Os Garotos da Liberdade
5 04 – Evento Escolar na Raimon
Notas iniciais
Na casa de Aeso, Saga ofereceu sua cama para Fran dormir. O mais velho pretendia dormir no chão e deixar Aeso dormir na rede, mas o Leãofera foi gentil, dizendo que não se importava de dormir no chão no lugar de seu mestre. Normalmente Saga insistiria contra, mas o garoto venceu e acabou dormindo na rede, enquanto Aeso dormia no chão.
Mas se não fosse pela poeira acumulada ali, seu despertar na manhã seguinte não seria de um espirro.
– AAATCHU! – Aeso teve que se sentar para que o espirro saísse.
– O que...? Já é de manhã...? – Fran desperta esfregando seu olho, tentando perder seu sono. Quando Aeso olhou pra ela, já ia se desculpar por tê-la acordado. Mas quando a viu, vestindo a camiseta folgada e com um short curto, bem curto, quase não dando para vê, devido a camisa aconchegante estar cobrindo-a, o garoto corou encantado com aquela visão.
Aeso fica olhando para Fran. E quando a garota percebe, acaba ficando desconfortável.
– N-não me olhe assim... – Pede a garota se encobrindo com o cobertor, envergonhada por ser encarada tão fixamente.
– A-ah! Me desculpa! – Se desculpa Aeso desviado seu olhar para o lado. O garoto dá uma leve coçada com o dedo indicador em seu rosto, um pouco tímido com o momento. Ele não tinha feito por mal, mas não pode evitar gostar daquilo.
Fran também tinha desviado o olhar, mas quando resolveu olha de canto para ver se Aeso ainda a mirava, seu coração se derreteu toda.
Aeso estava usando uma camiseta com manga até o ombro folgada. E a maneira tímida que o garoto coçava o rosto, o deixava bem fofo na opinião dela.
Mal sabem que seus corações batem acelerados com o clima. É a primeira noite que passam juntos, e o local também não era muito espaçoso.
– Estou interrompendo algo? Espero não está intrometendo.
Dizia Saga, recostado na porta do quarto, de braços cruzados e sorrindo divertido para os dois jovens tímidos.
– N-NÃO! – Se espantam os dois, um pouco nervosos e corados com seus corações quase pulando pra fora devido ao susto.
– Já estava na hora de acordar. Aeso, você tem o final do festival em seu colégio. Fran vai ficar aqui para iniciarmos o seu treinamento. – Sem rodeios, Saga joga a toalha para Aeso tomar banho e se arrumar, enquanto ditava a programação do dia para ambos.
– Ah é mesmo... – Lembra Aeso recebendo a toalha. – Bom, tenho que ir!
Despertado de seu sono, ele faz sua higiene, toma seu café e pega sua bicicleta até o colégio. Normalmente Aeso só anda de bicicleta quando quer, ou quando está atrasado para algo. O que no caso era a segunda opção, já que seu despertador não acordou o garoto.
O Colégio Raimon era um enorme prédio com várias salas e vários campos. Seja de tênis, baseball, voleibol e, o principal, de futebol. A única coisa que o destacava dos demais era um enorme símbolo de um raio dourado estampado no centro do prédio.
Mas devido ao festival, o local estava enfeitado de fitas e cartazes com palavras de incentivo ou de agradecimento. Sem falar nas várias barracas das tarefas dos alunos que ocupavam os campos no lado de fora, e as salas cheias de eventos culturais e urbanos diferentes, com mais cartazes e pôster pendurados nas paredes.
– E-EI! Não corram pelo corredor! Não importa se estão ocupados com o evento, se continuarem assim vão acabar se machucando! – Uma mulher de cabelo longo e negro, vestindo um uniforme de professora, brigava com dois jovens fantasiados, provavelmente pela peça de teatro, um dos vários eventos escolares da Raimon.
– Já estão dando trabalho, Professora Hiratsuka? – Pergunta Aeso chegando no corredor para a professora um tanto mal humorada.
– Droga! Não custa nada manter a ordem? – Reclama a professora cruzando os braços, até arquear sua sobrancelha para Aeso.
– O que foi? – Pergunta o garoto estranhando sua cara.
– Você não deveria estar ocupado em algum evento? – Pergunta sua professora como se dissesse “tanta gente trabalhando e você não faz nada?”
