Os Herdeiros do destino - EM CORREÇÃO
42 Capítulo 41
Notas iniciais
Capítulo 41
Narrador
Atualmente...
“Decisões precipitadas,
Tomadas em momentos inoportunos,
Podem acabar dando mais dor de cabeça do que se a verdade tivesse sido dita”
Sasuke parou ao lado da cama de hospital onde Sakura estava. A rosada havia voltado a dormir e ele continuou no quarto, como havia prometido ao pai da mesma que faria.
O Uchiha estudou-a deitada na cama, percebendo pela primeira vez o quanto Sakura era pequena. Eles tiveram tantos embates e tantos momentos em que a rosada se pavoneou toda para discutir com ele, que Sasuke jamais havia reparado no quão pequena e frágil ela era perante sua estatura alta e forte.
Mas isso não o constrangeu, ele sabia que Sakura era forte, tanto de gênio como de força física, e um tanto louca... Na verdade, muito louca. E naquele momento, enquanto olhava para seu pequeno rosto marcado pelos machucados e calmo durante o sono, ele falou a verdade para si mesmo. Pela primeira vez.
Ele gostava dela.
Ele realmente gostava dela. E isso o fez sentir mais vontade ainda de se afastar dela. Sakura era louca, estupidamente sincera, exageradamente dramática e pavio curto.
Isso o deixava desconfortável. Por que não conseguia mais imaginar seus dias sem ter uma discussão infantil com ela e sem ela o chamando de idiota, ou ridículo ou babaca.
Ele estendeu a mão e tocou seus fios curtos cor de rosa. Jamais deixara ninguém chegar próximo o suficiente para fazer com que ele gostasse da pessoa. Só seus amigos eram assim, mas nunca com alguém de forma romântica. Ele desceu os dedos para seus lábios pequenos e carnudos, lábios esses que ele beijou com tanta avides. Lábios que o fizeram quase perder as estribeiras na primeira vez que o tocaram.
Voltou a tocar seus cabelos desgrenhados, mas ao mesmo tempo macios. Sempre preferiu mulheres de cabelos longos. Sempre. Todas as mulheres que já levou para a cama tinham cabelos abaixo das costas, como uma mulher daquelas havia o feito perder o controle daquele jeito?
Não que Sakura fosse feia, longe disso, mas ele sempre preferiu mulheres do tipo modelo: altas, magras, seios grandes, cabelos enormes e pele bronzeada. Ela? Ela era pequena, não tanto quanto Hinata, mas era. Magra, porém com curvas avantajadas e uma bunda bem grande, ele tinha que admitir, seus seios eram medianos e seu jeito espalhafatoso. Uma mulher que ele jamais olharia mais de uma vez.
E olha a situação dele.
Quando Sasuke ia retirar os dedos dos seus fios rosados, os olhos da mesma se abriram. Ele congelou no lugar e somente o barulho alto do aparelho, informando que o coração da Haruno batia estupidamente rápido, pôde ser ouvido. Mas dessa vez ela ignorou.
Ele encarou seus olhos de um verde vivo, esmeralda. E ela encarou os orbes dele, tão negros que era impossível ver as pupilas.
Essa situação se prolongou por longos segundos, até que Sakura abriu a boca e soltou a bomba.
— Eu gosto de você.
Sasuke continuou a encarando e essa reação foi fazendo a Haruno se sentir desconfortável. Porém, quando ela abriu a boca para dizer algo como “mas isso não quer dizer que você tem que me responder, só queria que você soubesse mesmo”, Sasuke soltou outra bomba.
— Por quê?
E essa foi a decisão mais precipitada que ele pôde tomar em sua vida. O Uchiha não fazia ideia do quanto essa pergunta lhe traria dor de cabeça.
Sakura piscou. Seu coração batendo mais forte que antes e o barulho do aparelho ficando cada vez mais alto.
— O... O que?
— Por quê? Por que você gosta de mim? O que você viu em mim? Quando isso aconteceu?
Sakura piscou novamente e ficou em silêncio, abrindo e fechando a boca, sem saber o que dizer. Ela sabia por que gostava dele, isso era tão claro quanto à luz do dia, mas... Ela não sabia como dizer a ele. Como expressar tudo o que ela sentiu quando o viu cantar pela primeira vez, nem como ela se sentiu quando ele a tocou, ou quando ele a salvou... Ela não sabia como dizer isso de forma tão repentina.
