Os Escolhidos

4 Muito Prazer! - Parte 2.


Notas iniciais
Não tenho desculpas pela demora. Só vou dizer aqui que, pode acontecer de novo.

Rony e Hermione, passaram o dia inteiro checando o pulso dos corpos, só para ter certeza de estavam realmente mortos. Só conseguiram terminar quando a tarde já estava pela metade, foi quando resolveram procurar por comida no avião e mesmo que nenhum dos outros sobreviventes tivessem ajudado, Rony e Hermione distribuíram a comida e passaram o resto da tarte tentando fazer os celulares voltarem a funcionar. Sem sucesso.

Quando já era quase noite, viram de longe Harry se aproximar da ruiva, Chamada Gina. Rony sabia porque falara com ela a respeito do sangue em sua testa. Não restava mais nada a ser feito, exceto sentar-se e esperar pelo resgate.

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Já era noite e Draco estava se distraindo contando as malas que estavam espalhadas na areia da praia. – No começo estava contando os corpos, mas depois dos vinte ele achou que estava ficando um pouco sinistro demais, foi quando decidiu contar as malas. – Quando ouviu alguém à sua esquerda pronunciar as seguintes palavras: “Ninguém notou que já é noite e o resgate ainda não veio? ” Olhou e viu que quem falara fora a morena que a horas atrás estava gritando para os corpos. Também viu que os outros sobreviventes estavam se aproximando dela e resolveu se juntar a eles.

Quando estava a alguns passos de onde estavam, Draco pôde ouvir o que conversavam.

— Realmente, é um pouco estranho. – Disse a moça ruiva.

— Como pode ter certeza? – Questionou o moreno mais alto. – Você é especialista em resgates? – Parecia querer brigar.

— Sinto muito, por acaso você é? – Revidou a ruiva ao mesmo tempo em que Draco os alcançava.

— Ei! Acalmem-se. Brigar não vai ajudar em nada. – O ruivo se intrometeu.

— O que você sugere, Gandhi? – Zombou a ruiva.

— Vamos arrumar alguma coisa pra fazer, só pra passar o tempo até o resgate chegar. – Sugeriu Draco.

— Tipo oque? – A moça morena mostrou interesse.

— Sei lá, podíamos fazer algo para nos conhecer. – Draco sugeriu mais uma vez.

— É, pode ser. – A moça loira deu de ombros.

— O que exatamente vamos fazer? – O moreno mais baixo perguntou.

— Não sei... – Draco respondeu

— Vamos dizer só nossos nomes. Depois arrumamos algo pra passar o tempo. – Propôs a moça loira. E vendo que todos concordavam, ela continuou. – Eu me chamo Luna Lovegood.

— Sou Hermione Granger. – A moça de cabelos cacheados deu continuação.

— Neville Longbotton. – O moreno mais alto foi o próximo;

— Meu nome é Ronald Weasley, mas me chamem de Rony. – O Ruivo Pediu.

— Harry Potter. – O moreno mais baixo prosseguiu.

— Astoria Greengrass, mas podem me chamar de Tory. – A moça morena sugeriu.

— Eu me chamo Ginevra Wilson, mas eu acho que não devia ser nome nem de doença, então me chamem de Gina. – A moça ruiva falou descontraída.

— Draco. Draco Malfoy. – A vez de Draco chegou.

— Ótimo! Sabemos nossos nomes, o que fazemos agora? – Perguntou Rony.

— Perguntas e respostas? – Sugeriu Luna. Todos concordaram mais uma vez.

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Estavam realmente se divertindo, todos se deram bem, parecia até que já se conheciam a anos. Não houveram mais brigas depois daquela pequena discussão e já podiam até se considerarem amigos. Já era madrugada e já haviam parado com o jogo de perguntas e respostas, porém ainda estavam todos acordados, entretidos em conversas paralelas cada vez mais animados.

