Os Homens Merecem Morrer
31 Amigos, busca e pistas
Notas iniciais
CAPÍTULO TRINTA
Amigos, busca e pistas
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— Oh não... — Rose levou as mãos à cabeça, olhando ao redor, confusa. — Lilá... Ela disse que tinha alguém para incriminar...
— Rose — Scorpius agachou—se diante dela, ficando à mesma altura que ela. Afastou uma mecha ruiva do rosto da garota, atraindo sua atenção. — Me explica no carro.
Rose se desvencilhou da mão dele, e colocou—se de pé antes que o loiro pudesse detê—la.
— Não vou ser presa, Scorpius.
— Pensei que já tivéssemos discutido isso, Rosalie...
— Scorpius! — A ruiva fez birra, batendo os pés no chão. — Meu pai foi preso! Será que você consegue entender isso? Sou a única que sei os esconderijos da Lilá e que posso descobrir vários outros. Você e os policias do DP são grandes... — Ela buscava palavras que ao mesmo tempo não fossem desacatar e que fossem ofensivas o bastante para extravazar sua raiva. No final apenas emitiu um bufo.
Scorpius suspirou, passando a mão por seus cabelos, buscando uma solução para aquele problema. Rose pedia com olhos suplicantes que ele não a prendesse, e de qualquer maneira, ela estava certa: o DP não encontraria Lilá tão facilmente.
— Certo, Rosalie Granger Weasley — disse Scorpius, dando—se por vencido. Rose suspirou aliviada. — Vou com você encontrar Lilá.
— Precisamos arranjar provas contra ela, e liberar o meu pai. Droga, ela foi longe demais — a ruiva disse para si mesma, mordendo o lábio inferior.
— Com certeza isso é uma isca para pegar você. Se Mason é o filho dela...
— É eu sei. Você me ajudando já serve para alguma coisa... — Rose deu de ombros, não tão crédula de tal hipótese. — Sei de um lugar onde podemos começar a buscar pistas.
(...)
Alice se encontrava desacordada no banco do carona depois de receber uma coronhada dada pela Agente Heart.
Marlene suspirava aliviada pelo enfim silêncio. Os berros da Longbottom podiam ser ouvidos a quilômetros de distância, e ninguém poderia desconfiar que ela estava com uma refém.
Tudo tinha que sair perfeito.
— Temos duas iscas até agora — Lilá dissera ao telefone minutos atrás. — Rony está preso. E Alice está com você. Rose é heroica demais e vai tomar alguma atitude desesperada para ajudar os dois. Então a pegamos.
O plano parecia perfeito. Marlene estava disposta a tudo pelo dinheiro.
Alcançou um motel velho no centro da cidade próximo à Estação da Luz, depois de horas de viagem com um congestionamento terrível.
Puxou Alice para fora com certa brusquidão, à mesma ainda inconsciente. Pagou o velho dono do motel para que levasse a morena até um quarto qualquer, e saiu em disparada novamente no veículo.
Em breve mais algumas pessoas chegariam até ali.
(...)
— É aqui — Rose disse convicta. Scorpius a fitou com incredulidade, as mãos ainda no volante.
— DreamsHotel? — questionou franzindo o cenho.
Rose suspirou encarando Scorpius. Ele precisava saber de um certo detalhe que ela ainda omitia.
— Eu ferrei a Dominique com a polícia naquele caso do Leonard. Lilá me ajudou nisso, então se for para me ferrar com certeza Dominique está envolvida...
— Por que será que não estou surpreso? — ironizou Scorpius, a mão em sua face antes de sair do carro. Rose o seguiu.
— Não fique tão decepcionado. Eu fiz o que tinha de ser feito.
— Claro. O que tem de ser feito para salvar a pele da “Rose”. Você me lembra alguém que conheci...
A ruiva ficou em silêncio enquanto entravam no hotel, que àquela altura da madrugada já não tinha mais o porteiro. Pegaram o elevador e Rose apertou o número do andar de sua prima.
