Os Herdeiros do destino - EM CORREÇÃO
7 Capitulo 6
Notas iniciais
Capítulo 6
Narrador
Tenten, Temari, Hinata e Ino andavam pelo corredor, Sakura havia acabado de sumir virando o corredor depois de balbuciar algo sobre como precisava estudar.
— A Sakura está estranha desde a primeira aula... — Tenten comentou.
— É por causa daquele garoto... O Uchiha. — Ino respondeu a pergunta silenciosa nos olhos de Temari.
— O Uchiha? —Perguntou Tenten, confusa.
— Nós o conhecemos de vista, um pouco antes de encontrarmos vocês no quarto, junto com o Naruto. — Disse Hinata.
— Naruto? Uchiha? — Perguntou Temari, confusa. — Vocês estão falando do Uzumaki Naruto e do Uchiha Sasuke?
— Sim, sim... — Concordou Hinata, olhando para Temari.
— Meu Deus... Vocês duas não estão afim deles não, né? — A Sabaku perguntou, novamente, mas só pelo fato de Hinata ter corado drasticamente, ela já recebera sua resposta. — Ah não... Sai dessa Hinata! Eles são amigos de infância do Shika e do meu irmão, e se tem alguém que presta naquele grupo de garotos, esse alguém é o meu Shikamaru. Neji, Gaara e principalmente Naruto e Sasuke, não prestam. São ótimas pessoas, mas não prestam.
Hinata ficou levemente pálida, tudo bem que havia conhecido Naruto no dia anterior, mas por algum motivo... Um que não sabia, ela se sentia atraída por ele, tão atraída que só de vê-lo com aquela loira, fora motivo o suficiente para fazê-la ter ciúmes. E a morena sabia que o mesmo tinha acontecido com Sakura.
— Promete pra mim que você não vai se apaixonar por ele. — Temari disse, segurando firmemente os ombros da Hyuuga. — Eu posso não ter conseguido salvar a Ino disso, mas você e a Sakura eu consigo! Desculpa porquinha... Porem mesmo eu não tendo perdoado Gaara pelo que ele fez, eu ja sabia que algo parecido iria acontecer.
Ino baixou o olhar, e ao ver a tristeza nos olhos da amiga, Temari se socou mentalmente por tê-la lembrado daquilo. Mas mesmo que ela tenha tentado esconder com aquela alegria toda, a Sabaku sabia que ela estava magoada e triste, principalmente depois da entrada repentina de Gaara em sua turma.
— Só... Prometa, Hinata, e tente cumprir essa promessa.
— Eu... Eu não posso prometer isso, Tema... Você sabe que eu jamais, jamais, descumpro uma promessa, então, não posso prometer algo que não sei se serei capaz de cumprir... E nem mesmo de prever se vai ou não acontecer. — Hinata respondeu, encarando Temari nos olhos.
As duas se olharam durante quase um minuto, a Hyuuga, por algum motivo, sentira-se determinada. Não sabia se poderia se apaixonar por Naruto, ou se só seria uma atração passageira, mas ela o admirava, não pela quantidade de garotas que ele ja tenha saído ou... Dormido, mas pela pessoa gentil, alegre e verdadeira que ele a havia demonstrado ser, pela sua capacidade de mostrar a ela que nem tudo é tristeza... Hinata via no sorriso de Naruto uma forma de se salvar do passado e pensar no presente e no futuro, mesmo que eles não passem da amizade, ela o manteria em sua vida o máximo possível.
Por essa razão, ela não tinha nenhum medo ou vergonha de dizer que sim, ela seria capaz de se apaixonar por ele, e por isso jamais poderia prometer algo do gênero, sabendo que não seria sua mente que a comandaria, mas sim, seu coração; que desde já, batia acelerado só de olhar para seus olhos safira.
Temari suspirou, concordando com a cabeça. A loira nunca tinha visto um olhar tão decidido como aquele, não em Hinata, e sentia-se feliz por estar presenciando isso, mesmo que não concordasse com o que estava acontecendo.
Depois desse pequeno e breve momento de tensão, elas voltaram para o quarto. Cada uma perdida em seus próprios pensamentos.
Hinata pensava no que Temari disse.
