Os Grandes Jogos Mágicos.
2 Capitulo 2 - Tensão Pré-Jogos
Notas iniciais
Capitulo II – Tensão Pré-Jogos.
– — Sofie — -
Um alto estrondo é escutado quando as imensas portas de Magic Castle são abertas e empurradas até o limite de suas dobradiças, ao ouvir o que Nero havia falado, Leone disparou em direção á entrada, abrindo com pressa as portas, disposto á chegar rapidamente na sala onde ocorreriam as inscrições, e como era de se esperar, eu o segui quase que imediatamente, com Nero em meus calcanhares.
Nero era um jovem uns três anos mais velho do que eu, seus cabelos, mesmo nessa idade, eram extremamente brancos, mas se encontravam sempre sujos por um pouco de terra, seus olhos são calmos e caridosos e brilham em um tom castanho escuro, ele usava um jeans surrado e tênis de corrida, ele sempre os usava quando saía para treinar, o que provavelmente era o que ele estava indo fazer antes de nos encontrar, ele usava uma camiseta preta e por cima dela uma espécie de colete verde que tinha a estampa de um olho aberto desenhado em fios brancos, enquanto corríamos, sua voz soa de trás de mim calmamente.
– Vocês não fazem a mínima idéia de onde é a sala de inscrições não é? — ele pergunta para nós.
– Nem idéia. – responde Leone, sem diminuir nem um pouco o ritmo com que corria.
– Tudo bem então, eu vou guiá-lo. – o tom de Nero demonstrava que ele já esperava aquela resposta, como se tudo aquilo fosse comum para ele, e realmente era, Leone sempre fora do tipo que saía correndo em alguma direção sem esperar muito por detalhes. – Vire á direita no próximo corredor.
Leone ao ouvir isso joga todo seu peso para a direita, porém como ele estava muito rápido, não daria tempo para parar, então ele salta levemente, pondo o pé contra a parede e dando três passos sobre ela, finalmente voltando para o chão, deixando marcas da solas de seus sapatos na parede.
– Quanto tempo ainda temos? – Leon questiona, aumentando o passo.
– Uns sete minutos. – responde Nero, seguindo-o sem problemas.
– Será que dá tempo? – questiono-os, receosa.
– Claro que dá, vamos logo. – Leone fala, fitando a porta que se erguia á sua frente.
Aquela era a porta da sala de inscrições, ela tinha cerca de três metros de altura por dois metros de largura, era feita de mármore e tinha desenhos que ilustravam as antigas edições dos jogos, assim como todas as paredes, que pra onde quer que se olhassem era possível ver pinturas e esculturas de grandes magos e lutas que ocorreram no passado, enquanto nos aproximávamos, as tochas nas paredes acendiam-se, iluminando o local com as lacrimas de fogo que lhe serviam de combustível.
– Ei, Leone! Tome cuidado, desse jeito você não vai conseguir abrir a porta. – adverte Nero, mas ele sabia que seria inútil.
– E quem precisa abrir? – fala o loiro, saltando de encontro á porta de mármore, um punhado de chamas douradas rapidamente envolvem seu pulso direito e ele o joga violentamente contra o centro da porta que é brutalmente arrancada e arremessada contra a parede oposta, o loiro finca os pés no chão, parando após deslizar por alguns centímetros; Nero e eu paramos logo atrás dele, notando que todos os presentes na sala nos fitavam com espanto, ou pelo menos a maioria deles, mas eu não os culpo, não é todo dia que se vê alguém arrancando uma porta daquelas com um único soco.
Haviam cerca de cinco pessoas lá dentro, quatro delas eram funcionários do castelo, um deles sentava-se atrás de uma mesa, provavelmente encarregado de realizar as inscrições, os outros três estavam espalhados pela sala fazendo a segurança do local.
A sala tinha cerca de 50m², ao centro, estava a mesa de inscrições, sobre ela, oito pilhas de papéis minuciosamente organizados, no teto era possível ver várias folhas de papel circulando á uma velocidade altíssima, como um grande e expresso correio mágico, as paredes eram todas entalhadas com desenhos das antigas edições dos jogos e com os símbolos de todas as guildas que existiam, algumas delas, mas especificamente oito delas, estavam brilhando levemente, cada uma com sua cor, sinalizando quais delas participariam dessa edição.
Á essa altura eu já não podia esconder o quanto eu estava maravilhada com esse lugar, meu fascínio estava estampado em meu rosto, mas logo me lembro que não tínhamos muito tempo para nos inscrever, então me precipito em direção á mesa, puxando Leone pelo pulso.
Quando nos aproximamos da mesa consigo visualizar melhor o quinto homem na sala, ele também estava fazendo sua inscrição, eu tinha certeza de que nunca o havia visto antes, mas Nero parece ficar bastante interessado no jovem; Ele tinha cabelos e olhos verdes claros, comparado á maioria dos magos, seu porte físico era relativamente inferior, ele usava botas de couro sujas de lama, uma calça azul-escuro e uma camisa clara coberta por um casaco de couro amarronzado, ele usava uma luva estranha em sua mão direita, sinto uma poderosa pulsação mágica emanando dela, mas decido ignorar, em sua nuca havia o símbolo de sua guilda, um Centauro esverdeado segurando um arco de mesma cor e apontando para o horizonte, como se mirasse em um alvo distante, aquele era o símbolo de uma das guildas que participaria do evento desse ano, Centauru’s Bows
– Quem é ele? – sussurro quase que inaudivelmente para Nero.
