Os Foragidos
10 Capítulo Dez: Fazendo algumas compras no Shopping
Notas iniciais
Eu acordei e não estava suado, para o meu alívio, a febre havia passado, eu sentia isso, lembrei que precisávamos ir logo ver aquela casa.
Fui até a cama de Selena para acordar ela, mas ela não estava lá.
– Onde ela está?
Abria a porta e olhei para o corredor do hotel e vi que ela não estava lá.
Fiquei com um pouco de medo, então me lembrei.
Fui até a porta do banheiro e vi que estava aberta, ela estava tomando banho.
– Ei! Porque não fechou a porta?
– Nós estamos juntos lembra? Quer entrar?
Eu fiquei corado.
– To brincando! Já estou saindo.
Saí de lá, ela saiu do banheiro e se trocou.
– Eaí, vamos?
– Vamos.
Quando eu fui puxar a maçaneta para abrir a porta, ouvi uma voz.
– Aqui é o dono do hotel, saiam do meu hotel com as mãos pra cima, a polícia espera vocês lá fora!
Eu gelei, poço jurar que o meu cabelo quase ficou arrepiado, minha caneca ficou quente e eu não sabia o que fazer, olhei para Selena para ver se ela podia fazer alguma coisa, mas parecia pior do que eu.
– Nó... Nós já estamos nos entregando, espere um momento.
– Eu não vou me entregar!
– Calma, eu também não, vamos pensar...
– não há tempo para pensar, vamos fazer!
Ela abriu a porta e deu um soco no cara, deve ter quebrado o nariz dele, ele caiu para trás e nós passamos pelo corredor correndo, saímos pela saída de emergência, para meu alívio, não havia polícia lá, fomos sair em uma rua, Selena avistou um homem vestido de Cowboy em cima de uma moto, ela derrubou ele e nós subimos na moto.
– Eu devolvo depois... – eu disse sabendo que nunca ia devolver.
Ela saiu dirigindo.
– Me diz que você sabe dirigir isso!
– Eu não sei, deve ser que nem andar de bicicleta.
Ela saiu quase atropelando todo mundo.
Eu sentia vontade de vomitar.
Logo ouvimos o barulho de sirenes.
– Ai merda! – gritou ela.
Ela foi dirigindo feito uma doida, as vezes invadindo a calçada.
Estávamos numa avenida, eu avistei um shopping logo a frente.
– Entra naquele Shopping!
Ela nem pensou duas vezes e entrou no estacionamento, quebrando a catraca e não pegando cartão nenhum. Ela estacionou a moto com pressa e nós entramos no Shopping correndo.
Entramos em uma loja qualquer de roupas.
– E agora? – Perguntei.
– Seguranças!
Alguns seguranças, que provavelmente foram notificados sobre a gente, estavam lá na loja.
Saímos correndo e fomos para o fundo da loja.
– Como é que a gente vai sair dessa Sora?
– Hum... Vamos nos disfarçar.
A gente pegou um monte de roupa e peruca e fomos até o provador.
Lá a gente foi se trocando.
– Está tudo bem aí? Eu acho que não pode duas pessoas se trocar no mesmo lugar. – Disse a moça do provador.
Então a gente se apressou mais ainda, eu fui colocando qualquer coisa e Selena fazia o mesmo, então a gente saiu de lá já com a roupa.
– A gente vai levar e ir pra casa já com ela.
A moça pareceu estranhar.
Nós fomos saindo devagarinho da loja, então o alarme da loja tocou, nós havíamos saído sem pagar, então os seguranças daquela loja foram atrás da gente.Nós saímos correndo, por sorte eles eram lentos, fomos até a área dos banheiros e pegamos um elevador, fomos parar na área executiva do Shopping, quando me olhei no espelho percebi que estava com peruca de mulher, Selena riu de mim, então trocamos e eu fiquei com a de homem.
– Será que tem como sair por aqui? – Perguntou ela.
– Não sei...
Estávamos em um corredor estranho, estávamos em frente ao elevador que saímos, havia uma entrada logo a frente que eu não sabia onde dava. Tínhamos que arriscar.
– Vamos arriscar por aqui.
Nós fomos andando até a entrada e achamos um monte de seguranças, por sorte estavam todos virados pra frente, eu não faço idéia do que estavam fazendo, começamos a engatinhar para não sermos vistos e fomos parar no banheiro dos seguranças.
Avistei o pé de um segurança pela parte de baixo do banheiro, estava sentado.
Se falássemos algo ele ia perceber.
– Já sei... – Sussurrou Selena.
Ela pegou o extintor do banheiro, eu sabia que ia rolar violência, dito e feito, ela abriu a porta do banheiro e meteu o extintor na cabeça do segurança que desmaiou, então ela pegou a arma dele.
– Toma fique com a arma, eu fico com o cassetete e a arma de choque.
Qualquer coisa na mão dessa menina é um perigo.
Saímos do banheiro e fomos engatinhando de volta ao corredor da área executiva, entramos no corredor de novo e saímos correndo, lá no fundo encontramos uma janela aberta, eu olhei por ela e vi que dava para sair do Shopping por ela.
– Que Sorte – Comentei.
Eu fiz pesinho pra ela e depois saí também.
Saímos na rua e saímos correndo daquele Shopping.
Virando muitas ruas que a gente nem sequer conhece, nós já estávamos longe do Shopping, mas nunca estamos longe do perigo.
– Eu estou cansada de tanto correr...
– Eu também, mas agora nenhum lugar é seguro.
Fomos andando em direção á uma praça, quando um carro preto para na calçada, um carro preto quase sempre não é coisa boa.
Então rapidamente um homem sai do carro e agarra Selena.
– Ei...
Nem deu tempo de eu me manifestar, eu senti uma pancada na cabeça.
...
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