Já Ino pensava no que havia acontecido mais cedo, e na sua tentativa falsa de mostrar felicidade, ela sabia que Gaara poderia estar estudando aqui, até porque os dois compartilhavam o mesmo sonho. E se teve algo que fez com que ela se apaixonasse mais ainda pelo ruivo, foi a sinceridade dele quando falava sobre o seu sonho de se formar em música na tão famosa Konoha Gakuen Ongaku. E isso a estava matando. Porque ela sabia que o veria todos os dias, com seus amigos, com outras garotas, com outras pessoas, mas jamais com ela... Jamais.
Tenten tinha ficada calada durante o breve desentendimento entre Hinata e Temari, perturbada. Mesmo que não admita, não como Hinata fez, ela estava afim de Neji. Mas, diferente da Hyuuga, a Mitsashi não gostava de ter esperança. E, por essa razão, tentava a todo custo apagar essa atração, que poderia virar uma grande e mortífera bola de neve.
Já Temari... Temari pensava no que poderia fazer pelas amigas. Mesmo que ela tenha feito de tudo, tudo mesmo, para que elas não encontrassem os amigos do irmão na época em que estudavam juntas, não deu certo, não agora. Por alguma razão, toda vez que seu irmão voltava do colégio interno ao qual pertencia, dizendo que iria trazer os amigos, ela dava um jeito de manter às amigas o mais longe possível.
Ela sabia, sabia, que elas sentiriam algo. Era quase impossível de não acontecer. Assim como era impossível eles não as magoarem. Não por que ela achava que suas amigas eram incapazes de conquistá-los, longe disso, Temari sabia que se existiam meninas capazes de “domar e domesticar” Naruto e Sasuke, essas meninas seriam Hinata e Sakura.
Mas a verdadeira razão para ela querer tanto mantê-los afastados é que ela sabia que dali pessoas sairiam feridas. E ela prometia a si mesma, naquele momento, que se essas pessoas forem suas amigas, ela mataria aqueles bastardos egoístas que não pensam antes de jogar o amor de uma garota fora. Até porque, eles só perceberiam se estavam ou não sentindo algo mais forte por elas, depois do estrago estar feito, como fora o caso do seu irmão.
E aí... Aí seria tarde demais. E Temari estava preparada para o tsunami que prometia acontecer.
Haruno Sakura
“Quando tudo dá errado, o que devemos fazer?
Devemos aceitar.
Porque depois que o estrago é feito, não pode ser desfeito.
Devemos tentar consertar.”
Suspirei e me escorei na parede direita do corredor escuro. Eu estou tendo pensamentos pessimistas, perdida nos corredores dessa Universidade, e isso é deprimente. Desencostei-me da parede e segui pelo corredor, observando o chão de granito preto, essa Universidade ama granito né? Deve ser porque é muito antiga.
E novamente, suspirei melancolicamente e segui para a esquerda no fim do corredor. Aqui é realmente um labirinto, vou tentar mais um pouco e se me achar eu mando mensagem pra alguma das meninas pedindo socorro...
Meus pensamentos foram interrompidos quando tropecei em algo. Olhei assustada para trás e congelei. Isso só pode ser sacanagem.
Sentado no chão, com as costas contra a parede, a perna esquerda esticada até quase a outra extremidade do corredor enquanto a direita estava dobrada, com o braço apoiado nela, a cabeça estava apoiada na parede e seus olhos negros me observando com sua bela e irresistível expressão fria.
Ele simplesmente não expressava nada! Nem mesmo um indicio de irritação ou sei lá o que ele poderia estar sentindo por eu ter tropeçado nele. Seu rosto era frio e em branco. E ele deveria estar se desculpando agora, porque cá entre nós, eu não tenho culpa nenhuma de ter tropeçado em uma cara sentado em um corredor, certo? Certo.
— E então, vai ficar me encarando com essa cara idiota ou vai me deixar em paz? — Sua voz grave passou por mim, fazendo, como sempre, um arrepio subir pelo meu corpo.
— Cara idiota? — Perguntei, incrédula. Ele realmente, realmente, não vai me pedir desculpas?
— Você ouviu, não vejo necessidade de repetir. — Respondeu ele, indiferente.
