Os Herdeiros do destino - EM CORREÇÃO
43 Capítulo 42
Notas iniciais
Capítulo 42
Narrador
“Os melhores momentos da nossa vida acontecem quando menos esperamos.
Nossos corações nos guiam e nos fazem sentir como se só existisse aquilo no mundo,
E essa é a melhor sensação possível.
Porque não queremos que chegue ao fim nunca.”
Ele caminhou pelo corredor até o quarto que era praticamente dele desde a infância, já que ele dormia muitas vezes na casa de Naruto. Ele chutou a porta aberta, entrou, despejou a rosada na cama, voltou para a porta e a trancou.
— Estou me perguntando o que você planeja para mim, já que está trancando a porta. — Sakura zomba, sentando-se na cama.
Sasuke a olha com fogo nos olhos.
— Por que você o beijou?
Ela ergueu uma sobrancelha.
— Por que eu não beijaria?
Sasuke rosnou e parou na frente dela.
— Eu não gostei.
Sakura se levantou e ficou a centímetros do seu rosto, mesmo tendo que olhar para cima pra poder enfrentar seus quase 1,90 de altura.
— Eu não quero saber se você gostou ou não, você mesmo me disse para me manter longe de você por que eu era como todas as outras. — Ela cutucou seu peito com o dedo indicador. — Pois bem, se sou como as outras eu posso muito bem pegar quem eu quiser.
Sasuke tencionou todos os seus músculos, estava bêbado, com ciúmes e fora de si.
— Nem sonhe em fazer isso.
A rosada ergueu a sobrancelha.
— E se eu fizer? Vai me bater, por acaso?
Ele deu um passo a frente, fazendo seus seios ficarem afastados do peitoral dele por poucos centímetros. Sasuke curvou o corpo levemente pra frente e sussurrou no pé do seu ouvido.
— A você eu não vou fazer nada, mas a cada um deles... Eu vou destruí-los. Um. A. Um.
Sakura sentiu um arrepio atravessar seu corpo.
— Acho mais fácil você me fazer não querer nenhum deles. — Ela sussurrou.
Sasuke desceu os lábios no lóbulo da sua orelha direita e a segurou na parte baixa das suas costas, enquanto o chupava lentamente, fazendo o corpo da Haruno se curvar e arrepios atravessarem-na.
— Pois é exatamente isso que eu pretendo fazer.
*Música*
Sakura jogou a cabeça para trás enquanto Sasuke arrastava os lábios por sua pele sensível, até parar em sua clavícula e chupar levemente, fazendo-a gemer.
Ela agarrou seus ombros com força enquanto o Uchiha subia sua trilha de beijos pelo pescoço, queixo e então seus lábios, os capturando entre os dentes e então os chupando.
— Eu vou te fazer implorar por mim. — Ele subiu seus dedos longos e quentes pelo seu braço esquerdo, lenta e sedutoramente. — Vou te fazer esquecer-se de qualquer coisa. — Passou os dedos pelo seu pescoço — E então vou te fazer gozar.
Ele agarrou seus fios curtos e rosados, puxando sua cabeça para trás e tomando seus lábios com avides.
Sakura sentiu suas pernas ficarem bambas e agradeceu por ele estar a segurando com a outra mão na parte baixa das costas. Ela nunca havia visto Sasuke daquele jeito, mas ela estava gostando disso. Gostando muito.
— Acho que eu irei fazer isso. — Ela provocou quando seus lábios se separaram. Sakura apoiou os braços nos seus ombros e sorriu provocativa. Sasuke agarrou suas pernas e a suspendeu do chão, fazendo seus quadris roçarem juntos. Os dois gemeram. Ele deu um passo à frente e a deitou na cama, ficando por cima e entre as suas pernas.
Sasuke a olhou de cima, suas mãos estavam nos lados da sua cabeça, sustentando-o erguido.
— Você está muito gostosa com esse vestido.
Sakura riu e passou o dedo indicador pelo seu lábio inferior.
— Você não é o primeiro a me falar isso.
Sasuke estreita os olhos e a rosada solta uma gargalhada. Mas antes que ela pudesse falar mais algo, ele segurou seu rosto e a beijou mais uma vez, agora lentamente. Sua língua brincou com a dela de forma lenta e sedutora, suas mãos desceram de seu rosto para seus ombros. Seus dedos brincaram com a alça de corrente enquanto os dela entravam por baixo da sua camiseta preta e ela arranhava suas costas lentamente, fazendo seu corto estremecer.
