Notas iniciais
ok ok ... Mais um prólogo ? Pq tudo isso ? Decidi ramificar a história . Como os personagens estão separados,vou abordar sobre cada um em um capítulo . Então,esse será o último prólogo ( Ufa ! ) Espero que gostem ^-^

Rio de Janeiro , Brasil : 21 :59

Uma a uma, as ruelas da cidade adormecia com o calar da noite . Apenas alguns poucos bares mantinham-se acesos, gritando risos, contando histórias . E é na Lapa, perto dos arcos, que nossa história começa .

Restavam apenas sete pessoas no estabelecimento . Um homem gordo com blusa branca manchada pelo descompromisso . Ponho-o em primeiro lugar por ser uma exceção . Não sei dizer se estava de fato acordado, desabado no balcão, bocejando Me dê mais uma, por favor " .

O segundo era o próprio balconista , dono da loja . No auge do cansaço, varria o chão imundo junto aos seus desejos , debilitados pelo tempo .

A terceira era uma jovem universitária , com os cabelos negros curto e um corpo moldado para o pecado do homem . Apesar disso, distanciava-se dos demais, de forma a ocultar-se em sua solidão inerte .

Os demais também eram universitários . Todos juntaram-se ao redor da mesa semanal para a chopada rotineira de sexta . Juntos, eram o centro da noite .

– Vamos fechar a conta por hoje,seu Carlos ! — Disse Matheus, o mais velho do grupo .

Carlos, o balconista, gentilmente recolheu o dinheiro de ambos, aprontando-se para fechar a loja .

– Juízo quando voltarem pra casa ! A noite está perigosa .

– Nada irá acontecer enquanto Gabriel estiver com a gente ! — Disse Juan, um mestiço de pele escura com o nariz torto e cabelo liso . Deu uns tapinhas na costa de Gabriel, sorrindo para o dono do bar .

E então, juntos, saíram do estabelecimento .

Junto a eles, havia também Marta e Ana . Marta era negra, filha de empresários . Apesar de sua posição social, adotou a simplicidade . Já Ana era mais fresca, apesar de vir de uma família humilde .

Já Gabriel não era brasileiro . Nacionalidade britânica, Gabriel mudou-se para o Brasil após " pequenos problemas " na sua antiga escola .

– Fui expulso por causar um acidente no ônibus escolar — Dizia ele, sempre quando perguntado sobre o motivo .

Mas essa não era a verdade sobre ele,de certa forma . Quero dizer, o que é a verdade ? Gabriel sabia que contá-la seria uma mentira aos ouvidos simplórios, visto que baseia-se no dito " impossível " .

Após cerca de dez minutos no ponto deserto, o ônibus parou frente a eles, vazio .

– Você vem com a gente, Gabriel ? — Perguntou Matheus .

Gabriel sorriu . Matheus sabia sua resposta, mas seu porque era curioso .

– Não curto andar de ônibus — Respondia — Eles me dão calafrios .

– Você é bem estranho ! — Comentou Juan, subindo junto aos demais — A gente se fala pelo face .

E foram-se, diminuindo ao longo da rua até tornar-se um simples foco de luz perdido na escuridão .

As ruas eram apertadas e esburacadas . Os postes eram antigos, os prédios esquecidos no tempo . Prostitutas eram comuns, oferecendo o seu corpo, estimulando os desejos mais ínfimos com suas curvas planas e vazias .

Quando atingiu as alturas do Flamengo, perto da nobreza massiva, Gabriel notou que algo não estava certo .

– Acho que não atualizei a minha playlist — Guinchou-se, após ouvir " To Feel Fire !.

De súbito, um vulto surgiu ao fim da rua, caminhando na direção oposta .

" Altura por volta de 1,69 M, morena, aparenta ter um estilo gótico selvagem "

Gabriel continuou caminhando,despreocupado e distante .

" Eu pediria o número dela "

– Ela tem potencial — Disse Gabriel para a voz que aturdia os seus pensamentos — O tipo que você gosta, V .

A mulher parou frente a ele . Gabriel encarou-a,o desdém escorrendo em seu olhar .

– Gabe Turner ? — Perguntou ela . Sua voz era fina e elegante, condizendo com sua beleza .

– Desculpe, mas já disse pras demais que não pago pelo programa .

A mulher arregalou os olhos, ofendida .