– E-ei! Não me olha assim! Eu já ajudei o suficiente com a decoração no colégio. Já falei com a nossa professora de história que isso me daria pontos no boletim. – Justifica Aeso um pouco ofendido por pensarem que o garoto não estava fazendo nada.
– Mas você deveria pelo menos colaborar mais com a... divulgação ou... nos outros eventosAH, não sei! – Hiratsuka se irrita retirando-se do local, deixando Aeso ali sozinho.
– A professora me dá medo. – Falou um amigo de Aeso, se juntando a ele no corredor semi-movimentado.
– Ah oi Kabeyama. Tem feito algo no evento? – Pergunta Aeso companheiro para seu colega de sala.
– Não. Dá muito trabalho no evento. E se não tivessem reconstruindo o nosso clube de futebol, não estaríamos fora do festival. Parece que o capitão Endo tinha várias idéias para estimular nosso clube, mas não pôde pôr em pratica. – Explicou Kabeyama.
– Entendo. E falando no Endo, e o resto da cambada? – Pergunta Aeso pelos seus amigos da cabana.
– No terraço. Também não queriam participar do evento. Garantiram suas notas e tudo quando ajudaram na decoração como você. – Falou o grandão.
– Haha eles são um bando de preguiçosos mesmo. Eu só ajudei porque não me encaixava em nenhum outro evento. Você sabe que sou nota Zero de talento. – Brincou Aeso, mas o que dizia era verdade. Não sabia fazer nada com os outros. Não sabia cantar, atuar, nem servir um chá para alguém. Tudo o que sabia era ajudar em algo pesado.
– C-cuidado! Lá vem a Marian. – Alerta Kabeyama fazendo Aeso olhar para trás e vê todos do corredor abrindo passagem para a garota citada.
Marian fazia parte das garotas mais populares do colégio Raimon. Notável. Cabelo longo e loiro, belo rosto, pele morena clara, todos os garotos adorariam ficar com ela. Mas a garota também possui uma fama de “mal educada” e “metida” por parte das garotas, com boatos dizendo que ela menospreza qualquer pessoa de classe inferior.
– Hmpf. Bando de lixo. Só cansam a minha beleza. – Marian entorta a cara, menosprezando todos os garotos que babavam por ela, enquanto passava por Kabeyama e Aeso no corredor.
– Ela é tão bonita... – Comenta Kabeyama apaixonado. Ele nem tinha escutado o que a garota dizia.
– Pena que é má. Não vou com a cara dela. Pra mim não é grande coisa. Sou mais a Natsumi. Pelo menos ela não abusa da autoridade. – Comenta Aeso se referindo a sua beleza. Normalmente não é tão perito em garotas, mas poucas chamam sua atenção mais pela sua personalidade do que pela aparência. Já tem algumas amigas assim no colégio.
– Natsumi? A filha do diretor? – Pergunta Kabeyama.
– Ela mesma. Ah, falando nisso, ali vem ela. – Aeso aponta com a cabeça como não querendo nada.
Natsumi aparece do outro lado do corredor. Todos os garotos também abrem passagem para ela. Natsumi também era bonita. Sem falar que é a filha do diretor, Presidente do clube Estudantil, e ainda era assistente do clube de futebol da Raimon. O mesmo clube em que Kabeyama joga e Endo é capitão. Lembrando também que era uma das garotas na casa da Amy.
– Kabeyama, você sabe do Endo? – Pergunta a garota para o gordinho.
– O Capitão? Eu não vi desde que cheguei. E você Aeso? – Dizia Kabeyama.
– Ah eu acabei de chegar também. Não vi ele. – Responde o garoto e Natsumi bufa.
– Tudo bem... esperava encontrá-lo para discutir sobre o espaço do clube de futebol. Vou ver se consigo achá-lo em outro lugar. – Dizia a garota se retirando.
– Boa sorte! – Deseja Aeso.
– Está tudo tão bonito aqui, não é Hajime? – Pergunta Compa alegre com o Evento.
– Se é! Saca só quanta vida! Adoro quando a escola fica assim...! – Concorda Hajime girando animada pelo corredor.
– Meninas, vocês poderiam me ajudar com cartaz da minha sala? – Uma mulher aparece para as duas, e pede o favor docemente.
