Os Guerreiros Infernais
1 Tempos de Guerra
Notas iniciais
Já fazem 2000 anos após o fim das guerras, eu estou em uma taverna com alguns amigos, conversando, bebendo e ouvindo uma boa música ao lado da lareira quando um amigo me pergunta:
– E aí quem sabe uma boa estória de aventura e ação?
Eu olhei pra ele e disse:
– Eu conheço uma, a do Sariel, com os Três Guerreiros Infernais, alguém conhece?
Todos me olharam com uma cara confusa, e com razão, fazia tanto tempo, logo após acenaram com o rosto que não.
– Pois bem, dizem que se passou na época da Guerra das Nações. Eu conheço de um livro que li, contava em primeira pessoa, então vou contar como estava.
E assim comecei a contar.......
Tudo começou em um planeta chamado Marks, havia duas nações de humanos que estavam em guerra, a Nação de Mortrin, fundada pelo líder de grande porte e sabedoria Yunai Mortrin, e a Nação de Ogetarn, Hesaw Ogetarn um habilidoso guerreiro que lutava pelos princípios de honra e força. Ambas as nações eram poderosíssimas, com altos recursos militares e tecnológicos, além do controle de inúmeras cidades ao longo da zona sul de Marks. A guerra seria interminável, Yunai e Hesaw tinha princípios de civilidade e um modo de viver completamente distintos, visto pelos olhos dos mais sábio, era algo ridículo.
Foi assim que no auge dessa guerra civil, nós chegamos, eu, Sariel, Leinad e Brak, nós éramos os depois chamados por lendas e músicas de Três Guerreiros Infernais. Fomos excepcionalmente bem treinados por nossos mestres e guardiões, os Hurinins que na linguagem anciã significa Sábios Guerreiros. Nós éramos mais altos que humanos comuns, fomos abençoados com um dote: eu representava a agilidade e liderança; Leinad, com seu longo cabelo negro como a noite, e seu aspecto mais frágil comparado ao resto de nós, a sabedoria e inteligência; e Brak, com seu grande e musculoso porte, alto, com a feição séria e cabelo curto, a força e resistência.
Todos nós possuíamos armas únicas imbuídas de acordo com nossos dotes: a minha, uma bela lança feita de um metal especial, que era lindo como ouro, porém leve, para combinar com a armadura reluzente que tinha; a de Leinad, um cajado de madeira com um cristal mágico esverdeado encravado no gume; e a de Brak, uma longa espada, com um aspecto mais bruto e com uma medonha caveira entalhada no punhal.
Nossos mestres abriram um portal, que nos levaria até o campo de batalha das nações, nós chegamos em Marks vindo deste imenso portal vermelho e com um aspecto ígneo ou arcano. Todos na região onde era visto não entendiam o que estava acontecendo.
Apesar de inicialmente termos sido rejeitados, conversamos e convencemos Yunai e Hesaw junto de seus aliados e seus povos, negociamos, algumas vezes diplomaticamente e outras nem tanto, após um tempo fizemos com que a paz prosperasse por bons e longos 150 anos. Mas foi quando uma doença se abateu contra a população de Marks e essa paz foi comprometida...
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