Os Filhos De Zeus
1 Meus sonhos estranhos
Acordei assustado com o sonho estranho que tive. Nele só via o céu de Nova York trovejando, em cima do Empire State Building. Não sei como consegui me assustar com os trovões, normalmente eles me deixam calmo, mas desta vez não.Os trovões nos céus pareciam estar falando comigo coisas sem sentido. Um raio acertou o topo do Empire State e um homem feito de núvens apareçeu nos céus, olhando de um lado para o outro, procurando alguma coisa. Virou-se para mim e pela primeira vez vi seus olhos, brancos, como raios. Queria desviar o olhar mas não conseguia, ele apontou o dedo para mim e disse, com a voz grossa como os trovões que a pouco pairavam no Céu:
– Você!
Naquela hora acordei. Meu nome é Peter Smith [nada comum...], tenho 13 anos. Meu pai me abandonou quando soube que minha mãe estava grávida. Moro em uma casa de classe média no Brooklyn. Tenho cabelos curtos, castanhos, e enrolados. Meus olhos são como as núvens, cinzas.
Naquele dia eu estava muitos feliz e não ia deixar que nenhuma pessoa estragasse ele. Era meu último dia de aula na Escola Preparatória St. Anthony, só de pensar que no outro dia estaria em outra escola, ficava feliz. Meus horários eram esses: Portugues, Teatro, Matémática, Recreio, Ciências e História. Eu adoro a aula de História principalmente quando estamos aprendendo sobre a mitologia Grega.Os três primeiros horários passaram voando e quando chegou o recreio, acabei de lanchar sozinho e fui para a sala, esperando o próximo horário, e pensando: "Vamos lá só faltam mais dois horários!". O horário de Ciências, diferentemente dos primeiros, passou muito lentamente. A senhora Duncan não era uma boa professora. As aulas dela nunca eram produtivas e legais. Quando o horário de Ciências acabou, estava doido, pensando: "Meu Deus graças a você faltam 1 horário para eu sair daqui! Por favor faça com que ele passe rápído!". O horário de História passou mais rápido do que os de Matématica e Português juntos, talvez pela ansiedade de sair daquele lugar ou talvez porque era a aula mais legal do dia. Enfim, estava livre! Nunca mais precisaria voltar a aquele lugar. Pelo menos no que eu achava.
Entrei no ônibus escolar e fui para a casa. Eu era o último à ser entregue. Quando cheguei em casa vi minha mãe preparando o jantar e disse:
– O que iremos ter para este dia tão lindo?
– Macarrão al pesto.
– Ah! Que bom! Adoro macarrão al pesto.
Quando minha mãe acabou de fazer o macarrão comemos ele e fui dormir. Sonhei com o homem feito de núvens de novo. Desta vez ele não olhava para mim e estava como uma pessoa normal.O reconheci pelos olhos brancos e faíscantes. Estava falando com uma mulher, cabelos longos, encaracolados, olhos cinzas [não que nem os meus, os meus eram mais claros que os dela]. Os dois estavam vestindo togas gregas e o homem disse:
– Atena, me ajude não sei como ele conseguiu sobreviver tantos anos sem nenuma ajuda especial. Temos que falar para o Sr. D mandar mais sátiros para todos os cantos dos EUA.
– Zeus, por favor me escute! Você acha mesmo que o Sr. D com aquela cabeça dura que ele tem nos escutaria? Seja pelo menos um pouco racional!
O sonho mudou. Agora eu estava no topo de uma colina com um pinheiro ao meu lado,com alguma coisa que parecia um velocino de ouro, olhei para a minha frente, vi uma casa grande e rústica de branco e alguns detalhes em azul, alguns chalés em forma de ômega e um pavilhão cheio de mesas, onde deveria ser o refeitório. Também vi campos de plantação morangos, um pequeno lago e algumas quadras de Volley. Uma pessoa chegou perto de mim e disse:
– Olá meu nome é Percy Jackson e este é o Acampamento Meio- Sangue.
Nessa hora meu despertador tocou. A maioria das pessoas teriam ficado com medo desses sonhos mas eu não. Já tive muitos sonhos assim, falando nomes de deuses e outros monstros gregos.
Acordei muito animado com o meu primeito dia de aula. Meu histórico de primeiros dias de aula não eram muito bom mas, tinha um pressentimento que nessa escola seria diferente.
Pena que estava enganado.
Fale com o autor