Ele arrastou a alça lentamente pelos seus ombros, deixando seu colo nu. Seus lábios desceram lentamente pelo queixo, pescoço... Até chegar ao colo de seus seios. Sakura fechou os olhos e prendeu a respiração, sentindo seus lábios descendo mais e mais, assim como seu vestido ficava cada vez mais folgado nos seios, até que ele já não estava mais lá.
Sasuke encarou seus seios com admiração e então olhou para seu rosto.
— Olhe para mim. — Ordenou. A Haruno abriu os olhos e encarou os orbes negros e nebulosos. — Quero ver cada movimento seu. Cada sensação.
Sakura assentiu, ainda olhando nos seus olhos. Sasuke baixou boca em seu seio direito e a Haruno não soube o que lhe deu mais prazer: a imagem dele com seu seio na boca ou a sensação molhada e quente dos seus lábios em sua pele. Ele chupou, lambeu e brincou, fazendo com que Sakura lutasse para manter seus olhos abertos e fixos nele enquanto sentia prazer tomar conta dos seus sentidos. Ele mudou para o seio seguinte enquanto brincava com a mão o seio que deixou para trás, a rosada começou a remexer o corpo, seus olhos se fecharam e suas mãos agarraram o lençol.
Mas então ele parou.
— Olhe para mim, Sakura.
E ela o obedeceu, olhando em seus olhos de novo, querendo mais. Sasuke sorriu maliciosamente e começou a distribuir beijos desde o vão entre seus seios até deu estômago, e foi descendo, assim como o vestido que ele ia tirando, até finalmente se livrar dele e o jogar do outro lado do quarto, deixando Sakura somente de calcinha.
— Isso não é justo. — Ela disse manhosa, enquanto se sentava e o obrigava a se erguer. — Eu quero sentir sua pele... —Ela agarrou a barra da sua camisa e começou a erguê-la. — Quero te tocar assim como você me toca. — Ela passou a camisa pela cabeça dele e ficou de joelhos, ele imitou seu movimento. Sakura entrelaçou os braços pelo seu pescoço e fez com que ele esticasse as pernas, para que ela se sentasse sobre elas. — Quero sentir meus seios conta os seus... — Ela sussurrou contra o seu ouvido, o abraçando. — Quero sentir seu pau contra mim. — Ela arrastou o corpo até ficar exatamente em cima de sua ereção. — Eu quero sentir tudo...
Ela rebolou contra seu sexo ao mesmo tempo em que o beijou. Sasuke gemeu contra seus lábios e moeu seus quadris contra os dela. Ele agarrou seus cabelos e separou seus lábios novamente.
— Não seja apressada. — Ele rosnou, deitando-a na cama novamente e se afastando enquanto retirava as calças com rapidez, ficando somente com uma cueca boxe preta. —Primeiro eu tenho que fazer uma coisa.
O Uchiha agarrou sua calcinha e a puxou com rapidez pelas suas pernas, para logo em seguida abrir as mesmas e a olhar nos olhos. Ele abaixou lentamente, sem desviar o olhar, e quando Sakura entendeu o que ele queria fazer, vergonha tomou conta dela. E ela tentou fechar as pernas, por mais bêbada que estivesse, ela tinha plena consciência do que estava fazendo. E do que ele estava prestes a fazer. Mas Sasuke não permitiu.
Ele agarrou suas cochas e falou, o sopro das suas palavras batendo contra sua carne quente e latejante.
— Eu vou te chupar. Te fazer gritar e gozar. Não me atrapalhe, Haruno.
E ela obedeceu, como sempre acontecia quando ele ordenava algo a ela naquela situação. Ele a olhou nos olhos e desceu sua boca ali, agarrando seu clitóris entre os dentes e o chupando. A reação no corpo de Sakura foi instantânea, seus quadris subiram por vontade própria, ela agarrou seus cabelos e seus olhos se fecharam ao mesmo tempo em que um gemido de puro prazer escapou dos seus lábios.
