Os Guardiões.

3 Capítulo I - Apresentando a... Família?


Notas iniciais
Bem, esse é o primeiro capítulo. Espero muuuito que gostem. Nos vemos lá em baixo.

- Ela não quer devolver meu cartão de memória! — Gritou Doug enquanto descia as escadas.

- Porque ela pegou? — Ele exitou por um instante, não mais que isso.

- Não sei! Pergunte à ela, aquela garotinha... — Ele ia falar algo pior, mas se conteu ao observar meu olhar de desaprovação.

- Alícia? — Dirigi-lhe um olhar doce.

- Ele pegou meu vestido cor-de-rosa! — Gemeu ela batendo pé.

- Não esstá no seu armário, querida? — Perguntei calmamente para logo depois queimar meus lábios sensíveis com o café quente. Enquanto olhava para o café, assoprava e examinava minha boca na prataria da mesa escutei a sua resposta.

- Não! Eu já procurei lá, Mel!

- Em todos os armários? — Tentei novamente. Sim. Todos os armários. — Ela apenas balançou negativamente minha cabeça.

-E também não está para lavar, certo? — Insisti. Não era o fetite de Doug pegar vestidos, ou sapatos, ou roupas em geral. Ele geralmente fazia as coisas relacionadas a bonecas ou outros brinquedos. Mesmo assim, eu teria de perguntar a ele, para tudo tem uma primeira vez.

- Ótimo. Doug, viu o vestido cor-de-rosa?

- Só pode estar brincando né? Ela têm, tipo, centenas?

- O com babados, bobão! — Disse Alícia. Eu ri timidamente.

- É, Doug! O com babados! — Ele rolou os olhos.

- Ah, claro! — Fingiu dar um tapa na própria testa. — Como não percebi, o com babados!

- É! Esse mesmo! — Disse Alícia e a essa hora eu já estava abafanco o riso com o jornal, já vi onde aquilo ia dar.

- Cor-de-rosa! — Ele afirmou.

- Exato, Doug! — Confirmou Ana Lícia cheia de esperanças.

- Com babados também cor-de-rosas! — Ele disse a animando cada vez mais e fazendo com que ela desse pulinhos de satisfação.

- Deu Doug, sei que poderiam ficar nesse ping-pong a tarde inteira, mas temos mais o que fazer. — Fui até a minha pequena Lícia e me ajoelhei ao seu lado. Peguei suas pequenas mãozinhas entre as minhas e lhei em seus olhos em quanto perguntava. — Qual foi a última vez que o usou, criança?

- Não me lembro... Eu deveria ter 6 anos, acho. — Doug e eu rimos um pouco.

- Não acha que iria ficar um pouco apertado? — Falei e ela respondeu com um bico e deu de ombros.

- Então, ela vai ou não devolver meu cartão? — Falou Douglas.

- Eu não peguei, só disse que peguei. — Depois de uma risadinha abafada com o café, agora frio tive que brincar com o garoto.

- Pois é, 1 a 0 para as meninas. — Bati minha mão espalmada na de Alícia.

- Ah, claro. Estamos contando! Como não percebi? — Ele disse e subiu até seu quarto.

- Está abusando na irônia! — Gritei alto o suficiente para ele escutar do quarto.

- Claro, mamãe! — Ele responde com mais sarcasmo do que o necessário. Rolei os olhos. A 3 meses eu tentei me matar, hoje estou melhor que nunca, numa casa gigante, duas crianças maravilhosas que nuncam deixam meu dia monótomo e tenho um cartão de débito. Bom, tudo bem, são 90 dias e eu ainda não sei tudo que gostaria, mas aprendi a não perguntar. Crianças, quando vão explicar algo aos adultos usam exemplos, como se fossemos burros de mais para enteder somente com palavras, e essas crianças explodem coisa quando exemplificam.

A casa onde moramos é uma das maiores da ASIS (Agência de Segurança Internacional de Sobrenaturais). Ela foi dada aos Guardiões para ser sorteada entre alguma equipe. A equipe 7 queria muito ela, eles são em 12 pessoas, mas felizmente, perdeu para a equipe 34, a de Alícia e Doug, e estamos morando aqui. Todos os que queriam a casa brigaram muito, alegando que duas crianças não poderiam morar sozinhos em uma casa assim, Doug disse que não era criança, a ASIS falou que eles teriam que conseguir um responsável, um tutor, e os Sobrenaturais fizeram fila para ser esse adulto. Alícia conversou com Doug, que colocou tudo em suas mãos, e então eu fui escolhida. Fico feliz. Se não tivesse sido escolhida, não os conheceria, não saberia toda a verdade e também não estaria viva.

- Eu queria muito aquele vestido... — A voz de Alícia falando consigo mesma me tirou dos meus devaneios.

- Então vamos ao shopping, o que acha? — Seus olhos brilharam e ela correu para o quarto de Doug chamá-lo.

- Eu não vou! — Ele gritou lá de cima.

- Veremos. — Gritei de volta.

Notas finais
Eu usei ele mais pra explicar as coisas, posso dizer que teremos ação e ficção cientifica nos capítulos seguintes? :D