose e Alice tiraram fotos comprometedoras de um ricaço...
— Sob domínio de Marlene McKinnon. Fora que esse mesmo ricaço não registrou boletim de ocorrência por seu devido erro. E foi a esposa dele que contratou o serviço, que por sinal não é nada ilegal...
Àquela altura, o delegado já secava a testa com um lenço.
— Não é possível...
— A prisão das duas é completamente pessoal. Poderia ser taxado como suspeita, se eu gostasse de perder meu tempo com casos tão deprimentes. — Astoria levantou—se, sorrindo satisfeita com o abalo sísmico que causara. — Eu poderia fingir que não sei que todo o seu esforço em manter Rose e Alice presas seja para ocultar suas saídas noturnas em busca de outras mulheres que não seja a sua, e que a saída do ar do programa da RW fosse um alívio para evitar que sua amada esposa tivesse ideias de como matá—lo. — Válter arregalou os olhos, cada vez mais vermelho. — Então talvez seja prudente liberar Rose e Alice amanhã de manhã sob pena financiável e eu posso continuar a fingir que não sei de nada sobre sua vidinha medíocre e deplorável.
Sem qualquer opção viável, Válter foi obrigado a concordar. Pelo seu bem, pela sua imagem, e pelo seu casamento.
(...)
— Não pode estar falando sério!
Lilá Brown fitava Hermione Granger cara a cara separadas por uma mesa envelhecida na sala de visitas.
Era manhã de sexta—feira, e a perspectiva da liberação de Rose e Alice soava como uma melodia para Hermione.
E como uma boa mulher, ela não poderia deixar de esfregar seu sucesso na cara de quem lhe queria tão mal por tanto tempo.
— Você tentou, mas não conseguiu. — Hermione cantarolou, mexendo nos cabelos perfeitamente encaracolados. Ela havia voltado a se cuidar mais, graças aos estímulos de sua família e o bom relacionamento que estava tendo com Rony.
— Por que Astoria Malfoy se importaria em salvar dois lixos como Rose e Alice? — Lilá estava furiosa, as olheiras de uma noite mal dormida e a falta de maquiagem deixando sua face mais parecida com a de uma múmia.
— Talvez porque Astoria saiba que os dois "lixos" tenham um caráter eesplêndido, e que um desses "lixos" está destinada ao filho dela.
Lilá se colocou de pé, batendo as mãos na mesa e encarando Hermione com um ódio mortal, enquanto a mesma mantinha um sorriso calmo na face.
— Eu vou acabar com a droga da sua vida ainda! Aposto que está toda raivosa por dentro porque o sexo não está mais satisfatório, não é? Rony não é tão atencioso mais, não é? — o olhar doentio da loira era lançado diretamente contra Hermione, que sorriu.
— Na verdade, sexo não é tudo em um casamento. Se você entendesse isso talvez fosse mais feliz — baixou o tom de voz, como se fosse contar um segredo. — Mas acredite, está tão bom quanto antes do casamento.
Lilá gritou partindo para cima de Hermione, entretanto os policiais a agarraram antes de qualquer outro movimento e passaram a arrastá—la para fora da sala de visitas, enquanto a mesma se debatia violentamente.
— QUANDO EU SAIR DAQUI VOCÊ VAI VIRAR PÓ, GRANGER! OUÇA O QUE EU DIGO! VOU TRANSFORMAR SUA VIDA EM UM INFERNO!
— Diga o quanto quiser, Lilá. Vai demorar muito tempo para você sair daqui — Hermione sorriu satisfeita, observando a loira desaparecer de vista ainda gritando.
(...)
Dominique, Lilá, Marlene e Lysander apenas puderam observar Rose e Alice passarem pela cela completamente livres, trajando vestidos novos e óculos escuros da Guccy, a perplexidade, ódio e inveja assolando as quatro.
Alice e Rose sabiam que depois de algo terrível, o melhor era agir com classe, cabeça erguida e essencialmente: óculos de sol da Guccy, que escondem olheiras e dão um ar completamente misterioso a quem sabe usar.
E a ocasião era perfeita. Os vestidos que Astoria levara — um vermelho para Alice e um preto para Rose — tinham um ar ao mesmo tempo abalador e elegante, fora os saltos das botas de cano curto também fornecidos por Astoria.
Os policiais estavam boquiabertos. Além da rápida soltura, as duas sabiam como fazer uma saída com estilo.
O delegado as encarava com desgosto, e Scorpius e Alvo tentavam conter o riso. O chefe até mesmo esquecera de suas maçãs.
Rose parou diante deles com Alice do lado. A ruiva tirou os óculos escuros.
— Delegado, agradecemos imensamente pela noite em seu aconchegante Departamento de Polícia. O serviço de quarto estava incrível — deu uma piscadela e se voltou para Scorpius, ajeitando a gravata do loiro. — Nos vemos mais tarde então?
— C-Claro — o loiro ficou um tanto nervoso, e Rose sorriu voltando a colocar os óculos escuros.
Alice passou a mão nos cabelos de Alvo, em seguida colocando os óculos nos cabelos.
— Sabe o que tem que fazer essa noite, não sabe?
Alvo balançou a cabeça rapidamente em concordância. Alice beijou a bochecha dele e sussurrou em seu ouvido um rápido:
— Estou com uma lingerie nova em casa.
E voltando a colocar os óculos, se afastou com Rose.
Alvo permaneceu boquiaberto por uns instantes, e Scorpius respirou fundo contendo seus pensamentos.
O delegado se afastou resmungando para que cada policial voltasse ao trabalho, enquanto Alice e Rose eram levadas embora por Hermione e Rony.
— Elas ainda vão matar a gente — disse Alvo sabiamente, meneando a cabeça na tentativa de conter sua recente animação.
Scorpius sorriu de canto.
— Se merecemos morrer, prefiro que seja pelas mãos delas.
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Estou na estrada para o inferno
E eu vou descer até o final
— Higway to Hell, AC DC
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