Sasuke sorriu, ela podia sentir, e então ele enfiou um dedo, enquanto continuava a chupar seu clitóris. A sensação começou a se fazer mais forte, Sakura moía seus quadris contra a boca se Sasuke, seus dedos entravam e saíam cada vez mais rápido, seus lábios e dentes brincavam com ela.
A sensação foi crescendo e crescendo e crescendo, até ela sentir que ia explodir. Sakura agarrou os lençóis e sentiu suas costas se arquearem. As mãos de Sasuke foram para sua bunda, onde ele apertou firme, e continuou chupando seu clitóris, até Sakura se liberar e quase sentar na cama.
Sasuke a observou durante todo o processo, ele nunca a viu mais linda do que no momento em que ela alcançou o ápice. Seu corpo pequeno e suado desmoronou na cama enquanto ele sugava os vestígios do seu orgasmo.
Ele se ergueu, retirou a cueca e pegou a camisinha no bolso da calça, abriu a embalagem e envolveu seu pau com ela. Sakura o observava com os olhos semicerrados, seu corpo ainda reagindo às sensações anteriores.
Sasuke desceu sobre ela novamente e a olhou nos olhos, sorrindo. Foi a primeira vez que Sakura o viu sorrir de forma tão sincera. E para ela.
— Tudo bem pra você se eu continuar?
Ela ergueu uma mão e tocou sua bochecha.
— Eu preciso te falar uma coisa.
Ele ergueu uma sobrancelha e ela continuou.
— Eu... Eu digo por aí que sou virgem, mas... Mas não é verdade. — Ela olhou nos seus olhos. — Eu só fiz isso uma vez. E foi tão ruim que eu prefiro dizer a mim mesma que nunca aconteceu... Eu...
— Não precisa dizer mais nada. — Sasuke abriu suas pernas novamente. — Vamos considerar que essa é a sua primeira vez. — Ele abaixou o rosto até o dela e deu um selinho nos seus lábios. — Eu vou te foder tão forte e gostoso que você vai se esquecer de que houve outro além de mim.
Sakura revirou os olhos.
— Você é ridículo.
Ele franziu o cenho e se posicionou, começando a entrar nela.
— Posso ser ridículo, mas ao menos sou o seu ridículo.
Ao ouvir aquilo ela arregalou os olhos e sem perceber, seu corpo relaxou e Sasuke investiu rapidamente, fazendo com que seu corpo estremecesse.
— Você está bem? — Ele questionou, retirando seu cabelo rosado do seu rosto. Sakura olhou para ele e sorriu abertamente.
— Você não disse que ia “me foder forte e gostoso”? Ta esperando o que?
Sasuke bufou e começou a investir contra o corpo da rosada cada vez mais rápido e forte. Seus gemidos ficavam mais altos, o barulho de pele contra pele os fazia se sentir cada vez mais quentes. Sakura agarrou os cabelos de Sasuke e o puxou contra sua boca, beijando-o selvagemente enquanto seu orgasmo se aproximava.
Ela entrelaçou suas pernas envoltas da cintura de Sasuke para facilitar a penetração e moeu contra ele cada vez mais forte, suas mãos arranhavam suas costas e seus lábios o sugavam com força. Até que as sensações se tornaram tão insuportáveis que eles aceleraram mais e mais, até explodirem em gemidos altos e desmoronarem sobre a cama. Saciados e esgotados.
Sasuke por cima dela, as pernas de Sakura enroscadas nas dele. Depois de alguns segundos, ele rolou pro lado e a puxou para seu colo. Suas respirações foram se normalizando e eles ficaram em silencio.
O moreno acariciava as costas de Sakura em um movimento de sobe e desce, seguindo a linha da sua coluna.
— Foi paixão a primeira vista. — Sakura soltou, sem olhar em seus olhos. O movimento de Sasuke parou na metade das suas costas. — Eu e Hinata estávamos conhecendo a universidade até que ouvimos vozes, entramos na sala e vocês estavam no estúdio de música. A principio nós achamos engraçado a forma como vocês discutiam, aí eu te vi. — Ela passou o dedo indicador pelos contornos do seu peito musculoso enquanto ouvia seu coração acelerado, mas ela não sabia se ainda era pelo sexo ou pelo que ela estava contando.
