Notas iniciais
Bem, como eu disse, ia ser bem rápido. ><'
Obrigada por todos os comentários, pessoal.
Eu... Gente, eu não sei o que dizer com tanto carinho que vocês me deram...
Enfim, eu vou falar lá no final...
Bom epílogo.

Dezesseis anos depois


Pois é, o tempo passou e os casais continuam felizes.

Começando com Tenten e Neji. Eles já eram casados há alguns anos e, quando veio o filho do casal, Hikaru – atualmente, um garoto de dezesseis anos pouco rebelde com os cabelos castanhos não muito grandes como o do pai, contudo, não tão pequeno quanto deu um japonês normal e olhos prateados – eles resolveram ir para Tóquio também. O adolescente sabia ser legal... Só com as pessoas que ele ia com a cara, é claro. Sua personalidade era forte e batia de frente com apenas uma pessoa.

Junko, filha de Shikamaru e Temari. A garota tinha os cabelos loiros escuros e grandes da mãe, a única coisa do pai era a cor dos olhos: escuros. Para o azar do Nara, a menina puxou o gênero da mãe – aquele mesmo gênero que deixava qualquer homem maluco só de vê-la sorrir, além, é claro, da parte de adorar mostrar suas curvas. Os homens curtiam, menos Shikamaru e, secretamente, Hikaru.

Então, vêm Gaara e Ino. Eles se casaram quando a loira descobriu que estava com dois meses. Logo, veio a Akemi. Com quatorze anos, Akemi tinha os cabelos curtos em Chanel loiros com algumas mechas vermelhas que a mesma fizera – não, não veio no pacote. Os olhos eram diferentes, porque, quando estava de dia, eram azuis como os da mãe e, quando estava de noite, eram verdes como o do pai. Ela puxou a personalidade divertida e extravagante de sua mãe.

Adivinha de quem a filha da Ino gosta? Se pensar no filho da Sakura, errou, pois o casal Uchiha teve uma menina que logo será comentada. Ela gosta de ninguém mais, ninguém menos que Taro, o filho de Kiba e Shion. Quem disse que os “vilões” não poderiam ser felizes? Eles acabaram tendo um caso e se casaram quando o filho já tinha sete anos. Hoje, sete anos depois deste casório, o garoto tinha o cabelo curto, escuro e sempre bagunçado e os olhos lilás escurecidos sempre frios faziam as meninas suspirarem. Taro, para a infelicidade das garotinhas da escola, só tinha olhos para uma loirinha que lhe perturbava muito.

Sakura e Sasuke foram uns dos casais que se casaram mais cedo, todavia, foram os que mais demoraram a ter um bebê. Quando chegou a linda menina, a rosada decidira fazer uma homenagem a sua sogra e deu a filha o nome de Mikoto, fazendo o moreno ficar todo bobo. E só pelo nome dá para saber que o homem é um pai-coruja – muito coruja, para o gosto de Mikoto. A garota era a mais nova do grupo, com apenas treze anos. Tinha os cabelos tão escuros quanto o do pai e os olhos tão verdes quanto o da mãe. Sua personalidade era uma mistura dos dois: a Uchiha era reservada e, na presença dos amigos, tornava-se chamativa. Principalmente na frente de um Uzumaki...

Finalmente, chegamos ao casal esperado. Hinata, no mesmo dia que recebeu o pedido de casamento, começou com uma crise de vômitos e enjoos e, quando fez o teste, não deu outra: estava grávida de poucas semanas. Imagina como os gêmeos ficaram? Radiantes! Assim que chegou Mitsuo, foi um mimo só. Porque, querendo ou não, ambos eram pais de primeira viagem e não sabiam o que fazer; como fazer.

Atualmente, Mitsuo tem quinze anos; é ruivo, graças à avó Kushina; tem azuis mais claros, como se fosse uma mistura dos olhos do pai com os da mãe. Personalidade? Por mais que se pareça com a avó, é calmo como o avô e tímido como a mãe, além de muito inteligente, assim como Sora e Kouji. Acabava sendo como Taro, conquistador de corações, e as declarações que recebia deixava suas bochechas vermelhas, fazendo que as garotas o achassem mais fofo e fazendo-o se perguntar porque as mulheres eram tão estranhas. Além do mais, tinha uma Uchiha que sempre tinha umas atitudes estranhas que o deixava confuso.

