Os Escolhidos
8 Procurando
Notas iniciais
— Ilha idiota. – Gina falou consigo mesma ao perceber que a chuva parara de repente, sem parar de seguir Hermione em nenhum momento.
— Hermione! – Ouviu Rony chamá-la um pouco a sua direita.
— Gina! – Ouviu Luna chamar por ela. Olhou para trás e viu Luna há alguns poucos metros à frente com uma pistola na mão. – Nunca se sabe! – Ela disse e lançou a arma para Gina, que com um reflexo impressionante a segurou e rapidamente voltou a correr atrás de Hermione, com Rony um pouco a sua frente, também segurando uma arma.
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— Como ela conseguiu sumir tão rápido? – Rony indagou ao seu lado, parecia levemente irritado.
— Que droga! – Exclamou frustrada. – Não consigo enxergar nada.
— Hermione! – Rony chamou-a outra vez.
— Isso é inútil. – Gina retrucou também levemente irritada. Onde Hermione estava com a cabeça? Entrar na floresta a noite, sozinha e desarmada. Maldição! Pensou. – Vai por ali, eu vou por aqui. Se achar ela... grite.
Rony imediatamente fez o que ela disse e seguiu pela direita a frente, deixando-a seguir sozinha pela esquerda a frente.
— Cadê você, Hermione? – Murmurou consigo mesma mais uma vez enquanto apertava o passo.
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O que está fazendo? – Draco questionou ao ver Astoria sair de seu lugar no avião e dirigir-se para fora.
— Estão demorando demais. Vou ir atrás deles. – Ela respondeu enquanto se encaminhava para sua barraca.
— Está maluca!? O que você vai fazer? Nem sequer sabe atirar direito! – Draco falou seguindo-a.
— Eu penso em alguma coisa. – Ela respondeu ao sair de dentro da barraca segurando a sua arma. E rapidamente voltou a fazer seu caminho em direção a floresta.
— Astoria, não! – Draco se fez ouvir ao mesmo tempo em que a parava segurando-a pelo braço. – Não é seguro. – Ele disse olhando profundamente em seus olhos.
— O que poderia acontecer? – Questionou sentindo um rápido desconforto tamanha era a profundidade do olhar que ele lhe lançou.
— Lobos, cobras... qualquer coisa! Ainda mais nesse escuro. – Ele respondeu, ainda segurando o braço dela.
— Eu não ligo, Draco. – Astoria respondeu saindo daquele pequeno desconforto. – Prefiro me arriscar e fazer alguma coisa do que ficar sentada aqui apenas olhando para as árvores esperando que eles voltem inteiros. – Completou e puxou seu braço, voltando a dirigir-se para a floresta.
Que droga! Draco praguejou em pensamento. Sabia que não faria ela mudar de ideia. Conhecia ela a tão pouco tempo e já sabia que aquilo fazia parte dela. Ser leal, fazer de tudo em seu alcance para ajudar um amigo..., mas não podia deixar ela ir, certo? Ao menos não sozinha...
E foi nessa linha de pensamento que Draco nem sequer percebeu aquilo vindo e se pegou dizendo:
— Eu vou com você!
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— Hermione! – Gina gritou por ela mais uma vez. Conseguiu o silêncio como resposta, outra vez.
A esse ponto, sua vista já havia se adaptado a escuridão da floresta e agora conseguia enxergar algumas coisas.
Foi então que ouviu um grito, tão longe que nem parecia que tinha acontecido de verdade. Em primeiro momento achou ter imaginado. Foi então que percebeu: Foi assim no sonho, certo? Ouviu outro grito. Era Hermione e estava chamando por ela. Então passou por sua cabeça outra vez: No sonho foi assim!
Nem sequer percebeu e já estava correndo, tentando achar a fonte dos gritos.
— Hermione!? – Gritou sem parar a corrida. – Não se mexa! Eu vou te achar! Continue falando!
— Hermione! – Ouviu uma terceira voz, vinda da sua direita.
— Rony? – Ouviu Hermione responder.
— Continue falando, Hermione! – Ouviu Rony pedir e não conseguiu evitar desviar sua atenção para a voz dele, parando de olhar para a sua frente por alguns momentos.