— É verdade que me senti atraída pela sua beleza, não vou mentir. Você sabe que é tão lindo que qualquer uma se apaixonaria só de te olhar. Mas não foi assim para mim. Quando você pegou a sua guitarra e começou a tocar eu... Eu me apaixonei pela sua forma de tocar. E então você cantou... — Ela suspirou e parou com a mão espalmada bem em cima do seu coração. — E eu senti o mundo parar. Só havia eu, você e a sua voz, a sua música. Eu senti como se meu corpo não pesasse nada. Meu coração acelerou, minha respiração falhou e borboletas brincaram no meu estômago. E então eu pensei: “que bosta, eu me apaixonei por esse cara e eu nem sei que ele é.”
Ela olhou para ele e Sasuke estava com os olhos fechados. Ela riu baixinho e continuou, por que sabia que ele estava acordado. E ela queria responder aquela pergunta há mais de um mês. Teve tempo o suficiente para conseguir encontrar as palavras pra expressar o que sentia.
— Então eu fui à festa da Kushina-san, sentei naquele bar e quando olhei pro lado você estava lá, pedi uma bebida e tomei coragem de falar com você, mas você nem me deu bola. Aí eu pensei: “mas que cara babaca” — Ela soltou uma gargalhada e começou a delinear os músculos do seu braço. — Os dias foram passando e a cada encontro eu tinha mais certeza de que você era um idiota, mas mesmo assim, cada vez que eu te via, eu tinha a mesma reação: coração acelerado, respiração falha e borboletas no estômago. Juro pra você que teve vezes que eu queria arrancar a sua cabeça só pra não gostar de você.
Ela olhou para ele de novo e o pegou a olhando. Sakura sorriu e voltou olhar para o seu peito nu.
— Nossas brigas ficaram terríveis e eu pensei: “como eu posso gostar desse imbecil!? Eu sou demente!?”, mas aí nós nos beijamos pela primeira vez e eu esqueci que você era um babaca. Contudo, eu acabei esquecendo desse beijo e só lembrei no nosso segundo e... E eu senti tudo em níveis tão altos que eu mal sei como me mantive de pé. Foi a melhor sensação da minha vida. Foi nesse momento que eu percebi que eu estava perdidamente apaixonada por você e que não tinha mais volta.
Sakura se ergueu, saindo dos seus braços, e o olhou nos olhos, de cima.
— Por isso, Uchiha Sasuke, eu não sei o porquê de gostar de você. Não sei o porquê de eu ter passado exatamente naquele segundo em frente aquela sala, não sei o porquê de ter me sentido daquela forma quando o ouvi cantar pela primeira vez e não sei como continuei gostando de você mesmo depois de tudo o que você me falou e fez. Essa é a minha resposta.
Sasuke a olhou por alguns segundos, e quando Sakura achou que não receberia uma resposta, ele falou.
— Eu não sei quando, nem onde e nem como, mas você conseguiu me fazer ficar viciado na sua presença. Não consigo me imaginar sem você. — Ele ergueu a mão direita e segurou seu rosto. — Esse mês foi um inferno. Ver-te com Sasori foi um inferno. E depois de hoje, eu não quero ficar sem você. Desculpe-me por tudo o que fiz e disse que te magoou. — E então ele sorriu o sorriso mais lindo que ela já viu na vida. — Acho que você sabe como eu posso ser um idiota, né?
Sakura sentiu lágrimas nos olhos, ela assentiu e desceu o rosto, beijando-o nos lábios profundamente, enterrando suas mãos em seus cabelos enquanto ele abraçava sua cintura. Quando eles finalmente se afastaram, ela deitou a cabeça no seu peito novamente e eles ficaram em silêncio. Sasuke voltou a acariciar suas costas até que eles cederam ao sono e apagaram. Ignorando a festa que ocorria lá fora.
***
Anteriormente...
— Eu estou fadada. — Tenten resmungou, bebendo do seu copo. — Não é possível!
Ela olhou para a cena a sua frente, vendo que sua única companheira solteira estava sendo levada por um brutamontes para o segundo andar da mansão (ou talvez o quarto, já que a casa era gigantesca). Ela teria feito algo, teria feito mesmo, mesmo, se ela não soubesse que Sakura estava feliz da vida.
Vai saber esse negocio de gostar dos outros né? Cada um ama quem tem que amar. Assim como ela.
