Os Foragidos

2 Capitulo 2 Uma quase liberdade


Notas iniciais
Boa leitura

Acordei com ela em cima de mim me olhando.

– Ei! Preciso ir ao banheiro, da para acordar?

– Ah ta.

Pensei um pouco e me assustei.

– Oque?!

– Tomo banho bem cedinho todo dia.

– Os guardas não podem tirar as algemas pra você tomar banho?

– Não, eu sei que não.

–...

Ela abriu a cela e foi andando pelo corredor, então entrou numa porta e eu tive que entrar também.

– Vira pro outro lado! Se olhar eu te mato!

– Certo.

Me virei e ela foi tirando a roupa, até eu ouvir o barulho de um chuveiro.Estava olhando para o outro lado quando acabei olhando para um espelho e sem querer a vi, decidi fechar os olhos.

– Pronto, pode olhar.

Ela já havia se vestido.

– Tão rápido?

– Geralmente eu demoro mais no banho, mas achei que você iria ficar entediado.

– Ah, valeu.

Então saímos do banheiro e fiquei muito feliz por ninguém ter nos notado, peguei um papel que estava no meu bolso, a propósito, já estava com o uniforme da cadeia, era o número da cela do Larry.

– Ei, Selena, preciso visitar um amigo.

– Ta, acho que você merece.

Fomos andando no corredor, o Número da cela dele era oitenta e três, então achei.

– Ei Larry!

– Oi garoto! – ele respondeu.

– Tudo bem... – Olhei para a cela dele e tinha um buraco enorme no chão.

– Que buraco é esse? – perguntei.

– Eu não quero ir pra cadeia de adultos, desde que fiz dezessete anos, comecei a escavar e consegui terminar um túnel para fora dessa cadeia.

– Uau! Vamos Sora! Vamos fugir!

– Não Selena, se formos pegos vamos receber uma punição horrível.

– Os guardas estão chegando vocês tem pouco tempo.

– Hã?

– Por favor, Sora! – ela estava chorando.

Percebi que ela devia estar a muito tempo aqui, não queria destruir a liberdade de ninguém.

– Ta.

– Eu vou distrair eles – Disse Larry.

– Mas e você? – perguntei.

– Sempre tive atitudes idiotas na minha vida, pelo menos agora vou ter uma atitude legal, agora vão!

Selena foi me puxando e eu fui com ela pelo buraco da cela, ainda deu tempo de ver Larry conversando com eles, ele estava na frente do buraco para impedir a visão deles, mas eu sabia que ia ser por pouco tempo.

– Vamos! Anda logo Sora!

– To indo.

Então nós saímos de um buraco e estávamos em um esgoto.

– O cheiro daqui é horrível – comentei.

– Mas é o cheiro da liberdade vamos.

Nós fomos caminhando pelo esgoto, que era cheio de ratos e baratas.

– Não podemos sair na cidade com essas roupas. – disse ela.

– Ótimo o garoto e a garota que moram no esgoto.

– calma, precisamos achar um lugar perto da sua casa.

–Certo.

Fomos caminhando, prestando atenção nas placas que dizia onde o esgoto saia.

Depois de quase uma hora caminhando achei o esgoto próximo da minha casa.

– Olha, Aqui sai bem em frente a minha casa!

– Tem certeza Sora?

– Sim.

Subimos a escada e ficamos bem embaixo da tampa do bueiro, era agora ou nunca, abri a tampa e puxei a Selena pra fora do esgoto.

– Certo, onde esta sua casa?

– È aquela lá.

Estávamos em frente a ela.

– Então ta, vamos entrar. – disse ela.

Entramos na minha casa, a porta sempre ficava aberta para nossa sorte, acendi as luzes e fechei todas as janelas para não corrermos o risco de sermos vistos.

– Legal sua casa. – comentou Selena.

– Valeu, vem, vou achar uma ferramenta para nos separarmos.

Fomos até o antigo quarto do meu avô, achei a maleta de ferramentas dele e peguei um serrote. Cortei as algemas com um pouco de dificuldade.

– Finalmente livre. – Disse ela.

– È, agora vou trocar de roupa, pode pegar alguma coisa pra comer na geladeira.

Coloquei minhas roupas favoritas, uma camiseta branca com um colete verde camuflado aberto mostrando a camiseta, uma calça jeans e um tênis preto e verde, coloquei também meu óculos azul com lente transparente na testa junto com meus cabelos escuros.

Desci as escadas e encontrei Selena deitada no Sofá, ainda com a uniforme laranja da cadeia.

– Droga, como eu sou burro, vem cá Selena.

Fui até o quarto da minha avó e procurei as roupas que ela usava quando era pequena, achei o uniforme escolar que ela usava quando era adolescente.

– Que tal? – Perguntei.

– Está ótimo. – ela respondeu.

– Certo vou sair para que você possa se trocar.

Fiquei esperando do lado de fora do quarto quando ela saiu já pronta.

– Como estou? – Ela perguntou.

Ela estava realmente linda, mais bonita do que qualquer garota da minha escola, usava uma roupa branca com uns detalhes azuis e uma saía azul, com uma meia calça branca que cobria as pernas inteiras e uma sapatilha azul.

– Está linda.

Aí percebi que tinha dito isso em voz alta e fiquei corado, ela apenas soltou um sorriso.

– Ta, mas e agora? Vamos ficar escondidos aqui para sempre?

– Acho que sim.

– Não! Não quero passar minha vida toda aqui!

– E o que nós vamos fazer?

– Vamos fugir para outro país!

Para quem não sabe, eu moro numa cidade chamada Akiba de um país chamado Karpas.

– Selena! Isso custa dinheiro não sabia?

– Agente rouba!

– Roubar?! Eu não sou ladrão!

– Como assim? Foi VOCÊ que roubou um diamante!

– Eu não roubei alguém colocou na minha mochila e me incriminou!

– Então você não sabe roubar né?

– Não, e se tentarmos roubar vamos parar na cadeia de novo, é isso que você quer?

– Não.

– Eu sei que deve ter um dinheirinho aqui.

Fui até o quarto do meu avô.

Começamos a procurar dinheiro no bolso das roupas dele.

– Sora!

– Sim?

– Achei isso.

Ela colocou na minha mão, eram duas passagens para uma viagem de trem.

– Isso deve ser muito antigo Sora.

– È, mas tenho quase certeza que da pra viajar com isso.

– Será?

– Sim, ainda tem alguns trens por aqui, vamos viajar amanhã, estou muito cansado hoje.

– Certo.

Notas finais
A história vai ter mais ação mais pra frente