Os Herdeiros do destino - EM CORREÇÃO
2 Capitulo 1
Notas iniciais
Capitulo 1
As gravadoras Uzumaki Namikaze transformaram-se em Uzumaki Haruno, após o casamento de Minato e Kushina. Já que as gravadoras Haruno estavam passando por problemas e poderiam falir a qualquer momento, por essa razão, Minato, com o consentimento de Kushina, retirara seu nome e adquirira o nome Haruno para ajudar o amigo de infância, desde então Minato dividia a presidência com o Haruno Kizashi.
Mas há três semanas, em uma reunião entre o Namikaze, o Hyuuga, o Haruno e o Uchiha, eles decidiram que o melhor era unificar todas as gravadoras em uma só cujo nome seria “gravadora U&H”, e decidiram também que criariam seus meninos juntos e o mesmo valia para as meninas, mas eles não teriam contato ou saberiam da existência uns dos outros durante a infância e adolescência, assim não haveria problemas amorosos ou de amizade, sendo completamente proibida a divulgação dos nomes e das imagens de cada um, sendo permitido que se conheçam quando estiverem na faculdade, onde cursariam musica na melhor Universidade do Japão, a konoha Gakuen Ongaku.
Dezoito anos se passaram, e agora, os jovens herdeiros da grande gravadora U&H caminham para seu futuro... E não fazem a mínima ideia de o quanto suas vidas, antes consideradas tristes, solitárias e cercadas de hipocrisia, poderiam mudar de uma forma trágica... Ou... Maravilhosa. Aí, depende somente do ponto de vista de quem vê.
Hyuuga Hinata
“Às vezes, o nossa vida pode ser tudo:
Cruel
Triste
Solitária
Mas sempre, sempre haverá um sonho...
E é o meu sonho que me faz seguir em frente.
Não consigo mais suportar tudo isso. Não sei até quando conseguirei ser forte, não sei até quando conseguirei proteger minha irmã mesmo sabendo que ela me odeia,
Não sei até quando conseguirei amar meu pai mesmo sabendo que ele me culpa pela morte da minha mãe,
Não sei até quando conseguirei aguentar aquela mulher... Sabendo que ela pode ser a razão da desgraça de toda a minha família.”
Observo o sol nascendo pela janela do meu quarto, isso se tornou tão normal... Mas hoje é por uma ocasião especial, hoje eu finalmente, finalmente, estou me livrando deste lugar.
Minha casa deixou de ser meu lar há doze anos, os doze anos em que minha vida foi um inferno.
Fecho o pequeno caderno roxo que se encontrava em minhas mãos e sorrio ao ver um carro cor de rosa escuro entrando na rua, ela chegou. Sakura, minha melhor amiga, estacionou o carro e desceu, acenando para que eu descesse logo. Sorrio respondendo ao aceno positivamente, e saio da janela.
Estou preparada para a viajem: casaco grosso de capuz lilás e branco, com uma simples camiseta preta por baixo, uma calça jeans azul escuro, confortável, e um all star converse preto, de cano médio. Pego a mala de rodinhas roxa e a de mão da mesma cor, tudo o que precisava estava lá, já havia enviado meus livros, CDs e produtos em caixas com meu nome para meu novo lar, a KGO, Konoha Gakuen Ongaku.
Saio o mais silenciosamente possível, não quero encontrar ninguém. Quando passo pela porta de Hanabi, me abaixo e passo um pequeno envelope por debaixo da mesma, sei que ela não quer, mas faço mesmo assim. Não posso desistir dela, não posso deixar minha irmã pensar que aquilo que ela recebia de Yumi era amor de verdade...
Não posso deixá-la viver sem saber o que é se sentir amada, como eu me sentia quando estava ao lado da nossa falecida mãe.
