Os Filhos Proibidos

32 Capítulo 32 - Ana


Notas iniciais
A ORDEM DA FÊNIX (PARTE 08) *************************************************************************************** BOA LEITURA!!!

Ana caminhava ao lado de Nico pelos jardins de Hogwarts.

A vantagem de ter permanecido em Hogwarts nos poucos dias concedidos aos alunos na época da Páscoa, foi da surpresa que Nico fez a ela.

– Eu já vim algumas vezes ao mundo dos bruxos — Contou Nico, logo que Ana indagou sobre como ele sabia de Hogwarts. — Meu pai me explicou sobre os mundos que existem por aí. Não só os dos deuses, mas os dos bruxos, magos, vampiros, lobisomens...

Ana assentiu lentamente, pensativa. Não estava tão frio como estivera na Páscoa, o que era bom. Preferia o tempo meio a meio; nem muito frio e nem muito calor. Contanto que chovesse, tudo estaria ótimo.

A cabana de Hagrid, soltava fumaça pela chaminé, se destacando em meio aos pinheiros que cresciam próximo dali.

– Fico feliz que tenha vindo — observou seus próprios pés ao dizer isso. Se sentia tão... Estúpida. Demonstrar sentimentos verdadeiros por alguém era algo que Ana não estava acostumada a fazer.

Nunca tinha gostado de alguém como gostava de Nico, e era algo tão único e mágico, que seu coração não conseguia reconhecer tal sentimento. Precisava de tempo, afinal, todos precisam.

Nico riu, coçando a nuca em seguida.

– Eu... Senti sua falta. O Mundo Inferior não tem muita graça sem você — comentou, tristonho.

– Mas eu nunca fui no Mundo Inferior — comentou Ana, franzindo o cenho.

Nico a encarou, parando de caminhar por um instante. Segurou as mãos da garota entre as suas, e sorriu brevemente. Como sempre, o moreno usava roupas negras e coturnos masculinos da mesma cor. Seus cabelos estavam despenteados e um tanto maiores, e sua pele continuava branca pálida.

Perfeito. Nico era perfeito para Ana e ela, perfeita para ele.

– Não estava falando de lá — O moreno afastou uma franja dos cabelos escuros de Ana. A encarou. — Estava falando de mim mesmo. Sem você, me sinto meio... Vazio. Às vezes não suporto a rotina de ficar com Hades e Perséfone...

– Eles são tão chatos assim? — Ana riu, achando graça na careta que seu namorado fez em seguida. — Uau, já entendi.

Nico beijou a garota, calando-a por fim. Ana sorriu internamente, sentindo a leve brisa em seu rosto e as borboletas no estômago. Milhões delas, voando freneticamente.

Separaram-se, colando as testas.

– Tenho que ir agora — Nico suspirou, parecendo perceber algo no ar.

Ana franziu o cenho, confusa e indignada pelo garoto ter de ir.

– O que foi?

Nico balançou a cabeça, olhando para o céu e em seguida, para o horizonte. Suspirou pesadamente, virando-se para Ana.

– A guerra está próxima — comentou, pensativo. — Posso sentir os monstros perto daqui.

– Daqui? – Ana arregalou os olhos, surpresa. Monstros em Hogwarts seria uma grande ironia. Com Umbridge ali, era possível que os monstros fugissem como bebezões.

– Sim — Nico sorriu de modo cético. — Mas duvido que cheguem muito perto. Monstros são muito burros quando se trata de bruxaria. Eles podem ser enganados com um simples feitiço, imagine com a proteção de Hogwarts.

Ana ficou mais tranquila. Deu de ombros.

– Nos vemos em breve, então — Sorriu de lado, fazendo Nico rir.

– Estou contando os dias — e dizendo isso, a beijou mais uma vez antes de caminhar em direção à Floresta Negra e desaparecer de vista.

Ana retornou para o castelo, abraçando os próprios braços. Se a guerra estava próxima, significava que o dia em que teria de deter Nice estava igualmente perto.

(...)

– É TORTURANTE! — gritou Josh, bagunçando os cabelos, enquanto bufava feito um maluco.

Os N.O.N.s, assim como Fred e Jorge previram, mexiam completamente com os ânimos de todos os alunos do quinto ano. Ana estava sentindo a diferença dos colegas, que passavam horas e mais horas na biblioteca, ao invés de estarem nos jardins, aproveitando os dias ensolarados que o verão proporcionava.

Ela mesma mudara. Não fazia outra coisa a não ser estudar e estudar.

O que mais queria era um pouco de descanso. Infelizmente, as coisas ao seu redor pareciam piores a medida que o tempo passava.

Uma prova disso, foi a demissão de Hagrid na noite do exame de Astronomia. O mesmo foi atacado covardemente por Dolores Umbridge e guardas do Ministério da Magia, sendo nocauteado facilmente, mas, felizmente conseguindo fugir em seguida.

