Os Filhos De Apolo
2 Novos Planos
- Ele vai ficar bem! — disse a doutora — Só precisa de um pouco de descanso.
- Ela tem razão! — disse Yohan — Não há nada que possamos fazer!
- Obrigado, vou esperar aqui — disse Khauê.
A luta tinha deixado Khauê cansado. Acabou dormindo no sofá da enfermaria. Meia hora depois Ruan o acordou.
- Ei, acorda — disse ele.
- Que bom que está bem! — disse Khauê.
- Preciso falar com Lion — continuou Ruan.
- Até logo... — murmurou Khauê.
Ruan até a sala de Lion, que ficava no centro do esconderijo. Abriu a porta, a secretária o deixou entrar.
- Quem bom que você ficou bem! — disse Lion.
- Valeu, — começou Ruan — mas acho que já deve ter percebido a ausência de um semideus.
- Infelizmente sim! — disse Lion — Heitor sumiu durante a luta.
- Era sobre isso que queria falar, — continuou Ruan — Heitor foi sequestrado. Tentei ajudar mas Ethan chegou e acabou com tudo!
- Obrigado pela informação, — agradeceu Lion — vou mandar equipes de busca.
Ruan estava voltando da sala de Lion quando viu um grupo de semideuses consolando Sophia, irmã de Heitor.
- Sinto muito — disse Ruan.
- Obrigada — soluçou Sophia.
- Vão achar seu irmão, — continuou Ruan — esteja certa disso!
Gabrieli, filha de Afrodite, veio falar com Ruan.
- Oi, — disse ela — precisamos de você em uma reunião!
- Ok...
Gabrieli levou Ruan até a arena de esgrima. Khauê e outros semideuses já estavam lá.
- Todos já estão aqui? — perguntou Davis, filho de Hefesto.
- Sim — respondeu Paola, filha de Perséfone.
- Achamos que Lion vai mandar apenas os melhores para as equipes de busca de Heitor, — começou Davis — então, nós iremos ir.
- Eu to cansado, dá ser mais preciso! — disse Ruan.
- A reunião foi feita para estarmos preparados para a guerra, — continuou Davis — aqui está a planta do castelo de Cronos.
Davis colocou um papel com a planta do castelo em cima de uma pequena mesa.
- Como vocês sabem que iremos para o castelo de Cronos? — perguntou Gabrieli.
- Se você fosse Cronos, — explicou Davis — o lugar mais seguro para deixar um prisioneiro seria em sua própria base.
- Também seria muito óbvio! — disse Ruan.
- Concordo! — completou Gabrieli.
- Não dá para continuar se não entrarmos em um acordo! — disse Khauê.
- Não é minha culpa! — disse Davis — Sempre tem aqueles que não conseguem aceitar a derrota!
Ruan levantou-se preste a bater em Davis. Gabrieli e Khauê seguraram ele.
- Deixa ele vir! — provocou Davis — Estou com a maior vontade de bater em alguém!
Ruan empurrou Khauê e Gabrieli e deu um soco em Davis, que deu um chute na costela de Ruan. Uma rasteira derrubou Davis, quando Ruan ía continuar batendo em Davis, Paola interviu.
- Cade o machão agora! — gritou Ruan.
- Venha aqui que eu te mostro! — disse Davis.
Lion e Yohan vieram correndo ver o que estava acontecendo.
- Eu não acredito que isso esteja acontecendo! — disse Lion — Davis e Ruan, na minha sala!
- Davis começou! — Khauê e Gabrieli disseram juntos.
- Não tentem defender Ruan, ele também errou! — disse Yohan.
Ruan e Davis foram para a sala de Lion.
- Vou ser gentil com vocês, — começou Lion — amanhã vocês serão a equipe de busca. Vocês aprenderam a serem amigos!
Ruan foi para seu quarto. Khauê estava falando em seu celular.
- Quem era? — perguntou Ruan.
- Adivinha... — disse Khauê.
- Mamãe? — tentou Ruan.
- Não, Nathália, — disse Khauê — ela vai vir pro esconderijo junto com as caçadoras.
- Vai ajudar a salvar Heitor... — disse Ruan.
- Nós vamos ser as equipes de busca então? — perguntou Khauê.
- Sim, — respondeu Ruan — eu e Davis vamos ter que aprender a se amigos, esse é o castigo!
- Vou para a aula de tiro ao alvo, — disse Khauê — quer ir?
- Não, valeu — respondeu Ruan.
Ruan foi para o quarto de Gabrieli.
- Oi — disse ela.
- Oi, preciso falar com você — disse Ruan.
- Senta.
- Sabe quando nossos pais falam com a gente, — começou Ruan — Apolo me disse algo sobre Apitus...
- O que será isso? — perguntou Gabrieli.
- Eu não sei, pode ser onde Heitor está! — respondeu Ruan.
- Não conheço nem um lugar chamado Apitus — disse Gabrieli.
- Talvez Samantha saiba...
Ruan e Gabrieli foram para o quarto ao lado, o de Samantha.
- Oi, — começou Gabrieli — conhece algum lugar ou algo chamado Apitus?