Solto um longo e lento suspiro, levanto-me novamente e caminho o resto do longo corredor repleto de quadros de artistas famosos, com paredes brancas e piso de madeira escura. Paro quando chego ao topo da longa escada de mármore branco, levanto a mala de rodinhas e desço degrau por degrau, tentando ao máximo não revelar minha saída furtiva, quando finalmente chego ao fim da mesma, ponho a mala novamente no chão e caminho até a porta.
Consegui, consegui me livrar dessa casa, dessa gente que acha que é uma família, mas que deixou de ser há muito tempo.
Paro quando ouço uma voz suave.
— Ora, ora, ora... Ia embora sem se despedir de mim, Hinata, querida?
Viro a cabeça lentamente para a direita, olhando por sobre o ombro para a mulher alta e elegante parada ao topo da escada, ela usava um vestido preto e estonteante, seu cabelo louro caia em ondas pelas suas costas, seus olhos verdes brilhavam e seu sorriso fácil estava presente. Ali, bem na minha frente, estava a mulher mais falsa que poderia existir, a mulher culpada por toda a minha desgraça. Ali, sorrindo vitoriosa, estava Yumi Hyuuga, antiga senhorita Kazuto e minha madrasta.
— E-Eu... Eu não achei que deveria incomoda-la me d-despedindo...
Odeio meu medo, odeio minha fraqueza, odeio ser tão tímida e sem confiança.
Eu me odeio e me envergonho de mim.
— Você não devia ter feito isso. Seu pai gostaria de se despedir.
E ela sorri, sorri como se estivesse feliz por ter me pego antes que fugisse. E sei que ela está, porque ela sabia o quanto eu queria ter conseguido fugir sem que ninguém tivesse me visto. Ela deve ter posto o despertador para tocar ou ficado de vigia na janela. São as únicas opções nas quais consigo pensar agora, e, vindo dela, não esperaria nada diferente.
— D-desculpa Yumi... Mas tenho que ir agora. Até.
Viro-me para a porta novamente e a abro, quando estou fechando a porta, ouço Yumi dizer.
— Seu pai gostará de saber que você foi embora sem vê-lo, Hinata. Assim ele não precisará se lembrar dela quando olhar para o seu rosto.
Finjo não ouvir, finjo que isso não me feriu e finjo não sentir uma grande irritação ao saber que ela se referia a minha tão amada mãe.
Atravesso o grande jardim a passos largos e rápidos, quando o porteiro abre o portão, passo pelo mesmo voando e salto para dentro do carro, onde Sakura já se encontrava novamente.
— Ei, ei... O que houve Hina?
Pergunta Sakura, com um olhar preocupado. Olho para ela, para seus grandes e reconfortantes olhos verdes, tão diferentes dos da Yumi. Tão bonitos... Da cor de uma esmeralda.
— Só... Só me tira daqui, Sakura. Por favor... Só me leve para longe.
Não precisei dizer mais nada e Sakura já saia do meio fio em alta velocidade. Depois de um longo minuto de silêncio, ela resolve quebrá-lo.
— O que houve dessa vez, Hina? Foi o seu pai? A Yumi? A Hanabi? – Ela franze o cenho olhando para frente, depois olha para mim rapidamente, deixando que eu visse o brilho de raiva em seus olhos e seu queixo trincado, volta seu olhar para frente e continua – Não sei como você aguenta, se fosse comigo já teria matado aquela megera. Seu pai e sua irmã eu entendo que você aguente, mas a Yumi? Essa eu não respeitaria nem um segundo sequer!
— E-Eu não sei o que me dá Sakura! Só consigo ter coragem quando você está por perto ou quando estou cantando! Fora isso, não passo de uma garotinha assustada e tímida. Eu sou patética.
Digo com raiva e tristeza. De que adianta ter opiniões fortes se eu nem ao menos consigo falar?
Sakura suspira lentamente e dá um sorriso confiante.