E Sasuke esperou.
— Eu...
Ele a encarava tão sério que Sakura não conseguia pensar em nada.
— Eu...
Ele ergueu uma sobrancelha.
— Eu...
“Fala logo, fala como você se sente” ela repetia na sua mente. Mas parece que seu tempo se esgotou.
— Eu sabia. — O Uchiha respondeu, com escarnio, afastando as mãos do seu cabelo e da cama. — Sabe por que eu nunca tive nada com ninguém, Sakura? — Ele questionou a olhando com sarcasmo. — Por que todas as vezes que alguma mulher disse as mesmas palavras que você me disse, eu perguntei o por quê. E todas, Sakura, todas tiveram a mesma reação que você. E então, depois, diziam que a minha beleza as ofuscou e toda essa baboseira de menininhas interesseiras. — Ele deu dois passos para trás. —Eu realmente achei que gostava de você... — A Haruno arregalou os olhos, esquecendo por um segundo que seu orgulho e seu coração estavam partindo pelo que ele falava. — Mas então eu percebi que você é só mais uma.
Então ele virou-se e deu mais alguns passos em direção à porta. Mas antes de sair, ele olhou por sobre o ombro para seus olhos.
— Espero não ter que encontrar você ou falar contigo. Isso aqui foi apenas uma caridade minha, não pense que me preocupei com você em nenhum momento. Apenas saia do meu caminho.
E então ele fechou a porta com força, deixando uma Sakura destruída para trás.
Destruída e humilhada.
Destruída. Humilhada. E decidida a esquecer de Uchiha Sasuke.
A apagar sua existência da sua vida e do seu coração.
E Sakura, ah Sakura... Ela era propensa a manter suas promessas. Por mais dolorosas que sejam.
***
Quando o dia amanheceu, Kizashi entrou no quarto da filha e parou ao lado de sua cama. Havia passado a noite com sua esposa para que ela não descobrisse o que havia acontecido com Sakura e ficasse agitada.
Ele olhou para o rosto da filha, ainda adormecia, e percebeu que ele estava inchado, como se ela tivesse chorado a noite toda. E isso o fez ficar com raiva, atribuindo esse fato ao que sua menina havia passado.
— Vai ficar tudo bem, minha filha... Logo, logo você vai estar boa, vai visitar sua mãe e vamos todos conversar.
Ele alisou seu rosto e sentiu um embrulho no estômago enquanto olhava todos os seus machucados, sua vontade era de matar aqueles desgraçados. Mas estava aliviado pela justiça estar sendo feita.
***
Hiashi parou em frente à porta, esperou durante toda a noite para fazer aquilo, por que queria ir somente com a companhia de suas meninas. E Hinata havia passado a noite inteira fazendo exames e limpando os pulmões da fumaça.
Depois que encontrasse sua mulher, iria direto ao seu advogado. Iria mandar que ele anulasse os papeis do seu casamento com a filha da puta que destruiu sua vida e sua família, depois iria tomar todo o cuidado de mandar que ela fosse obrigada a se retaliar com a família e devolvesse todo o dinheiro que roubou.
Já que ele não podia pedir o que lhe deu, essa era a única coisa que podia fazer, além de acusa-la de assassinato pelo parceiro que ela afirmou ter matado e por ter mantido sua esposa em cativeiro e tê-la enchido de drogas.
Ele iria usar toda a sua influência para destruir a vida dela e mantê-la na cadeia pelo resto da vida.
Hiashi olhou para a sua direita e encontrou o olhar de Hinata lhe dando coragem. Olhou para a esquerda e encontrou o olha de Hanabi, lhe passando segurança. Ele olhou para o final do corredor e encontrou o olhar de Naruto, que ele descobriu ser o novo namorado de Hinata. O loiro ergueu os dois polegares para cima e sorriu, o encorajando. Olhou para a direita dele e viu sua amiga de longa data, e uma das melhores amigas da sua esposa, com a mesma posição que Naruto. Minato estava parado, a esquerda do filho, com as mãos no bolso e só balançou o queixo como se dissesse “vai logo cara, estou aqui só esperando você entrar”.