– Sua personalidade acusa a sua identidade — Disse ela, sorrindo — Espero que o resto também se prove verdadeiro .

– Se você me conhece, sabe que não tem chances sozinha .

– Eu não disse estar sozinha .

Gabe olhou para os lados, curvando-se pras lindas moças que cercaram-no . Totalizavam sete . Todas lindas e perigosas .

– Não sabia que meu charme aumentou tanto no último ano .

– A Ordem das Caçadoras exige seu julgamento ! — Falaram juntas

– Sob que acusação ? — Retrucou ele .

– O pecado em seu corpo . O Peso que carrega em sua alma . A besta que amaldiçoou a sua vida .

" Acho que estão falando de Daegon ! Ele não vai gostar "

Gabe adiantou-se,aproximando-se de uma delas, a loira de olhos azuis . As guerreiras colocaram-se em guarda . As nuvens chocavam-se,ameaçando precipitar .

–Desculpe, mas a minha agenda está cheia .

– Nós insistimos — Disse a que estava logo atrás . De sua roupa, desembainhava uma lâmina a espreita .

– Ok meu anjo ! Me prenda ! — Gabe esticou o braço em sinal de rendição ; Seu rosto sorria, seus olhos fiavam-nas .

Temerosa, a caçadora morena, que aparentava ser a mais velha, adiantou-se para algemá-lo .

– Espero que não venha com truques — A mulher apertou suas algemas, empurrando o prisioneiro .

" Preso por Sete Mulheres ! Sete caçadoras ! Você te um gosto perigoso garoto "

Gabe ignorou a voz de seu mentor, esvaziando a sua mente . As mulheres levaram-no para um depósito abandonado . O letreiro caído e as grades enferrujadas, junto ao mal cheiro, faziam-no desagradável .

– Essa é a base de vocês ? — Perguntou — Pensei que vocês tinham mais classe .

– Quieto besta ! — Vociferou a que o rendia, socando seu rosto .

As outras adiantaram-se, assobiando para a podridão enegrecida .

Dos únicos focos de luz do local, pôde se ver as portas abrindo-se bruscamente . Um barulho estarrecedor soava pelas frestas de metal . Algo semelhante ao galopar de cavalos, rugidos de leão e o zumbido de mosca .

Com o soar do alarme, o restante das portas levantou-se . O breu não o permitia enxergar, mas o barulho cessou em simultâneo .

" Acho que o estoque de pegasus esgotou "

Não há forma bela de descrever o que foi visto . Os traços mais belos das obras de arte tornariam-se feios, grotescos . A fragrância mais pura extraída da mais doce flor ganharia vida, frente ao odor indistinguível . Melhor não citar a semelhança de sua pele à musculatura enegrecida .

Suas asas eram grandes, semelhantes a de morcegos . Seu corpo lembrava o de um cavalo, seus olhos variavam em tons de violeta .

– Eles serão nosso transporte — Disse a loira, sorrindo maliciosamente .

– Vou ter que montar nisso ? — Perguntou Gabe, não gostando em nada da ideia . O mais próximo rugiu pra ele,levantando suas patas,enfurecido com o comentário .

– Chamam-se Ywates . Respeite-os e eles não serão um problema .

Gabe nunca sequer montara em um cavalo . Apesar de sempre ser cobaia dos novos modelos de corrida do Cid, isso era diferente .

– Não tem outro transporte ?

As caçadoras o ignoraram .

De súbito, uma delas esgueirou-se sem deixá-lo perceber, cobrindo a sua cabeça com um saco . Gabe debateu-se,mas foi nocauteado com um golpe no pescoço .

Antes de apagar, havia apenas escuridão . Não . Ele sabia que havia algo mais . Ele estava sendo observado . Os olhos oclusos analisavam-no nos ínfimos de sua mente .

– Acorde, filho da Chama . Nós já chegamos !

Quando tiraram o saco de seu rosto, a noite já havia adormecido . Os longos prédios,trocados por extensas cabanas, misturadas ao verde cintilante da selva . Apenas ouvia-se o natural e necessário . O ar limpo, o vento seco . Ele havia chegado na base das caçadoras .

Notas finais
Talvez eu consiga postar mais um capítulo até terça feira,mas como o próximo será bem grandinho,não posso prometer nada ( Não tenho mais moral pra isso tbm o.o ) Obg por ler ^_^