— Isso vai mudar, Hina, estamos indo para a KGO, e lá você vai aprender a ser mais forte e confiante porque vai estar longe de toda essa loucura que é a sua casa. — Ela parou em um sinal de trânsito, virou para mim e olhou no fundo dos meus olhos quando disse. — Quero que saiba que você é sim corajosa, a garota mais corajosa que já conheci na vida, nunca duvide disso.
Senti um calor no coração e meus olhos arderem por lágrimas não derramadas, esse era o tanto que eu amava minha melhor amiga.
— Obrigada por acreditar em mim quando nem mesmo eu faço isso, Sah, você é incrível. — Ela sorriu e deu partida no carro, então continuei. — Mas acho que terei de ser corajosa de qualquer jeito, dizem que lá a maioria é de gente mimada que acha que manda na faculdade. Se você começar por baixo, você fica por baixo.
— Bem, eles que tentem. Mas isso não importa, o que importa é que aconteça o que acontecer, estaremos juntas, ok?
— Ok.
Sorrio para Sakura e ela sabe que está tudo bem. Ela me conhece tão bem... Chega a ser impressionante a forma como ela sempre sabe dizer o que preciso ouvir.
Olhei pela janela e me surpreendi ao perceber que já estávamos no aeroporto.
Desço do carro e caminho ao lado de Sakura para dentro do grande prédio, onde pessoas passavam correndo para pegar um táxi do lado de fora ou para entrar e não perder seus voos.
Sento em uma das cadeiras na área de espera enquanto Sakura vai resolver algo. Pego meu pequeno caderno roxo, abro na primeira pagina em branco que acho e começo a escrever.
“Finalmente estou no aeroporto
Me sinto tão livre agora...
É como se finalmente eu pudesse esquecer de tudo.
Meu sonho está próximo
Cantar
Dançar
Viver
Sinto como se finalmente estivesse caminhando para um lugar melhor
Como se estivesse a caminho de pelo menos um pingo de felicidade que só encontro quando estou com a Sakura ou lembro-me da minha infância.
Quando ela estava presente.
Mas agora sim, agora posso mudar tudo e todos, agora posso ser algo mais.
Agora posso ser a verdadeira Hyuuga Hinata.
Agora posso, finalmente, realizar meu sonho.”
— Pronta para o nosso futuro, senhorita Hyuuga?
Sakura está a minha frente, sorrindo e balançando as passagens que ela guardava ansiosamente a mais de dois meses e eu sorrio de volta, fico de pé e a abraço, abraço como uma forma de dizer o quanto estou feliz por ela estar ali, o quanto estou feliz por ela estar me ajudando. Mesmo que eu saiba que esse também é o grande sonho dela, que essa também é a forma que ela tem de fugir da sua, agora, antiga vida, estou feliz por fazer parte disso e por ela também fazer parte do meu futuro.
Porque somos amigas
Porque somos irmãs
Porque somos Hinata e Sakura contra o mundo.
Uzumaki Naruto
Quando vivemos em um mundo cheio de hipocrisia e egoísmo,
Aprendemos a jogar com nossas próprias armas.
Mesmo que para isso, seja preciso fingir não ser você mesmo.
— Sasuke, vai mais rápido. Já está na hora, Teme!
— Cale a boca, Naruto! — Sasuke rosnou. — Estou indo na minha própria velocidade. Se continuar gritando no meu ouvido, irei a 10 km/h.
Bufo irritado, às vezes esse Uchiha me tira do sério! Qual é! O cara vai até mesmo à padaria a 100km/h, por que demorar tanto para ir no evento da minha mãe, sabendo que se eu chegar atrasado ela vai me matar?
— Olha Sasuke, desculpa ter me atrasado um pouquinho... Mas você podia me ajudar né? Você sabe que se eu chegar muito atrasado minha mãe vai me matar e isso vai ser culpa sua!
Acho que não foi uma boa ideia ter terminado a frase gritando e apontando um dedo no rosto do Sasuke.
Como eu sei disso? Fácil. Ele parou o carro no acostamento, virou-se na para mim e disse, em um tom glacial, com os olhos brilhando de raiva.