O Hyuuga mais velho suspirou e segurou a maçaneta, girando-a e abrindo a porta lentamente. Seus olhos estudaram o quarto até parar na cama e ao ver a dona do seu coração, ele sentiu uma mistura de alegria, tristeza e dor.
Alegria porque ela estava viva.
Tristeza por ter perdido doze anos da sua vida com ela.
E dor por tudo o que ela passou enquanto ele vivia sua vida tentando ser feliz sem ela.
Ele entrou no quarto e não percebeu que estava sozinho. Hinata fechou a porta silenciosamente atrás do pai. Hiashi caminhou em direção à esposa sem desviar o olhar de sua pele extremamente pálida, mais do que o normal, e sua estrutura magra e desnutrida. Seus olhos queimaram pela terceira vez e o Hyuuga se sentou na beira da cama.
Então ele sentiu um aperto no peito e falta de ar quando ela olhou em seus olhos e abriu um leve sorriso.
— Hiashi...
E foi quando Hyuuga Hiashi desmoronou pela terceira vez em menos de 24 horas. Ele segurou seu rosto magro e aproximou-se dela, tocando seus lábios depois de tantos anos.
Ah... Como ele ficou aliviado ao sentir o mesmo comichão na boca do estômago que sempre sentiu ao olhar nos olhos azuis claríssimos de Hitomi, ou quando ele a beijava. Até mesmo um simples selinho, como o que ele dava nela agora, o fazia sentir assim.
— Meu amor... — ele sussurrou sua respiração se misturando com a dela e suas lágrimas caindo nas bochechas magras e pálidas. — Me perdoa... Me perdoa, me perdoa, me perdoa...
Ela ergueu os braços finos lentamente, para manter a sonda no lugar, e então o envolveu. Abraçando-o fracamente e alisando seus longos cabelos negros. Depois de tanto anos de dor, ao tê-lo em seus braços, parecendo tão pequeno mesmo sendo tão grande, ela finalmente percebeu que tudo o que havia acontecido era real.
Ela estava salva, com sua família e com o homem que amava em seus braços, implorando perdão. Por isso ela deixou um soluço engasgado sair, e depois outro e mais outro.
E os dois ficaram assim, chorando juntos enquanto ele pedia perdão e ela o perdoava, silenciosamente, o abraçando com carinho e amor.
***
Um mês depois dos acontecimentos, a vida seguia normal para muitos estudantes da KGO. Menos para um grupo de alunos em particular. Hinata e Sakura tiveram uma licença para se manterem afastadas da universidade, Hinata para ficar sob vigia médica e ajudar sua mãe a se reestruturar e Sakura para se curar dos seus ferimentos e visitar um psicólogo. A última só disse que necessitava de um profissional por que queria se manter o mais longe possível da faculdade e de certo homem orgulhoso que ela queria esquecer a todo custo.
Naruto, Neji, as garotas e Karin saíam da faculdade sempre que podiam para visitar as meninas no hospital, enquanto os outros seguiram suas vidas. A ruiva ficou possessa quando descobriu o que havia acontecido durante seu repouso na casa dos tios e quase matou o primo por tê-la mantido no escuro, mas logo que se acalmou o desculpou porque sabia da sua atual situação... Quem não sabia de nada, ainda, era o pai da criança. Mas a mesma estava esperando que Hinata e Sakura voltassem para estar ao lado dela quando ela contasse a verdade.
Depois daquela noite, as meninas a aceitaram como parte do grupo e a Uzumaki finalmente entendeu o significado de amizade de verdade, principalmente quando foi tentar explicar a Shion e Kim sobre suas novas amigas e fora abandonada. Contudo, ela nem mesmo se importou com a atitude das duas, havia, finalmente, encontrado seu lugar.
Ah! E a apresentação das duplas correu bem, porém as duplas de Sakura e Sasuke, assim como Naruto e Hinata, ficaram de se apresentar uma semana depois da volta das duas para a vida universitária.
***
Naruto entrou no quarto de hospital onde Sakura, agora devidamente recuperada, estava sentada, esperando sua mãe voltar do check-up, em um sofá com Hinata ao seu lado, também esperando a mãe voltar do check-up.
— Fiquei sabendo que vocês vão ser liberadas logo, logo. — O loiro informou enquanto se abaixava e dava um selinho demorado em Hinata e depois um beijo na testa de Sakura.
