Os Filhos Proibidos

2 Capítulo 2 - Josh


Notas iniciais
Olá gente!!!

Agradeço a Aleksandrooh Duchannes por ter recomendado a fic. Obrigada Alex ;)

Continuem deixando comentários, pois estou adorando cada um deles.

Aqui vai o capítulo do segundo protagonista da fic: Josh Stwart.

Confesso que foi mais fácil escrever o capítulo do Josh do que o anterior, o da Ana. Sério, foi muito legal e acho que foi o melhor até agora, embora o capítulo da Ana, tivesse ficado bom também.

Enfim, leiam e espero que gostem.

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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 02)

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BOA LEITURA!!!

Antes de conhecer a garota ex-marrenta, Josh passou uma terrível noite, muito antes de ir para o internato.

"- Por que eu tenho que participar desse jantar? Você nem nota minha presença por aqui. — reclamou Josh, enquanto Catherine, atualmente Stwart, lhe propunha a idéia de participar de um jantar amigável convidando a família Lenhart para o evento.

– Você é meu filho. Eu gostaria muito de deixá-lo trancado em seu quarto, você merece, mas eu tenho que lhe apresentar para os Lenhart. — disse Catherine, com cara feia.

Josh revirou os olhos. Claramente, sua mãe se preocupava mais com as questões sociais do que familiares. Esse era o jeito da sra.Catherine e ponto final.

Ah, ninguém poderia esquecer de Fernando Stwart, o cara que Josh sonhava matar, quebrando o pescoço dele dolorosamente.

Por que raios sua mãe tivera que se casar com aquele cara? Metido, cheio de grana e que não dava nem um tostão para Josh.

Pão-Duro, cheio de marra, acha que pode ser o pai de Josh de uma hora para outra e o que Catherine faz para impedir tudo isso? Nada.

Josh tem passado anos infernais com os dois juntos. Sua mãe já era horrível de suportar, e junto com Fernando então? Inferno em dobro.

Aquele jantar, provavelmente, era mais uma reunião social em que Josh tem que ir com terno e gravata e cabelo bem penteado. A imagem de um filho perfeito que Catherine sonhava ter.

– Você vai nesse jantar, entendeu? — ordenou Catherine, apontando o dedo para a cara do filho.

Josh deu um sorrisinho.

– Claro mamãe. — disse, fingindo alegria.

Catherine o encarou por um instante, como se avaliasse que aquela mudança de comportamento era algo bom ou ruim.

– Não quero que você apronte nada Josh Stwart, senão...

– Não precisa ameaçar. — Josh se levantou, ainda com o sorriso. — Tudo sairá perfeito.

Catherine saiu do quarto do filho, batendo a porta como sempre.

Josh poderia planejar tudo para estragar com aquele jantar "acidentalmente". Mas ele era muito bonzinho. Não faria isso. Tinha que cuidar da sua imagem. A "fachada" de garoto bonzinho e educado, valia muito com os vizinhos, já que ele fizera muitas coisas estranhas acontecerem quando tinha cinco anos de idade, e essas coisas, Josh tentava esconder e felizmente, tinha grande sucesso.

Na noite do jantar, Josh se arrumou como sempre e ao chamado doce da mãe, deduziu que os Lenhart já haviam chegado.

Desceu e notou que a família que sua mãe convidara, na verdade, era uma mulher de meia idade e uma garota, da mesma idade que Josh e que parecia entediada como o garoto.

– Querido — Catherine puxou Josh e colocou as garras, ou melhor, suas mãos, nos ombros do garoto "carinhosamente". — Essa é Annelize Lenhart, uma grande advogada e amiga da família.

– Como vai? — Josh foi educado até onde pôde e Annelize retribuiu o sorriso de Josh.

– Vou bem, querido. — a sra.Lenhart, encarou a filha como se a obrigasse a dizer algo. — Essa é minha filha, Nicolle.

– Olá. — Nicolle sorriu rapidamente e encarou a mãe, com raiva.

Josh deduziu, que as duas não deveriam ter uma boa relação e resolveu não dizer mais nada — a menos que sua mãe lhe desse um forte aperto nos ombros e para não gritar, Josh tivesse que rir, como acontecera em um certo jantar.

– Ah, querido, que bom que chegou. — Catherine soltou Josh, para felicidade do filho, e foi em direção ao marido, Fernando, que acabara de entrar em casa. — Annelize, este é Fernando, meu marido. Fernando, essa é Annelize Lenhart, a minha amiga.

