Os Golpistas
17 A Buscadora parte II
Notas iniciais
Espero que gostem.
POV Jared Howe
ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ
—Peguem apenas o necessário, precisamos sair daqui o mais rápido—Gritava enquanto descia as escadas correndo.
—O que está acontecendo Jared?—Ian vinha correndo.
—Ela está aqui—O respondi.
—A buscadora?
—A própria.
—Mais como ele nos descobriu?
—Deve ter me seguido hoje à tarde, quando eu sair com Brooke e Connor. Droga! Não podia ter me descuidado.
—Vamos sair logo daqui, essa mulher não é nada boa—Ian tinha razão, sempre conseguíamos fugir dela, e conseguiríamos de novo.
—Melanie está no quarto?—Perguntei.
—Sim.
—Trate de pegá-la, vão para a garagem, entrem na van, vamos sair logo daqui.
—Tudo bem.
—Te encontro lá irmão—Ian já estava correndo para o andar de cima, precisávamos manter Melanie em segurança, a Buscadora não podia chegar perto dela, ou tudo estaria perdido.
[...]
—Pegaram tudo que precisamos?—Todos já estavam na garagem, inclusive Melanie.
—Sim, mantimentos, o dinheiro e algumas armas. O mais importante está conosco—Connor olhou para Melanie, a menina apenas encolheu os ombros, parecia muito assustada com toda aquela movimentação.
—Ótimo Connor! Vamos sair daqui. Entrem na van—Mais um disparo foi escutado, seguido de um barulho de arrombamento. Acho que a buscadora tinha conseguido entrar—Droga, ela entrou... Entrem logo...
—Jared a onde vai?—Brooke gritou. Eu estava quase atravessando a porta da garagem—Alguém precisa distrair ela.
—E se ela não estiver sozinha Jared, não seja suicida, entre logo, vamos sair todos juntos.
—Ela nos alcançaria, pelo menos me deixa distraí-la, assim vocês terão tempo de abri a porta da garagem e saírem. Esperem-me lá fora, prometo acalcá-los.
—Tome cuidado Jared—Connor recomendou, e jogou uma arma para mim, peguei a mesma no ar.
—Tomarei Connor, agora vão—Logo desapareci da visão deles.
[...]
Tudo estava calmo demais. Talvez Brooke estivesse certa, estava bancando o suicida, aquilo estava com cara de cilada. Passei pelo refeitório, tudo estava calmo demais, um trovão ricocheteou o céu, iluminando o refeitório todo. Tive uma visão completa do ambiente, e de quem estava nele. Levei um susto ao vê-la parada a poucos metros de onde eu estava. Ergui a arma em sua direção.
A temida Buscadora. Estava do mesmo jeito, usando aquele terno social branco, com o cabelo preso em um rabo de cavalo. A loira me olhava seriamente, nas mãos também segurava uma arma, mas não estava mirada para mim.
—Jared Howe, o mais trabalhoso de todos os meus casos. Devo dizer que você é muito escorregadio, está sempre dando um jeito de escapar—Sua voz ecoou pelo refeitório.
—Buscadora, meu pior pesadelo, mas devo concordar com você, sempre dou um jeito de escapar, nunca irá me pegar.
—Nunca diga nunca meu rapaz, sua hora chegará, e eu terei prazer em executá-lo com minhas mãos.
—Infelizmente não será essa noite. Mas me diga, andou me seguindo?
—Você é esperto, porém eu sou mais. Quando soube que você estava metido nesse sequestro, não medi esforços para procurá-lo, pena que não o encontrei antes, passei muito tempo procurando sua gangue. E agora estou aqui, frente a frente com você.
—Muito esperta, mas acho que terei que desapontá-la mais uma vez.
—Devolva a garota, quem sabe eu pense em uma maneira menos dolorosa para você morrer.
—Quanta gentileza, até fiquei comovido—Segurei a arma com mais força, o dedo estava em cima do gatilho—Mais não irei fazer nada do que mandar, não sou um dos seus subordinados, eu tomo as minhas próprias decisões.