Ao menos os gritos não estavam ficando longe, muito pelo contrário, estavam cada vez mais próximos. Gina constatou em pensamentos e, foi nesse momento que sentiu seu corpo bater em algo sólido.
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— Epa! – Harry exclamou de repente em seu assento no avião. Sobressaltando Neville e Luna.
— Qual o problema? – Neville E Luna perguntaram curiosos.
— Gina! – Harry exclamou e levantou-se. – Ela disse que teve um pesadelo.
— Qual o problema? – Voltaram a perguntar depois de compartilharem um olhar confuso.
— Nesse sonho, ela disse que estava na floresta... Procurando por Hermione. – Harry respondeu saindo do avião.
— Harry! – Luna o chamou seguindo-o, com Neville em seu encalço. – E o que isso tem demais?
— Ela disse que em algum momento do pesadelo, ela iria trombar com alguma coisa. – Harry continuou apressando o passo em direção a sua barraca. – Acho que é muita coincidência. Não entendem? Tudo aqui é esquisito! E se não fosse um sonho? E se fosse... uma visão?
— Aonde está indo? – Neville questionou ao vê-lo sair da barraca carregando a arma.
— Vou atrás dela. E se ela cair e desmaiar? Não posso deixar que ela fique lá, a mercê do que quer que tenha nessa floresta. – Harry respondeu e pôs-se a correr em direção a floresta, deixando para trás um Neville atordoado e uma Luna pensativa.
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— Rony! – Ouviu Hermione chama-lo mais uma vez.
— Continue falando! – Ele respondeu sem parar de correr na direção da voz dela.
— Porque Gina está calada? – Ouviu ela perguntar com a voz abafada. Um pouco próxima e um pouco distante ao mesmo tempo.
Foi então que percebeu, Gina já não falava há algum tempo, também já não estava ouvindo-a correr. Parou sua própria corrida intencionando escutar melhor.
— Gina! – Chamou por ela e tudo que teve como resposta foi o silêncio da floresta.
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— Você sequer sabe para onde estamos indo? – Draco questionou um pouco atrás de Astoria, que nada respondeu, apenas continuou andando como se não tivesse o escutado. – Você não sabe! – Ele acusou. – Vamos ficar perdidos aqui para sempre!
— Não seja tão dramático, Draco. – Astoria replicou. – Claro que sei para onde estamos indo.
— Sabe mesmo? – Ele questionou desconfiado. – Então porque eu tenho a impressão de que já passamos por aqui?
— Nós não passamos por aqui, você só está ansioso. Se receava tanto entrar na floresta, porque o fez? – Ela respondeu enquanto olhava em volta, parando de olhar o caminho à sua frente.
— O que... – Draco começou a formular a pergunta, mas não fora rápido o suficiente para questionar Astoria sobre a coisa que estava caída no chão um pouco à frente da mesma, e ela acabou tropeçando.
Na tentativa de não cair, Astoria agarrou a primeira coisa que conseguiu alcançar, Draco. Que fora pego de surpresa, e acabou sendo levado para o chão junto de Astoria.
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— Eu ainda não sei muito sobre você. – Luna comentou quebrando o silêncio que se instalara após a saída de Harry. – Porque você observa os animais?
— Acho que é minha saída de emergência, sabe? – Ele respondeu pensativo. – Para quando fico de saco cheio do meu trabalho.
— Engraçado... estamos convivendo a uma semana e eu não sei o que você faz.
— Eu sou arquiteto. – Ele respondeu cabisbaixo. – Eu também não sei o que você faz.
— Eu sou psicóloga. – Ela respondeu cheia de animação.
— Parece que gosta do que faz. – Ele comentou.
— E parece que você odeia o que faz. – Ela disse em contrapartida.
— Odeio mesmo. Só segui essa carreira por causa da minha vó, ela vivia insinuando que era o que o meu pai gostaria.
— Seu pai, ele...
— Mais ou menos. – Ele respondeu, entendendo o que ela quis dizer. — Um acidente de carro fez com que ele e minha mãe entrassem em coma.
— Oh... sinto muito.
— Não precisa. Eu só tinha um ano quando isso aconteceu. – Ele respondeu. – Mas, e você? Por que escolheu ser psicóloga? – Mudou de assunto.
