Os Golpistas
30 Atitude Equivocada
Notas iniciais
POV Jared Howe
A novata terminava de se alimentar, Brooke como prometido estava cuidando dela, alguns dias tinham se passado, e nesse meio tempo voltei a ligar para o pai de Mel, ele ainda continuava negando o dinheiro, mesmo que isso colocasse a vida de sua filha em perigo, claro que nessas alturas eu não a machucaria, amava Mel.
Ainda assim estava preocupado, ele teria que nos dar esse dinheiro, a buscadora estava na nossa caça, eu tinha que planejar algo. Fui para o quarto, felizmente ninguém havia notado minha escapada, talvez sozinho colocasse as idéias no lugar, teria mais chances de pensar em algo útil. Sentei na cama, ela ainda estava bagunçada.
Abaixei a cabeça pensativo, apoiando-a em minhas mãos, fritei os miolos por um bom tempo, foi quando tive uma idéia, um pouco ousada. Quem sabe fosse a cereja que faltava no bolo, um pouco de pressão não faria mal. Peguei minha jaqueta, coloquei ela enquanto me olhava no pequeno espelho do quarto, já sabia muito bem o que fazer.
[...]
Duas horas depois na Empresa Stryder.
POV ETHAN STRYDER

—O senhor tem duas reuniões marcadas para o final da tarde—A secretária anotava algo em sua agenda.
—Desmarque-as, não estou com cabeça para reuniões.
—Sim senhor, deseja mais alguma coisa?
—Não, me deixe sozinho, não quero ser atrapalhado por ninguém, por favor.
—Está certo senhor Stryder—Saiu da sala, estava novamente sozinho, talvez essa fosse minha sina, mesmo com todo o dinheiro do mundo, eu sempre estava sozinho.
Caminhei até o bar, me servi de uma pequena dose de whisck, com três cubos de gelo, rodei o líquido no copo, voltei a me sentar em minha poltrona, enquanto bebericava a bebida, os últimos acontecimentos estavam me deixando tenso, havia perdido alguns dólares, tudo culpa da bolsa, como se não bastasse Melanie tinha se metido em confusão.
Olhei para uma fotografia em minha mesa, pegando-a na mão, Mel tinha 15 anos na foto, estava linda em sua festa de aniversário, festa que havia me custado uma fortuna. Não podia negar que sentia saudades, torcia para que a buscadora conseguisse trazê-la de volta, assim não precisaria perder meus milhões.
Duas semanas se passaram, o sequestrador de Melanie voltara a manter contato comigo, o atrevido ainda exigia dinheiro, pobre coitado, jamais encheria seus bolsos com meu dinheiro, jamais. Isso significava que Melanie estava viva ainda, eles não a matariam, enquanto não tivessem a grana.
Encostei a cabeça no encosto da poltrona, terminava minha bebida, porém fui interrompido por um forte barulho, a porta do escritório havia sido aberta violentamente, coloquei o copo sobre a mesa, observando um rapaz se aproximar, minha secretaria estava horrorizada, pois o estranho mirava uma arma em sua direção.
—Peça para que ela saia—Ele falou—Quero ficar a sós com você.
—Pode sair Beth—Ordenei, a moça saiu da sala correndo.
—Ótimo! Somos eu e você agora—Fechou a porta passando a chave nela.
—Conheço você, a buscadora já me mostrou uma foto sua antes, é o sequestrador da minha filha, como ousa...
—CALADO—Gritou—Não importa quem eu sou.
—Claro que importa, é um porco sujo, um ladrãozinho de quinta categoria, que ganha à vida com esses golpes, mas não vai me fazer sua vítima, não tenho medo de você rapaz.
—Não seja estúpido, esse papel de herói não cai bem em você Ethan—Aproximou-se, a arma mirada em minha direção.
—Estúpido? Acho que não, o que veio fazer aqui? Não acha meio arriscado?
