Os Filhos Proibidos

11 Capítulo 11 - Josh


Notas iniciais
Hey pessoal, tudo bem com vocês?

Aqui está o capítulo 11. Espero que gostem.
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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 11)

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BOA LEITURA!!!

Josh tinha razão, não tinha? Descer no labirinto de Dédalo fora uma péssima idéia, principalmente agora que a “Rainha Hera” tinha aparecido para os três.

O.K. Josh tinha que admitir que Hera os ajudara com Jano, mas uma coisa que ele sabe, é que quando os deuses aparecem para os semideuses, não é um bom sinal. Oh, não mesmo.

Eles sempre querem algo em troca. E a comprovação de sua teoria, era Hera.

Desde quando Josh tinha seis anos de idade, ela vivia atormentando-o. Chamando-o de “Herói” e colocando-o de cara com a Morte, ou, como ela tinha feito, colocado alguém da família de Josh, cara a cara com a Morte.

– Rainha Hera – Ana disse, com educação. – Eu não posso acreditar nisso. O que a senhora está fazendo no Labirinto?

Se Ana soubesse que Hera não iria ajudá-los e sim, atrapalhar a missão, Josh tinha certeza que Ana não estaria sendo tão legal.

- Vim aqui, mais uma vez, tratar de assuntos importantes. – Hera encarou Nice, que mantinha uma expressão de raiva no rosto. – E dessa vez, com Nicolle Lenhart.

- O que você quer comigo? – Nice não foi nada educada e Josh permitiu-se esboçar um sorriso satisfeito, com a reação da amiga.

Hera parece não se importar com a ignorância de Nice. Ela agita um dedo e o cabelo de Nice se penteou sozinho. Toda a sujeira e fuligem desapareceram do seu rosto.
– Eu vim para ver você, naturalmente – disse a deusa.

- Me ver? – Nice dá uma risada, com puro sarcasmo. – Com certeza não é para ver se estou bem ou não.

Hera sorriu. Josh e Ana permaneceram quietos, já que aquilo realmente era uma discussão de família.

- Deuses não podem mostrar favoritismo...

- E mesmo que pudessem, não o fariam, certo? – perguntou Nice, dando uma alfinetada.

Hera sorriu, mas dessa vez, Josh viu uma sombra de irritação.

- Querida, graças a mim, você é poderosa hoje. – disse Hera e Nice fez uma expressão de puro desprezo. – Graças a mim.

- Graças a você? – Nice ironizou. – Me poupe. Sou forte sem a sua ajuda e...

- Sem a minha ajuda, você não seria nada. – interrompeu Hera. – Você e sua mãe não seriam nada, sem mim. Eu poderia ter feito muita coisa para destruí-la, mas eu não fiz, certo?

- Cara vovó – Nice enfatizou na última palavra. – Sempre maldosa. Meu pai sempre esteve certo em relação a você.

- Seu pai era defeituoso – Hera cuspiu as palavras.

- Defeituoso? Você que sempre quis ter filhos perfeitos, ou melhor, uma família perfeita! – gritou Nice, se levantando. – Duvido que os outros deuses tenham apoiado o que você fez. Duvido muito!

- Você é realmente petulante. – Hera se levantou também, demonstrando raiva e indignação. – Se sabe tanto, acredito que saiba o que fazer na missão, certo?

- Sei muito bem. – Nice disse, em tom de voz baixo. – Não preciso da sua ajuda.

- Ótimo. – Hera sorriu. – Por que de agora em diante, você não terá meu apoio.

- Como se algum dia eu tivesse tido seu apoio, vovó. – Nice enfatizou novamente a última palavra.

- Deveria contar aos seus amigos o que planeja desde o início. – disse Hera e Nice se calou.

Josh e Ana se entreolharam. O garoto imaginou o que Nice sabia. O que será que ela estava escondendo dos amigos?

Nice balançou a cabeça.

- Você só sabe agir dessa forma? A base de chantagens e manipulando o que sabe dos outros? – perguntou Nice, irritada.

Hera riu.