—Estou vendo que toma mesmo—Mirou os olhos na minha arma—O que pretende fazer? Atirar? Faça isso, outros virão atrás de você Jared, isso só vai acabar quando exterminarmos essa sua raça desgraçada—Cuspiu as palavras.
—Estou tentado a atirar em você, não me provoque buscadora.
—Então irá se tornar um assassino, não basta ser um ladrão imundo? Precisa sujar suas mãos com meu sangue também?
—Eu não ficaria com um pingo de remoço, seria um imenso prazer livrar o mundo de um ser como você.
—Nossa! Agora você me ofendeu—Soltou uma gargalhada baixa—Atira, vamos lá... Sua chance garoto estúpido, por que se você não fizer isso, eu farei... Mas será com você. Não descansarei enquanto não eliminar seu bando asqueroso.
Comecei a sentir minhas mãos trêmulas. Já tinha roubado muito, mas nunca havia tirado a vida de ninguém, mesmo que a minha vontade fosse enorme, eu não tinha certeza se era o certo a fazer, talvez fosse... Talvez não.
—O que foi? Desistiu?—Ela provocou.
—Quantos estão no galpão? Quantos homens seus?—Mudei de assunto.
—Apenas eu—Blefou.
—Não sou um idiota Buscadora, você não viria aqui sozinha.
—Certo, estou com mais quatro parceiros, e eles estão pelo galpão, caçando seus amiguinhos e a garota.
—Sinto lhe informar, mas meus amigos já saíram daqui, e levaram a garota com eles.
—Isso realmente é uma pena, terei que matar só você então—Dizendo isso, ela sacou a arma em minha direção, sorte que fui mais rápido e me joguei atrás da mesa do refeitório, evitando que os disparos me acertassem—Não pode se esconder Howe, eu o acharei.
Rastejei para a cozinha, a onde fiquei escondido atrás do balcão, procurei tranquilizar minha respiração, estava ofegante demais. Podia escutar o som da bota dela, se chocando contra o chão.
—Jared? Onde você está? Apareça de uma vez, sabe que uma hora eu irei encontrá-lo.
Olhei por cima do balcão, vendo que a mesma se aproximava, estava perto demais. Eu precisava surpreendê-la de alguma forma, pegá-la de surpresa. Deixei que a Buscadora entrasse na cozinha, e quando estava de costas para o balcão, não vacilei em atacá-la pelas costas, fazendo nossos corpos tombarem por cima da pia.
—Me solta seu desgraçado—Ela berrava, mas como eu era mais forte, segurei seus braços com força, contra a lateral do seu corpo. Sua arma acabou caindo no chão, me dando uma vantagem.
—Ponto pra mim—Sussurrei em seu ouvido. Mais não contava com uma cotovelada na barriga, tombei o corpo para trás, encostando-me no balcão. A buscadora tentou pegar sua arma novamente, mas antes que conseguisse, eu me joguei por cima do seu corpo, fazendo-nos cair no chão, ainda segurava minha arma, não pretendia atirar, pelo menos não naquele momento.
Subi em cima do seu corpo, a loira se debatia muito no chão, tentei segurar seus braços contra o chão, embora ela fosse bem forte também. Estava dando muito trabalho mantê-la imobilizada.
—Melhor ficar quieta Buscadora—Apertei seus braços com força.
—Quando eu me soltar, vou matá-lo aqui mesmo, maldito!
—Para de falar um pouco, essa sua voz está me dando dor de cabeça—A buscadora usou um dos pés para me chutar. Cair de costas batendo a cabeça. A loira avançou em cima de mim, puxando minha arma das mãos, porém eu resistir e lutei contra ela.
Ela puxava a arma bruscamente da minha mão, por mais que eu a segurasse com todas as forças, uma hora ela conseguiria tirá-la de mim. Usei minha outra mão que estava livre, e apertei seu pescoço, pressionado sua garganta com os dedos, imediatamente a buscadora largou minha arma, levando suas mãos até o pescoço, tentando livra-se do sufocamento.
Virei seu corpo, isso a fez cair com as costas no chão, apertei ainda mais a região do seu pescoço, vendo que seu rosto já estava avermelhado, por causa da falta de ar. Observei rapidamente quando ela esticou um de seus braços, parecia querer pegar algo na bota, só percebi do que se tratava, quando enxerguei o objeto prateado em suas mãos, era uma faca. Pequena, mas parecia bem afiada.