Bufei irritada, e comecei a me virar. Mas então fui tomada pela memória dele me chamando de “irritante” sem nem me conhecere agora me destratando dessa forma... Ele não tinha o direito de fazer isso comigo, assim, de graça. Parei meio virada, e o olhei de lado, bem no fundo dos seus lindos olhos negros, e disse.
— Prefiro deixar um bastardo arrogante sozinho, a ter que aturar esse seu mau humor diário, tenho pena de que tem que conviver com você. — Dei um pequeno sorriso de lado, e me virei novamente.
Porém, antes mesmo de dar dois passos, sinto meu braço direito ser puxado com força. Olhei para ele, encontrando um brilho raivoso em seu olhar. Foi então que percebi o quão próximos estávamos: seu rosto perfeito se separava do meu por apenas alguns centímetros, tive que olhar para cima, já que ele era uns bons 10 centímetros mais alto que eu. Não pude deixar de sentir meu coração martelar cada vez mais rápido e forte contra a minha caixa torácica.
— Quem você está chamando de bastardo arrogante, irritante? — Perguntou em uma falsa calmaria.
Isso me fez soltar uma risada leve, pelo amor de Deus, ele podia ser lindo e maravilhoso, e me dar muito tesão, principalmente próximo de mim como ele estava agora, mas ninguém, ninguém, me trata mal duas vezes e sai ileso.
— Aí depende se a carapuça serve. Serviu em você, Sasuke? — Retruquei, com um olhar inocente e uma voz dócil. Ri internamente quando o vi erguer levemente uma sobrancelha. E então um brilho de algo mais além de raiva passou pelos seus olhos ônix. Ele me soltou e deu um pequeno sorrisinho de lado. Meu Deus, se eu não estivesse tão furiosa com ele, eu teria me derretido com esse sorriso... Foco Sakura! Ok.
— Tome cuidado, Sakura... Eu não sou um qualquer que você pode provocar e sair inteira. — Ok... Ele disse meu nome?
— Tome cuidado, Sasuke... Eu também não sou qualquer uma. — Ergo uma sobrancelha, o imitando, e dou um sorrisinho de lado.
E então... Ele simplesmente se virou e sumiu corredor adentro.
Narrador
“As pessoas inteligentes são
Aquelas que reconhecem a maldade e a superam,
Aquelas que não veem o mundo como só bondade,
Aquelas que são boas e más,
Aquelas que conseguem tentar.”
O barulho dos saltos ressoava pelas paredes do belo e reconfortante restaurante, todos os homens ali presentes, acompanhados ou sozinhos, observavam a bela mulher que por eles passava.
A mulher sorriu, com seus lábios escarlates e carnudos chamando a atenção, quando avistou o belo homem moreno sentado de costas para si.
— Vejo que continua chamando a atenção por onde passa, não é?
Perguntou o homem, ainda de costas, quando sentiu a presença dela atrás de si.
— Como sempre, muito perceptivo. — Respondeu, ao sentar-se na cadeira ao lado dele — Que tal começarmos logo?
O homem sorriu ao observar o quanto aquela voz angelical e aquele rosto lindo poderiam enganar. Quem a via, achava que era um anjo enviado do céu, mas quem a conhecia... Tirava conclusões contrarias.
— Todos os herdeiros estão na KGO há uma semana. Já está na hora de agir.
— Calma, querido... Calma. Devemos dar mais um tempo, as coisas não podem ser apressadas dessa forma. — A mulher bebericou sua xicara de café enquanto sorria levemente por trás da mesma. — As famílias Hyuuga e Haruno já estão desequilibradas e a um passo da destruição, a próxima será a Uchiha e logo após a Uzumaki, não se apresse muito. De que adianta destruir os jovens, se para isso devemos primeiro nos livrar dos adultos?
— Você tem razão, mas não demore mais do que o necessário.
— E quem disse que planejo demorar? — Perguntou inocentemente, batendo levemente os cílios. — Eu quero é saborear esse momento.
O homem suspirou, sabia que ela faria da forma que desejasse, ou seja, lento e divertido, observando cada passo e rindo de cada queda. Ela era simplesmente assim.
***
— Finalmente nossa primeira aula de dança no estúdio! — Exclamou uma Tenten muito animada.