- A culpa não é minha se você tem um passado podre. Aliás, você é igual ao seu pai. Podre. Desde que nasceu. – disse Hera.

- Você é realmente uma vaca. Uma grande vaca! – gritou Nice.

Hera fechou a cara.

- Você não deveria ofender um deus.

- E você não deveria encher minha paciência!

Hera se virou para Ana e Josh.

- Melhor controlarem sua amiguinha. Ou então, vocês vão perder uma semideusa nessa missão. – Hera disse, com doçura.

Nice bufou.

- Você não pode fazer isso. Esqueceu do nosso trato?

Hera gargalhou.

- Como se houvesse um trato entre uma meio-sangue e uma deusa como eu.

- Ah, claro que existem. Quero dizer, entre meio-sangues e deuses legais não existe mesmo. Mas entre meio-sangues e vacas, pode apostar que existe. – Nice sorriu.

Hera parecia querer atacar Nice e nesse instante, Josh notou que a garota tinha ultrapassado os limites com a deusa das vacas...Quer dizer, com a deusa do casamento.

- Nice, melhor parar, certo? – disse Josh, se levantando, e encarando a amiga.

Mas a garota o ignorou totalmente.

- Vamos lá Hera. Ataque. Acabe com isso logo. Ai, então, veja que mais tarde, seus “Heróis” não conseguiram vencer o inimigo. – disse Nice.

Hera sorriu.

- Você se acha muito forte, não é? Pois conheça daqui em diante o poder da minha ira...

- Você só sabe falar? Deveria agir um pouco mais. – disse Nice, rindo.

Hera ergueu as mãos e Nice fez chamas brotarem nas suas. Nesse instante, Josh e Ana entraram no meio da discussão.

- Certo. Parem! – exclamou Ana. – Não é hora para isso!

Josh poderia achar graça no que Ana fizera. Afinal, uma meio-sangue dar moral para uma deusa, era demais.

Hera se acalmou e encarou Ana.

- Você será muito mais poderosa, futuramente. – disse Hera, com certo “que” de indignação.

Ela se virou para Josh, mas não disse nada. O garoto também, não queria que a deusa dissesse qualquer coisa a ele.

- Boa sorte, heróis. – Hera começou a brilhar e os três, desviaram o olhar.

Logo, Hera desapareceu em uma explosão de luz, assumindo sua verdadeira forma, e sumindo dali.

(...)

Josh não poderia negar, que havia ficado com uma pulga atrás da orelha. Ou melhor, com um monstro gigante atrás da orelha.

Nice estava escondendo algo dos amigos, e aquilo era ruim. Josh pensava saber tudo sobre Nice, que a vida da amiga era um livro aberto diante dele. Mas estava enganado. De alguma forma, aquilo o incomodava muito. Mexia com ele.

Nice seria uma farsa afinal? Nice estaria enganando os amigos? Seria vilã?

Não. Josh não deveria pensar assim. Nice deveria ter um segredo pessoal ou algo de família. É. Provavelmente isso. Segredo de família.

Josh tinha um desses e entendia a amiga. Segredo de família. Talvez a situação de Josh devesse ser classificada como “Tragédia de família”.

- Vamos pela esquerda. – disse Nice, tirando Josh de seus pensamentos.

- Como você sabe? – perguntou Ana e dessa vez, a pergunta tinha certo tom de desconfiança.

- Senso de direção. – disse Nice, como se fosse óbvio.

Os três seguiram pelo túnel da esquerda, que era contínuo, sem saídas laterais, desvios ou retornos.

Josh não conseguia parar de pensar no que Hera disse à Nice. Ela escondia algo importante dos amigos, que os envolvia. Mas o que?

Os três chegaram até uma sala de seis metros quadrangular de cimento e a parede oposta era coberta com barras metálicas. Eles haviam entrado direto em uma cela.

Claramente, o dia de Josh não poderia estar melhor (só que não).

Notas finais
Agradeço a quem leu e espero que tenham gostado ;)

Até o próximo capítulo.

Beijos da autora, Livia Dias.