- Acho que já vi isso alguma vez! — disse Samantha.
- O que você viu? — perguntou Ruan.
- É uma marca de sorvetes, de Las Vegas — explicou Gabrieli.
- Acho que ele não pode estar em uma caixa de sorvete! — riu Gabrieli.
- Heitor? — perguntou Samantha.
- Sim, achamos que seria uma pista! — disse Ruan.
- A Apitus já foi interditada por roubo de ingredientes! — disse Samantha.
- Talvez eles trabalhem para Cronos! — sugeriu Gabrieli.
- Eu sabia que Cronos não o levaria para o castelo... — murmurou Ruan.
- Vou falar com Lion! — disse Gabrieli.
Gabrieli correu para a sala de Lion. Contou para ele. Lion resolveu mandar Khauê, Ruan, Davis, Samantha e Gabrieli verificar a fábrica de sorvetes.
No outro dia, os cinco semideuses se reuniram no pátio central.
- Boa sorte, — disse Lion — se encontrarem algo, nos avisem que mandaremos reforço!
- Já queriam partim sem mim? — perguntou uma voz feminina.
- Nathália! — exclamou Ruan.
Nathália e seu namorado, Carl Mcnaey, filho de Hades, chegavam para ajudar.
- Que bom que vieram! — disse Lion — Equipes de busca?
- Acho que sim... — respondeu Carl.
Agora, os sete semideuses embarcaram no helicoptero do esconderijo. Depois de algumas horas cansativas depois, o helicoptero pousou no deserto de Las Vegas.
- Qual é a distância até lá? — perguntou Khauê.
- Duas milhas — respondeu Gabrieli.
- Acho que vocês não vão querer andar tudo isso, certo?
- Olá Apolo, — disse Carl — se quiser dar uma ajudinha, ficaríamos gratos!
Apolo criou oito quadriciclos.
- Assim está melhor! — riu Apolo.
- Oi pai, — disse Khauê — preciso falar com você!
- Claro!
Khauê e Apolo se afastaram dos outros. Os semideuses ligaram seus quadriciclos. Alguns minutos depois Khauê voltou.
- Ele já foi? — perguntou Nathália.
- Sim, — respondeu Khauê — vamos?
Os quadriciclos sairam rapidamente erguendo poeira. Aos poucos, Las Vegas aparecia no horizonte.
- Faltam duzentos metros — avisou Gabrieli.
- Qual é o plano? — perguntou Ruan.
- São duas entradas laterais e uma principal, — explicou Samantha — iremos entrar pelas laterais.
- Vamos ser vistos rapidamente! — disse Khauê.
- Não, — continuou Samantha — uma sala de zeladoria está logo após uma das entradas laterais.
- E no que isso ajuda? — perguntou Nathália.
- Algumas roupas de zeladores devem estar lá, — respondeu Samantha — é só nos se disfarçar.
A fábrica da Apitus apareceu na frente dos semideuses. Dezenas de guardas de Cronos cercavam o local.
- Ruan, Khauê e Nathália, — começou Samantha — que tal algumas flechas mágicas?!
Os três colocaram flechas eplosivas silenciosas em seus arcos. Cada um mirou em uma direção e atirou. As flechas tocaram o solo fazendo os guardas voarem pelos ares, e o melhor, sem fazer barulho algum.
- Os guardas do outro lado do prédio não vão demorar para perceber, — avisou Carl — temos que correr!
Os semideuses correram para entrada lateral que havia ficado livre. Carl abriu a porta. Um corredor cheio de portas se estendia até uma escada.
- É ali — confirmou Samantha.
A porta estava velha, com a palavra limpeza quase sumindo. O espaço era pequeno. Os semideuses tiveram que disputar espaço lá dentro. Macacões, esfregões e diversos produtos de limpeza estavam em uma estante.
- São apenas seis macacões — informou Nathália.
- Um de nós vai ter que ficar sem! — completou Samantha.
- Eu fico! — disse Ruan.
- Não, — interrompeu Khauê — eu fico.
- Eu tenho que ficar, — insistiu Ruan — eu sou o mais experiente entre nós dois.
- Acho que ele tem razão! — disse Gabrieli.
- Ok... — murmurou Khauê.
- Vamos nos dividir pelos dois andares, — começou Samantha — e Ruan, um tubo de resfriamento no lado de fora leva até o sotão. Se encontramos lá!
Todos colocaram os macacões e saíram. Khauê, Nathália e Carl ficaram no andar de baixo. Gabrieli, Samantha e Davis foram para o andar de cima. Ruan voltou para o lado de fora. Para sua sorte, nenhum dos guardas estavam lá. Olhou para o lado e viu o enorme tubo que chegava até o teto. Começou a escalar. Quando estava na metade uma flecha perfurou sua perna.
Ruan olhou para baixo. Três guardas estavam com arcos. A dor era forte. Começou a escalar mais rapidamente. Uma nova flecha atingiu centímetros abaixo de seu pé. Duas outras acertaram perto de sua mão. Faltavam poucos metros para chegar até lá em cima.
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