Ela não via a hora de fazer o que mais amava no mundo: dançar. Enquanto as outras estavam mais animadas para o que viria depois daquela aula de dança: a gravação da música no estúdio principal.
Durante toda aquela primeira semana os professores ficaram somente nas partes teóricas, explicando como seriam as aulas e como seriam divididas as provas, mas nenhuma única vez foi usada a prática.
O professor Gai perdera todas as suas outras duas aulas da semana fazendo seus alunos correrem ou fazerem exercícios físicos, alegando que estavam fora de forma e por isso precisavam se exercitar, e agora, nessa sexta-feira, ele finalmente resolvera que era hora de terem uma prática.
— Vamos... Vamos, sentem-se no chão formando um círculo, irei explicar como começaremos a aula. — Disse Gai, afobado.
— Bom... Bom... Hoje iniciaremos nossas aulas práticas de dança. — Começou, quando todos os seus alunos já estavam sentados e prestando a atenção. — Todas as segundas e quartas faremos exercícios físicos para que vocês continuem em forma, e todas as terças e sextas faremos aulas práticas. E para começar, escolhi dois alunos que me impressionaram muito, tanto no porte físico como em apresentações passadas.
Todos ficaram confusos.
— Gostaria de chamar o Rock Lee, um aluno antigo, que está aprendendo comigo desde a infância. — Todos olharam para o rapaz que se levantou, Lee tinha o cabelo negro e liso cortado no formato de uma tigela, como o do professor, olhos grandes e pretos, físico musculoso, mas não muito exagerado, era alto, com feições fortes e sorriso brilhante; ele usava uma blusa verde musgo e justa, uma calça de moletom preta e um tênis verde. Ele não possuía uma beleza obvia, mas não se podia negar que era extremamente charmoso.
— Claro, Professor Gai!
— Esse é o fogo da juventude! — Gritou o mais velho, enquanto passava o braço pelos ombros de Lee e o apertava contra si, como um pai faria a um filho.
Enquanto os dois distribuíam afetos, todos na turma observavam a cena com olhares descrentes.
— Agora... Gostaria de chamar uma aluna que me surpreendeu em sua apresentação ao concorrer para uma bolsa de estudos aqui na KGO. Mitsashi Tenten!
A morena congelou no lugar, enquanto Sakura, Ino e Hinata a olhavam com uma mistura de orgulho e felicidade. O professor a considerava uma das melhores!
Depois de alguns momentos tentando entender o que aquilo significava, Tenten levantou-se do chão, e com esse ato, chamou a atenção de todos para si. A morena caminhou até o professor e postou-se ao lado de Lee, com o rosto corado e um sorrisinho sem graça no rosto.
Neji, que já havia prestado a atenção, pelo menos duas vezes, na morena durante a semana de aula, olhou com uma mistura de curiosidade e descaso. Ele achava Tenten uma garota bonita, mas nada além disso. Neji gostava de ser o melhor, não costumava prestar a atenção naqueles que não o fossem, embora isso tenha melhorado muito durante a infância e adolescência, principalmente depois de uma briga que tivera com Naruto. E, agora, ao saber que ela tinha concorrido por uma vaga como bolsista e conseguido entrar, ele estava curioso para saber sobre o seu talento.
Tenten usava uma calça de legging preta, que marcava suas curvas, uma blusa larguinha cor de vinho com decote canoa, um top preto que so era visivel por causa da blusa que caía, expondo seu ombro, e um tênis de ginástica preto, seus cabelos castanhos estavam presos em um coque frouxo no alto da cabeça, com a franja caindo na testa e alguns fios na lateral do rosto.
— Gostaria que vocês improvisassem uma Zumba aqui e agora, quero testar suas habilidades e saber se conseguem confiar em um parceiro sem nunca ter dançado com ele antes. Começarei meu primeiro teste com vocês e ao longo das aulas irei testar outros pares. Pode ser que repita algum que não se saiu muito bem ou só porque gostei do casal. Essas danças podem ser a avaliação que pontuará o bimestre... Ou só um capricho meu. Acreditem no que quiser.
Tenten e Lee trocaram um olhar confuso e assustado, como assim pode valer ponto ou só ser um capricho? Pelo amor de Deus!