Harry estava conversando com Luna sobre os motivos da loira ter escolhido viajar para Miami, quando uma coisa chamou sua atenção. Estavam sentados em um círculo na areia, Harry estava de costas para o mar e obviamente, de frente para a imensa floresta do lugar. O que chamou sua atenção, foi que algumas plantas estavam se remexendo. De primeira pensou que fosse o vento, mas aquela parte em especial estava mexendo muito. Como poderia? Se o vento nem estava tão forte assim? Algum bicho, talvez? Sendo curioso como era, Harry chamou a Rony – Que estava ao seu lado, e não havia percebido as plantas porque estava distraído em uma conversa com Gina sobre o trabalho da mesma. – E seguiu em direção as plantas.

— O que foi cara? – Rony perguntou ao ver Harry procurar por alguma coisa nas plantas.

— As plantas estavam mexendo. – Harry explicou.

— Cara, não sei se você notou..., mas tá ventando. – Rony falou sem realmente saber se Harry notou ou não.

— Eu sei, mas, estavam remexendo muito. – Harry explicou. – E o vento nem tá tão forte assim.

Rony nada disse e ficou apenas observando Harry procurar por algo nas plantas.

Depois de alguns minutos, que pareceram horas para Rony, Harry finalmente desistiu.

— Finalmente! – Rony exclamou. — Achei que ia ficar procurando por nada aí até amanhecer.

Harry o ignorou frustrado e já estava se dirigindo de volta para o grupo, mas percebeu que Rony não o acompanhava. Virou-se e Rony havia sumido.

— Rony? – Chamou-o. Sem resposta. – Rony? – Nada. Começando a se preocupar, caminhou até as plantas e pôde ver Rony agachado segurando o que parecia ser uma pedra com forma de um triângulo.

— Caramba Rony! Achei que alguma coisa tinha acontecido. – Falou em tom de bronca.

— É? Tipo oque? – Rony respondeu ainda olhando a pedra.

— Não sei, e também não importa. – Respondeu. – Larga isso, vamos voltar.

— Olha isso. – Rony ignorou o seu pedido.

Harry se aproximou e olhou para a pedra que Rony segurava e o que viu, o deixou abismado.

— Você fez isso? – Perguntou desconfiado.

— Não. Estranho, não é? Como minhas inicias vieram parar aqui? – Rony demonstrou confusão.

— Deve ser só uma coincidência estranha. — Harry sugeriu.

— Não acredito em coincidências. – Rony respondeu analisando as letras entalhadas na pedra

Harry iria responder que era bobeira da parte de Rony, mas...

— Ai! – Levou a mão até a cabeça, onde uma segunda pedra o acertou.

Enquanto Harry verificava a mão para ver se tinha sangue, Rony olhava para cima se perguntando de onde a segunda pedra surgiu. Harry recolheu a pedra que o acertara e para sua surpresa, lá estavam entalhas as suas inicias.

Rony notou que Harry matinha uma expressão surpresa no rosto e verificou a pedra que Harry segurava.

— Ainda acha que é uma coincidência? – Apenas falou irônico.

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Voltaram a se juntar ao grupo depois de decidirem não contar a ninguém sobre as pedras. Não viam motivos para preocupar os outros e o resgate provavelmente estaria lá no dia seguinte.

— Foram namorar meninas? – Draco brincou quando viu Harry e Rony voltando.

— Achei ter visto um bicho lá. – Harry respondeu como haviam combinado.

— Já está tarde. – Disse Neville depois de checar o relógio de pulso que usava. – Estou indo dormir dentro do avião, se quiserem podem se juntar a mim. – Anunciou.

Depois que Neville saiu, ficaram lá por mais meia hora até que resolveram também ir dormir. Todos Passaram a primeira noite dentro dos restos do avião e usaram os cobertores e os travesseiros que a companhia aérea distribuía.

Amanheceu, Harry, Rony e Hermione, apesar de terem ido dormir de madrugada, já estavam de pé, e procuravam por comida no avião.

Quando encontraram o suficiente para os oito, saíram do avião comeram e começaram uma conversa sobre o piloto do avião e seu paradeiro até que Hermione levantou e disse que ia à procura de sua mala, sendo seguida pelos dois.

