Os Homens Merecem Morrer

29 Grande roubo, bandidas gentis e a emboscada


Notas iniciais
Hey! =D Como prometido, mais um capítulo! Momento ScoRose básico no capítulo u.u Boa Leitura!

CAPÍTULO VINTE E OITO

Grande roubo, bandidas gentis e a emboscada

♠ ♠ ♠

Roger Maxon era um empresário de classe maior. Vivia em motéis. Não seria difícil roubá—lo, claro, mas Rose e Alice não eram profissionais no ramo dos roubos e da discrição.

Principalmente na discrição.

— Seria uma boa hora repensarmos na nossa vida agora — Alice afirmou enquanto Rose estacionava a picape com nova tintura em frente ao banco que Maxon guardava todo seu dinheiro e tinha uma segurança fortificada. — Quero dizer, já pensou em confessar seus pecados para um padre antes de fazermos uma loucura que possa custar nossas cabeças?

— Relaxa okay? — Lilá dizia no banco de trás da picape. — Eu vou entrar agora. Quando eu der o sinal, a Lene entra com vocês e seguem o plano. Fim.

Rose não contestou, mas Alice mordia sua bochecha evitando pronunciar qualquer palavra que demonstrasse seu desespero.

Lilá saiu da picape sem nem ao menos se despedir, e passou pela frente do veículo sacudindo seus cabelos e ajeitando sua jaqueta brilhosa de pirua no corpo.

Entrou no banco sem sair do salto dez, rindo para os seguranças que até mesmo a seguiram descaradamente com o olhar. Homens. Tão manipuláveis por uma bunda perfeita e um par de peitos.

— Certo, ela entrou — Marlene continuou observando a entrada do banco. — Vocês ainda lembram do plano, né?

— Falar muito “porra” e “caralho” porque assusta? — chutou Alice, com a sobrancelha arqueada. Rose deu risada e Marlene fechou a cara.

— Também! Mas o fundamental?

Rose e Alice reviraram os olhos ao responderem tediosamente em coro:

— Utilizarmos a feminilidade a nosso favor e sermos ameaçadoras o bastante para que nos entreguem toda a fortuna de Maxon!

— E... — insistiu Marlene, ansiosa.

— Não sairmos do salto nem por um segundo sequer. — disseram em coro, bufando em seguida. Marlene bateu palmas animada.

— Perfeito.

Um bipe em um celular provisório que Marlene usava chamou a atenção da mesma e das demais.

— Vamos entrar — anunciou a Agente Heart, colocando a touca preta sobre o rosto.

Rose e Alice a copiaram, e levando a Glock consigo, a ruiva deixou a picape junto das outras. Marlene carregava um taco de beisebol ameaçadoramente em seu ombro.

— O que vocês... Ahhh — gritou o segurança assim que Marlene bateu o taco de beisebol na cabeça dele, derrubando—o de imediato no chão. O outro tentou tirar a arma do coldre, mas já havia recebido a mesma pancada na nuca, e fez companhia ao amigo.

— Vamos. Tirem o lixo da calçada — mandou Marlene, ajeitando a touca preta com furos nos olhos em sua face.

Alice bufou, começando a arrastar um dos corpos dos seguranças para dentro do banco. Rose a copiou, satisfeita por estarem próximas da entrada.

Assim que o fizeram, Marlene fechou as portas de vidro e seguiu com a bolsa de couro vazia em seu ombro para o fundo do salão do banco, passando pelas catracas.

Lá, Lilá tinha uma conversa “amigável” com o gerente, apontando a arma para a cabeça do mesmo.

— Eu disse que seria mais fácil já arrombarmos de uma vez esse lugar — alertou Rose, tirando a Glock de dentro do cinto enquanto Alice e Marlene puxavam dois funcionários.

— Eu sou uma pessoa que gosta de conversar antes de tudo. Mas parece que homens gostam de dificultar as coisas. — E ameaçando pressionar o gatilho, Lilá enfrentou o gerente aterrorizado. — Mande que eles peguem o dinheiro de Maxon!

