Os Guardiões
1 Capítulo 0/Prólogo
Notas iniciais
Dentre milhares de estrelas existentes na Galáxia, existe uma em particular, não tão longínqua e nem tão próxima. Uma estrela amarela que brilha como a relusencia do ouro. Dentre os quatro planetas que orbitam em volta do astro brilhante, um planeta se destaca.
Este planeta, ao contrário do nosso belo planeta azul, é amarelo e coberto por um deserto tão grande quanto o Saara, que cobre toda a superfície do único continente do planeta. O planeta é chamado de Shuryma’ah, nome dado pelo seres humanoides que vivem nele.
Estes seres possuem, da cintura pra cima, a fisionomia humana, mas suas pernas são de pássaros. Seus corpos cobertos por penas cinzas e possuem bicos. Seus trajes d’ourados lembram as roupas e armaduras dos antigos romanos. O nome de povo é Shurymane.
Hoje é aniversário do planeta e de seu imperador, mas não haverá celebrações. Todo o planeta treme, como um ser vivo sofrendo de frio. Ele sangra magma de seus vulcões, como feridas profundas em corpos de guerreiros após uma árdua batalha. Seu núcleo está entrando em colapso e todo o povo Shurymane irá ser extinto. Não irá sobrar nada desse que outrora fora o mais prospero e poderoso Império que a galáxia já viu.
Na capital de do planeta, Xey’Rath, um Shurymane corre dentre os corredores do grande castelo imperial. Seu nome é Ryza, aquele que é o último Imperador do decaido Império de Shuryma’ah. Ele segura em sua mão esquerda o Cetro dos Imperadores, criado e forjado pelo primeiro Imperador; em seu braço direito ele carrega seu filho, Azyr II, aquele que seria seu sucessor e que carrega o nome do avô.
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Em outra estrela, desta vez vermelha como sangue, existe um planeta vulcânico, tão quente quanto o maior núcleo planetário existente. Seu nome é Dra’aky
Neste planeta existe, acredite ou não, uma espécie que conseguiu sobreviver ao inferno planetário, os Dragonianos. Seres de corpo humano, idênticos a nós, mas ao invés de pele, eles possuem escamas tão duras quanto o aço e mais resistente do que qualquer material existente.
Na capital do planeta, Dragonyanm, também não há celebração, pois está havendo uma execução. “E de quem é essa execução?” você me pergunta.
A execução é da Dragoniana Jayne. Motivo? Traição das leis do, agora, Antigo Conselho Galáctico e traição da ordem dos Guardiões, os guerreiros que protegem a Galáxia e que Jayne um dia também fora.
Jayne é posta deitada, olhando para o cesto que fica abaixo de sua cabeça.
-Jayne Draynere IV. –Diz em voz alta o Dragoniano que anuncia o início dos últimos segundos de vida da jovem. –Por ter traído os Guardiões e por desobedecer as leis do Conselho Galáctico, vossa sentença é a morte. Quais são suas ultimas palavras?
Jayne não diz nada, fica em silencio como fica o cordeiro indo para o abate. Ela apenas diz em seus pensamentos: “Desculpa Ryza...” e lágrimas escorrem de seus olhos.
O anunciador dá a ordem, então o carrasco, com seu grande machado, decapita Jayna com um único e poderoso golpe.
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De volta ao planeta desértico, Ryza continua correndo dentre os corredores do castelo imperial quando para e olha para traz. Sua alma fica inquieta e seu coração fica desmoronado.
-Jay... –diz o imperador inquieto.
-Meu imperador. –diz um dos soldados que estão ao lado de Ryza. –Precisamos continuar.
Apenas de não querer, Ryza volta a correr, derramando algumas lágrimas pelo caminho. Ao chegarem no final do corredor, Ryza abre uma grande porta que dá em um laboratório. Ao entrarem, o imperador aciona um botão azul, que faz surgir um berço, onde coloca seu filho. Ryza rapidamente vai ao painel de controle para preparar o pequeno foguete que irá carregar seu filho pelo espaço.
-Meu filho. –diz Ryza enquanto mexe no painel. –Não estarei vivo para ver você crescer e se tornar um grande homem, mas no planeta onde irei te mandar, irá crescer entre o povo de lá, irá aprender com o povo de lá e irá se tornar um deles. O planeta é azul, seus continentes verdes como grandes florestas. A atmosfera dele é rica em vários materiais gasosos, você ficará forte com isso.
Ao terminar de digitar, um botão vermelho aparece. Ryza dá uma última olhada em seu filho, cujo corpo e DNA fora modificado para ficar igual ao povo do planeta azul que irá ser levado. Então Ryza aperta o botão vermelho e o foguete parte, para nunca mais voltar.
Ryza então vira-se e depara-se com seus soldados mortos e com um Shurymane de armadura negra carregando em sua mão esquerda um cetro negro que possui um cristal vermelho em eu centro.
-Olá irmão. –diz o Shurymane de armadura negra.
-Rene’ktony...
-Deve ser difícil separar-se de seu único filho.
-Você veio aqui pra me matar, suponho.
-Não, se eu quisesse isso eu já teria te matado. Não há mais do porquê lutarmos pelo poder. O planeta está em colapso e não nos resta muito tempo. Este é o fim do Império de Shuryma’ah.
-Não, irmão. –diz Ryza com um tom de confiança. –Ainda há esperança.
-Você acha que somente seu filho irá reerguer nosso império?
-Não reerguer, mas recriar. Eu creio que ele irá fazer o que os antigos imperadores e nem eu consegui fazer.
-E o que seria isso?
-Paz...
E com essas palavras ambos ficam se encarando, em seus últimos momentos de vida.
-Vamos acabar com isso, Ryza.
-Sim. Como “nos velhos tempos”?
-Como nos velhos tempos.
Então um parte para cima do outro e ficam lutando até o fim.
Do espaço o planeta brilha como uma joia ardente e então, como num ultimo suspiro, explode, tornando-se uma grande bola de magma ardente, como se fosse uma miniestrela. Os destroços e fragmentos ficam, agora, orbitando o planeta, como os anéis de Saturno, sobrando assim as duas luas rochosas de Shuryma’ah, que, como espectadores vendo uma peça de teatro, ficam como testemunhas do grande e dramático desastre.
Porem ainda existe um. Um único Shurymane que sobrevivel ao desastre, seu nome é Azir Draynere II. Ele ainda vive e está em rumo de sua nova vida, no pequeno planeta azul chamado.... Terra.
Notas finais
Mais uma vez, me desculpem pela minha ausência. Mais capítulos em breve!
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