—Se você não faz o que eu quero, vou forçá-lo a fazer isso.
—Parece certo disso.
—Estou—Tentei me levantar da poltrona, mas fui impedido.
—Não ouse se levantar—Ameaçou— Fique a onde está.
—O que veio fazer aqui, diga logo, odeio rodeios.
—Certo, você vai me da um cheque com a quantia que eu pedi, um cheque válido claro.
—Acha mesmo que vou fazer isso?—Retruquei.
—Não só acho, tenho certeza, pegue seu bloco de cheque e comece logo, não tenho a tarde toda.
—Não vou fazer—O enfrentei—Mas me arrependi quando escutei um estampido, logo acompanhado de um formigamento em minha perna, olhei para o local, estava sangrando, o desgraçado havia atirado em minha perna—Seu miserável.
—Faça logo, não hesitarei em atirar novamente, estou esperando, dessa vez acerto sua cabeça, mesmo que fique sem seu dinheiro, terei o prazer de tê-lo matado—Sua expressão era aterrorizante, falava sério pelo tom de sua voz.
—Ok! Farei o que me pedi—Abri uma gaveta puxando um bloco de cheque, comecei a preenchê-lo devagar, tinha esperanças que a segurança aparecesse logo.
—Rápido—Voltou a gritar.
—Estou com dor na perna, faça o favor de esperar—Continuei enrolando.
Depois de dois minutos o cheque infelizmente estava preenchido, Ele caminhou em direção a mesa, estendendo uma das mãos, pedia para que entregasse o papel. Levantei o cheque preste a entregá-lo, mas novamente a sala foi alvo de um forte estrondo.
Dois tiros seguidos acertaram a porta, alguém estava atirando do outro lado.
—Droga—O rapaz assustado correu em direção à janela, ele era maluco, estávamos no décimo quinto andar do prédio, o que ele pretendia? Se jogar?
—Não está em condições de fugi garoto, melhor se entregar.
—Nunca—Respondeu—Foi por pouco, mas vamos nos encontrar de novo Ethan, aguarde—Depois ele saltou a janela desaparecendo.
A porta foi arrombada, para minha surpresa não era a segurança, e sim a buscadora.
—A onde ele está Ethan?
—Saiu pela janela— Apontei com a mão.
—Infeliz, quero que cerquem o prédio, homens meus por todos os lados, não vamos deixar esse golpista fugir, espalhem-se—Ordenou.
—Ai!!!—Apertei minha perna, o sangue já escorria pelo chão.
—Chamem uma ambulância também, o quanto antes. Como está Ethan?—Ela rasgou um pouco da minha calça, o ferimento era abaixo do joelho—Ele acertou em cheio, não posso negar, a pontaria dele é boa.
—Ele quase me matou—Falei com os dentes trincados.
—Não exagere homem, foi apenas um tiro na perna, com sorte não ficará com sequelas.
—Não mesmo.
—Talvez só precise de uma bengala.
—Está de brincadeira Buscadora?—A olhei sério—Esse rapaz entrou com total facilidade aqui, me rendeu, quase dei um cheque milionário para ele, acertou minha perna e como se não bastasse, ele conseguiu escapar. Pensei que você fosse mais eficiente.
—Não me diga como trabalhar—Apertou minha perna, o que me fez gritar de dor—Você cuida dos seus negócios, eu cuido dos meus. Vamos pegar ele, não só ele, como a equipe dele.
—Muitos dias já se passaram, até agora nada, minha filha continua com eles—Ela soltou minha perna.
—Digamos que agora tenho um trunfo, uma espiã entre eles.
—Como assim?—Fiquei curioso.
—Peg, uma agente minha, está tentando entrar no grupo deles, ela vai nos levar exatamente até onde sua filha está, então não se preocupe, mais cedo ou mais tarde pegaremos eles.
—Muito bem Buscadora, assim espero.
CONTINUA...
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