Notas iniciais
Eu amo escrever as histórias e não gosto de digitar, principalmente depois que meu notebook foi para o beleléu. Então, desculpa a demora. Eu me divertir escrevendo esse capítulo. Espero que vocês gostem também.

— Primeiro, quero que você entenda que estou um pouco chateado – começo pensando muito no que estou querendo falar sem a magoar. Bee assente com a cabeça. – Eu queria muito que você tivesse me falado isso antes.

— Era uma coisa séria, eu sei.

Balanço a cabeça. Ela estava entendendo errado.

— Não só por ser uma coisa séria, que você teria que conversar com alguém antes de casar, Bee. – contrario sua afirmação – Mas antes desse casamento acontecer, nós dois construímos uma amizade. Quer dizer, ainda somos amigos, mas com benefícios. – explico a deixando entender.

— Eu, sinceramente, não queria que você tivesse outra preocupação naquela época e atrapalhar você mais do que já estava fazendo. – Bee retrucou chateada.

— Sei disso, mas eu sempre vou querer saber sobre você! Escolhi forma minha família com você, mesmo que o começo tenha sido meio incomum. – rimos, porque foi sim conturbado e confuso. – Fui surpreendido pela alegria de está ao seu lado. E se você é minha família, então sempre virá antes do trabalho.

— Agora que te conheço melhor, sei disso.

— Você precisa saber que não me importo como teremos o nosso filho. – declaro firme, para que não haja dúvidas. – Desde que descobri, que eu te amo, percebi que posso fazer muitas coisas ao seu lado que nunca imaginária. Até mesmo brigar com você e reconhecer que estava errado. – sinto sua mão tremer e uma lágrima desliza em seu rosto. – Se você quiser engravidar, eu estarei do seu lado. Se for barriga de aluguel ou adotar um filho, vou está lá. Eu estarei do seu lado quando a nossa família crescer. Até porque eu faço parte dela. – beijo suas mãos que estão tremendo e a encaro novamente. – Essa notícia não iria me fazer desistir de me casar com você e muito menos deixar de começar a te amar. – enxugo suas lágrimas que agora correm livremente pelo seu rosto. – Estou um pouco preocupado. Você não é muito de chorar, Bee. Tem certeza que não está grávida?

— Tenho! – respondeu rindo com voz rouca. – Só estou sensível.

— Percebi – rindo junto. – Chocolate?

— Para de provocar. – emburra com um bico involuntariamente – Você sabe que não posso comer chocolate nessa época.

Beijo sua testa e a abraço trazendo para meu lado.

— Eu sei, meu amor! – brinco, porque ela detesta o meu na frente do amor, pois é muito possessivo – Só queria desfazer sua cara feia. – ela apóia seu rosto no meu peito. Fica meio desconfortável, mas quando encostamos-nos à parede melhora um pouco.

— Eu te amo! – diz levando o rosto para meu pescoço.

— Eu sei! – retruco rindo. Bee resmunga brincando. – Agora, outro tópico da nossa conversa, que nos levou a falar sobre filhos. – introduzi – Minha mãe tem razão! Terceira vez já é responsabilidade, principalmente, porque eu meio que levei você fugir comigo.

— Pode parar! Não adianta levar a culpa de tudo. – Bee me repreende balançando a cabeça – Você sabe se eu não quisesse ir, não teria ido.

— A culpa... – começo.

— Não termine essa frase, Vinicius Pax. – briga comigo tirando o rosto do meu pescoço. Seu rosto estava inchado e com uma expressão de brava. Ou seja, muito engraçada, mas não seria eu que riria. Não mesmo. – Se você arruma confusão, com certeza, estarei junto para ter certeza que você não morra! E volte para casa para sua mãe brigar com você.

Rio com vontade e ela me acompanha.

— Muito maduro de a sua parte falar isso!

— Muito maduro de a sua parte levar toda a culpa! – retruca e para um minuto balançando a cabeça em seguida. – Sua mãe tem razão!

— Em que? – questiono. – Porque na maioria das vezes ela tem razão.

— Somos teimosos demais!

Eu não sou tão teimoso assim. Não sou mesmo. Olho pra Bee, que levanta uma sobrancelha como se soubesse o que estava pensando. Okay! Eu poderia ser teimoso na medida em que minha mãe falou.

— Tem razão, mas... – paro um segundo. Parece que algo se encaixa agora – Minha mãe nunca tinha falado sobre filhos, por que ela tocou nesse assunto ontem?

— Por causa da nos...

— Não, amor! – nego a interrompendo – Pensa um pouco. Nem quando a gente decidiu casar, ela comentou ou cobrou. – Bee me olha e seus olhos se arregalam com a conclusão que chegou.

— Sua mãe queria que eu falasse com você sobre isso. – conclui chocada – Sua mãe é a Rainha da Sutileza.

— Eu diria da manipulação. Mas não é só isso. – continuo ignorando os novos atributos da minha mãe – Ela sabe que falando disso, eu desejaria terminar essa palhaçada com... – terminei fazendo um sinal, que Bee retruca, em seguida. Fecho os olhos com a decisão mais difícil, que tenho que tomar e a encaro. – Vamos seguir com o seu plano.

Ela fica em choque.

— O quê?

