Os Filhos do Vento

1 Capítulo 1: A carta para o mestre


Notas iniciais
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A luz da lua, não ajudava a iluminar muito a estreita viela mal iluminada.O homem vinha caminhando em passos rápidos, sua capa longa e negra se manchava no chão, ocorreu um estalo por detrás de um Fusca azul, o homem rapidamente retirou de sua capa uma varinha de madeira, branca e imponente. Apenas um gato surgiu por detrás do veiculo, ele suspirou meio aliviado.

- Malditos gatos! – Ele praguejou andando mais a frente. Começou a andar cada vez mais devagar, até que parou e virou para uma parede de concreto – O dragão já está aqui!

A parede começou a treme, o pó da velha construção era o que mais caia, subitamente a parede começou a rachar-se no meio revelando uma porta de carvalho com um trinco em forma de serpente. A cabeça da serpente virou-se sorrateiramente para o homem falando:

- Mestre é você? – A serpente sussurrou lentamente.

- Sim, o dragão chegou. Abra logo a porta!

A porta se abriu revelando uma sala com vários bruxos bebendo e conversando, todos se calaram ao ver Malvious.

- M-Mestre! – Todos disseram meio que em grupo.

-Poupe-me de formalidades.Continuem bebendo...Além do mais que eu também quero um gole de Cerveja Dragonizada.Veja me um Bartolomeu. – O homem disse imponente finalmente retirando o capuz que cobria sua face. Ele era um homem dentro dos padrões de beleza, alto, loiro, olhos azuis escuros, lábios bem preenchidos e de um físico perfeito.

Apesar da ordem de continuarem bebendo o pessoal preferiu apenas ficar a observar o homem, sentado agora em uma poltrona parecida com um trono.

- O dia está próximo! Alegrem-se, assim como nosso antigo redentor que infelizmente fracassou, eu redirecionarei seu velho plano, tornando meu! – O homem disse em tom de vantagem.

Todos brindaram felizes. A sala era recheado de sorrisos tenazes e cheios de orgulho.

- Thomas, venha comigo.

- S-sim mestre! -Não precisa de luz, prefiro o escuro.

- Sim mestre! – A luz da varinha se desfez.

- Meu caro e precioso Thomas... Nunca tive um servo tão honrado, logo-logo você terá sua recompensa...

- Obrigado Mestre.-Thomas balbuciou admirado, vendo seu mestre apreciar a própria varinha. – Ela é linda mestre, sua varinha.

Ele riu – Obrigado Thomas... Vamos aos negócios agora.Eu estou irritado com o Rúpio, graças a eles não pude aparatar. Mas, deixe o pobre em paz. Há exatos vinte anos venho tentando refazer o plano de nosso antigo Lord Voldemort, O FALIDO, Voldemort. Era tão obcecado em matar o pobre Potter que se esqueceu do objeto principal: Dominar o mundo Bruxo e aniquilar os sangue ruim!

*** *** Os minutos se passavam muito rapidamente dentro da pequena sala, era uma honra para Thomas que quase chorou ao saber que era o servo favorito de seu mestre. O mestre, encarava Thomas meio que com nojo.

- Eu tenho conferido, 503 servos. Ótimo número... Todos espalhados pelo mundo. Apenas esperando meu chamado ou uma ordem. – O homem disse meio sarcástico vendo sua varinha e a apontando para Thomas.

- Mestre...

- CHEGA DE PAPO! Seu auror desprezível! Avada Kedavra!- O raio de luz verde fulminante vazou da ponta da varinha acertando Thomas bem no meio. – Humph! Seu traste, logo no segundo dia de meu aliado deu mancada.Felizmente tenho meus contatos...

A sala ficou mais escura, Thomas estava estirado no chão intacto, o pobre era um espião enviado pelo ministério da magia para saber se o boato de um novo Lorde das trevas era real. A porta da sala foi arrombada:

- Mestre! – O pessoal entrou cada um com a varinha na mão, olharam para o chão e viram Thomas estirado no chão. – O que diabos?