E Minerva Mc.Gonagall também se afastou de Hogwarts, o que deixou os grifinórios (e vários dos outros alunos) sem qualquer esperança de que um dia, a ditadura cruel de Dolores Umbridge chegasse ao fim.

Mc.Gonagall foi parar no St.Mungus, depois de ter ajudado Hagrid na noite em que o mesmo foi atacado. A professora foi acertada por tantos feitiços, que precisou ser internada de imediato.

A AD também não estava lá essas coisas. Filch, o zelador rabugento, a mandado de Umbridge, passara a vigiá-los de perto, buscando qualquer sinal de que havia um grupo secreto se reunindo contra ela.

Ah, grupos secretos também eram proibidos, assim como beijos no corredor, uniformes amarrotados e qualquer coisa bacana que um adolescente entre quinze e dezessete anos goste de fazer.

Ana, Josh e Sophia entraram na Biblioteca, que felizmente estava vazia para aquele horário (um pouco antes do jantar). Com o fim dos N.O.N.s (Améém!), os alunos paravam de frequentar o local aos poucos, abandonando completamente os livros.

Sophia largou-se em uma das cadeiras, suspirando dramaticamente. Cruzou as pernas e jogou a cabeça para trás, aparentemente exausta.

– Não grite, estou morrendo de dor de cabeça — murmurou ela, fazendo uma careta para Josh.

– Pelo menos acabou — Ana sorriu brevemente, enquanto Josh dava de ombros. — Mas agora temos outro problema.

Sophia e Josh a encararam como se a garota fosse louca. Ana os ignorou, analisando com atenção os livros nas prateleiras.

– Quê problema? — Exasperou-se Sophia, provavelmente imaginando mais provas torturantes.

Ana ficou na ponta dos pés, passando as pontas dos dedos pelos livros antigos. Teria de haver algo sobre medalhões e chaves por ali. Se Nice estivesse com um objeto mágico de poder, Ana fazia questão de descobrir qual era e o que fazia.

Ainda não engolira a história de Nice não usar a tal chave na guerra. Por trás dos panos, sempre há algum segredo.

– Quê problema, Ana? — Josh levantou-se de uma das mesinhas, avançando para a amiga. Sua expressão estava séria, indicando seu interesse nos pensamentos da morena.

– Nice — respondeu a garota, mordendo o lábio inferior. — A chave. É estranho demais.

Sophia balançou o pé, pensativa. Seu movimento indicava ansiedade e nervosismo, como se o assunto mexesse com ela de uma forma desagradável.

– Às vezes é um objeto simbólico... — comentou, dando de ombros.

Josh riu de modo irônico.

– Não. Nice é fria demais para dar um objeto "simbólico" a alguém. — comentou ele, balançando a cabeça. — Sem chance...

– Ela fez um anel e uma pulseira para vocês — argumentou Sophia, dando de ombros. — Por que não fazer uma chave e dar a James?

Ana e Josh se entreolharam. Sophia tinha razão. Tinha toda a razão.

– Soph, é isso! — Ana deu um pulinho, sorrindo largamente. Josh a encarou como se fosse louca, enquanto Sophia parecia surpresa por seu próprio feito. — Nice criou algum tipo de arma para que James usasse! Ele quem vai destruir os deuses!

– What??? — Josh e Sophia questionaram em uníssono, igualmente confusos.

Ana não se deu ao trabalho de explicar. Sorria de modo vitorioso, finalmente compreendendo os planos de sua antiga amiga.

Nice, por algum motivo, havia feito aquela chave a James. A questão era descobrir o porque e o quê aquela chave poderia fazer.

Mordeu o lábio inferior. Tais respostas seriam quase impossíveis de conseguir. A Biblioteca com certeza não ajudaria em nada, como pensou que ajudasse.

– Temos que descobrir o por que de Nice ter feito aquela chave a James — refletiu Ana, colocando uma das mãos em seu queixo. Josh e Sophia se entreolharam, claramente atônitos. — Ela quem iria destruir os deuses. Jamais deixaria que outro o fizesse, a menos que algo ruim esteja para acontecer com a Nice.

– Como você pode ter certeza de tais coisas? — perguntou Josh, arqueando uma sobrancelha.

– Raciocínio, caro Josh — sorriu Ana, de modo convicto.

– Mas... — começou Sophia, franzindo seu semblante. — Então teremos que vigiá-los de perto, não é?

– Exatamente — concordou Ana, fitando Josh, que não parecia muito a vontade com a ideia. — Certo, a partir de agora nossa missão é ficar de olho em Nice e nos seus amiguinhos. Temos de descobrir o que estão aprontando, antes que o pior aconteça.

Notas finais
Agradeço pelos comentários mandados pessoal ;) Vocês são demais!!! Continuem assim ;) Mais dois capítulos e a Fase 2 chega ao fim :( Mas fiquem felizes, pois ainda tem mais 3 fases!!! Até a próxima! Beijocas!