Os Filhos Proibidos
13 Capítulo 13 - Ana
Notas iniciais
Espero que gostem e agradeço a quem leu e comentou no capítulo anterior ;)
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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 13)
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BOA LEITURA!!!
A idéia de estar continuando a aventura com Percy, Annabeth, Grover e Tyson, não soou muito legal para Ana. Por que? Ora, ela, Josh e Nice eram os clandestinos ali.
Briareu, o centímano, parecia extremamente mal.
O grupo parou em uma sala, cercada por cachoeiras. O chão era um grande poço, cercado por uma passarela de pedra escorregadia. À volta deles, em todas as quatro paredes, água caía de enormes canos. A água vazava para dentro do poço, e mesmo quando Ana iluminou com a lanterna, não conseguiu ver o fundo.
Briareu caiu contra a parede. Ele pegou água com uma dúzia de mãos em concha e lavou o rosto.
– Este poço vai direto para o Tártaro – ele murmurou. – Eu deveria pular e salvá-los de encrenca.
– Não fale dessa maneira – Annabeth disse a ele. – Você pode voltar para o acampamento conosco. Você pode nos ajudar nos preparativos. Você sabe mais sobre luta contra os Titãs do que qualquer um.
– Não tenho nada a oferecer – disse Briareu. – Eu perdi tudo.
– E quanto aos seus irmãos? – Tyson perguntou. – Os outros dois devem ficar altos como montanhas! Podemos levar você até eles.
A expressão de Briareu se transformou para algo ainda mais triste: luto.
– Eles não existem mais. Eles se extinguiram.
As cachoeiras relampejaram. Tyson olhou para o poço e piscou lágrimas do seu olho. Nice tirou a mochila das costas e foi para um canto, provavelmente, para verificar o equipamento.
– O que exatamente você quer dizer com eles se extinguiram? – perguntou Percy.
– É. Eu pensei que monstros fossem imortais, como os deuses. – concordou Josh.
– Percy...Josh – disse Grover fracamente, – mesmo a imortalidade tem limites. Às vezes... às vezes monstros caem no esquecimento e perdem a vontade de permanecer imortais.
Ana começou a observar o poço sem fundo e logo, entendeu perfeitamente o que Briareu sentia. Talvez, viver sozinho por milhares e milhares de anos, não fosse uma coisa que alguém como ele deveria gostar. Ana achava que ser imortal não era uma grande coisa, se você for totalmente sozinho.
– Tenho que ir – disse Briareu.
– O exército de Cronos vai invadir o acampamento – disse Tyson. – Precisamos de ajuda.
Briareu inclinou sua cabeça.
– Não posso, ciclope.
– Você é forte.
– Não sou mais. – Briareu se levantou.
– Ei – Percy pegou um dos braços do centímano. Ele puxou Briareu para um canto, onde Ana não conseguiu ouvir o que eles disseram.
Só pôde notar que Briareu não concordava com o que Percy dissera. Então, de repente, Percy disse mais alguma coisa, que fez Briareu sair correndo pelo corredor abaixo, até se perder nas sombras.
Tyson soluçou.
– Está tudo bem – Grover bateu em seu ombro de forma hesitante, o que, pensou Ana, deve ter requerido toda a sua coragem.
Tyson espirrou.
– Não está tudo bem, garoto-bode. Ele era o meu herói.
Josh e Ana permaneceram em silêncio, como os outros. Apenas ouvia-se o barulho das cachoeiras e de Nice verificando o equipamento.
Finalmente Annabeth se levantou e pôs sua mochila no ombro.
– Certo. – ela olhou para Ana, Josh e Nice. – Acho que está na hora de explicarem o porque vieram para o labirinto e o que pretendem fazer.
Ana e Josh encararam Nice, que suspirou e se levantou, colocando a mochila nas costas.
– Viemos porque queremos ajudar. Sabemos que somos importantes de alguma forma, e gostaríamos de saber o porque e o quê nos torna tão importantes assim. Podemos mudar uma profecia, salvar ou destruir vários lugares...Achei uma boa virmos para cá. – disse Nice, simplesmente.
– E morrerem aqui? – perguntou Annabeth.