– Mas é claro, Professora Helena. – Compa sorri seguindo sua professora.
– Vamos, vamoooos haha! – Hajime erguia o punho como uma criança no parque.
Enquanto isso, nas barracas dos eventos no lado de fora do prédio...
– Venham, venham, venham! Aproveitem as promoções da loja dos Gêmeos Weasley agora mesmo! – Apresentavam dois gêmeos ruivos em uma barraca cheia de coisas. Até o irmão mais novo deles encontrar sua barraca e se dirige até ela.
– Hahaa tão brincando. O que os dois gêmeos maravilha estão fazendo na Raimon? – Pergunta Rony se juntando a barraca, impressionado pela cara de pau de seus irmãos. Nenhum dos três estudavam ali, mas Rony estava de férias em sua casa em Soleanna, enquanto seus irmãos mais velhos já tinham se formado.
– Ouviu isso, Fred? – Pergunta o gêmeo para o outro.
– Eu ouvi sim, Jorge. – Responde o outro gêmeo, como se aquilo fosse crucial para sua conversa.
– Ele acha que não podemos estar aqui. O que dizemos para nosso maninho? – Pergunta Jorge.
– Eu digo que ele deveria deixar isso de lado e aproveitar nossos produtos, irmão Jorge.
– Vão cobrar do seu próprio irmão? – Pergunta Rony esperando o contrario.
– Não é nada pessoal, irmãozinho. – Começa Fred.
– Apenas negócios. – Termina Jorge e os dois sorriem como mestres dos negócios. Rony bufa derrotado, até Aeso e Kabeyama se juntar ao amigo.
– Poção do Amor? Não estou tão desesperado. – Comenta Aeso indo de cara sem querer em uma cesta cheia de frascos rosas com o nome escrito.
– Ah, mas nunca se sabe quando pode ser útil. – Começa Fred.
– Caso o relacionamento de sua amada estiver enfraquecendo, nada melhor do que uma boa dose de poção do amor para reviver sua paixão. – Completava Jorge apresentando o frasco.
– E isso funciona? – Pergunta Kabeyama curioso.
– Garantimos em nome da loja.
– Do nosso nome.
– Do nosso sobrenome.
– Do seu nome e sobrenome...
– Que essa poção funciona 100% (cem por cento)! – Dizia cada um dos gêmeos até finalizar ambos ao mesmo tempo, como se aquilo fosse ensaiado.
– Não obrigado. Vem Rony, vamos caçar o resto da turma. – Chama Aeso.
– Já é. – Falou Rony seguindo os dois.
Quando eles foram, Misaka e Rita se aproximaram sutilmente na cesta de poções do amor, sem perder o foco dos frascos. Não desgrudavam seus olhos do brilho que aquilo emitia. Até que são percebidas pelos donos da barraca.
– Ora, ora... vejo que demonstraram interesse pela nossa... – Inicia Jorge.
– Porceion del Amur! – Termina Fred numa tentativa fracassada de falar Francês. As duas disfarçam o interesse desviando o olhar da cesta, Misaka deixando o orgulho falar mais alto, enquanto Rita tentava parecer segura a tentação.
– Hmph! Não precisamos disso. Quem garante que isso funciona? – Comenta Rita.
– É-é...! Em quem íamos usar isso? Seria total perda de tempo. – Concorda Misaka disfarçando a vontade.
– Nunca se sabe. – Fala Jorge.
– Por um acaso não conhecem nenhum garoto que queiram testar? – Sugere Fred.
– Uma mini-porção por conta da casa! – Dizem os dois gêmeos ao mesmo tempo mais uma vez.
– Não, obrigada! Vamos embora daqui, Rita! – Misaka falou irritada, puxando sua amiga para longe da barraca.
– E-espera, Misaka...! – Chamou Rita sendo puxada contra a sua vontade.
– Bolinhos da Loja do Quizinho! Promoção especial do Evento! – Uma garota meiga apresentava em um dos campos outra barraca do local. Essa barraca era amarela com confeites e doces como enfeite. Outro garoto também estava lá cuidando da barraca atrás do balcão.