Hermione não teve que procurar por muito tempo e avistou a mala à alguns passos do começo da floresta. Caminhou até a mala, e enquanto se abaixava para pegá-la, viu de relance uma pedra em particular que chamou sua atenção. Soltou a mala e dirigiu-se até a pedra triangular, pegou-a e pôde ver entalhado na pedra, as letras H e G, suas iniciais. Correu até Rony, que procurava pela própria mala, mostrou ao ruivo a pedra, e ficou surpresa quando ele disse que ele e Harry haviam encontrado outras duas iguais.

— E onde estão? – Hermione perguntou se referindo as pedras.

— Harry e eu enterramos no lugar onde achamos. – Respondeu apontando ao lugar.

Hermione não respondeu e caminhou na direção em que Rony apontava, com o mesmo em seu encalço. Chegando lá Rony foi exatamente onde estavam as pedras e as tirou, entregando-as a Hermione em seguida. Harry de longe viu o ato e se aproximou dos dois.

— Rony, que diabos? Achei que não contaríamos a ninguém.

— É cara, mas ela também tem uma. – Rony explicou, e Hermione o mostrou a pedra.

— O que fazemos? – Hermione perguntou a Rony.

— Vamos só enterrá-las aí até pensarmos em outra coisa. – Ele respondeu.

Ela assentiu concordando. Enterraram as pedras novamente e voltaram a sentar-se na areia da praia ainda falando sobre as pedras e especulando de onde surgiram, até que Draco levantou e se juntou a eles.

— Sabe, antes de pegar no sono, estive pensando, e cheguei na conclusão, não temos a menor ideia de onde estamos. – Falou assim que chegou perto do trio.

— Verdade. – Concordou Hermione.

— Alguém tem um mapa? – Perguntou Rony.

— Deve ter um em alguma das malas. – Harry falou enquanto levantava com a intenção de ir procurar por um mapa.

Todos fizeram o mesmo, e depois de algum tempo, — Suficiente para todos acordarem. – Finalmente acharam um mapa.

— Não tem nenhuma ilha no caminho direto de Londres à Miami. Bem, tem Bermudas, mas é minúscula, se estivéssemos lá já teriam nos encontrado. – Constatou Luna, que também estava ajudando a procurar pelo mapa – Mudamos de direção durante o voo? – Perguntou confusa.

— Não. – Neville lhe respondeu também confuso.

— Não temos como ter certeza. – Afirmou Astoria. – Podem não ter avisado aos passageiros.

— E porque fariam isso? – Gina questionou.

— Não sei, mas não podemos negar, é possível. – Astoria respondeu confiante.

— Então precisamos achar o piloto. – Rony se pronunciou quando viu que ninguém iria falar nada.

— Ficou doido? Não podemos entrar na mata atrás do piloto. – Draco discordou prontamente.

— Bem, eu vou. – Rony disse decidido. – Quem quiser vem comigo. – Disse já se dirigindo aos restos do avião para pegar água para o trajeto.

— Como pretende encontrá-lo? – Hermione perguntou quando o alcançou.

— Bem, essa é apenas a parte do meio do avião, como estávamos indo em direção ao oeste, significa que a parte de trás caiu no mar e a parte da cabine se partiu dessa e continuou no ar, ou seja, se tivermos sorte e a ilha for grande o bastante, a cabine caiu na floresta na direção oeste. – Ele explicou.

— Vou com você. – Ela anunciou depois de alguns segundos pensando.

— Não. Ainda está com o braço imobilizado, é melhor tomar cuidado. – Ele negou imediatamente.

— Não estou pedindo. Eu vou. – Ela o desafiou.

— De jeito nenhum. – Ele ficou firme.

— Não pode me impedir. – Hermione declarou. – Eu sei seguir rastros na floresta.

— Serio? – Ele perguntou surpreso.

— Sim, meu pai sempre me levava pra acampar e me ensinava essas coisas. – Ela respondeu lembrando-se de quando ainda era criança e uma súbita saudade a atacou.

— Posso ir também? – Gina pediu enquanto se aproximava dos dois.

— Claro. – Rony respondeu amigável.

— Porque ela pode e eu não? – Hermione questionou revoltada.

— Olha Hermione, não sei se você notou, mas você está com o braço imobilizado. — Rony respondeu irônico já se encaminhando para a floresta carregando uma mochila com Gina em seu encalço.