– Eu tentei convencê-la. Mas quem me ouve? – perguntou Josh, balançando a cabeça, negativamente.
– Certo. Digamos que vocês venham com a gente. Como pretendem nos ajudar? – perguntou Annabeth, respirando fundo.
– Vocês precisam de nós. – disse Ana, calmamente. – Como nós precisamos de vocês.
Annabeth pareceu refletir. Percy, Grover e Tyson se entreolharam.
– Posso ser útil. Sou filha de Hefesto, lembram? – disse Nice, confiante. – Tenho instintos melhores que podem nos guiar por esse labirinto.
– Por mim... – disse Percy e recebeu um olhar reprovador de Annabeth. – Quero dizer, o que tem? Eles podem nos ajudar e...Já que encontramos eles, não podemos largá-los por aqui.
Annabeth pareceu prever a possível derrota. Suspirou.
– Vamos. Este poço está me deixando nervosa. Vamos encontrar um lugar melhor para passar a noite.
Nice sorriu vitoriosa para os amigos e Ana balançou a cabeça, sorrindo. Josh soltou um palavrão. Era evidente que o “Tomadinha” não queria continuar naquele labirinto.
(...)
Eles acamparam em um corredor feito de enormes blocos de mármore. Parecia que poderia ter sido parte de um túmulo grego, com várias tochas de bronze fixadas nas paredes. Tinha que ser uma parte mais antiga do labirinto, e Annabeth decidiu que isto era um bom sinal. Nice pareceu concordar com o raciocínio da garota, embora, parecesse um tanto...Irritada.
– Devemos estar perto da oficina de Dédalo – disse Annabeth. – Descansem um pouco, todos. Vamos continuar pela manhã.
– Como sabemos quando é de manhã? – Grover perguntou.
– Só descansem – disse Nice, autoritária.
Grover não precisou ouvir duas vezes. Ele puxou uma pilha de palha da sua mochila, comeu uma parte dela, fez uma almofada com o resto, e estava roncando em pouco tempo. Tyson demorou mais para dormir. Ele mexeu com alguns metais do seu kit de construção por um tempo, mas seja lá o que for que ele estava fazendo, ele não estava feliz com isso. Ele continuava desmontando as peças.
Ana arrumou a mochila no chão e deitou-se. Entretanto, o sono não aparecia.
– Você não deveria permanecer acordado. – Ana ouviu a voz de Nice, próxima dela.
– Não consigo dormir sabendo que não estou na minha casa. – era a voz de Josh, que também estava próximo.
– Você conseguia dormir no Acampamento. – argumentou Nice.
– Lá é a minha casa. – disse Josh.
Ana fingiu que estava dormindo, querendo saber até onde iria aquela conversa. Por que ela estava fazendo aquilo? Porque não tinha nada melhor para fazer no momento, claro.
– Hera está certa, não é? Você está escondendo alguma coisa. — disse Josh.
Nice não respondeu e pelo quanto Ana conhecia a garota, era previsível que Nice estaria mexendo em sua chave de fenda.
– Por que você não se abre logo e diz o que é? — perguntou Josh.
Nice suspirou.
– Hera tem o grande talento de fazer as pessoas acreditarem em coisas que não existem. Pelo jeito, você também está sendo manipulado por ela. — disse Nice.
– Faz tempo que você anda estranha. E eu gostaria de saber o porque. — disse Josh.
– Você me conhece, Josh. Deveria saber que eu não escondo nada dos meus amigos. — Nice estava estranhamente calma para a situação, o que fez Ana desconfiar. — Infelizmente, não posso dizer o mesmo de você.
Josh não disse nada. Ana abriu um pouco os olhos e pôde ver Nice se distanciar um pouco e deitar no piso.
Josh permaneceu sentado no mesmo lugar, em silêncio. Ana desconfiou da atitude do garoto, que normalmente, não era tão quieto e pensativo.
Será que Josh e Nice estavam escondendo alguma coisa? Ana tinha absoluta certeza, de que só o tempo poderia lhe responder.
Notas finais
Mandem comentários pessoal, para que eu saiba o que estão achando da fic ;)
Beijos da autora, Livia Dias.
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