— Minha culpa? Minha culpa, seu idiota!? Eu cheguei na hora combinada na sua casa! Mas o que você estava fazendo? Deixe-me ver se lembro... Ah... É! Você estava comendo a Shion novamente. E eu ainda fui obrigado a ouvir tudo o que vocês dois estavam fazendo. Da próxima vez, me avise, assim eu não perco meu tempo.
Dito isso ele virou para frente novamente, acelerou e começou a correr com o carro como um louco, exatamente como seu normal.
— Ah! Qual é Sasuke? Desculpa ae cara, foi sem querer... — dou uma pausa. — Tá, mais ou menos. Eu só me empolguei um pouquinho quando ela apareceu lá em casa e... — Dou outra pausa, quando percebi o que etava fazendo. — Ah, nem vem! Você já fez isso comigo várias vezes! Não sei nem por que estou me desculpando.
Viro o rosto, emburrado, e cruzo os braços. Odeio quando ele faz isso, me manipula para que eu me sinta culpado, quando ele mesmo já fez isso inúmeras vezes.
Uchiha Sasuke sempre foi o pegador, assim como eu sou agora, é claro, mas é raro uma garota chamar sua atenção o suficiente para ele ter uma relação casual com ela.
Comigo não era assim, mas depois daquilo eu resolvi que não dava para ser um cara romântico e estúpido, descobri que num mundo de hipocrisia, riqueza e egoísmo, nós devemos aprender a dançar no ritmo e acertar os passos, porque quando você mesmo tenta criá-los indo contra tudo o que move a sociedade... As coisas tendem a dar errado.
— Você sabe que a Shion é uma estudante da KGO, não sabe? Assim como a sua prima Karin.
Pergunta Sasuke, quebrando o silêncio. Desvio os olhos da janela e o encaro, assentindo logo em seguida.
— É Teme... Eu sei. E sei também que ela não vai largar do meu pé durante todos os anos que ela estudar lá. Ainda bem que ela já estuda lá há dois anos, assim como a Karin, por que se não... Toda a nossa vida naquela escola seria resumida a tentar tirar essas duas da nossa cola.
Digo desanimado, já estava acostumado a ter a Shion me perseguindo, isso não seria mais do que o que tenho de suportar normalmente.
— Deixei claro para Karin que não sou sua propriedade e que não suportarei que ela me persiga.
Continuou Sasuke, com sua normal expressão fria.
— Como se isso fosse dar certo com aquela lá...
Abano a mão com descaso e viro novamente para a janela.
— É, eu sei, mas, pelo menos, só de ameaçarmos terminar o que nunca tivemos com aquelas duas, elas param por um tempo.
— Sim, sim.
Confirmei distraído, enquanto percebia que já estávamos chegando no local do evento da minha mãe.
Narrador
— Minato! Onde está esse menino? Eu avisei para ele chegar cedo! Ele sabe que isso é importante para mim.
Kushina olhou angustiada para o marido, os dois se encontravam perto da grande escadaria, por onde os convidados entravam.
— Amor... Você sabe como o Naruto é. Deve ter se atrapalhado como sempre, mas vai chegar aqui desesperado achando que a magoou por estar atrasado e mesmo que disfarce aqui vai te implorar por desculpas quando o salão estiver vazio.
Minato respondeu o obvio. Naruto e Kushina eram incrivelmente iguais, sempre se atrasavam e depois fingiam não se importar, mas a culpa os remoía e depois de um tempo pediam desculpas desesperadamente, mesmo que seu filho saiba esconder mais esse jeito pela convivência que tem com Sasuke, ele sempre fazia a mesma coisa, era realmente divertido de se assistir.
Kushina riu disfarçadamente, lembrando que em todos os eventos era assim. Mas, mesmo que estivesse um pouco chateada pelo filho não estar presente desde o início do evento mais importante da sua vida, não estava realmente magoada, ja que conhecia o loiro.