Josh precisou segurar o riso. Fernando, era um dos homens que enganavam mulheres. E quando Josh diz enganar, quer dizer trair, sumir de repente, voltar bêbado, cansado, doente, e afins.

Inventava todas as mentiras possíveis e Josh sabia que tudo era mentira. Catherine, por outro lado, ou se fingia ou era burra de fato.

– Olá. — Fernando deu um aperto de mão em Annelize, que sorriu mais do que o necessário.

Josh encarou Nicolle e notou que a garota, deu um sorriso como se já tivesse visto aquilo, milhares de vezes.

– Prazer em conhecê-lo... Fernando. — Annelize pareceu admirar o perfil do padrasto de Josh, que não conseguiu segurar a risada.

– Ah, desculpem. — Josh ficou sério novamente. — Eu... Eu lembrei de uma piada.

– Josh, querido, porque não mostra os jardins para Nicolle? — sugeriu Catherine, com um olhar frio, como se não admitisse que ninguém risse a menos que ela mandasse.

Josh assentiu, com certo receio, mas ficou feliz que Nicolle não precisasse de convites formais como as outras garotas, e já andava à frente do garoto.

Os dois sairam para os jardins e Nicolle, caiu na risada. Josh a fitou como se esta fosse louca, mas Nicolle não lhe deu atenção.

– Do que está rindo? — perguntou Josh, confuso e curioso ao mesmo tempo.

– Tem certeza que não sabe? — Nicolle continuou rindo, mas depois de alguns segundos, conseguiu se controlar. — Minha mãe, sua mãe, seu padrasto. Sacou?

Josh entendeu e começou a rir. Nicolle o acompanhou e ambos, ficaram rindo, até que conseguiram parar e Josh conseguiu pensar, que Nicolle Lenhart não era tão ruim assim como ele pensava ser.

Nicolle fitou a porta de entrada e encarou Josh.

– Tipo, minha mãe e eu não nos damos tão bem assim. — disse Nicolle, bastante séria. — Ela não gosta de mim como gosta da minha irmã...

– Você tem uma irmã? — Josh interrompeu Nicolle, surpreso.

– Sim. — Nicolle pareceu um pouco irritada. — Minha querida irmã Nataly Lenhart. Na verdade, ela é minha meia-irmã. Minha mãe tinha se casado com um cara antes, que era muito chato. Eles ficaram juntos por uns quatro anos até que ele morreu.

– Que trágico. — Josh não perdeu a oportunidade. Aquelas histórias o fascinavam, pois ele conseguia retirar grandes risadas de tantas catástrofes.

– Realmente. — Nicolle balançou a cabeça, sorrindo. — Enfim, mesmo depois que o cara morreu, ficou a Nataly. Ela tem treze anos e continua estudando em apenas uma escola.

– Ah, você já trocou de escolas antes?

– Já. — Nicolle pareceu não dar importancia. — Ah, sem zoar, já fui expulsa sete vezes.

Josh não se surpreendeu. Ele já havia sido expulso milhares de vezes também, por "pequenos" problemas que causava em escolas e internatos.

– Legal. — Josh deu um sorrisinho de lado e Nicolle riu também.

– Imagino que você já foi expulso também. — disse Nicolle, com um sorrisinho.

– Ah, já. — Josh se balançou para frente e para trás, sem dar muita importância. — Algumas vezes.

Nicolle riu. Logo, Catherine chamou Josh, "carinhosamente". Ele se sentiu enjoado por ver a sala de jantar, tão arrumada. Normalmente, não era daquele modo que tudo funcionava.

Fernando e Annelize, não estavam por perto. Josh achou aquilo estranho, e notou que Nicolle parecia desconfiada também.

Logo, Catherine foi atrás do marido e Josh teve que continuar arrumando tudo. Nicolle ajudou e depois que os dois terminaram de arrumar a mesa, Catherine desceu sorridente, puxando Fernando pela mão. Annelize surgiu logo atrás, sorrindo também.

– Querido, você não precisava ir mostrar a casa para Anne. Ela já conhece tudo por aqui. — disse Catherine.

Josh e Nicolle se entreolharam e com o olhar, disseram um "dá para acreditar", e se sentaram à mesa.

Depois do jantar, Josh e Nicolle foram para a sala, enquanto Fernando conversava com Annelize à um canto e Catherine, cuidava dos drinks que seriam servidos.

– Eu gostaria muito que o seu padrasto e minha mãe, explodissem. — disse Nicolle, mexendo no bolso da jaqueta, impaciente.

