Os Filhos Proibidos

12 Capítulo 12 - Nice


Notas iniciais
Hey pessoal! Tudo bem com vocês?

Primeiramente, desculpem pela demora à postar. Esses dias estava com muita preguiça e sem inspiração. Mas vou tentar postar normalmente nessa fic ;)

Em segundo, dedico o capítulo à Lena Everdeen Valdez Potter, que recomendou a fic. Valeu mana ;)

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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 12)

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BOA LEITURA!!!

Nice estava adorando líderar aquela missão. Seu sonho de consumo: entrar em um labirinto cheio de monstros, onde a chance de sair viva era inferior a um por cento.

Mas a partir do momento que entrou naquela cela, Nice gostaria de ter passado o comando a Ana (porque Josh não teria juízo o suficiente) e desistir daquilo. Ótimo. Eles estavam presos.

– Ahn...Uma prisão. — disse Josh, incrédulo.

– Nããããã. Magina. — ironizou Nice. — É só um lugar onde podemos morrer, encarcerados e sem saída!
Josh encarou Nice.

– Você não deveria ficar estressada e sim, pensar em um jeito de sairmos daqui.

– Por que eu tenho que pensar? Você não tem capacidade para explodir uma sala?

– Você que explode as coisas!

– Você pode criar um relâmpago!

– E vocês poderiam calar a boca! — reclamou Ana.

– Ele quem não consegue explodir esse lugar! — reclamou Nice, emburrada.

– Ei, nós seguimos os seus instintos, certo? Nos tire daqui, srta.Guia! — disse Josh, irônico.

– Seu...

– Calem a boca os dois! — gritou Ana.

Nice ouviu claramente Josh murmurar alguma coisa, mas não conseguiu definir o quê. Ela ouviu um barulho e entendeu o porque de Ana querer que eles ficassem quietos. Havia mais alguém naquele lugar.

– O.K. Isso foi sinistro. — comentou Josh, em voz baixa.

Nice encarou Ana e Josh. Ambos pareciam pensar a mesma coisa.

– Não. Não vai funcionar! — disse Josh, dando um passo para trás.

Nice encarou Ana. A garota balançou a cabeça.

– Não vai dar certo. Pode...Explodir tudo! Entendeu? — disse Ana, como se Nice tivesse sérios problemas mentais.

Nice encarou Ana, entediada.

– Quem se importa?

– Eu me importo! Se explodirmos tudo, estaremos aqui dentro, lembra?

– Talvez funcione! — disse Josh, dando de ombros.

– Se eu fizer o que a Nice quer que eu faça, você vai ser eletrocutado! — disse Ana, como se Josh fosse louco.

– É uma péssima ideia, Nice! De onde você tirou isso? — disse Josh, rapidamente.

Nice revirou os olhos.

– Então vamos ficar presos aqui, esperando que alguma alma caridosa entorte essas barras e nos deixe passar. — disse Nice, indignada.

Aquilo parecia muito impossível de acontecer no momento. Nice pretendia atingir as grades com fogo, enquanto Josh atingia com energia e Ana, fazia uma espécie de "tornado" de água. Poderia ser perigoso, porque tanto Josh como Nice poderiam sair feridos. Entretanto, parecia uma boa ideia.

Passos próximos, chamaram a atenção de Nice e dos amigos.

– Eu estou sentindo...Acho que... — então os passos pararam.

– Ana? Josh? Nice? — perguntou Annabeth Chase, boquiaberta.

– Ah, olá. — disse Josh, na maior cara de pau. — Tudo bem?
Percy, Grover e um — Nice piscou várias vezes para ter certeza de que era aquilo mesmo — um centímano. Um gigante do tamanho de um centauro, com cem mãos.

– Vocês não deveriam estar aqui. — disse Percy.

– Acho que agora não é o momento para dar bronca. — disse Annabeth, olhando para o lado.

Um barulho de detonação. Nice concordava com Annabeth. Aquele era um péssimo momento para discussões.

– Tyson, você poderia...Ah, nos tirar daqui? — perguntou Ana, indicando as barras.