Na verdade, ela estava estonteante, feliz e realizada, finalmente começou seu próprio negocio, seu sonho, ela abriu sua própria agência de modelos, onde poderia fazer o que mais ama: Fotografar, criar desfiles, transformar jovens belas e desconhecidas em grandes mulheres e modelos e, o melhor de tudo, estaria presente em shows e apresentações do filho sempre que quisesse, sem se sentir presa pela empresa.
Mesmo que seu marido não pudesse sempre estar lá, ela estava feliz pelo fato de que pelo menos ela poderia estar presente nos eventos do filho, algo que não fazia a anos, para falar a verdade, a última vez foi quando seu filho tinha 12 anos e se apresentou em um show de talentos com os quatro melhores amigos: Uchiha Sasuke, Sabaku no Gaara, Nara Shikamaru e Hyuuga Neji, desde então, nunca mais a chamou, pois sabia que os pais não tinham tempo para isso.
Em relação ao ultimo, Hyuuga Neji, o mesmo só conseguiu construir uma amizade com Naruto pelo fato de pertencer a parte da família Hyuuga que tratava do ramo automobilístico, ou seja, ele não estava intimamente ligado à gravadora, o que não botaria o acordo entre Minato, Fugaku, Hiashi e Kizashi em perigo, pois os quatro deixaram claro que nenhum dos herdeiros masculinos da gravadora conheceria nenhuma das herdeiras femininas, e vice versa, até a faculdade.
Ao pensar nisso, Kushina olhou novamente para o marido, que agora se encontrava ao seu lado, com o braço apoiado em seus ombros, a acariciando levemente com a mão que estava descansando no seu ombro esquerdo, e perguntou.
— E então Minato, elas já chegaram à faculdade?
O loiro encarou Kushina, confuso por um momento, mas, logo em seguida, um brilho de entendimento atingiu seu olhar e ele disse, com um sorriso nascendo nos lábios.
— Sim, elas chegaram hoje à tarde, eu as vi de longe.
— E como elas estão? São bonitas? São normais? São esquisitas? Hein, hein?
Perguntou Kushina com uma grande curiosidade na voz, estava tão curiosa para saber como seriam aquelas meninas... Tinha um pressentimento quanto ao encontro delas com seu filho e Sasuke, que para ela era quase como seu segundo filho.
— Bom... Não as vi muito bem, mas me pareceram muita amigas e definitivamente muito diferentes.
Respondeu Minato distraidamente, enquanto olhava para o grande salão de festas.
— Ah, Minato! Me responde direito. — Ela cruzou os braços e fez um bico, ignorando que estava em um salão lotado e que era o centro de todas as atenções. — Você sabe o quanto odeio que me enrolem!
— Sim, sim... Bom, já que você insiste, o que deu para saber da aparência e do jeito delas duas é que: as duas devem ter aproximadamente o mesmo tamanho, entre 1,60 e 1,65 metro, uma tem o cabelo rosa curto, a mais alta, e a outra um cabelo negro azulado, e, como deu para perceber, a mais baixa. A morena era mais clara do que a rosada, o que já era de se esperar, já que ela é uma Hyuuga. — Ele deu uma risadinha, mas voltou a ficar serio quando Kushina lhe deu um olhar, pedindo para que continuasse. —Hinata usava roupas mais discretas, como um casaco lilás e branco, um jeans e all star, enquanto Sakura usava roupas mais chamativas, como uma saia jeans, blusa de alcinha rosa avermelhado e um All Star vermelho, deixando obvio a diferença de personalidades, além do fato de Sakura ter cumprimentado o porteiro alegremente e Hinata ter sorriso timidamente e tê-lo cumprimentado com um aceno. Despois disso eu não as vi mais, já que encontrei Jiraya e nós começamos a conversar....
—Ah... Mas bem que você podia ter perguntado a Tsunade! Ela...
— Perguntado o que pra baa-chan?