— Podem começar.
Os dois suspiraram ao mesmo tempo e sorriram cumplices, não se conheciam, mas... Teriam que confiar um no outro.
Posicionaram-se no centro do estúdio de dança e aguardaram enquanto seus colegas se aglomeravam no fundo da sala, e quando o professor deu o sinal, se aproximaram e aguardaram a música começar.
— Pode confiar em mim... E me acompanhar, irei te conduzir bem, prometo— Sussurrou Lee, quando Tenten enlaçou os braços em torno do seu pescoço.
— Tudo bem... Farei tudo o que nossos corpos mandarem. — A morena sorriu maliciosamente, fazendo o rapaz corar, e logo em seguida ela soltou uma risada cantarolada e divertida. — Eu estava só brincando, Lee, queria diminuir a tensão do momento.
O moreno riu e concordou.
— No três! — Disse Gai. — Um... Dois... TRÊS!
A batida da música começou a tocar, Tenten fechou os olhos e Lee ouviu a música, um segundo depois os dois já começaram a se mover. Lee segurava a cintura de Tenten com as duas mãos e a morena se apoiava nos ombros do rapaz, ainda com os braços enlaçado em seu pescoço.
Lee guiava a cintura de Tenten, fazendo-a rebolar sensualmente, enquanto seus pés se moviam em pequenos passos, sem sair do lugar, de um lado ao outro.
Bailando (Dançando) — Enrique Iglesias
“Eu olho para você e fico sem fôlego
Quando você me olha, meu coração acelera
(Bate bem mais forte o coração)
E num silêncio o seu olhar me diz mil palavras
À noite em que eu te suplico para que o sol não saia
Bailando (bailando)
Bailando (bailando)
Dois corpos no cio, um imenso vazio
Esperando o amor (esperando o amor)
Bailando (bailando)
Bailando (bailando)
Esse fogo por dentro, vai me enlouquecendo
E a gente suando”
Tenten soltou o pescoço de Lee e abriu os olhos, jogando os ombros para trás enquanto descia o corpo, sem deixar de rebolar em nenhum momento, Lee segurou sua cintura, enquanto a morena balançava o corpo ao ritmo da musica.
Tenten foi subindo lentamente, enquanto seu cabelo, que havia acabado de se soltar do coque, caia livremente ao redor do rosto e das costas, Lee sorriu e se deliciou com a imagem da bela e sorridente morena.
“Com sua física e sua química, e também sua anatomia
A cerveja e a tequila, a sua boca com a minha
Não suporto mais (não aguento mais)
Não suporto mais (não aguento mais)
A nossa melodia tem calor, tem fantasia
Até filosofia, é desejo que vicia
Não aguento mais (não suporto mais)
Não aguento mais (não suporto mais)”
Lee começou a guiar a morena pelo estúdio, enquanto Tenten continuava rebolando e agora tinha as mãos apoiadas em seus ombros novamente. O moreno segurou uma de suas mãos e a girou duas vezes, antes de joga-la em seu braço direito, a descendo sensualmente, com seu rosto a centímetros de distancia do de Tenten, e seguindo até o busto, antes de puxá-la contra si novamente.
“Eu quero estar com você, viver com você
Dançar com você, ter com você
Uma noite louca (uma noite louca)
E beijar a sua boca (e beijar a sua boca)
Eu quero estar contigo, sorrir contigo
Dançar contigo, viver contigo
Uma noite louca
Tão tremenda e louca
(Ooh, ooh, ooh, ooh)”
Eles voltaram a se mover pelo estúdio, enquanto rebolavam ao ritmo da música. Tenten segurou os cabelos de Lee com a mão direita e desceu a mão até o maxilar do moreno, virando-se de costas e rebolando contra o moreno, enquanto este segurava seus quadris e rebolava ao mesmo ritmo, dando passos para frente e para trás, com o gingado da música.
