Os Foragidos

7 Capítulo Sete: 1° Round Sora X Selena


Notas iniciais
Mais um capítulo *-*

Acordei com Selena me puxando.

– Acorda Sora!

– Caramba! Eu nunca acordo por conta própria!

– ah, me desculpa.

Vi que ela ficou triste, havia sido grosso com ela.

– Não, eu que tenho que me desculpar, fui grosso com você, ah, por que me acordou?

– Eu tive uma idéia.

– Diga.

– E se a gente pegasse o dinheiro da sua herança e saísse por aí?

Fiquei pensando.

– Será que seria bom? Mesmo assim parece uma idéia maluca.

– È que viver aqui para sempre parece uma idéia mais maluca ainda, se fossemos viajantes, poderíamos ser livres, eu poderia ser livre quer dizer.

– hm...

– E nunca seriamos pegos, porque sempre estaríamos saindo de um lugar para o outro.

– È você tem razão, mas por que não me acordou para me dizer isso antes?

– Ah.., não sei, acho que me acostumei a te acordar todo dia.

– Ah, fala sério.

Como já havia sido acordado, resolvi descer, com ela logo me acompanhando, estava com um cheiro bom de Xampu, então lembrei que ela sempre toma banho quando acorda, tomamos nosso café da manhã normalmente e depois fomos até a sala.

– E quando nós podemos viajar? – Perguntei.

– Talvez amanhã.

– Certo.

– Ainda tem bastante dinheiro?

– Sim, o bastante para darmos a volta ao mundo.

– Nossa!

– È, e o que vamos fazer hoje?

– Não faço idéia.

– Já sei.

– Fala Sora.

– A gente pode passear por aí, sei que nós somos procurados, mas vamos tentar relaxar.

– S-sim é uma ótima idéia.

Nós saímos de casa e passeamos pelas ruas, achamos uma praça legal que fica perto de casa e nos sentamos em banco branco.

– Que ótimo. – eu disse com um tom relaxador.

– Vamos continuar andando Sora.

– Nossa quanta energia.

– Desde que saí daquela prisão comecei a querer sair mais.

– Tudo bem, vamos sair.

Nós fomos andando pelas calçadas até passar por uma loja que vendia tevês, nós paramos para ver a notícia que estava passando:

– E foi descoberto que o garoto Sora, está ajudando a foragida Selena, ele havia ganhado a liberdade de volta, mas agora que foi descoberto ajudando-a, está foragido novamente.

– Droga!

– Ta vendo Sora, eu só sirvo pra complicar a sua vida, você não é que nem eu, você um garoto muito bom, agora por minha culpa você voltou a ser culpado.

– Por sua culpa é o escambau! Eu fiz isso porque eu gosto de você, vou continuar te ajudando.

Temi que ela fosse começar a chorar, me abraçar e começar com aquelas emoções exageradas dela.

– Tudo bem.

– Isso aí.

– Obrigada Sora! – Ela me abraçou e começou a chorar.

– Pra que eu fui abrir minha boca...

Já havíamos chegado em minha casa, estava chovendo, estávamos felizes por saber que amanhã iríamos viajar.

Eu nunca fui uma pessoa digamos, namoradeira, eu era muito tímido e não conseguia me expressar quando gostava de uma garota, eu nunca tive nada com garota nenhuma em minha vida, eu estava realmente surpreso por achar uma garota que gosta de mim, mesmo ela sendo digamos... Doida.

Eu já havia visto Selena jogar um guarda de um trem, bater com um extintor na cabeça de um cara e matar ele, eu nem imagino como ela consegue fazer essas coisas.

Eu sabia que a viagem que iríamos fazer definiria tudo, a questão é: Vai adiantar a gente fugir para outro país? Nós estávamos pensando no México, mas agora eu havia percebido que não é uma boa idéia, nós não falamos Espanhol, poderíamos ir para o Canadá, onde falam inglês, por outro lado, a polícia do Canadá é meio que colada com a dos Estados Unidos e isso iria dificultar nossa vida, será que vale a pena?

Selena se aproxima e me abraça, ela é uma pessoa muito carinhosa, é muito diferente do preconceito que eu tive sobre ela, achando que ela é uma pessoa brigona e insensível.

– Selena, o que você acha de nós irmos para o Canadá.

– A gente não tava pensando em ir para o México?

– Bom... Eu não sei falar espanhol, e o Canadá é um ótimo país para o nossos caso, lá as pessoas não precisam falar muito com as outras e algumas moram isoladas sem muita gente por perto.

– Se você acha melhor eu não vou questionar, eu não quero mais ficar aqui, quero poder aproveitar aminha liberdade.

– Você tem toda razão em querer isso.

Eu não me sentia tão livre quanto ela, eu passara só um dia na prisão, fugi logo no outro dia.

Fui até a janela e vi que estava nevando, crianças brincavam na rua jogando bolas de neve uma nas outras, realmente estava muito frio.

Liguei a tevê e começamos a assistir a um programa de comédia, percebi que Selena ri fácil com as coisas.

Tava tudo bem até que a luz apagou e a tevê também.

Selena: O que foi isso?