— Você ouviu!

— Ela sabia que você iria concordar! – declara surpresa. Balanço a cabeça. – Por quê?

Mexo meio desconfortável.

— Meu avô me aconselhou algumas coisas, mas dona Anelise tem razão. Eu não gostaria de sair de casa e, não saber se você ou eu voltaríamos para nossos futuros filhos. – explico – Temos que consertar minha bagunça. Vai fazer dois anos.

— Qual é a sua ideia? Depois que isso tudo acabar. – pergunta.

— Encontrar nossas parcerias, principalmente para a Universidade, não quero ter que corta verbas dela e... – me empolgo com os planos.

— Entendi! – me interrompe saindo da cama. – Isso é assunto do trabalho!

— Okay! – digo, lembrando nosso trato, levantando as mãos.

— Vai se arrumar. – manda andando até a porta. – Estão nos esperando na cozinha.

— Eles não tomaram café ainda? – questiono estranhando.

— O dia não foi intenso só para nós dois. – comenta e saindo do quarto.

Entro na cozinha.

— Bom dia, família! – cumprimento animado. Melhor que o café, só o almoço.

A mesa estava sendo posta. Hoje era o dia de a minha mãe fazer o café. Ou seja, a mesa estava mais arrumada do que o normal. É claro, que ela colocava todo mundo – marido, filho e nora — para fazer alguma coisa.

— Só se for para você, irmãozinho. – Yure reclama. – Por sua causa, tive que ficar até tarde escrevendo relatórios. – Bufa tentando pegar um pão na cestinha, mas minha mãe bate na mão dele. Seguro a risada.

Bee tem razão. Ontem foi um dia cheio para todos nós e a cara de sono dos meus pais e do Yure mostra isso. Dona Anelise estava impecável com seu cabelo preso em um coque. Meu pai estava ao seu lado segurando sua mão, como se ela precisasse dele. Ele tinha mania de lhe lançar vários sorrisos, até ela tirar a expressão seria do rosto. Meu irmão mais novo continua resmungando com seus cachos estavam apontados para todos os lados.

— Olha os modos, Yure Pax.

— Mãe, o filho que fez algo errado foi ele. – resmunga apontando para mim.

— E você é aquele que nem banho tomou ou arrumou o cabelo. – retruca com um olhar duro.

— Mãe, eu já tenho vinte anos. Para de pegar no meu pé. – Yure reclama fazendo um pico de propósito. Nós dois amamos implicar com ela, mas quando dona Anelise estava de bom humor. E seu rosto não mostrava isso hoje.

Meu pai o olhou como se questionassem sua sanidade. Pelo canto do olho, vejo Bee saindo de dentro da geladeira carregando o queijo e o chá gelado. Olho para ela e lhe dou uma piscadinha, que Bee retribui revirando os olhos para a discussão que se iniciaria.

Olho rapidamente para minha mãe para ver se ela viu o escorregão da Bee, mas dona Anelise estava ocupada tentando arrumar o cabelo do seu filho mais novo, que, inutilmente, emburrava a mão dela. Volto meu olhar para minha esposa, que gosta de brincar com fogo. Repreendo-a com um olhar, que arregala os olhos notando o que tinha feito. Sussurra um “esqueci” e retruco com o “te falei”. Ela coloca as coisas na mesa e faz uma cara de culpada.

— Vou tratar você como adulto quando parar de agir como criança! – retrucou ficando nervosa.

— Mãe, essa irritação toda é por causa do encontro da Bee e Vin com o vovô? – solta a pergunta no ar e se dando conta do que falou tarde demais. Talvez. Talvez não. Bem provável, que agora entenda a expressão “ouvindo o alfinete cair no chão”.

Dona Anelise não é uma mãe chata, que pegava no pé dos filhos o tempo todo. Depois que nós três crescemos o suficiente, ela lançava um olhar, no próximo um sermão de algumas horas e, em último caso um chinelo atingiria o alvo. Hoje, no máximo, o que ela fazia era direcionar um olhar e uma bronca, porém quando algo a incomodava, minha mãe costumava pegar no nosso pé. Como estava fazendo com meu irmão. Nessas situações, que são raras, meu pai nos orientava a não dá corda a ela. Agora, no caso, Yure deu corda.

Bee olha para mim e comenta baixinho.

— É por causa dessa reação, que eu não perguntei sobre o seu avô.

Eu apenas assenti encarando minha mãe. Antes que alguém da mesa falasse algo, meu pai aperta sua mão a puxando para baixo da mesa e sussurra algo no seu ouvido, que a tira do choque. Vejo sua expressão endurecer e seu olhar ficar frio, porém suas palavras soam doces.

— Eu acredito que temos que agradecer pelo café.

— Mãe... – Yure começa.

— Eu agradeço! – meu pai o interrompe lhe lançando um olhar duro. Depois do agradecimento, Bee oferece uma xícara de chá para a sogra, que aceita.

— Isabela e Artur irão jantar conosco hoje. – joga a bomba piorando a tensão.

Bee e eu nos olhamos cautelosos. Meu pai levanta a sobrancelha. Meu irmão balança e abaixa a cabeça um pouco envergonhado. E minha mãe se concentra no seu bolo favorito.

Hoje serio O dia!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.