Os Filhos Proibidos
7 Capítulo 7 - Ana
Notas iniciais
Bom, tenho dois motivos por não ter postado nessa fic, nos últimos dias:
Primeiro, estive passando por uns problemas pessoais e ficou muito difícil escrever nessa fic. Aos poucos eu estou superando esses problemas e por isso estou postando.
Segundo, fiquei doente e ontem que o capítulo poderia ter saído, eu fiquei muito, muito, muito mal.
Espero que gostem do capítulo e como já disse, muitos deles não serão tão grandes. Enfim, espero mesmo que vocês gostem ;)
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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 07)
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BOA LEITURA!!!
Ana imaginou que aquilo fosse bom para Nice, que a amiga ficaria feliz, mas isso durou apenas por alguns instantes. Logo, a expressão da amiga ficou dura como aço e em meio aos aplausos e festividades que ocorreram após a reclamação de Nice, a garota seguiu com os campistas do chalé de Hefesto, depois de dar um "boa noite", aos amigos.
– O que será que ela tem? — perguntou Ana, preocupada, enquanto seguia com os campistas para o chalé de Hermes.
– Acho que só ficaremos sabendo amanhã. — Josh balançou a cabeça e ambos, entraram no chalé e adormeceram rapidamente em suas camas.
(...)
Ana estava na cabine de um navio. As janelas estavam abertas sobre um mar iluminado pela lua. O vento frio balançava as cortinas de veludo. Um garoto de cabelos loiros se ajoelhava sobre um tapete persa em frente à um sarcofágo dourado. Na luz do luar, o cabelo loiro do garoto parecia puramente branco. Ele usava uma antiga túnica grega e uma himation branca, uma espécie de capa que descia pelos seus ombros.
– Nossos espiões relatam sucesso, meu senhor – disse o loiro. – O Acampamento Meio-Sangue está enviando uma missão, como o senhor previu. A nossa parte do acordo está quase completa.
"Excelente". A voz que saiu do sárcofago, não apenas falava como perfurava a mente de Ana como um punhal. Era congelada com crueldade. "Uma vez que tenhamos os meios para navegar, vou levar a vanguarda através eu mesmo."
O garoto fechou os olhos como se coletando seus pensamentos.
– Meu senhor, talvez seja muito cedo. Talvez Krios ou Hyperion devam liderar...
"Não". A voz era calma, mas absolutamente firme. "Eu vou liderar. Mais um coração deve juntar-se à nossa causa, e isso será suficiente. Finalmente eu me erguerei completo do Tártaro."
– Mas a forma, meu senhor... – A voz do loiro começou a tremer.
"Mostre-me sua espada, Luke Castellan."
O garoto desembainhou sua espada. A lâmina dupla de uma longa espada brilhou perversamente – metade aço, metade bronze celestial.
"Você se comprometeu comigo", a voz lembrou-o. "Você pegou essa espada como prova do seu juramento."
– Sim, meu senhor. É apenas que...
"Você queria poder. Eu lhe dei isso. Você agora não pode ser ferido. Logo você irá governar o mundo dos deuses e dos mortais. Não deseja se vingar? Ver o Olimpo destruído?"
Um arrepio correu através do corpo do tal Luke.
– Sim.
O caixão brilhava, sua luz dourada enchendo a sala.
"Então prepare a força de ataque. Logo que o acordo estiver fechado, devemos avançar. Primeiro, o Acampamento Meio-Sangue será reduzido a cinzas. Uma vez que os heróis enfadonhos estejam eliminados, nós marcharemos para o Olimpo."
Houve uma batida na porta da cabine. A luz do caixão sumiu. Luke se ergueu. Ele embainhou sua espada, ajustou suas roupas brancas, e respirou fundo.
– Entre.
As portas se abriram. Duas dracaenae escorregaram para dentro – mulheres com troncos duplos de serpente em vez de pernas. Entre elas caminhava Kelli, a empousa líder de torcida que Ana vira e lutara juntamente com Josh e Nice.
– Olá, Luke – Kelli sorriu. Ela usava um vestido vermelho, mas Ana já vira a sua verdadeira forma. Ana sabia o que ela estava escondendo: pernas desparelhadas, olhos vermelhos, presas e cabelo flamejante.
– O que é isso, demônio? – A voz de Luke era fria. – Eu lhe disse para não me perturbar.
Kelli fez beicinho.
– Isso não é muito legal. Você parece tenso. Que tal uma massagem nos ombros?
Luke recuou um passo.
– Se você tem algo a relatar, fale. Caso contrário, saia!
– Eu não sei por que você está tão irritado estes dias. Você costumava ser divertido para passar o tempo.
– Isso foi antes de ver o que você fez com aquele garoto em Seattle.
– Oh, ele não significou nada para mim – disse Kelli. – Somente um lanche, na verdade. Você sabe que meu coração pertence a você, Luke.