– Eu também. — Josh fitou o chão e depois olhou para trás, onde sua mãe ajeitava as coisas na cozinha. Por que ela não poderia ser legal? Todas as mães pareciam ser incríveis. Por que logo a mãe de Josh tinha que ser horrível?

Josh encarou Nicolle, que já se levantara, sem conseguir ficar parada. Ela também tinha esse problema. Sua mãe não era legal e parecia nunca se preocupar com Nicolle e sim, com a outra filha, Nataly Lenhart.

Fernando e Annelize, haviam desaparecido e Nicolle parou de andar em circulos na sala e um sorriso perpassou-lhe o rosto.

– O que foi? — Josh levantou, curioso.

– Tive uma idéia. Me segue. — Nicolle foi para a cozinha então, tossiu e se dirigiu a Josh. — Josh, pegue um copo d'água para mim, por favor? Estou com sede.

Catherine parou o que fazia e antes que Josh fizesse algo, ela surgiu sorrindo, com um copo cheio d'água.

Nicolle pegou o copo e com um movimento rápido, derrubou no chão.

– Oh! Desculpe sra.Stwart. — Nicolle cobriu a boca com as mãos, aparentemente perplexa com o que acabara de fazer. — Deixa que eu limpo isso e...

– Não! Não se preocupe, querida. — Catherine continuou sorrindo, mas Josh sabia que a mãe fervia de raiva por dentro. — Eu cuido disso.

– Me desculpe. — repetiu Nicolle e se virou. Josh a fitou, com as sombrancelhas arqueadas.

Os dois se distanciaram da cozinha e Nicolle, deu um soco no ar.

– Você está feliz porque derrubou um copo cheio de água ou tem um motivo ainda mais sério para isso? — perguntou Josh, divertido.

– Olha só isso. — Nicolle apontou para a cozinha, onde Catherine limpava o chão. — Ela não vai notar que não estaremos por aqui. Tem muito trabalho para fazer.

– O que você quer dizer com isso? — perguntou Josh.

– Vamos pegar minha mãe e seu padrasto, no flagra. — respondeu Nicolle, sorrindo marotamente e Josh previu algo realmente ruim pela frente. Aquele sorriso lhe era familiar, pois Josh já o usara milhares de vezes.

(...)

Nicolle tirou uma chave de fenda do bolso da jaqueta e Josh arqueou as sombrancelhas.

– Você anda com uma chave de fenda? — perguntou ele, surpreso.

– Ah, sim. — Nicolle segurou a chave e Josh notou, que haviam milhares de botões ali. — Veja só.

Eles estavam no corredor que levava para os quartos e Josh "imaginou", que seu padrasto estaria "mostrando" a casa para Annelize.

– O que você pretende fazer? — perguntou Josh.

– Dar uma lição à eles. — Nicolle colocou a chave de fenda no trinco e começou a girar. Em menos de dois segundos, ouviu-se um pequeno "clic" e a porta do quarto onde Fernando e Catherine dormiam, se abriu.

Josh encarou Nicolle, que guardou a chave de fenda no bolso da jaqueta novamente e entrou no quarto.

– Gosto de lugares pequenos, porque dá para fazer coisas grandes. — disse Nicolle, sorrindo. — Ah, a propósito, me chame de Nice.

– O que? — Josh encarou Nicolle, balançando a cabeça. De repente, haviam surgido vários pensamentos sobre o que fazer naquele quarto, para dar uma boa lição à sua mãe e ao seu padrasto.

– Me chame de Nice. É rápido e rebelde. — Nice sorriu, admirando o quarto. Logo, ela tirou sua chave de fenda do bolso da jaqueta novamente e subiu na cama.

Começou a pular ali e sorriu. Josh estava começando a imaginar, que Nice tinha sérios problemas mentais.

Nice caiu na cama e com a chave de fenda, girou alguns parafusos em pontos estratégicos. Josh deixou de imaginar que Nice era louca, quando começou a raciocinar sobre o que a garota pretendia fazer e achou que a idéia não era ruim.

Nice saiu da cama e sorriu para Josh.

– Ótimo para começo de conversa, não? — disse Nice, girando a chave de fenda na mão direita.

– Ainda tem mais? — perguntou Josh.

– Claro. — Nice revirou os olhos. — Você acha que só dá para fazer isso em um lugar como este? — Nice girou no próprio lugar, admirando o pequeno quarto.

Josh fitou o lugar, sem muito interesse.

– Sim. — ele deu de ombros.

Nice revirou os olhos mais uma vez e foi até a parede. Batucou os dedos por alguns lugares, até que pegou a chave de fenda novamente. Josh já começava a pensar que aquela chave de fenda era mágica, quando Nice apertou um dos botões e a chave se transformou em um martelo.