– Seu nome é Laerze, ele é o líder da guilda Centauru’s Bows. – responde Nero, seus olhos mostravam que ele estava interessado em quais seriam as habilidades de combate de Nero.
– Nunca ouvi falar. – retruco.
– Ele tem ganhado bastante fama ultimamente, ouvi alguns rumores que dizem que ele nasceu sem nenhum tipo de magia, mas após anos de pesquisa, ele descobriu uma maneira de usar Lácrimas especiais como sua própria forma de magia. – mexo-me desconfortavelmente, a espada gigante em minhas costas parecia haver emitido algum tipo de ressonância, mas pode ter sido só coisa da minha imaginação.
– Isso é incrível. – falo surpresa.
– São só boatos, então não temos como saber se são verdade, mas se forem... – ele faz uma pequena pausa, observando o tal Laerze retirar-se do lugar após terminar sua inscrição. – Eu estou realmente curioso para ver o que ele consegue fazer.
– Somos dois. – intromete-se Leone, soltando um sorriso que eu conseguia facilmente interpretar que era de empolgação.
– Mas enfim, vamos fazer nossas inscrições. – Leone assente e vejo Nero recuar um passo.
– Sim, vão, já os deixei aqui, mas tenho algumas coisas para resolver, então vou indo. – assinto, sorrindo e acenando.
– Até mais, Nero. – ele sorri, virando-se e indo embora enquanto nos dirigíamos á mesa de inscrição.
– — Joseph — —
O Despertador tocava freneticamente sobre a cômoda próxima á minha cama, sento-me lentamente, bocejando enquanto abro os olhos, fitando o ambiente á meu redor, aquele era um dos quartos que a organização dos jogos havia disponibilizado para minha guilda, em todas as áreas comunais das guildas existe uma sala de estar com cinco portas, cada uma levando á um quarto com banheiro e tudo o que fossemos precisar para passar nossas noites.
Fito minhas mãos, que ainda recusavam-se á largar as cobertas á qual estavam fortemente agarradas, vejo o símbolo de minha guilda tatuada sobre ela, o símbolo dourado que representava a Fairy Tail.
Após um tempo, minha visão finalmente se acostuma com a claridade que adentrava meu quarto, fito o relógio localizado sobre a porta que levava á sala, ele marcava 12h10min.
– Hum... Á essa hora, Leone e Sofie já devem ter chegado e feito suas inscrições. – falo, logo após soltando um longo bocejo. – Acho que vou tomar um banho e sair para procurá-los. – falo erguendo-me e fazendo os lençóis deslizarem para o lado, me vejo refletido no espelho do banheiro ao entrar por ele.
Cabelos louros desgrenhados que estavam ainda mais desorganizados do que era de costume, eu estava usando apenas uma calça jeans, deixando a parte superior de meu corpo descoberta, a mesma encontrava-se coberta por uma fina camada de suor; Mesmo para um mago, sempre me disseram que meu corpo parecia um pouco mais forte do que a da maioria dos outros, não sei se isso é verdade, e também não estou com a mínima vontade de descobrir se é.
Quando eu estava prestes á iniciar meu banho sinto uma sensação de queimação dolorida iniciar-se sobre aquela maldita cicatriz, ela localizava-se precisamente na curva de meu pescoço, e a sensação que senti ao adquiri-la foi... Inesquecível. Tão inesquecível quanto ter uma serpente de magma cravada em sua carne, injetando seu poderoso veneno enquanto assa sua carne como em um churrasco.
Resolvo ignorar aquilo e sigo para meu banho, logo saindo e vestindo-me rapidamente, o mesmo jeans de sempre, uma camisa preta simples e pondo um grande sobretudo sobre ele, saio de meu quarto, indo até a porta vizinha, abro-a e não vejo ninguém, arqueio a sobrancelha.
– Que estranho, parece que Mephisto acordou cedo, onde será que ele foi? – dou uma rápida olhada ao redor, fechando a porta. – Bom, tanto faz então. – saio da sala comunal da guilda, começando á vagar pelos corredores de Black Castle, após um tempo, deparo-me parado olhando para uma imagem entalhada contra a parede, era a representação de uma luta histórica que todo mago que se preze já ouviu falar.
– O Lendário Natsu Dragneel contra os Dragões Gêmeos da Luz e Trevas, hein? – murmuro para mim mesmo. – Aí está uma luta que eu gostaria de ter visto.
– Que surpresa, não esperava que você fosse fã de história, “Trovão Celestial” – uma voz ressoa detrás de mim, só de escutá-la novamente meu sangue fervia e minha raiva mais profunda aflorava, a cicatriz em meu pescoço novamente começa á doer fortemente, mas eu nunca demonstraria isso, não daria essa satisfação á ele.
– Finalmente você deu as caras. – viro-me, encarando o espaço de onde teria vindo a voz, mas ele permanecia vazio. – Zangfried. – uma risada doentia ecoa pelo local e o espaço á minha frente começa á se distorcer, quando volta ao normal, um homem estava á minha frente, ele tinha cabelos arroxeados caíam em uma franja sobre o olho esquerdo, seu olho direito, da mesma cor de seus cabelos, brilhava em um tom perigoso.
– Faz tempo que não o vejo, Joseph. – seu sorriso aumenta, ele divertia-se mais ainda ao ver minha cicatriz. – Vejo que têm cuidado bem do presente que te dei.
– — Continua — -
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