Os Filhos Dos Elementos
6 Capítulo 6
Capitulo 6
Os outros pediram um tempo para pensar. E foi quando eu lembrei.
—Putz!, eu esqueci o bolo do Toni no forno. — me levantei correndo quando Fogs disse:
—Jheniphar, nós paramos o tempo, tudo está parado, apenas nós nos movimentamos – ele disse rude.
—Okay, me desculpe se não sabia, — disse com as mãos para cima – mas não me chame de Jheniphar, meu nome é Jenny. — a ultima parte eu disse um pouco fria.
Todos me olharam com uma cara de '' WTF?? '' que eu comecei a rir. Me olharam sem entender de novo.
—Ah pessoal, cadê o senso de humor de vocês? — eu perguntei e eles apenas suspiraram.
Ninguém disse mais nada até que eu fiquei emburrada por isso e falei um tanto grossa de mais:
—Olha aqui – me levantei e apontei o dedo para os meus primos ou seja lá oque forem- vocês vão ajudar os Elementos sim senhores viu? Não quero ouvir desculpa nenhuma – me aproximei – porque se não ajudarem, alem de nossos pais biologicos morrerem, nós também morremos com isso, então de um jeito ou de outro temos que ajudar.. e nem venham dizer que vocês não querem, se não eu vou pegar vocês e dar uma surra mais que bem dada ouviram?
Todos fizeram que sim com a cabeça e eu ouvi Terris sussurar:
—Tem certeza que ela que não é a sua filha Fogs?
—Silêncio – brandei – não quero ouviu um pio e vocês – apontei para os meus primos – vão concordar agora, antes que eu tome providencias e vamos nos aventurar de nessa floresta sinistra para salvar todos os universos, estão me ouvindo?
Eles fizeram que sim com a cabeça de novo.
—E Terris, como pode ser tão dura? Nem os parabéns você deu para o seu filho, hoje é o aniversario dele sabia? — falei furiosa
Ela abriu a boca para falar algo e se calou. Se levantou e sentou do lado de Toni, e sussurrou algo em seu ouvido e ele sorriu e concordou. Vamos combinar que eu queria ter ouvido o que ela falou.
—Pronto Jen? Temos que saber mais sobre o que vamos procurar na floresta sinistra .. — Toni disse
—É verdade Toni, temos que arrumar roupas, sacos de dormir e alimentos, apenas coisas basicas e saber sobre o que vamos procurar. — disse.
Ana e Pedro ficaram calados até agora. Nem se manifestaram. Então sem nem perguntar, Aguite começou a falar:
—Vocês tem que procurar um objeto que se torna invisivel a quem não mereça. Ele simplesmente chama a sua atenção. Você tem que ter certas qualidades para vê-lo. A cada seculo, apenas uma pessoa acha, e toda vez que isso acontece, as qualidades que a pessoa tem que ter mudam. Não sabemos como vai ser esse seculo, já que esse milenio ninguém achou. Sempre pessoas diferentes veem e de famílias diferentes podem ver, esse seculo é com voces, e o seu formato ninguém sabe oque é. Ele simplesmente muda. Vai ser dificil, mas vocês tem que conseguir, a vida de muitos seres está em risco. Vocês tem no maximo 2 semanas terráqueas para fazer isso. Mas precisam ser treinados antes. Lembra que a Aria disse que a floresta protege vocês? — todos concordamos – então, a floresta é uma barreira que impede os monstros de atacar vocês. Então essa missã.. — interrompi.
—Então quer dizer que os monstros que eu via durante toda a minha infância eram reais e não da minha imaginação? — eu não posso acreditar, será que era?
Terris suspirou e disse:
—Sim, eram reais. Apenas os mortais que não podiam ver, você não tem o sangue terráqueo, você é filha do ar, você é diferente dos outros.
—E porque não me atacavam? — perguntei
—Você sempre cresceu na cidade, o cheiro dos mortais encobria o seu, e não te viam por ter muita gente em volta – Aria falou
—Mas, então, eu não posso acreditar que estava certa todo esse tempo! — exclamei.
—Realmente, uma filha do ar não pode mentir. Mas agora, continuando a explicação: Essa missão é perigosa, mas é o único jeito. Vocês tem que achar esse objeto magico, ele se chama Pelylla, é o objeto mais poderoso que existe. Ele sempre está na Terra. E esse é o objetivo de vocês – Aguite disse.
Estremeci com a ultima fala e me retirei sem dizer nada. Fui ao quarto dos meus primos e separei algumas roupas da minha mala. Peguei uma mochila e coloquei. Desci até o porão e procurei um saco de dormir. Achei e amarrei na mochila. Os alimentos eu ia pegar por ultimo.
**
Sai da casa e fui para o cilo encontrar meus primos e os Elementos. Vi que eles aprendiam a lutar. Toni tinha um arco e flecha prateado e atirava, pouco depois a mesma flecha sumia e aparecia na sua aljava. Ana lutava com uma adaga e Pedro com uma espada. Os pais de cada um estavam treinando seus filhos. Aria estava no canto apenas observando. Quando me viu sorriu e disse:
—Já voltou Jheniphar? Terminou de arrumar tudo? — eu odeio que me chamei assim.
—Por favor Aria, me chame de Jenny, e eu já arrumei minhas coisas. Me ajuda a treinar? — falei
Ela sorriu e me deu um cordão, uma pulseira, um anel e uma caneta preta comum.
—Sei que ama preto e por isso a cor. — sorriu mais uma vez e disse – eu vou explicar: O anel se transforma em uma adaga dourada, a pulseira em um escudo. A caneta em uma espada, o colar em lança, mas o anel também se transforma em um arco e o cordão em flechas. É para caso precise. Quer aprender primeiro o que? — ela perguntou feliz.
Pensei um pouco.
—Que tal arco e flecha? — sugeri
—Que otimo- ela sorriu novamente – pense em arco e flecha e diga no pensamento Floquis , aí você vai ter um arco e flecha nas mãos. Isso acontece com todos os outros equipamentos que te dei.
Sorri.
—E não se preocupe que você não vai perder nenhum equipamento, ele simplesmente volta para você, e também não quebram, e você vai poder lutar sem se preocupar com isso, pelo menos. — ela riu – agora vamos lá, pense na arma e diga na sua mente Floquis.
Ri um pouco. E então decidi fazer o teste. Pensei no arco e flecha e logo em seguida disse Floquis.
E a coisa mais incrivel que já vi aconteceu.
Eu pisquei e quando abri novamente os olhos, estava segurando um arco e nas minhas costas se encontravam uma aljava cheia de flechas. Me senti feliz naquele momento.
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