— A—Abram o cofre do sr.Maxon. — o homem balbuciou completamente aterrorizado.

Assentindo com meneares de cabeça, guiaram Alice e Marlene que desapareceram de vista em poucos instantes. Rose observou o lugar, ainda segurando firmemente a Glock em suas mãos.

Não havia reféns naquele horário, pois o banco estava prestes a fechar quando invadiram. Tudo estava saindo perfeito: menos gente para testemunhar.

— Depois deste roubo vou ligar para os meus contatos. Os documentos de Maxon vão servir muito. Ele possui inúmeros cartões de crédito que podemos interceptar. Homens são tão burros. Uma vagina e um pouco de bebida e puff! Você consegue todas as senhas que eles possuem. — Lilá deu risada.

Rose continuou observando os arredores do banco.

— Em quem você vai colocar a culpa dos homicídios quando acabarmos?

— Pera moças, homicídios? — o gerente se intrometeu, arregalando os olhos e de imediato começando a tremer. — Moças, eu sou muito jovem para morrer...

— Cala a maldita boca e tape os ouvidos! — ordenou Lilá, e o homem obedeceu ainda temeroso. Ela suspirou fitando Rose. — Você tem que aprender a confiar em mim...

— Ainda não respondeu a minha pergunta.

Lilá suspirou.

— Tenho alguém em quem colocar a culpa. Um outro cara. Okay?

Rose não ficou muito satisfeita com a resposta, mas não teve muito tempo para questionamentos. Marlene e Alice acabavam de retornar com a bolsa cheia de dinheiro do Roger.

— Rose e Alice, cuidem deles. Os eliminem. Marlene e eu vamos cuidar da segurança lá fora — Lilá fez menção de sair, entretanto, Rose a puxou de volta com brusquidão, apertando seu pulso. — O que pensa que está fazendo?

— Não sou idiota, Brown. Marlene e Alice podem cuidar da segurança lá fora. Você fica comigo.

Alice bufou.

— Gente, sem brigas por favor! Isso aqui tá parecendo aqueles filmes lindos do Tom Cruise que um começa a enganar o outro!

— Esquece o Tom Cruise, Alice — repreendeu Rose, revirando os olhos. — Vá com a Marlene guardar o dinheiro na picape. Vamos cuidar desses aqui e já caímos fora.

— Moças, vocês não podem repensar a ideia de nos matarem? — questionou o gerente, com os olhos aterrorizados.

Rose permitiu—se sentir pena por certo momento, mas Lilá parecia disposta a não deixar rastros ou testemunhas, e pressionou o gatilho contra a cabeça do homem...

Nada ocorreu. Lilá continuou realizando o mesmo movimento repetidas vezes, e o gerente começou a rezar diante do perigo.

— Está sem munição! Merda! Me dá sua arma, Rosalie! — a loira exigiu, avançando contra a ruiva.

Sirenes puderam ser ouvidas do lado de fora do banco, e ambas arregalaram os olhos.

— Nem pensar! — Rose deteve a arma contra si, desconfiada e assustada por Alice e Marlene do lado de fora.

— Que porra Rose! Sou sua chefe!

— Não precisa matar eles, inferno! São inocentes!

— SÃO HOMENS!

Rose parou, dando um passo para trás. Lilá respirava fundo. Policiais saiam de dentro das viaturas naquele momento, e estavam indo contra Marlene e Alice.

— Mas são inocentes! Você é patética! — a ruiva começou a caminhar para longe da loira em direção a saída do banco.

— E vai deixá-los vivos? Você quem está sendo patética! — Lilá começou a segui-la rapidamente. — Vai se entregar por acaso?

E antes que as duas pisassem para fora do prédio, um carro em alta velocidade surgiu e bateu contra duas viaturas dos policiais, derrubando—os consequentemente e ferindo outros. Outros dois carros de luxo surgiram e fizeram o mesmo, como um verdadeiro jogo de boliche.