“Você me olha e me leva a outra dimensão
(Me leva a outra dimensão)
Seus batimentos aceleram o meu coração
(Seu brilho acelera o meu coração)
Que ironia do destino não poder tocar você
Te abraçar e sentir a magia de seu perfume
Bailando (bailando)
Bailando (bailando)
Dois corpos no cio, um imenso vazio
Esperando o amor (esperando o amor)
Bailando (bailando)
Bailando (bailando)
Esse fogo por dentro, vai me enlouquecendo
E a gente suando”
A morena virou-se para a frente novamente, e abraçou seu pescoço mais uma vez, enquanto Lee voltava a segurar em sua cintura. Os dois continuaram a rebolar ao mesmo ritmo de forma sensual. Tenten se afastou e segurou a mão direita de Lee, rodando de volta e sendo abraçada de lado, enquanto Lee jogava o corpo levemente para o lado antes de empurrá-la para longe novamente.
“Com sua física e sua química, e também sua anatomia
A cerveja e a tequila, a sua boca com a minha
Não suporto mais (não suporto mais)
Não suporto mais (não suporto mais)
A nossa melodia tem calor, tem fantasia
Até filosofia, é desejo que vicia
Não aguento mais (não aguento mais)
Não aguento mais (não aguento mais)”
Lee, um segundo depois, a puxou de volta, segurando sua coxa direita na altura do seu quadril e empurrando o corpo da morena um pouco para a frente, fazendo com que seus cabelos caíssem por sobre os ombros, logo em seguida a puxou de volta. Tenten passou as mãos pelo seu peito, enquanto descia a perna e balançava os quadris novamente, ao ritmo da música, junto com Lee.
“Eu quero estar com você, viver com você
Dançar com você, ter com você
Uma noite louca (uma noite louca)
E beijar a sua boca (e beijar a sua boca)
Eu quero estar contigo, sorrir contigo
Dançar contigo, viver contigo
Uma noite louca
Tão tremenda e louca”
O moreno a empurrou levemente para longe e logo em seguida a puxou para perto, a encarando face a face, com os rostos a poucos centímetros de distancia, enquanto Lee segurava sua cintura novamente e Tenten abraçava seus ombros, eles voltaram aos passos iniciais.
“(Ooooh, ooooh, ooooh, ooooh
Ooooh, ooooh, ooooh, ooooh
Ooooh dançando amor ooooh
Dançando amor ooooh é que vai minha dor
(Ooooh)”
Nas ultimas batidas da música, Lee puxou sua perna para cima novamente, na altura do seu quadril, e curvou o corpo de Tenten levemente para trás, fazendo com que os cabelos de Tenten caíssem em suas costa. A morena jogou a cabeça para trás, quebrando o contato visual, e fechou os olhos, sentindo a ultima batida da música.
Os aplausos foram ouvidos um segundo depois do fim da música, Lee puxou Tenten de volta e a morena sorriu para ele, que retribuiu. Todos estavam extasiados, como eles conseguiram dançar assim? Com tanta química? Aqueles sim eram dançarinos natos.
Neji observava Tenten com uma atenção diferente, ele amava dançar, tanto quanto Tenten e Lee, e quando viu a morena em ação... Ele não pode evitar se sentir encantado, quem era aquela garota? Perguntava-se o moreno de olhos perolados, enquanto a mesma abraçava Lee e as amigas.
***
— Caramba! O que foi aquilo, Ten? — Perguntou Sakura, ainda abismada com o talento da amiga, Tenten ainda estava corada e envergonhada, a aula já havia acabado a algum tempo e elas estavam a caminho do estúdio principal.
— Eu senti as faíscas de longe! — Gritou Ino, animada e maliciosa.
— Ino! — Repreendeu Hinata, enquanto ria da coloração cada vez mais vermelha que Tenten alcançava.
— Ah fala sério! Ficou obvio que aquele Lee ficou apaixonado pela Ten! Assim como quase todos os rapazes da nossa sala. — disse a loira, enquanto cutucava Tenten com o cotovelo e sorria mais maliciosamente ainda.
Tenten bufou e sentou-se no chão, igual a todos os outros alunos na fila do estúdio. Ino sentou no lado direito da morena, Sakura sentou no lado direito de Ino e Hinata sentou no lado direito de Sakura, todas contra a parede.
— Eu acho que vocês deviam pegar leve com a Ten. — Disse Hinata, séria, fazendo Ino bufar. — Mesmo que ela tenha seduzido todos aqueles garotos rebolando daquele jeito na aula. Mas que culpa ela tem por ter uma bunda gostosa dessas?