Alguns minutos depois, já se encontravam diante da porta do apartamento dela. Antes que Scorpius batesse, Rose o deteve. Pegou a chave de fenda que tinha consigo e começou a lutar sozinha para destrancar a porta.
— Seria mais fácil termos batido — sussurrou o loiro, de braços cruzados, esperando pacientemente.
Mais algumas tentativas resultaram no clique que destravou a fechadura. Rose sorriu vitoriosa para Scorpius, que revirou os olhos e empurrou a porta.
O apartamento estava escuro e não ousaram acender a luz. Rose seguiu para onde possivelmente era o quarto de Dominique, e abriu a porta.
Estava vazio.
— Oh droga. A vadia deve ter ido atrás de algum rico bom de cama — murmurou à ruiva entre dentes, pegando seu celular e ativando a lanterna.
— Ótimo. Vaos embora. Já invadimos um domicílio sem autorização — argumentou Scorpius fazendo menção de sair, mas Rose o segurou pelo braço, sorridente.
— Já que cometemos um delito não custa nada aproveitar a deixa e investigar as coisas dela — deu de ombros e seguiu satisfeita até o closet da loira.
Scorpius revirou os olhos.
— Rose, não podemos...
— Vocês fazem burocracia demais com algo tão simples — disse Rose, examinando as prateleiras com sapatos e diversos cabides com roupas.
Emitiu uma exclamação quando a luz de sua lanterna atingiu o topo do closet onde havia uma caixa de sapatos.
— O que foi? — Scorpius se aproximou. Rose parecia prestes a dar pulinhos.
— Dominique detesta a EA. Por que ela teria uma caixa de sapatos dessa marca? Vamos, me levante.
— Eu virei guindaste por acaso? — reclamou Scorpius, mas segurou Rose pela cintura e a levantou como se ela fosse uma boneca de pano.
Ela pegou a caixa de sapatos e ele a desceu, ignorando o fato de que suas mãos ainda seguravam a cintura dela com firmeza.
Rose ainda de costas para ele, fechou os olhos por um segundo apreciando a proximidade e o toque repentino, antes de dizer:
— Pode me soltar agora.
Scorpius o fez ainda atordoado. Rose passou por ele saindo do closet, abrindo a caixa de sapatos sem esperar.
— Eu sabia! — Ela sussurrou mostrando a Scorpius os inúmeros papéis com a assinatura de Lilá. — São os documentos de compra do terreno e os contratos com fornecedores. Não tem nenhum aqui com o nome do meu pai...
— Ela levou à polícia, não? — sugeriu Scorpius, pensativo.
— Ou falsificou com a assinatura do meu pai. — a ruiva retirou da caixa todos os documentos e encontrou um número de telefone. — Talvez vamos conseguir mais respostas com isso.
Scorpius guardou os documentos na caixa novamente e a pegou, enquanto Rose fechava o closet. Deixaram o apartamento de Lysander rapidamente, assim como o DreamsHotel.
(...)
Alice abriu os olhos. Tudo girou antes de estabilizar e ela perceber que estava em um quarto com cheiro de mofo. Ouviu vozes.
— Olá, Alice — Leonard Finnigan a fitava com um sorriso malicioso.
— Leonard... — Alice se sobressaltou. — Onde estou?
— Oh, não posso dizer. Mas está bem longe de casa — sorriu enviesado.
Alice permaneceu em silêncio antes de tomar uma atitude desesperada:
— SOCORRO! SOCORRO! LEONARD FINNIGAN ESTÁ ME PRENDENDO! AQUELE QUE NÃO TEM PINTO! SOCORRO!
— Cala a boca, sua doida — o loiro colocou a mão na boca da morena.
A porta do quarto foi escancarada e uma figura feminina chegou. Alice conseguiu se livrar da mão de Leonard e ficou boquiaberta por uma fração de segundos.
— Você! — exclamou perplexa com a descoberta.
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