A desgraçada tentou me acertar na barriga, mas recuei para trás, saindo de cima dela. Levantei-me o mais rápido possível, saindo da cozinha, alguns disparos foram lançados contra mim, mas por sorte nenhum deles havia me acertado.
—Peg???—Escutei sua voz ao longe, chamava por esse nome, de certo devia ser alguma parceira dela, mas eu não ficaria ali para descobrir. Corri para a garagem, a porta estava aberta, e a van não estava mais ali. Bom, pelo menos meu grupo tinha saído.
Corri para os fundos do galpão, de certo Ian havia tomado aquela direção. Não demorou muito para que eu avistasse a van, ela estava parada próxima de um terreno vazio. Bati na porta, e Connor rapidamente me puxou para dentro do veiculo.
—Tudo vem cara?—Ele perguntava, enquanto eu me jogava em um canto da van, tomando um pouco de ar.
—Ela deu trabalho dessa vez—Connor abriu um meio sorriso.
—O importante é que você saiu vivo—Brooke me deu um tapa no braço—Faça isso novamente, e eu mesmo o mato.
—Cadê a garota?—Olhei para os lados aflito. Logo me dei conta que ela estava no banco da frente, sentada ao lado de Ian. Estava encolhida no banco do passageiro, escondia o rosto com as mãos.
—Vamos embora, ela virá atrás da gente, vamos logo Ian—Comandei.
—Já estamos partindo—Ian pisou no acelerador, tínhamos que sair dali o quanto antes, eu sabia que a buscadora não deixaria barato.
[...]
—Detesto perseguições—Ian reclamava.
—Mais você é bom nisso—Liam estava sentado em um banco nos fundos da van, o garoto estava tão calado, que até havia esquecido dele.
—Liam tem razão Ian—Concordei—Logo os despistaremos—Me referia aos dois carros prateados que nos seguiam.
—Eles estão nos alcançando, a van não vai correr mais que isso—Meu irmão alertou.
—Acelere o máximo possível, precisamos escapar—Connor já abria uma bolsa, percebi que dentro continha algumas armas.
—Calma Connor, usaremos ela em último caso—Avisei.
—Só estou me preparando Jared.
—Acho que nossa única saída é entrarmos nessa mata—Fugíamos por uma estrada rodeada por uma mata fechada. A idéia de Brooke não era de toda ruim. Ela podia ter razão.
—É isso Brooke, Ian pare a van um pouco mais à frente, procure entrar em algum trilha aberta. Assim saltamos do veiculo, e nos embrenhamos na mata, possivelmente teremos mais chances—Expliquei.
—Tudo bem, acho que tem uma trilha logo ali—Ian tirou a van da estrada, a colocando dentro da trilha, havia alguns obstáculos pelo caminho, troncos de árvores e muitos buracos. Sem contar que o tempo estava fechando, não demoraria muito para chover. Como o combinado Ian parou a van, e todos descemos as presas, pegamos tudo que precisávamos. Vi quando os dois carros pararam atrás da van, todos nós já nos enfiávamos dentro daquela mata densa e escura. Nosso objetivo agora era nos esconder.
[...]
—Precisamos nos separar—Disse descansando os braços sobre os joelhos.
—Como assim?—Ian questionava.
—Juntos estamos muito expostos, eles podem nos pegar facilmente, separados temos uma vantagem.
—Concordo com o Jared—Agradeci a Liam.
—Por mim tudo bem, com tanto que marquemos um ponto de encontro—Brooke deu essa idéia—Para que possamos nos encontrar depois.
—Ótimo, a onde?—Perguntei.
—Que tal na oficina do Peter?
—Será? Pode ser perigoso. Não quero envolver ele nisso.
—Mais agora é diferente, precisamos da ajuda dele Jared—Brooke tinha razão, não tínhamos muitos lugares na lista.
—Tudo bem, é a nossa saída por enquanto. Todos nos encontraremos lá então, tentem não serem pegos, por favor.