— Vou ficar solteira pro resto da minha vida. — Bufou, olhando envolta e vendo toda a agitação. — Bom, ao invés de uma solteira triste, prefiro ser uma feliz e me esbaldar!
A morena riu sozinha, virou a bebida e puxou uma menina que estava ao seu lado para dançar com ela. E assim o tempo foi passando, ela foi bebendo, dançando com todo mundo e rindo. Até que ela escutou.
— Minha deusa! — Tenten parou no meio de um movimento de dança, aquela altura ela já estava tão bêbada que praticava seus passos profissionais ali mesmo, e se perguntou a quem aquela pessoa estava se referindo. — Que bom que eu finalmente te achei! — Uma mão grande e forte a segurou pela cintura, girando-a. — Não sei como não vim direto para a pista de dança.
A morena arregalou os olhos quando sentiu uma boca carnuda e macia ir de encontro a sua, mas não durou mais que cinco segundos e o homem se afastou. Mas a reação não mudou, assim que ela se deparou com os olhos azuis, cabelos negros e curtos, traços fortes e corpo musculoso.
— Meu Deus do céu, você é o Henry Cavill? — Ela gritou, abismada.
Ele soltou uma gargalhada alta e divertida.
— Você não se lembra de mim? Sou eu, o Rick.
Ela o encarou por alguns segundos, mas então imagens vieram a sua mente e ela se lembrou.
— Richard! Não acredito que você está aqui! — Tenten pulou no seu pescoço e o abraçou forte, movida à pura alegria de reconhecê-lo que aumentou os níveis devido à bebida. — O que você veio fazer aqui!?
Ele a apertou forte, ainda rindo. Depois de longos momentos daquele jeito, ele a desceu lentamente, sem separá-la do próprio corpo.
— Vim atrás de você, morena. — Ele sorriu e ela corou, por seus rostos estarem muito próximos. — Você sabe que me conquistou aquele dia.
— Eu só sei que não estou mais fadada.
— Não está mais o que?
— Fadada.
— A que?
— A ficar com teias pro resto da minha vida, agora vamos dançar gostosão.
Ele gargalhou e a soltou, mas ao invés de ir dançar como ela pediu, ele segurou sua mão e a puxou em direção à cozinha.
— Agora eu conheço toda essa casa, depois de tanto que te procurei. Vamos pegar uma bebida antes, álcool pra mim e refrigerante pra você.
— O que? Por quê?
Tenten perguntou, entrando na cozinha.
— Porque, minha deusa, você já esta tontinha, tontinha.
Ela fez bico e se apoiou na mesa.
— Eu não estou tontinha.
— Meu Deus mulher, não faz esse biquinho pra mim não se não eu vou te agarrar.
Ele se debruçou sobre ela, com as mãos apoiadas na mesa a cada lado seu, agora dando um selinho demorado em seus lábios e antes de se afastar, ele segurou sua cintura e a pôs sentada na mesa. Tenten sorriu largamente.
— Já te falaram que você é lindo demais pra ser um cavalheiro?
Ele ergueu uma sobrancelha e perguntou, botando um copo na sua mão.
— E o que tem isso?
— Isso só é injusto, porque te torna perfeito.
Ela olha para o copo na sua mão, sem acreditar que um cara como aquele estava mesmo a tratando daquela forma. Rick apoiou o refrigerante que havia acabado de retirar da geladeira na mesa e ergueu seu queixo.
— Acho que me dou ao luxo de ser perfeito, já que você também é.
Tenten arregalou os olhos e apontou para si mesma com o dedão da mão direita.
— Exatamente, você é linda, canta bem e dança como uma rainha do sexo.
Ela ficou tão vermelha que ele riu.
— Essa foi uma frase que eu concordo totalmente e assino embaixo. — Uma voz grave disse atrás dela e quando a morena virou-se ela arregalou os olhos quando viu Neji. — Olá, Tenten.
— O-o-oi
Rick olhou de um para o outro, e seu instinto lhe informou que aquele era o tal Neji por quem ela deixou claro que estava apaixonada. O moreno sorriu, entendendo o porquê de a Mitsashi gostar tanto dele, já que o cara era lindo, forte e tinha um ar autoritário que seduziria qualquer uma. Mas mesmo que ele achasse Tenten à mulher mais linda que já viu e que quisesse muito dormir com ela, ele também sabia que ela era muito boa para ele e para aquele cara. Porém, diferente dele, ela amava Neji. Por isso, ele decidiu que daria uma ajudinha aos dois.