— Gosto da ideia de tentar entender o que as pessoas pensam. – Luna respondeu como se aquela fosse uma pergunta corriqueira a qual ela já havia se acostumado a responder.
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— ... é isso? – Draco terminou a pergunta já no chão, com Astoria meio por cima de si, meio no chão. Com o torso em cima de sua barriga e com as pernas estiradas no chão de terra da floresta.
Astoria rapidamente procurou levantar-se e mentalmente agradeceu por estar escuro ou Draco poderia ver o rubro que tomou conta de seu rosto. Nem sequer sabia porque estava corando, ela só havia caído... em cima dele... numa posição bem esquisita.
— Acho que é uma pessoa. – Ela se fez ouvir após se recompor.
— É uma pessoa. – Draco constatou ao seu lado depois que também se levantou.
— Draco, é a Gina. – Astoria afirmou após abaixar-se para tentar ver o rosto da pessoa caída. – Rápido, pegue ela, vamos voltar para a praia.
— Espere... – Draco falou ao abaixar-se para pegar Gina no colo. – Isso é sangue? – Questionou tocando na mancha que se encontrava na testa de Gina.
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— Gina! – Harry chamou por ela mais uma vez enquanto corria seguindo um rastro que alguém tinha deixado para trás.
— Harry!? – Ouviu alguém responder, mas não era Gina. Parecia ser Astoria.
— Astoria? – Ele indagou parando de correr.
— Sim! – Ela respondeu, não parecia estar longe. – Gina está aqui! Siga minha voz!
— Continue falando! – Ele pediu tentando achar a direção da voz de Astoria.
— Por aqui! – Ouviu Draco falar.
Voltou a correr na direção que achava ter ouvido os dois. E realmente, eles não estavam longe.
— O que aconteceu com ela? – Harry perguntou ao ver Draco carregando Gina.
— Esbarramos nela caída. Achamos que ela trombou com uma árvore. – Astoria o respondeu.
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— Hermione!? – Rony chamou por ela.
— Aqui! – Ela gritou em resposta. – Onde está Gina?
— Não sei! Não estou mais ouvindo ela!
— Que droga! – Ouviu Hermione praguejar e em seguida o que supôs que fossem várias folhas sendo chutadas.
— Qual o problema? – Perguntou tentando seguir a direção da voz dela outra vez.
— Qual o problema, Ronald!? – Ela se fez ouvir sendo sarcástica.
Ele nada respondeu e focou em seguir a direção em que achava ter ouvido a voz dela.
— Te achei! – Ele exclamou quando quase trombou com Hermione. – O que aconteceu? – Questionou ao notar, mesmo no escuro, um pequeno corte no rosto de Hermione, um pouco abaixo de seu olho direito.
— Não sei. – Ela respondeu levando a mão ao corte, só agora o notando ali. – Deve ter sido enquanto corria.
— Está pequeno, não é nada grave. – Ele disse examinando como podia. – Vamos, temos que achar Gina.
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Neville e Luna entraram em uma conversa agradável e permaneceram nela até que foram interrompidos por Harry, Astoria e Draco, que trazia uma Gina desacordada nos braços.
— O que aconteceu com ela!? – Luna questionou preocupada ao avistar Draco carregando Gina.
— Achamos que esbarrou numa árvore. – Draco a respondeu enquanto encaminhava-se para dentro da barraca de Gina, sendo seguido por Luna.
— Isso é sangue? – Neville falou seguindo os dois para dentro da barraca.
— Rony E Hermione ainda não voltaram? – Astoria se fez ouvir pelo lado de fora da barraca.
— Não. – Luna e Neville responderam em sintonia.
— E se isso na cabeça dela for grave? – Draco indagou depois que todos saíram de dentro da barraca.
— Vocês não sacam nada do assunto? – Astoria perguntou a todos sugestivamente.
Luna, Neville e Draco negaram com a cabeça, então todos olharam para Harry, que levou as mãos ao ar e disse:
— Não olhem para mim, sou apenas um técnico de informática.
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— Gina! – Rony gritou por ela mais uma vez enquanto andavam pela floresta tentando seguir um rastro que acharam.
— Minha culpa... – Ouviu Hermione deixar escapar um pouco atrás de si.