—Certo!—Todos concordaram. Ian ainda parecia relutar contra a idéia, mas aceitou no fim.
—Liam e Brooke, Connor e Ian, e a garota vem comigo—Puxei seu braço.
—Por que ela vai com você Jared?—Meu irmão se intrometeu.
—Não vamos discuti, está ótimo assim—Connor segurou o ombro de Ian—Vamos logo, ou eles nos alcançarão—Ian aceitou contra a vontade, estava obvio que ele queria Melanie com ele.
—Na casa do Peter—Brooke voltou a lembrar, e todos nos separamos, indo para direções contrárias.
[...]
Melanie e eu paramos de caminhar um pouco, já começava a gotejar um pouco em minha testa. O lugar escolhido parecia bom, era bem fechado, muitas árvores em volta, era melhor do que uma clareira. A garota se afastou de mim, parecia zangada. Pois durante toda a caminhada, não falou uma palavra.
—Eu quero sair desse lugar, quero ficar com os outros.
—Com os outros, ou com meu irmão—Segurei a mesma pelo braço, empurrando nossos corpos contra uma árvore.
—Isso faz alguma diferença?—Virou a cabeça para o lado.
—Não, não faz nenhuma pra mim—Seus olhos se apertaram. Puxou o braço se afastando para longe.
—Não acho uma boa idéia se afastar, fique por perto—Alertei.
—Nem que eu quisesse—Respondeu com um tom aborrecido.
—Sentei-me encostando as costas no tronco da árvore. Estava cansado demais, a fuga havia exigido de todos. Pena que tivemos que nos separar, embora tivesse sido a melhor opção, com todos espalhados, a buscadora teria dificuldade em nos capturar.
O cansado me venceu por fim, tombei a cabeça de lado, perdendo os sentidos, não faria mal um cochilo, estávamos muito longe, a buscadora não nos acharia naquela mata.
[...]
—Aiii!—Acordei sentindo uma fisgada na região da barriga, quando minha visão voltou ao normal, enxerguei Mel sentada próxima a mim, ela segurava um pedaço de pano nas mãos, pude reconhecer que era da calça que ela usava—O que está fazendo?—Tentei me levantar, mas fui impedido por ela.
—Você está sangrando, não está vendo—Olhei para minha barriga, havia um corte não muito profundo, devia ter me machucado na luta contra a buscadora, mas nem havia percebido—Rasguei um pedaço da barra da minha calça, caminhei um pouco e encontrei um rio—Olhei para uma garrafa de água que estava ao lado dela—Ahh... Isso eu encontrei na mata, acabei enchendo ela de água. Podemos precisar.
—Aiii devagar Melanie—Reclamei novamente. Realmente ferimento doía.
—Me desculpa, estou fazendo meu melhor, minha especialidade é psicologia, não enfermagem—Abriu um pequeno sorriso, por um momento eu não sentia mais dor, fique anestesiado pelos seus belos olhos, e seu lindo sorriso. Só recobrei quando voltei a senti a fisgada, dessa vez mais forte que as anteriores.
—Quanto tempo eu dormir?—Ainda estava escuro, porém não pingava mais.
—Umas duas horas, eu acho—Levantei as sobrancelhas surpresos, para mim era como se tivessem passado minutos—Aqui—Puxou uma grande folha de árvore, dentro dela havia muitas jabuticabas—Pelo menos de fome não vamos morrer.
—Onde as conseguiu?—Estique o braço pegando uma, e comendo.
—Próximo do rio, havia um pé bem carregado, trouxe bastante, pode comer quantas quiser, posso voltar e pegar mais depois—Ela ameaçou se levantar, mas antes que fizesse isso, segurei sua mão—Fica, fica comigo—Parecia assustada com o pedido.
—O que?
—Não sai de perto de mim, não é seguro sair por ai, está escuro, fica aqui comigo—Subi minha mão para seu braço, ela se limitou a obedecer, sentou-se novamente ao meu lado—E a minha barriga? Como está?
—Foi um ferimento feito a faca—Sim, a buscadora havia me acertado com uma faca, quando me agrediu na cozinha do galpão—Por sorte eu consegui estancar o sangue, agora preciso de alguma coisa para cobrir o ferimento.