- Sulmério, limpe isso. O dia esta chegando, e este aí – ele apontaram para o corpo de Thomas.- Era auror ou espião. Tive de o matar. Fiquem aqui meus servos, e preparem-se para a guerra que está por vir. Esta será nossa vez.

- Mestre, se não for muito... – Ela fez uma pausa de medo – quando iremos iniciar o plano?

- Quando tudo estiver nos “trinques”. – Ele desapareceu no meio da sala.

- Aparatou... Este é sem duvida o melhor Lord de todos os tempos... – Um dos servos ressaltou.

Aparatar não era lá a maior facilidade, fora a probabilidade de vomito, havia as fortes contrações. O homem reapareceu dentro de uma outra Rua a milhares de quilômetros dali.

**** ***** - O desgraçado existe! –Lionel berrou engolindo forçado o Hidromel. – Miserável!

-Não se afobe meu caro! – Disse o ministro da magia.

- Como não, Salsios? Ele pode ser mais poderosos e astutos que Voldemort. Precisamos de novos espiões... O desgraçado matou o Thomas!

- Matou?

- É claro que matou! Aurores encontraram o copo dele boiando há dois dias atrás, perto do Black Lake. O cara não esta para brincadeira.

- Meu Deus do céu! Ele matou Thomas! Aposto que uso uma maldição... Ele é muito esperto. Tem-se alguma pista do passado dele? – Salsios, o ministro da magia perguntou coçando a cabeça.

- Nenhuma, mas nossos agentes estão trabalhando para isso. – Lionel balançou a varinha e fez a jarra de porcelana extremamente detalhada, derramar mais hidromel no copo de inox. – Sinto como se ele não tivesse registros.

- Temos de detê-lo.

- Mais Hidromel? – Lionel perguntou.

- Não.

*** ***

Os pés de Malvious afundavam na neve a cada passo dado, a varinha na mão o tempo todo. Malvious, o tão temido Mestre, andava como um ser humano normal. Os passos era firme, não era comum ver um lord das trevas em ascensão andar por aí a pé, Malvious, porém não temia nada. Atravessou a rua e subiu na calçada preenchida por neve e parou nos degraus de uma velha casa. A porta abriu-se revelando um outro bruxo, este era baixo, meio gordo, olhos castanhos e desconfiados.

- Mestre? – Ele disse abaixando a varinha.

- Sim, sou eu. – Malvious disse empurrando o bruxo para trás e entrando na casa.

A sala era mal decorada, apenas um sofá, uma mesa de centro lotada de jornais do profeta diário, xícaras com Hidromel e vinhos, um aparelho de TV no chão e nada, mas, a não ser um quadro de um sapo, que pulava de um lado para o outro dentro do mesmo. Malvious sentou-se no sofá que levantou poeira com o impacto.

- é honra Milorde! – O bruxo disse fazendo uma reverência.

- Eu sei Pronks, eu sei. Aqui apesar de não ter conforto, é um lugar que posso chamar de lar. Os meus esconderijos, a maioria deles, estão em festa hoje. - Entendo Milorde... Compreendo perfeitamente.

- Bem, hoje irei passar a noite aqui. Será perfeito, não acha?

- Se acho? É claro Milorde! Eu adoraria a ocasião! – O bruxo voltou a fazer uma reverencia.

- Matei um espião hoje... – Malvious balbuciou. – Enviado do ministério.

- Oh! – Pronks deixou escapar um gritinho de espanto.

- O desgraçado, chegava a atuar tão bem, que houve uma hora em que ele quase chorou. Nada que uma boa maldição não resolva.

Malvious estava pensando em todos os vinte anos que gastou sozinho, apreendendo junto de seu falecido irmão trouxa Maximilian Albert, magia. Vinte anos apreendendo a dominar os truques da magia, treinando e se preparando psicologicamente para vim um dia a virar o maior lord das trevas que já existiu. Seus pensamentos foram quebrados pela pergunta:

- Mestre, deseja o jantar agora? – Pronks perguntou meio admirado.

- Sim. O que preparou?

- Carne de avestruz, arroz selvagem e sopa de abóbora para acentuar o gosto da carne.