Sora: Parece que a energia caiu, isso acontece muitas vezes quando neva.

Selena: Isso me lembra de quando me colocavam na cela, aquela cela fria, e desligavam a luz contra minha própria vontade.

Sora: Pare de lembrar-se disso.

Eu achei a lareira e coloquei lenha, depois á acendi.

Nós nos sentamos em frente á ela, estávamos parecendo dois esquimós entupidos de roupa de frio, as roupas da minha vó serviam direitinho nela.

– E então – começou ela – você não vai tomar atitude nenhuma?

– Que atitude?

– Você sabe do que eu to falando.

Meu cérebro parecia um sorvete derretido.

– Nossa como você é lerdo Sora.

– Você gosta né?

– Do que?

– De ficar falando meu nome toda hora.

– Sora! Eu não...

– Há! Ta vendo!

– É porque eu gosto do seu nome, ele é...

– Feio estranho.

– Diferente, mas é bonito.

– É feio, eu sei.

– Não é! Para com isso.

– Vamos mudar de assunto, na quero falar do meu nome.

– E então Sora, você já namorou?

– Eu? Hahaha.

– Un?

– Não.

– Nossa nessa idade nunca namorou?

– Haha muito engraçado e você senhorita pegadora?

– Eu nunca tive tempo pra essas coisas, eu até beijava alguns garotos e ficava com eles, mas acabava não dando certo porque...

– Ah deixa isso pra lá, vamos dormir.

– Posso fazer duas perguntas?

– Fala.

– Posso dormir com você?

– De novo?

– Ah vai, hoje ta frio, ta até nevando.

– Você sempre dormiu comigo desde que chegou aqui.

– Sabe Sora, na cadeia, eu dormia sozinha, eu ficava com medo e com frio, não havia cobertor lá.

Ela sempre desvia alguma coisa pra vida na cadeia, tudo pra ela se direcionava ao seu passado triste.

– Poxa, to comovido.

– E é divertido dormir com você, você fala um monte de besteira enquanto dorme!

– Eu não falo nada enquanto durmo!

– fala sim.

– E o que eu falo posso saber?

– Você fica falando de comida, fala o nome da comida e ainda conta como se faz, mas dois dias com você e eu aprendo a fazer bolo de cenoura.

– Vou falar é mais nada.

Ela começou a rir e subiu nas minhas costas, aquela menina parecia uma pena, então ela foi às minhas costas mesmo até o quarto.

Tiramos nossos calçados e deitamos na cama.

– Então amanhã nós iremos para o Canadá? – Perguntou ela.

– Sim, eu já juntei o dinheiro.

– Vamos ter que acordar cedo?

– Sim, você não gosta de acordar cedo?

– Na cadeia eu acordava cedo.

– Para com isso.

– Com o que?

– Tudo que eu falo você cita a cadeia, eu não quero saber da cadeia.

– É que boa parte da minha vida eu passei lá, a outra parte eu prefiro nem falar.

– Selena, se concentra no que está acontecendo agora, finge que aquilo tudo nunca existiu.

– Mas existiu!

– Mas nem por isso você tem que ficar lembrando né?

...

– Quer brigar? – perguntou ela.

– Eu não vou brigar com você, dorme logo vai.

– Deixa de ser covarde.

– Para com isso.

– Ta com medinho né?

Eu sabia que se eu brigasse com ela era mais provável que eu perdesse, claro que ela estava brincando, mas eu refleti sobre isso.

Ela subiu em cima de mim.

– Ta com medinho?

– não.

A gente começou a brigar ali mesmo na cama.

– Ei você pegou na minha bunda! – Eu retruquei.

– Mó grandona hahaha.

– Quer ver o troco?

Eu peguei os braços dela e imobilizei a mão dela.

– E agora em? O que você pode fazer?

– Isso.

Ela, de algum jeito, fez um mata leão em mim com a perna.

– Agora pode me soltar? – Caçoou ela.

Eu tive que soltar a mão dela.

– Venci.

Ela começou a tirar sarro de mim, como ela fazia essas coisas, eu realmente não sabia.

– Segundo Round! – Gritou ela.

Ela, sem me avisar, fez um mata leão em mim, dessa vez com os braços.

– Me solta... – Disse quase sem fôlego.

– Você tem que ser esperto Sora, achar a melhor solução de sair, seguir o extinto, como se fosse um animal selvagem.

Eu fiquei procurando um jeito de me livrar, usar minhas mãos para tirar o braço dela de mim não tava dando certo, o braço dela não é tão fino e ela tem uma força do caramba, então, com meus braços que estavam soltos, eu peguei nos peitos dela.

– Nossa! Que isso Sora?

– Se você não soltar eu também não solto.

– Eu não vou soltar.

Eu apertei um pouquinho e ela me soltou.

– Parece que eu venci.

– Isso foi um truque sujo.

– Eu só segui o meu extinto, se é que isso pode ser chamado de extinto.

Ela bocejou.

– Você já está com sono, vamos dormir.

Ela não reclamou, nos deitamos e dormimos, acabamos dormindo de conchinha no meio da noite.

Notas finais
Gostaram? Comentários for me então u_u