Interrompeu Naruto, fazendo sua mãe virar-se em sua direção e, sem aviso prévio, acertando um cascudo na cabeça do filho.
— Quem você pensa que é para me interromper depois de chegar atrasado desse jeito?
— Ai mãe...
Resmunga Naruto, acariciando o local atingido.
— Desculpa o atraso... Sasuke resolveu vir que nem uma lesma só para me prejudicar!
— Mentira.
Disse Sasuke, simplesmente.
— Mentira? Mentira? Sasuke, seu maldito, fala a verdade para a minha mãe!
Disse Naruto, indignado com a atitude do amigo.
— A verdade? Claro, claro. Tia Kushina, o Naruto está atrasado porque estava transando com a Shion no quarto dele quando cheguei. — Respondeu Sasuke, com um sorrisinho malicioso nos lábios, fazendo Naruto se segurar para não socá-lo ali mesmo e Kushina engasgar.
— O que?! Namikaze Uzumaki Naruto! Eu já falei para você não se meter com essa interesseira novamente! E eu não acredito que você chegou atrasado para o evento mais importante da minha vida por causa disso.
Kushina estava se segurando para não socar o filho ou chorar, não sabia bem o que viria primeiro.
Naruto arregalou os olhos e a abraçou, com uma expressão de remorço tão grande que Kushina sentiu sua mágoa e raiva diminuirem drasticamente.
—Perdão mãe, eu sou um idiota, não fica triste comigo, eu juro que deixo a senhora me bater muio quando chegar em casa.
Kushina riu contra o peito do filho e o apertou de volta.
— Tudo bem meu amor, desculpas aceitas.
—Ja que está tudo resolvido, vou dá uma voltinha com o Teme para cumprimentar nossos convidados.
Disse Naruto, que se despediu e foi embora, com Sasuke ao seu lado.
Uchiha Sasuke
— Você poderia ter omitido isso, Sasuke!
Disse Naruto irritado, sorri e retruquei, tentando esconder meu divertimento.
— Você disse para eu falar a verdade...
— Não essa verdade, Sasuke! Era só para você dizer para a minha mãe que veio devagar... Você é definitivamente um imbecil! Minha mãe ficou chateada por sua causa.
Resmungou Naruto, parando a minha frente e me encarando, de braços cruzados.
— E ser ameaçado pela tia Kushina? Nem morto. — Cruzei os braços e continuei. — saiba que não fui eu quem chateou a sua mãem, foram suas próprias atitudes. E se você pensou que eu diria o que você queria, você é definitivamente um imbecil, Naruto.
Ficamos nos encarando fixamente, quem visse por fora acharia que estávamos prestes a nos matar... Mas aqueles que ja eram acostumados sabiam que a minha relação com Naruto era assim: melhores amigos, grandes rivais. Depois de alguns segundos nos encarando dessa forma, começamos a rir, Naruto abertamente, dando gargalhadas alegres, já eu discretamente.
Olhei ao redor, estávamos parados de frente para a grande pista de dança, no centro do salão de festas mais famoso de Konoha, todos os convidados usavam roupas de gala, desviei o olhar para Naruto que falava alguma coisa sobre as meninas do local, ele usava um smoking preto com o blazer aberto, uma blusa branca com os quatro primeiros botões abertos, uma gravata laranja (sua cor predileta), sem colete, com as mãos nos bolsos da calça social preta e sapato social preto, sem bico.
Eu mesmo não estava muito diferente, usava um smoking, com o blazer aberto, uma blusa branca com os quatro primeiros botões abertos, uma gravata preta, com um colete também preto, minhas mãos também estavam nos bolsos da minha calça social e sapato de bico, também pretos.
— Ei Sasuke, você está me ouvindo? — Perguntou Naruto, levantando as sobrancelhas loiras e me encarando.
— Hm...
Naruto bufou com a minha resposta e revirou os olhos azuis.