- Realmente você entende de cozinha, mas devo lembrar que em duelos não é lá muito útil. – Disse Malvious friamente.

- Sei disso Milorde. Treino bastante sozinho. – Pronks disse cabisbaixo.

- Tenho certeza que sim.

Pronks estava em pé ao lado de Malvious, vendo-o jantar.

- Milorde, estava me lembrando de quando o senhor começou seu plano. E começou a reunir seus comensais... Isso faz apenas dois anos.

- É verdade. – Malvious engoliu rapidamente o pedaço de carne. – Sempre, existiu nos corações bruxos o desejo de servir a alguém maior.

- Sim Milorde.

A noite caiu fria, a neve só aumentava. Malvious estava sentado imponente sozinho em uma espécie de trono, que ele mesmo havia criado com magia. Estava lendo o profeta diário do dia, a manchete apresentava Harry Potter, dando uma entrevista no jornal sobre nova função no ministério da magia. Malvious abriu o jornal exatamente na pagina, lá havia uma foto de harry dando um largo sorriso para a câmera.

Harry, já não era mais o mesmo, estava muito mais velho, com uns quarenta Harry, já não era mais o mesmo, estava muito mais velho, com uns quarenta anos, aparência firme e ainda meio rejuvenescido e atlético.

Profeta diário (PD): Agora que você senhor Potter, foi encarregado de cuidar do setor de recrutamento de Aurores, quais são suas expectativas?

Harry Potter (HP) Eu não devo mentir, então devo dizer estou meio preocupado. Ser um auror, não é fácil. Deve-se ter alto conhecimento teórico e prático mágico, deve-se ter total coragem e disposição. Eu sei que não existem mais lordes das Trevas, ou bruxos loucos por aí, mas os aurores não podem deixar de existir, são como a tropa de elite dos bruxos.

P.D: Os exames foram desastrosos?

HP: Na verdade, nem tanto. Cerca de 85% dos que fizeram a prova, passaram para a próxima fase do exame, a fase prática. É com orgulho que digo que meu filho, Alvo, passou na primeira fase. Mas, a expectativa era maior.

P.D: Como irão funcionar os teste práticos?

HP: Não posso dar muitos detalhes, por motivos óbvios. Mas, posso dizer que ocorrerão duelos.

P.D: Depois que o código de conduta do Auror foi refeito, poderia nos dizer se aurores estão autorizados a utilizar maldições imperdoáveis?

HP: Não posso revelar nada.

P.D: O senhor irá ficar apenas atrás da mesa (sem ofensas) ou também será parte da equipe principal de Aurores?

HP: Eu tentei entrar na equipe, mas o senhor Salsios, ministro da magia, já negou a idéia várias vezes, ele afirma que devo ficar e cuidar da área burocrática e estratégica do time. Mas, vou soltar uma informação: O ministro Salsios, depois de eu o chatear inúmeras vezes, afirmou que iria pensar sobre o assunto.

P.D Os nossos jornalistas ( e de outros jornais) sempre sonham em ter um exemplar do C.C.A (Código de Conduta do Auror) para realizar uma grande matéria jornalística. Por que o manual é estritamente secreto para Aurores?

HP: Isso é obvio. O C.C.A se cair em mãos erradas, causará muita dor de cabeça para meu departamento e para todo o mundo bruxo, o C.C.A, é um manual dado somente ... um manual dado somente a aurores, com todas as regras, estratégias, formações de combates aéreos e outras informações sigilosas.

P.D: Cair em mãos erradas? Corre algum boato por aí?

HP: Não.

P.D: Bem, Obrigado senhor Potter. Esperamos uma ótima temporada como líder do cargo.

HP: Eu é que agradeço a oportunidade.

Malvious ao terminar de ler a matéria, pareceu enjoado. A parte boa é que ele ainda não era conhecido pela sociedade, ele pretendia se revelar quando matasse Potter.

- Milorde, ainda pretende matar Potter? – pronks perguntou meio medroso.