Josh piscou várias vezes, para ter certeza de que não estava louco.

– Não conte a ninguém, certo? — pediu Nice.

– Ok. — disse Josh.

Nice não deu uma pancada forte com o martelo. Apenas uma pequena batida e depois de apertar um outro botão — e a chave de fenda voltar ao normal — Nice se virou para Josh.

– Segunda parte, feita. — disse Nice, sorrindo.

Depois das duas traquinagens, Nice começou a ensinar alguns truques à Josh e ambos, mudaram o quarto totalmente e implantaram milhares de armadilhas.

Meia hora depois, Nice e Josh desceram e começaram a conversar algo totalmente normal. Depois, Catherine tomou alguns drinks e Fernando e Annelize, surgiram conversando.

Josh teve um acesso de riso com Nicolle, quando Fernando e Annelize subiram. Passaram-se dez minutos, quando Catherine subiu também.

– E se der errado? — perguntou Josh.

– Não vai dar errado. — prometeu Nice, mas logo que ela terminou de falar, ouviu-se um grito e depois outro.

Catherine desceu correndo as escadas, com reboco espalhado por seu corpo. Fernando surgiu, com farinha na cabeça e Annelize, apareceu completamente limpa no meio daquela confusão.

Catherine encarou Josh, com um olhar mortal.

– Você... — ela avançou para ele, com as mãos estendidas, como quem pretendesse enforcar outra pessoa.

Josh recuou alguns passos, nervoso. Logo, ouviu-se um trovão ao longe e começou a cair uma tempestade. Raios cruzaram o céu e um estrondo, indicou que algum dos milhares de raios, caiu próximo a casa de Josh.

Aquilo costumava acontecer, quando o garoto estava nervoso, irritado ou com medo. Geralmente, tempestades realmente fortes eram culpa dele. Não. Era loucura pensar aquilo. Ele não poderia causar tempestades, poderia?

– Acalme-se querida. — Fernando limpou um pouco da farinha que existia em seus cabelos. — Foi apenas uma brincadeira. — mas Fernando não parecia nada calmo e também lançou um olhar mortal a Josh.

– Está na hora de irmos. — Annelize puxou Nice pelo braço, com força e rapidez. — Desculpe pela minha filha, Catherine. Fernando...

Ela pareceu querer dizer algo, mas puxou Nice para os jardins, com força e raiva. Josh se sentiu culpado, por saber que Nice seria mal tratada quando chegasse em casa. Annelize não era uma boa mãe.

Ele observou o carro de Annelize sumir na esquina, com Nice dentro.

Entrou em casa, completamente molhado enquanto os trovões ainda soavam. Fernando e Catherine, conversavam absortos e mal notaram quando Josh subiu para o seu quarto.

Logo na manhã seguinte, a bomba caira no colo de Josh, em pleno café da manhã. Ele seria mandado para o internato St.Metropolitan Haven, como punição para o seu comportamento.

Josh imaginou que Nice estava sofrendo uma punição parecida, e confirmou suas suspeitas no primeiro dia de aula do internato."

– Está com a gente ainda, Josh? — perguntou Ana, estalando os dedos na sua frente.

Os três almoçavam e Nice, contava todas as suas traquinagens para Ana. Josh voltou ao presente, mas não por muito tempo. Enquanto Nice conversava com Ana, Josh notou que duas líderes de torcida caminhavam para um corredor.

Wow, Wow. Josh precisava falar com aquelas líderes de torcida. Precisava tratar de assuntos extremamente importantes com elas — como arrumar o e-mail delas e o telefone delas.

Josh se levantou, feliz por ter terminado seu almoço. As líderes de torcida, encaravam Josh atentamente. Ele arrumou a gola da camisa e ia caminhando na direção delas, quando Nice o segurou.

– O que está fazendo? — perguntou, nervosa.

– Indo falar com novas amigas, Nice. — respondeu Josh, sorridente.

– Não! — Ana segurou Josh também. — O que você está pensando? Aquelas... aquilo...

– Olhem vocês duas... — Josh falou severamente, se livrando das amigas. — Eu vou ali e já volto. Não precisam ficar tristes que o Josh aqui ainda vai voltar para fazer companhia para vocês.

Josh deu um sorrisinho e seguiu na direção das líderes de torcida, mal dando atenção para o que Nice e Ana diziam.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e o próximo, é o capítulo da Nice.

Deixem comentários. Amanhã eu posto outro capítulo ;)

Beijos da autora, Livia Dias.