– Claro. As barras. — disse Tyson, puxando as grades como se estas fossem feitas de plástico.

Nice mal teve tempo de pisar para fora da cela, quando uma mulher-dragão, surgiu. Víboras sibilavam ao redor de suas pernas como uma saia de grama. Ela abriu suas asas — enormes asas maléficas que ela mantinha dobradas em suas costas de dragão.

– Campe... — murmurou Nice, saindo da cela.

– Cam...quem? — perguntou Josh, confuso.

Nice não respondeu. Não tinha uma boa resposta.

Campe rosnou para eles.

– Pelo outro caminho – disse Percy.

Eles correram pelo passadiço. Atrás deles, Nice ouviu o som das asas gigantes quando Campe ganhou o ar. Ela sibilou e rosnou na sua língua milenar, mas Nice não precisava de uma tradução para saber que ela estava planejando matá-los. Eles correram escada abaixo, através de um corredor, e passaram um posto de guarda – que saisse em outro bloco de celas da prisão.

– Esquerda – Annabeth disse. – Eu me lembro disto no tour.

Nice e os amigos, irromperam para fora e encontraram o pátio da prisão, cercado por torres de segurança e arame farpado. Depois de estar no subterrâneo por tanto tempo, a luz do dia quase cegou Nice. Turistas estavam andando em volta, tirando fotografias. O vento açoitava frio vindo da baía. No sul, São Francisco brilhava branca e linda, mas ao norte, sobre a montanha Tamalpais, gigantescas nuvens de tempestade se agitavam.

O céu todo parecia um cume negro rodopiando da montanha onde Atlas estava aprisionado, e onde o palácio do Titã no Monte Ótris estava se erguendo novamente. Era difícil acreditar que os turistas não pudessem ver a tempestade sobrenatural se preparando, mas eles não deram nenhum indício de que algo estava errado.

– Está ainda pior – Annabeth disse, olhando para o norte. – As tempestades têm sido ruins o ano tudo, mas aquilo...

– Continue correndo – o centímano gemeu. – Ela está atrás de nós!

Eles correram para a parte mais afastada do pátio, o mais longe possível do bloco de celas.

– Campe é muito grande para passar pelas portas – disse Josh, esperançoso.

Então a parede explodiu.

Turistas gritavam enquanto Campe surgia a partir da poeira e escombros, suas asas abertas tão amplamente quanto o pátio. Ela estava segurando duas espadas – longas cimitarras de bronze que brilhavam com uma estranha aura esverdeada, feixes de vapor em ebulição que cheirava azedo e quente mesmo do outro lado do pátio.

– Veneno! – Grover ganiu. – Não deixe essas coisas tocarem em vocês, ou...

– Ou nós vamos morrer? – supus Percy.

– Bem... depois de você secar lentamente até virar poeira, sim.

– Vamos evitar as espadas – decidiu Ana.

– Briareu, lute! – Tyson instou. – Cresça completamente!

Em vez disso, Briareu (o centímano) pareceu como se estivesse tentando encolher ainda mais. Ele parecia estar usando sua cara de terror absoluto.

Campe lampejou na direção deles, com suas pernas de dragão, centenas de cobras deslizando em torno de seu corpo. Por um segundo Nice pensou em usar sua chave de fenda e enfrentá-la, mas seu coração foi parar em sua garganta. Então Annabeth disse o que ela estava pensando:

– Corra.

Este foi o fim do debate. Não havia luta contra aquela coisa. Eles correram através do pátio da cadeia e para fora das portas da prisão, o monstro bem atrás deles. Mortais gritavam e corriam. Sirenes de emergência começaram a tocar.

Chegaram ao cais justo quando um barco de tour estava descarregando. O novo grupo de visitantes congelou quando os viram correndo em sua direção, seguidos por uma multidão de turistas assustados, seguidos por... Nice não sabia o que eles viram através da Névoa, mas não devia ter sido bom.

– O barco? – Grover perguntou.

– Muito lento – disse Tyson. – Voltar para o labirinto. Única chance.