— Sua culpa? – Perguntou curiosamente.
— Sim! Minha culpa. Você acha que estaríamos aqui se não fosse por mim? – Ela respondeu achando ser óbvia. – Acha que Gina teria entrado na floresta se não fosse por mim?
— Não..., mas você teve um bom motivo para vir aqui, certo? – Rony respondeu tentando confortá-la.
— Suponho que sim. – Ela respondeu sem muita convicção.
— Qual é, Hermione. Você achou ter visto uma pessoa. Acha que não foi um bom motivo?
— Tem razão, mas eu não acho que vi. Eu tenho certeza. – Ela rapidamente o corrigiu. – Era uma mulher de cabelos azuis. Acho que é a mesma que Draco disse ter visto no aeroporto.
— E aonde ela está agora? – Questionou desconfiado.
— Eu a perdi de vista. – Ela respondeu e Rony soltou uma risada anasalada. – Eu não preciso que você acredite em mim. – Ela disse notando o tom de descrença naquela risada. – Eu sei o que eu vi.
— Desculpe se não consigo acreditar que uma mulher, que antes estava no aeroporto e nem sequer estava no nosso avião, veio parar numa ilha fora do mapa. – Rony respondeu defensivamente.
— Tanto faz, Rony. – Ela deu de ombros. – Tenho certeza que uma hora ou outra ela vai aparecer outra vez. E aí, você vai ter que admitir que eu estava com a razão o tempo todo. – Hermione completou em um tom desafiador.
— Como quiser. – Rony respondeu depois de alguns segundos em silêncio.
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— Acho que não é grave. – Harry opinou levantando-se de seu lugar na areia.
— O que o fez chegar nessa conclusão? – Draco questionou.
— Acho que a ouvir resmungar. – Harry explicou antes de entrar na barraca de Gina.
— Ai... – Harry ouviu Gina murmurar enquanto levava a mão ao corte em sua cabeça. – Caramba...
— Gina? Está tudo bem? – Disparou mostrando sua preocupação.
— Harry? – Ela perguntou abrindo os olhos, tentando foca-los em Harry.
— Sim. Como se sente? – Ele voltou a perguntar.
— Minha cabeça dói. – Ela finalmente respondeu. – Como cheguei aqui?
— Draco e Astoria te acharam caída na floresta. – Harry explicou.
— Epa! – Ela exclamou fazendo menção de se levantar. – Hermione..., tenho que voltar...
— Não, senhora. – Ele imediatamente a impediu de levantar. – Esse corte pode voltar a sangrar. Rony ainda está procurando por ela.
Gina cedeu sem muita briga. Sabia que Rony já havia encontrado Hermione.
— Harry... – Ela se fez ouvir hesitante. – Foi igual ao meu sonho. Se é que aquilo foi um sonho.
— Eu percebi... por isso entrei na floresta para te procurar. Porque eu sabia que você iria se chocar com algo.
— Obrigada... por se preocupar. – Ela disse alcançando-lhe a mão.
— Só fiz o que qualquer um faria. – Harry respondeu timidamente.
— Gina está acord...? – Astoria congelou no meio da pergunta ao notar que os dois estavam de mãos dadas. – Tudo bem... – Ela disse lentamente com um pequeno sorriso formando-se em seu rosto.
— Astoria! – Gina a repreendeu, rapidamente soltando a mão de Harry, que ajeitou os óculos com o dedo indicador, num gesto de nervosismo.
— Tudo bem, gente! De verdade! Super apoio! — Astoria respondeu brincalhona. E Gina viu de esguelha Harry arregalar os olhos ao ouvir as palavras de Astoria.
— Não tem nada para apoiar! – Gina replicou sentindo o rosto esquentar.
— Se você diz... – Astoria se fez ouvir e saiu da barraca dando gargalhadas.
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— Finalmente! – Draco exclamou ao avistar Rony e Hermione saindo da floresta.
— Gina está aqui? – Hermione disparou com preocupação assim que alcançou a Draco, Astoria, Neville e Luna. Não conseguiria se perdoar se algo tivesse acontecido com Gina.
— Sim. Achamos ela caída na floresta e trouxemos ela de volta. Ela estava sangrando, mas já acordou e disse que estava se sentindo bem. – Astoria a tranquilizou. – Ela está dentro da barraca dela.