Hyuuga Sora era a única mulher que realmente entendia. Ela estava linda, com os cabelos longos azulados e olhos azuis celestes, além de um belo corpo – idêntico ao da mãe. Sora, desde a adolescência, fazia desenhos muito... Fodas! Quando formou-se, decidiu torna-se uma mangaká e acredita que ela faz sucesso? Hoje, com vinte e três anos, ela era um dos mangaká mais famosos do mundo. Quanto a questão amorosa... Ela estava noiva com Luka, um loiro de olhos castanhos claros. Luka era descendente de russo e, um dia, enquanto visitava a casa de um parente japonês, conheceu Sora e foram se apaixonando aos poucos.

Hyuuga Kouji era um bom irmão mais velho. Ainda bem que não era menina, pois odiaria ter que aturar um Kouji com ciúme. Sim, ele acabou se tornando um irmão bem ciumento quando o assunto era Sora. Só perdia para Naruto. Ele assumiria a empresa Uzumaki no lugar do pai no ano seguinte, quando se formasse na faculdade de contabilidade. O homem também se tornou bem... Bonito. Ele fazia Caratê, Judô e Jiu Jitsu, o que deu um corpo másculo e musculoso ao rapaz. Namoradas? Já teve várias, incluindo Yue, a menina que ele gostava na sua infância. Não deu certo, porque ambos acabaram vendo que era só amizade mesmo.

Naquele dia, o sol havia surgido como se mostrasse que o dia seria perfeito. Para Sora, aquele dia era perfeito mesmo: era o dia de seu casamento. Luka havia feito o pedido, primeiramente, para seu pai que, mesmo um pouco revoltado, aceitou. Então, se Naruto havia aceito, por que diria não ao amor?

Falando no Uzumaki, o mesmo se arrumava em frente ao espelho do quarto e não conseguia fazer o nó da gravata de tão nervoso. Ele levaria sua filha – sua única filha! – ao altar. Estavam vendo a pressão que ele estava tendo? Não que o noivo dela fosse ruim. Muito pelo contrário, gostou de Luka e via nos olhos do rapaz que ele realmente a amava. Só que... Ele não podia deixar de sentir um aperto no coração em pensar que sua menina estava casando.

— Naruto! — chamou sua esposa, saindo do banheiro onde estava passando a maquiagem. Ela estava com um vestido azul escuro longo com um pequeno decote e manga média. — Você ainda não terminou com esse nó?

— Gomen, Hina-chan — suspirou e passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os sem se importar muito. — É... É que eu tô nervoso.

— Naruto, não precisa disso — riu a morena e ficou na sua frente, desfazendo o nó que ele dava e recomeçando de maneira certa. — Quem deveria estar nervoso é o noivo, não você.

— Eu sei, mas a minha filha que vai casar — ele bagunçou ainda mais os cabelos e viu o olhar emburrado da moça, fazendo-o coçar a nuca, envergonhado. — Gomen, hime.

— Não estou revoltada por causa do cabelo, até porque ele não tem jeito e, uma hora ou outra, voltaria a ficar bagunçado. Mas sim de sua atitude. Naruto, nossos filhos merecem ser felizes. Sora já tomou o seu rumo enquanto Kouji só fica enrolando. Eu, sinceramente, não quero que meu filho vire um velho tarado sozinho... Nada contra o seu padrinho — falou rapidamente antes que o loiro fizesse uma careta. — Eu quero que meus filhos sejam felizes, apenas isso. Até Mitsuo tem uma namorada.

— Quase namorada — corrigiu e bufou. — O teme vive me falando que, se nosso filho encostar um dedo em Mikoto, ele ficara sem “amiguinho” para contar história.

— Eu esqueci que Sasuke é um tou-san mais coruja que você — ela revirou os olhos perolados e riram. Ela ficou na ponta do pé e o beijou, um beijo lento e – para a surpresa e alegria do marido – sensual. Quando se separaram, ela sussurrou com uma voz manhosa contra seus lábios: — Naruto-kun...

