Os Foragidos
1 Capítulo Um: Inocência jogada pelo esgoto
Notas iniciais
Lá estava eu em mais um dia de aula, muito chato, mas pelo menos tiro notas boas, já estava na última aula e faltava pouco tempo para acabar, então o sinal bateu, arrumei minhas coisas e saí da escola. Estava andando distraído quando um garoto passou correndo veio até mim e me abraçou, empurrei-o, afinal nem o conhecia então ele saiu correndo.
– Que cara idiota.
Então vieram dois guardas correndo, eles pararam e ficaram me olhando desconfiado.
– Que foi?
– Passa essa mochila, rápido garoto!
– calma, só tem material escolar. – disse isso entregando – lhe minha mochila.
Ele começou a revistar.
– Aham!
– Que foi?
– Então foi você que roubou o diamante daquela loja né, garoto?
– Não senhor, eu não roubei nada!
Então me lembrei do garoto que me abraçou.
– Não seu guarda! Foi outro garoto que colocou na minha mochila!
– Chega de desculpas garoto! Qual seu nome?
– Sora, olha é um engano!
– Sua idade?
– Dezesseis não me prendam, não fui eu!
– Qual o número da casa dos seus pais?
– Eu... Eu...
Eu não tenho pais, eles tinham sido assassinados quando eu ainda era pequeno, meus avôs ficaram cuidando de mim até os treze, até eles morrerem e eu fiquei morando sozinho na casa deles, me virando.
– Eu não tenho.
– Então vai para a cadeia.
– Cadeia?! Mas eu nem sou adulto ainda!
– Não é essa cadeia que você pensa, é uma especializada para adolescentes da sua idade. – Explicou o segundo guarda.
– Eu não roubei...
– Chega de desculpas.
Ele me algemou e me levou para dentro do carro da polícia.
– O verdadeiro ladrão está solto por aí!
– Chega!
Eu já havia desistido, fiquei tão nervoso que acabei dormindo no carro da polícia. Acordei com eles me dando umas cacetadas de leve na minha cabeça.
– Ei Garoto! Acorda você já chegou!
Eles me levantaram e foram me conduzindo até um portão enorme, tinha um guarda vigiando ele, então o portão se abriu sozinho e eles foram me conduzindo até lá, abriram um portão e me jogaram lá, já sem as algemas.
O lugar era enorme, para eu te definir exatamente como é eu diria que é um refeitório de uma escola vinte vezes maior, era cheio de mesas e carteiras igualzinhas as de um refeitório, estava lotado de adolescentes, todos comendo.
– Eaí garoto, novo aqui né? – disse um garoto para mim.
Usava toca, e estava com a uniforme laranja da cadeia.
– È...
– Oque você fez?
– Roubei um diamante, mas...
– Nossa você é demais, devia ter te convidado para a minha quadrilha.
– Hm.
– pode se sentar comigo, meu nome é Larry.
– Ah, obrigado Larry.
Fui seguindo ele até acharmos uma mesa, então ficamos conversando.
– Então garoto, qual o seu nome mesmo?
– Sora.
– Uh, gostei desse nome.
– Por que você foi preso? – perguntei.
– Eu formei minha quadrilha e roubei uma loja de vídeo games.
– Ah, e quantos anos você tem?
– Dezessete, faço aniversário amanhã, então vou ser transferido para a cadeia.
– Ah, sinto muito por você.
– È, mas não tem jeito, vou ter que me acostumar.
Por um momento ele pareceu realmente triste, depois Derrepente pareceu se alegrar.
– Ei garoto, olhe isso.
Ele pegou sua comida e jogou em alguém gritando: — guerra de comida!
Então todo mundo começou a jogar comida para todos os lados, tentei brincar também e joguei comida também, acabei acertando uma garota que estava comendo sozinha, então Derrepente todo mundo parou.
– Xii Sora você acertou a Selena, ela é a garota que todo mundo teme aqui, boa sorte.
Ela se virou com calma e falou bem alto: — Quem jogou comida em mim?
Tentei me esconder debaixo da mesa, mas todo mundo já estava apontando para mim, Larry saiu correndo.
Ela se levantou e foi caminhando bem devagar até mim.
– Você não tem medo da morte garoto?
Levantei-me e fiquei cara a cara com ela, tentei não demonstrar medo.
– Se a morte for você, não tenho. – respondi em tom desafiador.
Ela era do meu tamanho, tinha os cabelos castanhos na altura dos ombros com uma mexa rosa na frente, seu corpo era cheio de curvas, ela é realmente muito bonita, mas com um olhar assustador.
– Eu vou acabar com você!