– Oi Magali! O que tem pra mim? – Pergunta Aeso chegando na barraca ao lado de Rony e Kabeyama. Aeso estava com água na boca ao fitar os doces da barraquinha.
– Oi Aeso! Fique a vontade! Tem doces de chocolate e biscoitos. O seu favorito! – Magali mostrava os doces para o garoto, o deixando com mais fome ainda.
– Hmmm! Eu também quero! Quanto custa? – Pergunta Kabeyama massageando sua barriga.
– 5 Pratas a sacola. – Respondeu o outro garoto dentro da barraca.
– 5 Pratas?! Não tenho tudo isso. – Reclama Rony.
– Mas eu tenho! Vou levar, Quim. – Falou Aeso puxando de seu bolso uma nota de 5 Pratas para entregar para o jovem dentro da barraca.
– Obrigada! Não esqueçam de aparecer na padaria também, meninos. Tem muito mais doces de onde esses vieram. – Dizia Magali fazendo sua propaganda.
– Claro! Sou cliente vip, esqueceu? – Lembrou Aeso devorando um biscoito e se retirando.
– Com certeza eu lembro... – Comentou Quim se lembrando das vezes que Aeso e seus amigos atacavam a comida de sua padaria.
– Querem um pedaço? – Pergunta Aeso oferecendo seu biscoito para o ruivo e o jogador.
– Oba! Eu quero! – Kabeyama falou levantando sua mão, esfomeado.
– Eu também! – Rony também levanta o braço e Aeso divide um pouco de seus biscoitos para os amigos.
Enquanto isso, Rafa andava com seu Charmander no ombro pelo corredor da escola, até sem querer esbarrar em Marian.
– Ai balofo...! Olha por onde anda! – Reclama Marian mal humorada. O Charmander de Rafa começa a rosnar para a garota, a fuzilando com o olhar.
– Calma Charmander. – Pede Rafa acariciando seu amigo Pokémon.
– Então você tem um Charmander, é? Que Pokémon mais inútil. Toma cuidado para não tocar fogo na Raimon sem querer, Rafinha. – Provoca Marian.
– Se liga Marian. Meu Charmander é muito comportado. Não é meu Charmanderzinho...? – Defendia Rafa maninhando seu Pokémon.
– Errk! Que nojento com um Charmander. Se fosse pelo menos o meu lindo e poderoso Butterfree... – Dizia Marian.
– Vamos embora daqui, Charmander. Não quero que você seja “mal influenciado”. – Retruca Rafa dando as costas e Marian mostra a língua para o garoto.
No terraço dos fundos da Raimon, Touma e Joey jogavam Monstros de Duelo, um jogo de cartas especial que pode ser jogado tanto em mesa quanto em hologramas realistas. Os dois jogavam em uma mesinha de madeira que tinha no local. Ichigo estava lá apenas de bobeira, recostado na grade de ferro do prédio.
– Ahá!!! Ganhei de novo! – Comemora Joey após vencer Touma pela milésima vez seguida, só naquele dia.
– Mas que azar... – Se lamenta Touma desanimado.
– Você só se aproveita do azar constante do Touma para se sentir o maioral, não é Joey? – Brincou Ichigo sorrindo.
– Não amola, Ichigo! – Retruca Joey tentando cortar o barato do de cabelo laranja.
– Ah, era aqui que vocês estavam. – Aeso acaba de chegar no local sendo acompanhado por Rony e Kabeyama.
– Oh você encontrou. Mas que surpresa. – Debocha Ichigo brincalhão, enquanto os três recém chegados se juntam a eles, sentando no chão.
– Joey... Jogando contra o Touma de novo? Já não o humilhou o bastante nas outras vezes? – Provoca Rony, fazendo Joey serra os dentes.
– Ah, é? Então arruma seu baralho e vamos jogar, parceiro! – Desafia Joey determinado.
– Eu passo. Você pode manjar um pouco de Monstros de Duelo, mas você não me vence no xadrez. – Se gaba Ronald.
– Cartas, xadres, tanto faz! Eu te detono em todos! – Garantiu Joey com uma pose de durão.
– E o Ryuunosuke? Alguém sabe se ele abriu uma exceção para vir hoje. – Pergunta Aeso para os amigos.
– Não é um evento escolar que vai tirar o Ryuu da cabana, Aeso. – Informou Ichigo como se aquilo fosse obvio.