— Sim, Naruto-kun. — Hinata informou, com um sorriso gigante. Estava em uma fase tão feliz da vida que não conseguia se segurar.
O Uzumaki sentou-se em uma poltrona de frente para o sofá onde elas estavam.
— E eu fiquei sabendo que provavelmente seria amanhã... Um sábado...
Ele deixou as palavras flutuarem no ar e Sakura se recostou no sofá, cruzando os braços abaixo dos seios e o olhando zombeteira.
— E...?
— E... É um ótimo dia para eu dar uma bela festa de boas-vindas para as mulheres mais lindas que eu conheço... Junto com a minha mãe, é claro.
Hinata soltou uma risada e se levantou do sofá, caminhando até o namorado e sentando-se no seu colo. Naruto passou os braços envolta da sua cintura e a puxou para si, até que suas costas encostassem em seu peitoral.
— Eu acho uma ótima ideia. — Hinata informou, enquanto brincava com os dedos do loiro.
Sakura revirou os olhos.
— Agora que vocês namoram não param de se tocar nem um segundo, meu Deus.
Naruto e Hinata deram a língua para ela. Mas mesmo reclamando, a rosada estava feliz. Eles mereciam isso, Naruto mudou Hinata de um jeito que a Haruno não pôde deixar de admirar. Ele fez em um mês e alguns dias o que ela não conseguiu em anos de amizade. Mas ao mesmo tempo ela não conseguiu não sentir uma pitadinha de inveja, não por eles, mas pelo relacionamento que eles tinham e ela perdeu. A rosada balançou a cabeça para se impedir de pensar nisso.
— Vai ser na minha casa, às 19 horas. Vamos chamar muita gente. Pessoas da universidade e do ferro velho. E antes que comecem a reclamar, meus pais viajaram hoje e permitiram que eu usasse a mansão.
— Ok.
Sakura e Hinata falaram em uníssono.
***
Sábado
19h30min
Sakura estava deslumbrante e ousada. Mais ousada do que antes. A Haruno usava um vestido com um decote profundo na frente, que deixava a mostra seus seios medianos e arrebitados, a alça era uma corrente e abaixo do busto havia uma corrente igual, ele ia até a metade das coxas e era soltinho. Ela usava um salto branco e uma maquiagem marcando os olhos verdes e um batom rosa escuro. Seus cabelos curtos estavam soltos e bagunçados, sua franja caindo na testa e com um arquinho com pequenas pedrinhas nele. E com as costas de fora, obvio.
Ela não iria se empenhar muito em se arrumar se Hinata, Ino, Tenten, Temari e Karin não tivessem insistido tanto e alimentassem sua raiva contra certo alguém.
Ela sabia quem estaria lá e ela queria se manter tão longe quanto podia dele.
Não queria vê-lo, não queria falar com ele, não queria respirar o mesmo ar que ele.
Depois que ele fechou aquela porta sem olhar para trás, ela soube que não aguentava mais. Ele não esperou que ela estivesse pronta, ele a julgou e ele a tratou como um lixo.
Ah... Mas mesmo assim ela queria que ele a visse. A visse e se arrependesse.
A rosada saiu de seus devaneios quando Hinata apoiou a mão em seu ombro e olhou-a preocupada. Mas Sakura sorriu, mostrando que estava bem.
Hinata estava linda com seu vestido preto, justo até a cintura que se abria levemente até um pouco acima da metade das coxas e com um decote princesa não muito profundo. Sua maquiagem era mais escura que a da rosada e seus lábios tinham um batom vermelho combinando com seu scarpin da mesma cor.
Elas pareciam o oposto.
Uma de branco, outra de preto.
Uma mais tímida, outra ousada.
Mas as duas estavam igualmente lindas.
Elas olharam para a casa abarrotada de gente e com música alta tocando.
— Vamos entrar, as meninas estão nos esperando. — Hinata informa, segurando a mão de Sakura e a puxando. A morena estava com um pressentimento de que essa noite iria ser mais uma das noites loucas que vinha vivendo durante os últimos meses.
— Vamos. — A rosada concordou.
As duas andaram pelo jardim atraindo olhares de homens e mulheres, todos estavam arrumados com roupas bonitas, mas elas... Elas definitivamente eram as mulheres mais bonitas da noite.