— Hinata, não faz isso comigo! — rosnou já rouco de desejo. Por mais que estivessem com quinze anos de casados, o amor e o desejo continuavam ali, como se fossem mais jovens do que nunca. Ela estava mais quente do que nunca, já que a menopausa estava perto e ela queria aproveitar bastante antes de qualquer coisa.

— Está bem — sorriu a Namikaze, dando-o um selinho e esticando-se para sussurrar em seu ouvido: — Mas de hoje não passa.

(...)

Ela olhava a si mesma, no espelho no seu antigo quarto da casa de suas tias. O casamento seria no jardim de trás e todos os convidados já haviam chegado, apenas esperando a cerimonia começar. Estava linda com o vestido tomara que caia de seda branca onde apenas o colo era justo e ia soltando até o seu pé. Na frente, tinha alguns detalhes no vestido. Também tinha as luvas que chegavam até o cotovelo e os sapatos, ambos brancos. Na sua mão, estava o buquê de tulipas vermelhas. Mordeu o lábio inferior e acabou tirando um pouco do batom.

— Vai acabar com sua problemática maquiagem — alguém murmurou e olhou do espelho que se tratava de seu irmão que estava escorado na passagem vestido um terno escuro, cabelos bagunçados e um meio sorriso nos lábios. — Não vai querer ouvir as oba-san reclamando sobre isso.

— Se é para perturbar, Kouji, vai embora — bufou e olhou para o buquê, passando a mão em algumas pétalas.

— Sora, eu amo te perturbar, mas você acha que vim, logo hoje, fazer isso? — o Namikaze saiu da porta e foi até a irmã, pegando sua mão e girando-a devagar. Quando encarou seus olhos azuis novamente, continuou: — Vim por três simples motivos. O primeiro para falar que você está linda. Muito linda mesmo.

— Arigatou — sorriu e ele beijou sua testa com carinho. — A segunda?

— Quem é minha acompanhante que você fez tanta questão de esconder até o último segundo? Literalmente.

— Ah hai. Lembra-se de Tsuki, nossa amiga de infância que teve que ir para outro país quando completou quinze anos? — questionou e viu o irmão franzir o cenho para, finalmente, assentir. — Então, ela perdeu os pais em um acidente recente e eu a chamei para o casamento. E queria que você fizesse companhia à ela, pois só você consegue fazer as pessoas rirem. Ela continua sendo um pouco tímida e... — ela parou de falar. Era bom que ele descobrisse.

— Certo, certo. E a terceira coisa é que o tou-san está te esperando lá embaixo.

— Kouji! Por que não me avisou antes? — deu uma moca nele.

— Ai! Você teria respondido as minhas perguntas se eu falasse que Naruto estava te esperando?

— Bem... Não.

— Então, pronto — o moreno saiu do quarto e ela suspirou, virando-se ao espelho para dar uma última checada. — Vamos logo, Sora!

— Está bem, seu baka. Tô indo.

(...)

A cerimonia havia sido linda. Agora, a festa estava rolando.

Os casais estavam sentados em uma mesa, conversando sobre a cerimonia.

— Pois é, Naruto, está ficando velho — comentou Ino, abraçada com Gaara.

— Como assim? — indagou o loiro, beijando a mão da esposa sobre a mesa.

— Sua filha está casada, Naruto. Ou seja, velhice chegando — respondeu Shikamaru que era abraçado por Temari que não prestava atenção na mesa.

— Sua anjinha já é mulher e muito bem casada — murmurou Sasuke e riu. — Como se sente com isso, dobe?

— Bem... — olhou para a esposa e abraçou o pescoço da morena. — Feliz, ora! Minha princesa está casada e é amada pelo marido. Eu fico contente em vê-la assim — e apontou para a recém-casada que estava abraçada com o marido, falando com os convidados e dando alguns beijos singelos no rapaz.

— Viu, Sasuke, até o Naruto não sente tanto ciúme com a filha! — apontou Sakura, fazendo que todos rissem e o Uchiha bufasse.