Ino soltou uma gargalhada, sendo acompanhada por Sakura logo depois da rosada dar uma cotovelada em Hinata, que já ria tanto que estava ficando vermelha. Tenten bufou mais ainda, enquanto tentava segurar o riso.
Hinata estava tão distraída rindo, quem nem percebeu o vulto branco se aproximando dela, até que ela sentiu o corpo ser jogado para o lado, fazendo com que ela soltasse um gritinho enquanto ouvia um sonoro “WOLF!”, para momentos depois, um bafo forte de carne invadir suas narinas.
— Ah, droga! Akamaru! — O rapaz puxou o grande cachorro branco de cima da morena, que tentava se recuperar do susto e se levantar. — Foi mal...
Disse o rapaz, enquanto estendia a mão para ela, que a segurou prontamente e sentou-se novamente. Hinata levantou o olhar e encontrou belos olhos castanhos a estudando. O garoto parado a sua frente tinha cabelos castanhos curtos e bagunçados, tinha feições ferozes, mas era muito bonito. Ele usava a blusa do uniforme, com os primeiros botões abertos (revelando o peitoral bronzeado e musculoso) e por cima um casaco de couro preto com algumas tachinhas nos ombros, ele usava também uma calça jeans preta e surrada, junto de um All Star cano baixo preto e desgastado.
— Prazer, sou o Kiba. E você? — Perguntou, depois de estudar Hinata desde o primeiro fio de cabelo até o dedinho do pé, fazendo a morena corar envergonhada.
— M-me chamo H-Hyuuga Hinata.
Respondeu, sorrindo gentilmente.
Ao ver aquele sorriso, Kiba sentiu algo se balançar dentro de si. O moreno estava encantado com aquela garota desde o primeiro dia de aula, eles estavam na mesma sala, e, pelo brilho confuso em seu olhar, ele soube que ela não tinha reparado nele antes; mas agora reparara, e tudo graças a seu bom e velho Akamaru. Depois daria um prêmio a seu amigo, ele merecia.
— Se não me engano você é da minha sala, não...? — Perguntou, enquanto sentava-se ao lado da morena.
— Bem... E-eu... Desculpe-me, mas... Eu não sei. — respondeu Hinata, corando fortemente e se martirizando por só ter prestado a atenção em Naruto, em Neji e em suas amigas durante todo esse tempo.
Kiba riu e assentiu.
— Bem... Pelo menos nos conhecemos agora. — Hinata riu do moreno, Kiba daria um ótimo amigo, ele aparentava ser muito legal.
— Somos da mesma sala sim, mas não nos falamos ainda. —Continuou o moreno, com um sorrisinho sacana. — Mas já que estamos nos falando agora... Gostaria de saber se você vai à festa da Kin hoje à noite.
— Eu... Vou sim. — Respondeu Hinata, corando levemente.
— Inuzuka Kiba! — Chamou Kurenai, a coordenadora, da porta do estúdio de música. Kiba bufou e olhou para Hinata com expectativa.
— Então... Nos vemos lá? — Perguntou já se levantando, com um olhar esperançoso. Hinata corou mais ainda.
— S-Sim, K-Kiba...
O Inuzuka sorriu mais ainda.
— Tudo bem então! — Disse, animado. — Até já, Hinata!
A morena acenou em despedida, enquanto kiba se afastava.
— Hmmmmmm... Que isso hein Hina. — Tenten fez uma careta maliciosa. — E eu pensando que você era santa... Bastou um cachorro pular em cima de você para você piscar esses olhinhos e fisgar o pobre rapaz.
Hinata corou drasticamente e cobriu o rosto com as mãos.
— Pa-Para, Tenten!
— Que isso Hinata, estava escondendo o jogo desde quando? — Perguntou Sakura, entrando na brincadeira, enquanto ria junto de Tenten e Ino.
— Eu... Parem! — Hinata pediu, muito corada e ainda escondendo o rosto com as mãos, o que a impediu de ver suas amigas rindo. A impedindo de ver, também, o dono de um par de olhos safiras, que observava atentamente toda a cena que ali se desenrolou.
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