– Precisamos de uma distração – Ana falou.

Tyson arrancou um poste metálico do chão.

– Eu vou distrair Campe. Vocês corram adiante.

– Eu vou ajudá-lo – falou Percy.

– Não – disse Tyson. – Você vai. O veneno machuca os ciclopes. Muita dor. Mas não vai matar.

– Tem certeza?

– Vá, irmão. Eu encontro você lá dentro.

Percy pareceu odiar a ideia.

Nice viu Annabeth, Percy e Grover segurando uma das mãos de Briareu e o arrastando para os estandes de admissão enquanto Tyson rugiu, baixou o seu poste, e atacou Campe como um cavaleiro em combate.

Ela olhava fixamente para Briareu, mas Tyson atraiu sua atenção logo que ele a acertou no peito com o poste, empurrando-a de volta para a parede. Ela guinchou e cortou com suas espadas, fatiando o poste em pedacinhos. Veneno gotejava em poças ao redor dela, esquentando o cimento.

Tyson pulou para trás enquanto o cabelo de Campe açoitava e sibilava, e as víboras em torno de suas pernas lançaram suas línguas em todas as direções. Um leão apareceu entre as faces meio-formadas da sua cintura e rugiu.

Conforme corriam para os blocos de celas, a última coisa que Nice viu foi Tyson erguer um estande de sorvetes Dippin’ Dots e arremessá-lo em Campe. Sorvete e veneno explodiram para todo lado, todas as pequenas serpentes no cabelo de Campe pontilhadas de tutti-frutti.

Nice se arremessou de volta para o pátio da prisão.

– Não posso fazer isso – Briareu bufou.

– Tyson está arriscando a vida dele para ajudar você! – gritou Percy. – Você vai fazer isso.

Quando alcançaram a porta do bloco de celas, Nice ouviu um rugido zangado. Ela olhou para trás e viu Tyson correndo em sua direção a toda velocidade, Campe atrás dele. Ela estava emplastada de sorvete e camisetas. Uma das cabeças de urso na cintura dela estava agora usando um par de óculos de plástico tortos de Alcatraz.

– Depressa! – Annabeth falou, como se Nice precisasse que lhe dissessem isso.

Eles finalmente encontraram a cela por onde havíam entrado (ou melhor, por onde Percy, Annabeth, Grover e Tyson haviam entrado), mas a parede de trás estava completamente lisa – sem sinal de uma rocha ou algo do tipo.

– Procurem pela marca! – Annabeth disse.

– Ali! – Grover tocou um pequeno arranhão, e ele se tornou uma letra grega. A marca de Dédalo brilhou azul, e o muro de pedras se abriu.

Lento demais. Tyson estava vindo através do bloco de celas, as espadas de Campe golpeando atrás dele. Ela estava atrás dele, fatiando indiscriminadamente pelas celas e paredes de pedra.

Percy empurrou Briareu para dentro do labirinto, em seguida Annabeth e Grover.

– Você pode fazer isso! – Percy disse para Tyson.

Mas imediatamente, Nice soube que ele não conseguiria, Campe estava ganhando. Ela levantou suas espadas. Eles precisavam de uma distração – algo grande. Percy bateu no seu relógio de pulso e ele se transformou em um escudo de bronze. Desesperadamente, Percy o jogou no rosto do monstro.

O escudo a atingiu no rosto e ela vacilou apenas o suficiente para Tyson passar por eles e mergulhar no labirinto.

Nice viu Campe atacar, mas ela estava muito atrasada. Josh fez um raio e jogou em Campe, que ficou ainda mais para trás, após um guincho de dor ao receber a energia.

A porta de pedra se fechou e sua magia os selou. Nice pôde sentir todo o túnel tremer com Campe esmurrando-o, rugindo furiosamente. Todavia eles não ficaram por perto para brincar de “toc, toc” com ela. Eles correram para a escuridão, e pela primeira vez (e última) Nice notou que Josh estava feliz por estar de volta ao labirinto.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem reviews ;)

Beijos da autora, Livia Dias.

Até.