Assim que atravessaram as portas da frente, vários pares de olhos as encararam, mas elas ignoraram e foram direto para a cozinha, onde as outras meninas as esperavam.
— Finalmente! — Ino gritou, a loira estava linda com um vestido tubinho azul celeste que tinha um decote na frente.
— Gaara não está no seu cangote hoje, porca? — Sakura zombou.
— Ah, cala a boca testuda. — A loira avaliou a amiga da cabeça aos pés. — Caramba mulher, você está muito gostosa. Ainda bem que tenho namorado, se não virava lésbica aqui e agora.
Todas gargalharam.
— Eu tenho que concordar com a Ino. — Karin informa, enquanto enche um copo com vodca e coca. — Vocês estão muito gatas.
A ruiva usava um vestido de alcinha dourado justo ate a cintura com um decote profundo nas costas.
— Eu as ensinei bem. — Temari se gabou, bebendo do seu copo vermelho. Ela usava uma blusa de mangas branca transparente, deixando seu sutiã rosa choking as vistas, e uma saia cós alto justa e preta, que ia até a metade das coxas.
— Você ensinou bem, Tema? — Tenten debochou. — Devia me ensinar bem. Até agora to na seca.
Tenten usava um vestido tubinho preto com um decote profundo nas costas.
Hinata revirou os olhos e pegou o copo que Karin estendia para ela.
— Hoje eu quero ficar bêbada. — Sakura informa, pegando um copo vermelho vazio, despejando uma boa quantidade de vodca e depois coca. Ela sabia que só dois copos daquele já a deixaria alta, mas ela não se importava. Era sua primeira festa em muito tempo.
— Eu vou dançar. — Tenten informa.
— Espera! — Sakura diz alto. — Eu quero ir também, só me deixa virar esse copo.
Todas a olharam, mas diferente do que normalmente fariam, ela deixaram a rosada virar o copo cheio até a boca de uma vez e observaram ela encher outro. Todas sabiam por que Sakura fazia isso, e todas entendiam seus motivos.
Depois de virar o primeiro copo e começar a bebericar o segundo, ela já estava se sentindo leve. Sempre fora fraca quando o assunto era bebidas e hoje ela realmente agradeceu por isso.
Ela e Tenten se encaminharam até a pista e dançaram sem parar, desgastando suas energias e começando a sentir as bebidas agir. E o mais divertido era que quando o copo da rosada esvaziava, Tenten ia à cozinha e voltava com um novo para ela. O bom de ter amigas como as dela era que elas entendiam quando Sakura precisava se embebedar.
A rosada dançava de olhos fechados quando sentiu olhos nela, ela abriu os próprios e encarou a pessoa que a olhava. Do outro lado da sala, encostado na parede, estava um ruivo conhecido. Seus olhos castanhos brilhavam no escuro e seu sorriso era sedutor. As luzes negras fizeram sua camiseta branca sem mangas brilhar no escuro, ele usava um casaco de couro preto e calça jeans escura. Sakura sorriu e parou de dançar, levantou a mão e fez sinal para que ele se aproximasse.
Sasori se desencostou da parede e caminhou até ela. Quando parou a sua frente, o ruivo sorriu.
— Quanto tempo, Sakura.
A rosada sorriu e apoiou a mão direita no seu ombro.
— Faz realmente muito tempo, Sasori. Eu fiquei com saudades.
O ruivo a olhou dos pés a cabeça.
— Parece que hoje você veio para matar. Está linda demais.
Sakura riu e apoiou a mão esquerda em seu outro ombro.
— Eu com certeza vim com essa intensão. Consegui alcançar meu objetivo?
Ele segurou sua cintura e a puxou para perto.
— Com toda a certeza, rosada. — Ele olhou em seus olhos. — Quer dançar comigo?
Sakura o olhou e tombou a cabeça levemente para o lado, como se estivesse pensando, mas no momento seguinte ela se inclinou e sussurrou ao pé do seu ouvido.
— Com toda a certeza.
Como se fosse uma deixa, a música trocou e Climax começou a tocar.
Sakura aproximou seu rosto do de Sasori e sorriu enquanto começava a balançar o corpo ao ritmo da música, rebolando lentamente enquanto o ruivo moveu sua mão direita até a parte baixa das costas da rosada, trazendo seu corpo para perto e acompanhando os movimentos do corpo da rosada com o próprio.