Olhei por sobre o ombro do loiro e arregalei os olhos, logo ali, a alguns metros, em um vestido justo vermelho sangue, com um decote em “v” generoso, com os cabelos ruivos presos em um coque solto, os olhos castanhos com uma maquiagem clara e um sorriso malicioso nos lábios revestidos em batom vermelho sangue, estava ela, Sarah.
Naruto, seguindo meu olhar, virou-se lentamente naquela direção, e congelou, ficando rígido logo em seguida.
— O que... Ela faz aqui?
Perguntou, com os olhos arregalados. Mas não houve tempo para respostas, Sarah caminhou até nós e parou bem a nossa frente, dizendo com um sorriso.
— Como é bom vê-lo novamente... Naruto. Que tal dançarmos um pouco?
Estreitei os olhos, essa garota não percebe que o que ela está fazendo é ridículo?
— Já tenho com quem dançar.
Disse Naruto, friamente, e foi nesse momento que soube que ele já havia mudado o temperamento. Era sempre assim, enquanto eu agia frio normalmente, Naruto mudava quando estava cercado por pessoas hipócritas ou estava em eventos desse porte, adquirindo essa personalidade fria, calculista e insensível.
— Você não tem com quem dançar!
Protestou Sarah, e em uma atitude rápida, Naruto esticou a mão direita, e segurou gentilmente o braço de uma morena que passava ali naquele momento.
— Dança comigo?
Quando a garota assentiu hesitante, Naruto a conduziu para a pista de dança.
Saio do local onde estava e caminho até o bar, deixando uma Sarah furiosa para trás. Era bom ver Naruto sair dessa sem precisar de ajuda, isso prova que o mal que Sarah fez a ele no passado, não o afetava mais.
Sentei-me no banco alto e acenei para que o garçom me trouxesse uma vodca. Quando a mesma foi posta no balcão a minha frente, observei o líquido dourado distraidamente, pensando no que acontecia sempre que eu chegava em casa.
Minha vida havia se transformado em um inferno desde os meus 13 anos meu pai nunca gostou de mim, e meu irmão não passava de uma cópia exata dele, ele havia herdado a diretoria dos negócios da nossa mãe, e eu... Eu seria o responsável pelos negócios do meu pai. A única pessoa que me fazia continuar naquela casa, aturando todas as humilhações que já tive que aguentar era a minha mãe.
Quando tive que me mudar para a KGO hoje cedo, senti um enorme vazio, não queria deixá-la sozinha, não com o meu pai e o meu irmão, que nunca se preocuparam com ela.
Eles me enojam.
— Olá.
Uma voz feminina, serena, e ao mesmo tempo forte, disse ao meu lado, ergui os olhos e encontrei uma jovem, que aparentava ter a minha idade, 19 anos, sentada no banco ao lado do meu, seus olhos eram de uma cor verde esmeralda impressionante, usava uma maquiagem que marcava os mesmos e um brilho labial transparente, seus cabelos soltos eram curtos e estranhamente cor de rosa, ela usava um vestido preto que ia até a metade das coxas, com alças finas e um decote extenso nas costas.
A garota estava com um braço esticado sobre o balcão e a cabeça apoiada no mesmo, enquanto passava o dedo levemente sobre a boca da taça de cristal, onde continha um liquido azul claro, me encarando.
— Olá.
Respondo, voltando a olhar para minha bebida, não gostava de ser interrompido em meus devaneios.
— Meu nome é Haruno Sakura, e o seu?
Perguntou a garota irritante, que agora sei se chamar Sakura.
— Uchiha Sasuke.
Respondo ainda olhando a bebida, enquanto a remexia no copo, com a esperança de que a mesma fosse embora.
— Hmmm... Nome legal.
"As vezes, as pessoas mais improváveis acabam ganhando espaço em nossa vida,
Abrindo caminho em nosso coração,
Conquistando nossa confiança,
Ensinando-nos a ser uma pessoa melhor,
Ensinando-nos o sentido da palavra amor."
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