Hermione nada respondeu e saiu em disparada na direção da barraca de Gina.
— Eu avisaria que estou chegando se fosse você! – Astoria a alertou em um tom brincalhão.
— Avisaria? – Rony perguntou curioso.
— Sim! Harry e Gina estavam quase se agarrando quando eu entrei lá. – Astoria explicou eufórica. – Quer dizer... eles só estavam de mãos dadas...
— Assim você faz parecer que eles realmente estão juntos. – Rony falou sentando-se junto do grupo.
Ficaram ali por alguns momentos até que viram Hermione passar rapidamente indo em direção ao avião. Logo ela passou voltando carregando o kit de primeiros-socorros.
— O que vai fazer com isso? – Luna perguntou levantando-se e seguindo-a.
— Gina precisa de um ponto naquele corte na testa. – Hermione explicou.
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— Por que Astoria disse que eu devia avisar que estava chegando? – Hermione perguntou a Gina assim que Harry deixou a barraca.
— Ela entrou aqui e nos viu de mãos dadas e agora está imaginando coisas. – Gina respondeu fazendo uma careta quase que imperceptível quando Hermione começou a costurar a sua testa.
— De mãos dadas? – Hermione questionou curiosa.
— Eu só estava agradecendo por ele ter ido atrás de mim na floresta. – Gina explicou.
— E por que ele foi atrás de você? – Luna se fez ouvir.
— É que eu tive um sonho. Ou o que quer que fosse. – Gina voltou a se explicar. – No sonho eu estava procurando por você, Hermione. Aí eu batia em alguma coisa. Harry sabia e juntou as peças.
— E por que não contou a mais ninguém sobre o sonho? – Hermione indagou ao terminar o ponto.
— Não achei que era importante. – Gina se defendeu. – O que é importante agora, é o motivo pelo qual a senhorita entrou na floresta.
— Você disse que viu uma pessoa? – Luna questionou.
— Sim. Acho que era a mesma mulher de cabelos azuis que Draco disse que viu no aeroporto.
— E como ela veio parar aqui? Ela não estava no nosso avião. – Gina questionou enquanto levantava.
— Eu não sei! – Hermione respondeu ligeiramente irritada.
— Calma! Eu só acho difícil ela vir parar justamente aqui. – Gina respondeu saindo da barraca, sendo seguida por Luna. E um pouco depois, por Hermione.
Ao sair da barraca de Gina, Hermione pensou em ir se juntar ao grupo e falar mais sobre a mulher que viu, mas decidiu ir para sua barraca. Eles não acreditariam de qualquer jeito... exceto talvez Draco, mas somente se ela conseguisse descrever a mulher, o que seria uma tarefa difícil, pois não viu o rosto dela. Vira apenas de relance os curtíssimos cabelos azuis da mulher. Mas tinha certeza, havia sim, uma mulher na ilha junto com eles.
Ao entrar em sua barraca, avistou em cima de sua mala, no canto da barraca, um pedaço de papel aparentemente antigo. Reconheceu o tipo de papel imediatamente, ali estava a quarta tarefa.
Imediatamente recolheu o papel e saiu em disparada indo de encontro ao grupo.
— Gente! – Chamou a atenção deles. – Outro papel. – Ela disse balançando o papel na vista deles.
— O que está esperando? Leia logo! – Astoria pediu ansiosamente.
Hermione desdobrou o papel e leu em voz alta:
“ Quarta tarefa.
Na trilha da perseguição, objetos perdidos acharão.
Após o nascimento do filhote, os lobos permanecem juntos.
Obedeçam e, dessa vez, o que brilha será inútil.
O dono. “
— É isso? – Neville indagou esperando que ainda tivessem mais explicações.
— Sim. É tudo. – Hermione respondeu olhando as costas do papel, mesmo sabendo que não haveria nada ali.
— O que ele quis dizer com esse monte de baboseira? – Draco se fez ouvir.
— Não são baboseiras. – Luna o corrigiu. – É um enigma. Temos que o resolver para saber o que fazer na quarta tarefa.
— Eu preferia quando ele era mais claro. – Gina comentou tediosamente.
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