— Prazer, Rick. — Ele disse a Neji, que o olhou de cima abaixo.
— Hm.
Rick pegou o refrigerante e começou a encher o copo de Tenten, mas de propósito ele balançou um pouquinho pro lado e molhou seu vestido.
— Meu Deus! — Ele falou alto, largando o refrigerante na mesa e usando as mãos para retirar o excesso de liquido do colo da morena, olhando para Neji com o rabo do olho e não perdendo os olhos dele no exato local onde ele passava a mão. — Me desculpe, morena!
— Tudo bem! Não foi nada Rick. — Tenten sorriu, apoiando a palma da mão no seu rosto em um gesto carinhoso, perdendo o fato de Neji estar olhando cada movimento seu atentamente.
— Não posso deixar minha deusa menos do que perfeita. — Rick tirou o copo da sua mão, o apoiou na mesa e voltou a segurar sua cintura, retirando-a da mesa lentamente. — Vamos ao banheiro que eu vou limpar você.
Neji rangeu os dentes e desviou o olhar no momento em que Tenten girou e começou a andar, soltando um “Até logo, Neji-kun”. Mas o que mais o enfureceu, foi que ao passar, Rick dedicou-lhe uma piscadela e sussurrou.
— Acho melhor você ser mais rápido que eu.
“Eu vou matar esse cara se ele tocar nela de novo!”
Esse foi seu ultimo pensamento antes de ele amassar o copo que estava em sua mão, o jogando com força na lixeira a sua frente, para logo virar-se e sair da cozinha, seguindo a direção que os dois tomaram.
***
Temari observou Shikamaru levar o cigarro aos lábios e tragar, para logo em seguida ele erguer o rosto para o céu noturno e soltar a fumaça de forma lenta e sensual.
— Você sabe que isso não é justo. — Ela fez a observação, esticando as pernas e segurando sua cintura com os pés, puxando-o até que ele estava entre suas pernas. — Eu sempre fico com um tesão imenso quando você faz isso.
O moreno sorriu de canto e apagou o cigarro na mureta ao lago da Sabaku.
— É por isso mesmo que eu faço isso perto de você.
Ele agarrou sua cintura com as mãos e a puxou para mais perto ainda. Temari riu e entrelaçou os dedos na sua nuca, chegando bem perto da boca do moreno.
— Acho que já está na hora da gente começar a se divertir.
— Concordo plenamente.
Ele desceu a mão esquerda da sua cintura até sua nádega e a outra ele subiu pelas suas costas, até os seus cabelos. Entrelaçou os fios entre seus dedos e puxou o cabelo da loira até que seu queixo estava à mostra, deu uma leve mordiscada lá.
— Acho que o meu quarto está trancado e a chave está comigo... — Sussurrou contra seu queixo.
Temari desceu as mãos pelo seu peitoral e parou na cintura, apertando com força enquanto voltava os lábios à altura dos do namorado. Ela o beijou com força e enterrou os dedos em sua pele, por cima da camisa. O Nara não a decepcionou, sua língua invadiu a boca dela e tomou tudo o que queria para si.
— Ca-ham.
Os dois ignoraram prontamente e continuaram a se beijar como se o fosse tão necessário quanto respirar e que eles morreriam caso não continuassem.
— Temari!
A loira rosnou contra os lábios de Shikamaru.
— Mas que merda! — Gritou, dando um ultimo selinho no moreno e virando-se para ver quem era. — Você é um grande empata fo- Hidan?
— O próprio, querida. — Ele sorriu, sabendo que tinha atrapalhado ela e adorando isso. Uma das suas grandes diversões sempre foi atrapalhar Temari e observá-la bufando. — Eu ia ligar, mas então fiquei sabendo de tudo o que aconteceu e o Itachi me chamou para essa festa... Resolvi que seria o momento certo. — Ele desencostou-se da parede e caminhou até o lado dela, na mureta da varanda dos fundos da mansão, que por incrível que pareça era a única área da casa que estava vazia. — Quero vocês de volta. Quero a Lithium Spirit.
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