— Não importa! Eu vou mesmo assim! – Hermione se fez ouvir enquanto seguia aos ruivos.

— Ei! Me esperem! – Neville gritou para o trio enquanto tentava alcança-los.

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— A quanto tempo estamos andando? – Gina perguntou. Estava começando a se arrepender de ter ido.

— Somente a dez minutos. – Neville respondeu depois checar o seu relógio.

— Parece que foi a uma eternidade. – Gina reclamou com mal humor.

— Por que você veio se não queria caminhar? – Rony perguntou achando graça do comportamento de Gina.

— Olha, isso também é um mistério pra mim. – Ela respondeu ainda mal-humorada.

— Gente, olha que engraçado. – Neville que havia ficando um pouco para trás se fez ouvir. – São minhas inicias. – Explicou mostrando ao trio a pedra triangular que segurava.

Rony e Hermione se entreolharam discretamente, o que passou despercebido por Neville, porém não passou por Gina.

— Por que fizeram isso? – Gina questionou desconfiada.

— Isso o que? – Hermione tentou disfarçar.

— Hermione, sou policial. Eu sou treinada pra notar o comportamento das pessoas. – Gina respondeu. – Então, por que se olharam?

— É que encontramos pedras iguais a essa. – Rony explicou.

— Espere, pedras? No plural? – Gina questionou.

— Sim, uma com as minhas inicias, outra com as de Rony e outra com as de Harry. – Hermione esclareceu.

Rony viu Gina abrir a boca para dar uma resposta, porém a resposta não veio, pois no segundo seguinte Gina apertou os olhos para tentar enxergar melhor alguma coisa na árvore atrás de Hermione, Rony notou e também olhou para a árvore atrás da morena.

Antes que Gina sequer chegasse a esboçar uma reação ao que viu, Rony abaixou-se rapidamente e apanhou um galho que jazia perto de seus pés, empurrou Hermione para longe da cobra que se preparava sorrateira para atacar e sem hesitar acertou a cobra em cheio, que caiu desacorda.

— Minha nossa... – Neville balbuciou.

— Isso é uma cobra? – Hermione questionou surpresa. – Minha nossa! É uma cobra! – Constatou exasperada. – Ia me atacar!

— Caramba! De onde tirou toda essa agilidade? – Gina indagou curiosa e estupefata.

— Nem eu sei responder. – Rony a respondeu, parecia aliviado.

— Está mexendo! – Neville os alertou. – Está viva!

Rony rapidamente voltou a acertar a cobra, que logo na primeira pancada faleceu. Porém Rony ainda a golpeou mais cinco vezes, e continuaria se Hermione não o tivesse impedido.

— Já chega Rony! Ela já morreu! – Exclamava enquanto o puxava pela camisa com a única mão livre que tinha.

— Qual seu problema com cobras, cara? – Neville perguntou assim que Rony se afastou da cobra.

— Vamos sair daqui. – Rony o ignorou e já se afastava.

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Com mais alguns minutos de caminhada em um completo silêncio, Gina, que caminhava na frente, viu à alguns passos à frente, uma pedra com formato de um triangulo. Já sabia, era a sua pedra.

— Vejam! – Ela apontou. – Uma pedra triangular, aposto que essa vai ter as minhas inicias.

Gina deu uma pequena corrida até a pedra e quando a alcançou, olhou-a e em seguida mostrou-a para o trio exibindo um sorriso. Não sabia porquê, mas encontrar a pedra a deixou feliz.

— Ótimo! Mais esquisito a cada segundo! Que legal, não é? – Hermione falou com uma felicidade extremamente falsa.

— Não acho que vamos achar o piloto. – Neville se fez ouvir. – Vamos voltar, antes que escureça.

— Concordo. – Rony falou aborrecido, tinha certeza de iram achar o piloto. – Gina dá para fazer o favor de guard...

— Vejam! – Gina o interrompeu. – É a cabine do piloto ou estou alucinando?

Notas finais
Prometo que no próximo capitulo o titulo vai fazer sentido. Vou tentar não demorar tanto como demorei pra postar esse, mas não prometo nada. Deixem reviews, me ajuda a saber oque estão e não estão gostando, só assim vou ter como melhorar a historia cada vez mais.