– Ryuunosuke vive na cabana dos Garotos da Liberdade. Nem aparece nas aulas e não se preocupa em faltar. E se ele repetir de ano? – Recorda Kabeyama preocupado pelo amigo.
– Que repetir nada. O danado tem um esquema de comparecer nas aulas em dias suficientes para não ser retido. E como o cara é praticamente um gênio, ele não tem problemas com as notas. – Responde Aeso.
– E o Festival do Sol? Algum de vocês vai? – Pergunta Ichigo como não queria nada.
– Se todos forem, eu vou. – Responde Touma.
– O Endo e eu vamos também. – Falou Kabeyama.
– Se o meu mestre deixar, eu vou também. – Informa Aeso.
– A Orihime falou que as amigas dela vão, parece... Ela teve a idéia de nós todos irmos juntos para acompanhá-las. – Diz Ichigo.
– Garotas só atrapalham, cara. Elas nos enganam com a sua beleza, mas no final nos deixam falidos! – Reclama Joey e todos riem.
– Falou o garanhão. Qual é...? Nem todas são assim. Sem falar que elas são tudo de bom! – Afirma Aeso defendendo as meninas.
– Apesar de eu também curtir umas gatinhas, algumas amigas da Orihime são sinistras. – Diz Touma.
– Ah... eu tenho que concordar. – Admite Aeso um pouco com receio, se recordando de uma garota de cabelo azul claro que acabava de conhecer.
– MAIS QUE FORRA É ESSA?! – A porta do terraço se abre brutalmente, revelando uma professora Hiratsuka revoltada pela preguiça de seus alunos.
– SUJOU! NOS ACHARAM! – Joey se desespera e todos se levantam do chão como cegos em tiroteio.
– VOCÊS NÃO DEVERIAM ESTAR AQUI! DEVERIAM ESTAR AJUDANDO SEUS COLEGAS NO EVENTO! SEU BANDO DE PREGUIÇOSOS! – Berrava a professora, expulsando os garotos correndo dali.
Enquanto isso, no Castelo de Soleanna...
Hisui observava seu reino na varanda de seu quarto. A leve brisa de vento que passava era boa, mas para a princesa, lhe trazia um leve frio de solidão ao ponto de se abraçar para aquecer. Queria estar lá embaixo frequentando os mesmos lugares que as pessoas comuns vão para se divertirem. Mas devido às tarefas de seu castelo, é impossibilitada de fazer metade das coisas que queira.
– Porque está tão sozinha?
Pergunta Itachi, em cima da varanda do quarto ao lado de cima, assustando a princesa.
– Que susto... é você... – Dizia Hisui tentando se recuperar do pequeno espanto.
– Entendo que queira se juntar a seu polvo. Ninguém merece ficar sozinho. – Comenta o ninja cruzando os braços na varanda.
– Como você sabe? – Pergunta a princesa um tanto perplexa.
– O jeito que você olha para o reino... e a maneira que você deixou o castelo outro dia. – Responde se referindo a “fuga” de Hisui para se encontra com suas amigas na casa de Amy.
– V-você viu?! – Pergunta Hisui mais surpresa ainda por ter sido descoberta.
– Não se preocupe. Não vou contar pra ninguém. Você é uma excelente princesa, mas ainda é um ser humano e merece ter o máximo de companhia e conforto. Mas como você me contratou para ser seu segurança, me sentir na obrigação de te seguir até seu objetivo. – Dizia Itachi.
– Eu já disse que é só durante o festival. Mas levando em conta sua posição... obrigada por tudo. – Agradece Hisui.
Itachi sorri enquanto uma leve brisa de ar passava por seus cabelos. Ele olha para o céu e testemunha as nuvens se movimentando no ar.
– Liberdade... – Deixa escapar o rapaz.
– Hã? – Pergunta Hisui pela palavra repentina do ninja.
– O que você faria se fosse livre? – Pergunta.
– O que eu faria... eu... fortaleceria meus laços com meu povo. Não só como princesa, como uma pessoa também. – Responde a Princesa com um olhar convicto em seu sonho.
– Heh... Bela resposta.
E os dois contemplam a vista. O céu azul de Soleanna e o sol aconchegante que protege o reino.
Continua...
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