Rose se afastou com sua chefe, e Marlene e Alice se refugiaram dentro da picape.

— MAS QUE... — A Weasley começou, no entanto, Mason saía de dentro de um dos carros com outros dois comparsas, e iniciou uma carnificina contra os policiais. — PORRA!

A ruiva começou a correr em direção à sua picape em um súbito reflexo de adrenalina, mas Lilá a deteve segurando seu braço, e iniciando uma risada gutural.

— Peguei ela!

“O quê?”, pensou a ruiva, tentando se livrar do aperto, no entanto recebendo uma coronhada na nuca muito malfeita, a ponto de deixá—la acordada, mas silenciar suas tentativas de liberdade.

Viu Marlene acelerar com sua picape para longe, com uma Alice berrando descontroladamente coisas como “ROSE!” e “VAMOS TE SALVAR!”.

Mason se aproximou segurando uma metralhadora, e sorrindo alegremente.

— Meu amor! Rose! — retirou a touca que cobria o rosto da Weasley, e esta tentava aliviar a tontura e a dor em sua nuca, inutilmente. — Você não deveria tê-la machucado.

— Ela é frágil demais — Lilá a forçou a ficar de pé. — Pensei que não chegaria mais, filho.

“Filho?”, Rose arregalou os olhos diante daquela simples frase.

— Tive alguns atrasos, mãe. Fugir da prisão custa muito caro. Diga alguma coisa, meu amor — Mason ergueu o rosto de Rose com os dedos, sorrindo para ela. — Senti tantas saudades suas.

Reunindo a saliva em sua boca, ela cuspiu contra a face dele. Lilá a puxou com brusquidão para trás, segurando seus braços.

— Acho que você perdeu a educação que tinha — Mason limpava o rosto, enojado e indignado. — Onde está sua gentileza, querida Rose?

— Você enfiou no próprio rabo! — Rose gritou raivosa. — Destruiu tudo o que eu sentia por você! Pisoteou!

— Bom, vou ter que trabalhar em você então, minha querida. Se vai ser minha futura esposa, não posso permitir que seja tão mal educada. — chamou dois capangas. — Vocês dois, levem—na para o carro. Apaguem ela de preferência.

— NÃO! NÃO! SEU BABACA ESTÚPIDO! LILÁ! — Rose berrava enquanto os dois capangas a arrastavam com brutalidade. — EU VOU ACABAR COM VOCÊ!

— Ah, diga o que quiser. Vou pegar Marlene e Alice e arrancar todo o dinheiro que elas pegaram. Então iremos todos para Nova York. Inclusive você. Melhor não chorar tanto. Será um lucro imenso para nós — debochou Lilá, dando risada.

Um barulho de motor seguiu-se, antes que os capangas colocassem o pano molhado com álcool no rosto de Rose. Em um perfeito drift, o veículo parou em frente aos capangas que seguravam a ruiva. Saindo do carro e sem precisar mirar muito, efetuou dois disparos que atingiram as cabeças dos homens.

— VEM LOGO ROSE! — Scorpius Malfoy gritou.

Mason e Lilá estavam atordoados para agir, e quando o Brown mirou contra o carro do Malfoy, Rose já havia pulado para dentro do mesmo e Scorpius acelerava sem qualquer destino, apenas partindo para longe dali.

— ROSE WEASLEY! VOCÊ AINDA SERÁ MINHA! — Mason Brown berrou a plenos pulmões, quase desaparecendo de vista. Rose colocou o braço para fora do carro e mostrou o dedo do meio sem qualquer medo.

Scorpius continuou acelerando, sua pistola em seu coldre e os cabelos ensopados do suor que escorria por sua face diante da adrenalina. Rose permaneceu em silêncio, até alcançarem uma via expressa da cidade e estarem longe demais para serem pegos.

Notas finais
Adolo o carinho de vocês, tanto em reviews quanto em favoritar a história! Muito obrigada mesmo ;) Em breve, capítulo vinte e nove! Beijokas!