– Obrigado, mas não, obrigado. Agora relate ou saia.
Kelli deu de ombros.
– Ótimo. A equipe avançada está pronta, para sua surpresa. Nós podemos partir... – ela franziu as sobrancelhas.
– O que é? – Luke perguntou.
– Uma presença – disse Kelli. – Seus sentidos estão ficando entorpecidos, Luke. Estamos sendo vigiados.
Ela examinou a cabine. Seus olhos focaram direto em alguém e depois em Ana. Seu rosto murchou como o de uma bruxa velha e de gibis ou desenhos animados. Ela expôs suas presas e atacou.
(...)
Ana acordou subitamente e com o sol entrando no chalé de Hermes. Deve ser hora do café do manhã. Ana se levantou e vestiu a roupa do Acampamento Meio-Sangue.
Aquele fora só um sonho ruim. Apenas um sonho ruim. Só um...
Ana parou de pensar em seu pesadelo por um instante, quando viu Percy, Annabeth, Grover e Tyson com mochilas nas costas e cercados por campistas.
Josh surgiu, com Nice, que girava a chave de fenda em uma das mãos, pensativa.
– Então eu estava certo. — Josh sorriu vitorioso para Nice, que revirando os olhos, lhe passou cinco dólares. — Foi muito bom fazer negócio com você, Nice.
– O que está acontecendo? — perguntou Ana, não tirando os olhos do grupo que estava à poucos metros do trio.
– Tinhamos apostado sobre o que Josh ouvira. — explicou Nice, indicando o amigo com o polegar.
– Eu apostei que haveria alguma coisa hoje... — Josh deu um sorrisinho, colocando os cinco dólares contra a luz do sol, provavelmente para ver se é ou não verdadeiro.
– E eu apostei que não haveria nada demais, mas errei, claro. Esse acampamento parece que não tem nenhum dia de paz. — Nice balançou a cabeça.
– Tá tá, mas o que está acontecendo afinal? — perguntou Ana impaciente.
– Eles vão partir em missão. — disse Josh, finalmente guardando os cinco dólares no bolso. — Vão entrar no Labirinto.
– Em busca de Dédalo para que ele os ajude para que impeçam os monstros e a cambada do Cronos de entrar aqui. — disse Nice, de braços cruzados, pensativa.
– Boa sorte para eles. — Josh suspirou, aliviado. — Ainda bem que não sou eu. Labirintos não são minha praia.
– Nada de emocionante é sua praia. — Nice deu um sorrisinho, como se entrar em um labirinto cheio de monstros, fosse sua opção para um passeio eletrizante da escola.
– Eu tive um pesadelo estranho essa noite... — começou Ana, puxando os amigos para mais perto e olhando para os lados, para ver se ninguém os ouvia.
– Oh, não me diga. — disse Nice, levando às mãos a boca, fingindo surpresa.
– É sério. — repreendeu Ana.
– Fale logo, Ana. Não ligue para o que essa maluca tem à dizer. — disse Josh e levou um tapa no braço, dado por Nice.
– Ok, parem vocês dois. — disse Ana, rapidamente. — O sonho foi assim...
Ana então, contou aos amigos sobre tudo, desde o sárcofago até Luke Castellan e Kelli, a empousai líder de torcida — que Josh estava paquerando por sinal.
Depois que Ana terminou de contar seu pesadelo, Josh e Nice se entreolharam.
– Ah... — Josh começou, cruzando os braços e ficando sério de repente. — A Kelli tava muito bonita com o vestido vermelho?
– JOSH! — exclamaram Ana e Nice ao mesmo tempo, com expressões irritadas.
– Ok, ok. Foi brincadeira. — disse Josh.
– Bom, isso é realmente sério. — disse Nice, pensativa.
Percy, Annabeth, Grover e Tyson, sairam dali e entraram por uma fissura entre algumas pedras, onde desapareceram de vista.
– Voltando às atividades campistas! — Quiron fez com que os campistas circulassem novamente e seguissem para o Refeitório, para o café da manhã.
– Pela sua cara, você está planejando algo. — disse Josh, encarando Nice.
– Eeeu? Magina. — Nice girava a sua chave de fenda, em uma das mãos.
Ana e Josh se entreolharam e encararam Nice. A garota os encarou.
– O que?
– Você está planejando algo sim e vai falar para a gente. — disse Ana, ameaçadoramente.
– Vamos senão a gente perde o café da manhã. — Nice correu em direção ao Refeitório.
– NICOLLE LENHART! — gritaram Ana e Josh, ao mesmo tempo, enquanto corriam atrás da amiga, que já entrara no Refeitório, com um sorriso maroto.
Notas finais
Obrigada a quem leu e em breve, posto mais um capítulo.
Beijos da autora, Livia Dias.
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