Ela me agarrou e me deu um soco na cara, ainda meio zonzo a empurrei e nós dois fomos parar no chão se agarrando, um batendo no outro, quando um guarda se aproxima de nós dizendo:
– Então o casalzinho esta tendo uma briga né? Vou junta-los novamente!
Ele nos agarrou, pegou uma algema e nos prendeu um ao outro.
– Agora vão para suas celas!
Eu não fazia idéia de onde ficavam as celas, mas ela parecia saber, e foi andando, não me restou escolha, tive que segui-la e o guarda foi nos seguindo.
– aqui esta suas celas – disse abrindo ela e nos empurrando até lá.
Então ele saiu cantarolando: Rosquinhas! Rosquinhas, aí vou eu!
Olhei para a cela que era minúscula.
– Mas só tem uma cama. – murmurei.
– È, e você irá dormir no chão garoto, até parece que vou deixar você dormir na mesma cama que eu!
– Não pensei nisso! E se tiver que dormir na mesma cama que você, eu prefiro dormir no chão!
– ótimo! Boa noite Então, mas cuidado com as baratas e ratos disse ela já deitada na cama.
– Rato? Barata?
Eu estava com medo, esses bichos transmitem sérias doenças.
Ela se virou para o meu lado e perguntou:
– Por que você está aqui?
– Eu roubei um diamante.
– Hm.
– E você?
– Eu ajudei meu pai a fugir da polícia.
– Acho que eu faria o mesmo se tivesse um pai ou uma mãe.
Ela fez uma expressão de surpresa.
– Você não tem pais?
– Não.
– Isso é horrível, eu só tenho meu pai, o que é quase nada já que ele é um ladrão e um assassino.
– Hm.
– Olha... Se quiser, pode dormir comigo.
Fiquei pensando.
– Não, to bem aqui.
Então avistei uma barata correndo perto de mim.
– As baratas daqui são bem piores e transmitem muito mais doenças.
Levantei-me e me deitei na cama dela, era muito pequena então dava pra sentir o corpo dela, era quente.
– Você sabe quando vamos sair daqui? – Perguntei.
– Quando tivermos dezoito anos.
Então me lembrei de Larry.
– Ah, quantos anos você tem?
– Dezesseis e você?
– Dezesseis também.
– Boa noite. – ela se virou e dormiu.
Para mim não era tão fácil, não tava acostumado a dormir ali, fechei os olhos e imaginei que estava no meu quarto.
Acordei com ela em cima de mim me olhando.
– Ei! Preciso ir ao banheiro, da para acordar?
– Ah ta.
Pensei um pouco e me assustei.
– Oque?!
– Tomo banho bem cedinho todo dia.
– Os guardas não podem tirar as algemas pra você tomar banho?
– Não, eu sei que não.
–...
Ela abriu a cela e foi andando pelo corredor, então entrou numa porta e eu tive que entrar também.
– Vira pro outro lado! Se olhar eu te mato!
– Certo.
Me virei e ela foi tirando a roupa, até eu ouvir o barulho de um chuveiro.Estava olhando para o outro lado quando acabei olhando para um espelho e sem querer a vi, decidi fechar os olhos.
– Pronto, pode olhar.
Ela já havia se vestido.
– Tão rápido?
– Geralmente eu demoro mais no banho, mas achei que você iria ficar entediado.
– Ah, valeu.
Então saímos do banheiro e fiquei muito feliz por ninguém ter nos notado, peguei um papel que estava no meu bolso, a propósito, já estava com o uniforme da cadeia, era o número da cela do Larry.
– Ei, Selena, preciso visitar um amigo.
– Ta, acho que você merece.
Fomos andando no corredor, o Número da cela dele era oitenta e três, então achei.
– Ei Larry!
– Oi garoto! – ele respondeu.
– Tudo bem... – Olhei para a cela dele e tinha um buraco enorme no chão.
– Que buraco é esse? – perguntei.
– Eu não quero ir pra cadeia de adultos, desde que fiz dezessete anos, comecei a escavar e consegui terminar um túnel para fora dessa cadeia.
– Uau! Vamos Sora! Vamos fugir!
– Não Selena, se formos pegos vamos receber uma punição horrível.
– Os guardas estão chegando vocês tem pouco tempo.
– Hã?
– Por favor, Sora! – ela estava chorando.
Percebi que ela devia estar a muito tempo aqui, não queria destruir a liberdade de ninguém.
– Ta.
– Eu vou distrair eles – Disse Larry.
– Mas e você? – perguntei.
– Sempre tive atitudes idiotas na minha vida, pelo menos agora vou ter uma atitude legal, agora vão!
Selena foi me puxando e eu fui com ela pelo buraco da cela, ainda deu tempo de ver Larry conversando com eles, ele estava na frente do buraco para impedir a visão deles, mas eu sabia que ia ser por pouco tempo.
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