Na outra mesa, próxima dali, Kouji estava rindo com a Tsuki que se tornou uma linda mulher. Com olhos verdes olivas escuras e cabelos cor amêndoa presos em um penteado lindo, além de rosto em formato de coração e lábios cheios. Nunca havia visto uma mulher tão linda!

Em uma mesa mais distante, seis adolescentes olhavam todos. Akemi respirou fundo, fazendo que sua franja voasse, e olhou ao redor, aproximando-se das amigas para sussurrar:

— Que festa chata!

— Nós que não temos nada para aprontar — concertou Junko.

— Nós bem que podíamos fazer alguma coisa, né? — propôs Mikoto, sorrindo maldosa.

— E eu tenho um plano! — Junko sorri com os olhos brilhantes.

— Lá vem merda — murmurou Hikaru, atraindo o olhar da loira que lhe deu língua.

— Deixe-a falar, Hikaru — repreendeu Mitsuo, dando um tapa na nuca do amigo e deixando certa Uchiha com ciúme quando o mesmo encarou a loira com um sorriso tímido. — Continua.

— É assim...

(...)

Chegou o momento da valsa do casal. Todos estavam olhando para a pista de dança improvisada no centro e esperando algo. Luka pegou a mão da noiva e guiou-a para o centro da pista, esperando o DJ colocar a música quando não ocorreu. Foi quando um pequeno palco foi iluminado e Mitsuo estava nele, todo corado e nervoso. Todos olhavam para ele. QUE MERDA DE VERGONHA! Olhou para trás e encontrou os olhos verdes de Mikoto que lhe deram uma calma repentina. Mais seguro, olhou para sua irmã na pista de dança e sorriu timidamente.

— Oyasumi, minna! Muitos aqui devem me conhecer, mas é bom sempre me apresentar: sou Namikaze Hyuuga Mitsuo, otooto-san da noiva. Eu... E meus amigos resolvemos fazer uma homenagem a você, nee-san, e iremos tocar a música de sua valsa. Tem algum problema?

— Nenhum, meu tooto-san! — respondera a morena, sentindo os olhos se encherem de lágrimas.

— Então... Essa é para vocês, casal. Espero, com toda sinceridade, que sejam felizes. — Mikoto rouba o microfone do ruivo e empurra-o para o seu lugar. — A música é antiga, mas todos devem conhecer.

Hiraku e Junko começaram a tocar os violões e Sora reconhece de cara a música: The Only Exception, da banda Paramore. Sorri e começa a dançar com o amado, sendo guiada. Luka sorri para ela e beija sua testa com carinho no instante que Mikoto começa a cantar.

— Eles gostam muito de você, não é? — sussurra o marido, fazendo-a girar na pista e trazendo-a de volta.

— Acho que é sim. Talvez por ter sempre estado junto com todos, vendo-os crescer. Eu sei que eu os amo muito — confessa. — Eles só perdem para você...

— Bom saber — ele beija seus lábios. — Aishiteru, minha rainha.

— Aishiterumo, meu amor.

Ao som da voz da morena, o casal trocava juras de amor. Hinata abraça seu marido com força e beija-lhe a bochecha, sussurrando nesta:

— Arigatou...

— Pelo que? — estranha o outro.

— Por tudo o que me deu e deu aos nossos filhos.

Ele sorri e abraça-a com força, respondendo em seu ouvido:

— Eu que tenho que agradecer por toda essa felicidade que me deu.

Assim, nossos anjinhos cresceram e tiveram outros anjinhos. Porque a geração Namikaze Hyuuga estava apenas começando.

Notas finais
Sora casou! Kouji vai se apaixonar! A nova geração já está em andamento...
Gostaram? Sei que o epílogo não foi lá essas coisas, mas eu só queria mostrar que todos ficaram felizes no final.
E... Bom, eu tô quase chorando aqui. Nossos anjinhos cresceram!
Obrigada a todos que leram, tanto os que comentaram e que não o fizeram. Obrigada por terem feito minha primeira história um sucesso.
Agradeço a todos. E espero vê-los em minhas próximas histórias.
Com amor, KarolPi.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!