Notas iniciais
Boa Leitura

Suzana estava exausta. Após ter sido atacada por uma hag, despertado a energia espiritual do cajado, ela se auto achava sobrecarregada como uma bomba de hidrogênio prestes a explodir ou simplesmente sua mãe a mandando pentear os cabelos. No final das contas, ela não tinha se lembrado de muita coisa após desmaiar, sentiu e viu vagamente alguém levá-la até um quartinho, mas voltou a dormir logo depois. A Ondina se sentia coberta, ou melhor, repleta e cheia de energia ou de algo que pelo menos considerava vivo, além das bactérias e células que trabalhavam no seu corpo, algo poderoso, sobrenatural ou dignamente ELEMENTAL.

–Suzana... Suzana...!– sussurrava a voz. Ela não fazia ideia de quem era ou do que era, mas fazia muito tempo que ela a tinha ouvido: no Himalaia, a dona da voz lhe apossou para proteger a si e seus amigos;

–Abra os olhos da mente... Alçais a audição de seu espírito...– murmurava a voz. Era a espírito da água. Desde o dia que tinha tirado o cajado de Moisés da rocha no Shambala, Suzana viu que aquilo não era uma simples relíquia ou enfeite que a espírito provavelmente tinha colocado na estante: aquilo era uma arma. No meio do escuro e da confusão de seus pensamentos, a Ondina ainda ouvia os murmúrios do espírito da água, mas que pareciam zumbidos e de repente começaram a falar acerca de corpos, pessoas, bem, mal, quente, frio, irmãos.

A visão do sonho se tornou um pouco mais nítida, mas Suzana se via na posição de alguém que estivesse lutando > vendo pelos seus olhos. Começou a se sentir caindo num poço de medo e escuridão eterna, até que mergulhou no anonimato;

–Não falhe... As paixões traem, mas o amor verdadeiro vence o medo...– Suzana não entendia aquelas palavras;

–Ela o amava... Mas se deixou cegar pela alma e se envenenar pelos segredos...– Suzana começou a ouvir gemidos, choro, angústia e alguém das sombras clamar por ajuda. À medida que mais afundava nas águas dos seus sonhos, o terror era tenebroso até que viu um pequeno ponto luminoso sugá-la, já que ficava cada vez maior;

–Os filhos da luz combaterão as trevas, e elas vos enganarão. A morte e a praga lhes perseguirá, Com tudo, não vos deixeis chorar, pois os irmãos separados enfim ficarão amparados. Guardais as minhas palavras, abri vossos olhos e alçais a audição como o refúgio– Naquele momento, Suzana foi iluminada e acordou.

Notas finais
Obrigado