Eles estavam tão juntos e balançando em uma sintonia incrível, que as pessoas ao redor pararam de dançar para acompanhar os movimentos sensuais do casal. Sakura virou-se de costas para Sasori e segurou suas mãos, que agora estavam em seu ventre.
Eles voltaram a rebolar juntos, enquanto a rosada passava a mão pela lateral do rosto do ruivo. E foi durante esse movimento que ela viu Sasuke bem a sua frente.
Fazia um mês que ela não o via. Ele estava na outra parede, seu braço esquerdo estava envolta da cintura de uma morena alta, magra e de cabelos longos. Mas ele estava olhando para ela.
Sakura sorriu para ele e piscou um olhou, depois girou novamente, ficando de frente para o ruivo. Ela olhou para Sasori e viu nele a sua chance de acabar, finalmente, com o que sentia por Sasuke. Então, quando ele aproximou o rosto do dela, olhando para seus lábios, ela permitiu.
Afinal, ela se sentia atraída por ele. E ela sabia que ele seria o único que a faria esquecer o Uchiha. Mas no fundo ela ainda tinha esperanças de que ele fosse até ela.
Sakura enfiou os dedos nos cabelos do ruivo enquanto ele investia. E no momento que seus lábios se tocaram, ela sentiu uma sensação tão boa, que esqueceu que Sasuke estava bem atrás de si.
Ela se entregou ao beijo de tal forma, que quando Sasori segurou sua cintura com mais força ela o apertou contra si com a mesma intensidade. Suas línguas se misturaram e batalharam em uma dança gostosa e quente. Ela puxou o cabelo do ruivo e afastou suas bocas, eles se encararam ofegantes. Ela puxou seu cabelo novamente até seu pescoço estar exposto, Sakura distribuiu beijos contra ele e sentiu Sasori gemer.
Ela parou e ele ergueu o queixo dela com a mão, se abaixando para beijar seu pescoço também. E por alguma razão, ela olhou por sobre o ombro do ruivo e percebeu que eles haviam girado e que ela estava de frente para Sasuke.
O moreno a encarava com uma expressão dura, a mulher ao lado dele falava algo, mas ele a ignorava.
Sakura sorriu provocadora, o desafiando a ir até ela. Mas o Uchiha era orgulhoso e continuou lá. Se remoendo.
Então a Haruno deu de ombros e ergueu a cabeça de Sasori, voltando a beijá-lo com ardência.
Sasuke observava do outro lado da sala, seu sangue corria quente em suas veias, seu olhar era duro. Ele encarava a cena se desenrolando a sua frente com uma vontade imensa de partir para cima de Sasori.
Mas ao invés disso, ele agarrou o copo da mão da garota que estava com ele e o virou de uma vez, sem afastar os olhos da cena.
— Você devia tomar uma atitude logo. — A garota disse, irritada. — Não estou perdendo meu tempo para você ficar se remoendo por outra.
Ela o empurrou e saiu andando a passos duros. A bebida que o Uchiha ingeriu parece ter tido o efeito contrário ao de impedi-lo de ir até Sakura e acabar com aquela palhaçada. Por que antes mesmo de ele entender o que estava fazendo, Sasuke se desencostou da parede e andou a passos largos até os dois. Ele agarrou o ombro de Sasori e o puxou com força, e antes que o ruivo pudesse tomar uma atitude, Sasuke agarrou Sakura pela cintura, ergueu-a do chão e se enfiou entre a multidão.
— Você demorou mais do que eu esperava. — A Haruno sussurrou ao pé do seu ouvido enquanto ele subia as escadas, as pessoas abrindo caminho para os dois.
— E quem disse que eu ia até você? — Ele questionou em um rosnado.
Ela se afastou um pouco e deixou a cabeça cair para o lado, uma expressão linda e inocente tomou conta do seu rosto, fazendo o corpo de Sasuke ferver. Ela apoiou a mão sobre o coração.
— Ele me disse.
Sasuke sabia que ela já estava bêbada, mas não se importou. Ele havia chegado ao seu limite graças aquela louca e amanhã eles resolveriam seus problemas. Hoje eles fariam o que quisessem. Afinal, ele também estava bêbado.
Foda-se a razão.
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