—Minha camiseta serve?—Retirei minha mão de seu braço. Já estava retirando minha camiseta—Aqui—Entreguei para ela, porém a mesma ficou um tanto sem jeito de pegar, parecia envergonhada—Acho melhor você fazer isso logo, está começando a doer muito—Não estava doendo, eu só queria vê como ele se comportaria. Tive que controlar o sorriso.
—Ah claro, tudo bem, acho que consigo—Segurou minha camiseta, suas mãos estavam trêmulas, e seus olhos pareciam me evitar.
Ela rasgou um pouco das mangas, e enrolou o tecido em volta da minha barriga, fazendo um nó apertado, isso me fez gemer um pouco, porém mandei que continuasse. Não demorou muito, e o serviço estava feito. Até que ela havia feito diretinho, não doía tanto.
—Obrigado—Sentei-me direito, ajeitando as costas no tronco da árvore, Mel continuou imóvel a onde estava, fitava uma árvore qualquer—No que está pensando?
—Nada demais—Virou o rosto me olhando—Só quero voltar para casa—Abaixou o rosto abatida.
—Você vai voltar.
—Mais quando Jared? Eu não quero viver desse jeito, fugindo.
—É necessário às vezes—Peguei mais duas jabuticabas.
—Mais eu não quero isso Jared, sinto falta da minha casa, do meu pai, do shane, da minha avó.
—Então torça para que tudo acabe bem—Estava me cortando o coração vê-la daquele jeito, ela estava sofrendo, sentia falta das pessoas que amava. Mas enquanto eu não recebesse, não a devolveria, ninguém mudaria minha opinião.
—Jared como pode ser tão insensível?—Virou as costas chateada.
—O que quer que eu diga? Sou estou colocando os reais fatos, não posso inventar a mentira que você deseja ouvir—Toquei seus ombros de leve—Não quero que nada de ruim te aconteça Mel, isso é de coração, é de verdade. Ela virou o corpo me fitando de frente.
—Está sendo sincero?—Seus olhos vasculhavam os meus, como se procurasse a verdade.
—Sim, estou sendo o mais sincero possível, quero que você saia bem disso tudo, que meus amigos saiam bem, que todos saiam bem—Ela abriu um sorriso.
Música da cena
—Fico feliz em ouvir isso—Não sei se foi empolgação, mas ela acabou se deitando em meu peito, fiquei sem jeito no começo, mas depois fui relaxando, deixei que meus braços a envolvessem. Minhas mãos acariciaram seus cabelos, me ajeitei melhor para que ela ficasse confortável. Houve um momento em que ela pressionou meu ferimento com o braço, contudo eu procurei abafar o gemido, não queria correr o risco que ela se levantasse.
Estava feliz em tê-la tão perto de mim, outra vez. Meu coração mal cabia dentro do peito, tê-la ali era a melhor sensação, era algo indescritível. Estava gostando dela, as palavras de Brooke faziam sentido agora, eu podia enxergar com clareza, sentia algo forte, eu estava apaixonado.
A noite estava esfriando, felizmente parecia que não choveria. Depois de alguns minutos reparei que Mel dormir, sua respiração estava calma, descansava tranquilamente.
Passeei com minha mão sobre seu rosto, ‘Como é linda’. Pensava comigo. Após algum tempo admirando-a tombei a cabeça para trás. Acho que estávamos seguros ali, não escutava barulho algum, talvez a Buscadora tivesse desistido. Encostei a cabeça no tronco da árvore, não demorou muito para que eu apagasse também.
Parte da música
Não tenho muita certeza de como me sentir quanto a isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique
Oh, o motivo pelo qual me mantenho firme
Oh, porque preciso fazer este buraco desaparecer
É engraçado, você é quem está em ruínas
Mas eu era a única que precisava ser salva
Porque quando você nunca vê as luzes
É difícil saber quem de nós está desabando
Não tenho muita certeza de como me sentir quanto a isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique, fique
Quero que você fique, ohhh
Notas finais
kkkkkkkkkkk
Espero que sim gente....Boa noite.
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