- É claro que sim... Não por rixas pessoais. Mas, para provar que ele venceu um, mas não pode vencer a todos. Com a morte de Potter o mundo entrará em caos e eu vou impor meu poder destruindo o ministério e suas leis. – O jornal foi arremessado no chão.

**** ****

A noite estava quieta, na casa em que Malvious se encontrava. Ele já estava dormindo quando foram, Malvious e Pronks, surpreendidos por um pequeno ruído vindo da janela. Os dois sacaram da capa rapidamente suas varinhas.

- Milorde, irei checar. – pronks não espero um consentimento, ele foi até a janela e deparou-se com um corvo, tão negro quanto o céu, seus olhos eram vermelhos. – Um corvo, com uma carta amarrada na perna Milorde.

- Abra a janela, Pronks. – O corvo instantaneamente entrou e acalmou-se no colo de Malvious, ele retirou a carta e em seguida o corvo voltou para o ar. Abriu a carta e exibiu certa expressão de duvida, começou a ler:

\"Meu caro e intrépido Arthur Xemnas Malvious, esta carta deve ser dada a você e expressamente a você. O motivo da carta é simples e você já sabe qual: Sua ascensão ao poder. Não caia na mesmice de fazer o Horcrux, muito menos o selamentos Línguas de cobra. Venho a lhe escrever para lhe advertir que não poderia servi-lo nem lutar contra você (é claro), mas que o ministério já de olho em você, não sabem nada sobre você, nada sobre seus comensais, nada. Mas, sabem de seu plano de tornar-se um novo lord das trevas. Chega de papo...\'\" Chega de papo, venho apenas a dizer-lher mais:

“O caixão foi violado, se é que ele morreu! Não use os objetos para não ficar nas sombras, não dê a sua alma para ficar sem nada”.

T.A.M

Malvious estava estagnado no sofá sem entender absolutamente nada sobre o que a carta quis dizer. “T.a. M” ele pensou lembrando de todos os possíveis nomes com essas inicias, nenhum lhe ocorreu.

- Do que se trata a carta Milorde? – pronks perguntou.

- Não é de sua conta. – Malvious disse ranzinza.

- Desculpe milorde. Irei me retirar... – O pobre Pronks disse frustrado.

- Não. Fique aqui, precisamos conversar...

A janela novamente foi violada por outro estalo, Malvious virou-se muito rapidamente com sua varinha na mão.

- Outro corvo? – Ele perguntou meio confuso. — — Abra a janela Pronks.

Pronks abriu a janela e um outro corvo foi até Malvious para lhe deixar uma carta. Ele soltou o pássaro e rasgou o envelope, retirou o pergaminho e iniciou a leitura:

Milorde, eu (Hergrey Munisbra) devo lhe avisar, agora na calada da noite, que sua ordem foi rigorosamente cumprida. O secretário dos arquivos do Ministério está sobre uma Imperius, não foi fácil, mas conseguimos. Agora, nos estaremos aqui esperando suas ordens. Estamos ansiosos para tomar o ministério.

O sorriso finalmente surgiu no rosto de Malvious, ele via o seu plano dar mais certo do que nunca. O plano era simples, torna-se o mais novo e maior Lord das Trevas do mundo bruxo, como ele o faria? A parte inicial era simples, iria começar a chamar a atenção por aí, espalhar o medo e matar Potter para que o mundo saiba que ele não era invencível e depois tomar o ministério.

- Meu caro Pronks... Amanhã chame Van, chame todos os meus 503 comensais, amanhã iremos fazer umas coisinhas. – O sorriso sarcástico era eminente na face de Malvious.

- Oh, sim Milorde! É uma alegria para mim! – Pronks disse deixando escapar uma lágrima de felicidade, porém ele percebeu que no rosto feliz de Malvious ainda jazia inúmeras duvidas sobre a primeira carta.

Todos observavam atônitos os dois seguirem pelas escadas velhas em espiral para um segundo andar, adentraram uma sala escura.

- Lumus Máxima! – Thomas disse fazendo luz com a varinha.

Notas finais
Capitulo meio longo... Mas leiam aew... Esperoq curtam. Proximo captulo vai rolar romance e revelações... xD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.