Os Dois Anjinhos
4 Capítulo 3 – Pensamentos
Notas iniciais
Obrigada pelos comentários.
E não desistam dessa história. ;)
“Não tenhas medo do passado. Se as pessoas te disserem que ele é irrevogável, não acredites nelas. O passado, o presente e o futuro não são mais do que um momento na perspectiva de Deus, a perspectiva na qual deveríamos tentar viver.” Oscar Wilde
Os raios solares de meio-dia não conseguiam penetrar as nuvens grossas que rondava baixo sobre a terra do Sol nascente, o que era extremamente irônico. Na janela do último andar de um prédio empresarial, um homem sorriu sarcástico. Sentado em uma cadeira de couro, virou-se para a sua mesa e olhou no relógio. Meio-dia, hora do almoço. Ou seja, fim do turno, pois aquela empresa era de sua família, atualmente somente sua. E Uzumaki Naruto sorriu mais uma vez.
Mesmo sem sorrir de verdade, Naruto tinha aparência de uma criança. Olhos azuis como o limpo e nítido céu, cabelo loiro e não muito curto nem muito longo que estava sempre despenteado e pele morena. Havia três riscas em cada bochecha e isso dava um ar de... Naruto.
Revirou os olhos. Ele tinha que ter o ar de Naruto. Levantou da cadeira, mas, quando saia da sala, o telefone tocou. Bufou e atendeu.
— O que foi dessa vez, Shion?
— Uzumaki-sama, tem uma pessoa querendo falar com você. — do outro lado da linha, a garota encarava um rapaz que parecia descontraído, olhando para os lados.
— Fale que estou ocupado, sei lá... — inventou e, quando ia desligar, ela falou novamente. Ela não, ele.
— Ei, dobe, ficou rico e esqueceu os pobres? — Naruto pode ouvir um sorriso na voz daquele desconhecido, mesmo não o vendo. Desconhecido? Duvido muito.
— Só uma pessoa me chama assim... Espera ai fora. Já estou indo. — e desligou.
Olhou mais uma vez para a sua sala e estava à mesma coisa de sempre: uma mesa grande que tinha alguns papéis e um notebook fechado diante a única janela do local. Uma cadeira alta e com rodinhas se encontrava entre a janela e a mesa. Havia duas portas: uma enfrente a mesa que levava a saída e outra no lado esquerdo da mesa que levava a um banheiro. E o lugar era resumido com uma palavra: monótono.
Saiu da sala e deixou um sorriso torto escapar de seus lábios. Na sala de espera, havia duas pessoas além dele. Uma era Shion, sua secretária. Os cabelos lisos eram tão loiros que chegavam a ser branco e seus olhos eram claros e sua pele também. Ela era bonita, mas não era o seu tipo – parecia obsessiva demais. E o segundo ser era um homem familiar. Um cabelo para corta escuro, olhos inexpressivos também escuros e pele clara. Ela vestia seu uniforme; ele vestia uma blusa polo azul marinha e uma calça jeans escura, além de um tênis Adidas.
— Ora, veja só. — falou ainda com o sorriso no rosto — Você não mudou muito, hein teme?
O garoto deu um de seus sorrisos: sem mostrar os dentes. Naruto conhecia tão bem aquele homem que sabia que talvez – só talvez – esse fosse o seu melhor sorriso e sabia interpretá-lo como se o visse ontem, sendo que fazia quase... Hm... Doze anos que não o via?
— E você não mudou nada, dobe. Parece que foi ontem que brincávamos no parquinho da escola — lembrou-se o moreno enquanto o loiro sorria largamente.
— Bons tempos que não voltam mais, Sasuke. — então, em um gesto involuntário, abraçaram-se. Pareço um gay fazendo isso, pensaram juntos e se afastaram, vendo a careta do outro e começando a gargalhar.
Shion levantou uma sobrancelha e observou a cena discretamente. Ou melhor, observou alguém discretamente. Ai, Naruto-kun...
— Então, o que estava indo fazer? — perguntou Sasuke — Afinal, se ainda te conheço, você estava indo almoçar, já que é sempre muito pontual quanto a isso.
— Sim, você ainda me conhece. Estava indo almoçar, mas como você apareceu, creio que quer comida de graça. — brincou e o moreno fez uma careta.
— Até parece. Vamos, porque quem vai pagar o almoço sou eu!
— Só te garanto uma coisa teme: você vai sair no prejuízo. Pois umas das coisas que cresceram junto comigo foi a minha fome. — e gargalhou novamente com os olhos arregalados do amigo.
(...)
Quando entraram no restaurante, Naruto viu de canto de olhou Sasuke revirar os olhos e reprimiu um riso. Lá estavam eles naquele restaurante que sempre iam quando crianças com os pais: Rámen Ichiraku. Teve um tempo que o moreno parou de frequentar, pois não aguentava mais comer rámen. Só que esse nunca foi o caso do loiro que ia todos os dias, desde a infância até os dias atuais, comer no lugar. Todos os funcionários já o conheciam, só para ter uma ideia.
Sentaram numa mesa não muito distante e fizeram seus pedidos. Quando a garçonete murmurou um “já volto com os pedidos” e partiu, viu o amigo encarar todo o local e fez o mesmo. O lugar estava um pouco cheio e isso era bem normal. Então seus olhos caíram sobre uma mulher que estava de costas para ele. O cabelo era grande, liso e tão escuro que parecia azul. Tão... Familiar.
— Esse lugar parece que nunca muda! — exclamou Sasuke, chamando a atenção do outro — Não parece, mas tem anos que não venho aqui e continua a mesma coisa.
— É verdade. Eu acho que só o negócio que cresceu mesmo.
— Como se eu não soubesse disso. Tem uma barraca dessas lá, em Nova York, e faz maior sucesso.
— Falando em Nova York, conte como é morar nos Estados Unidos. — entusiasmou-se Naruto, sorrindo de canto — Faz alguns anos que meu pai investiu para lá, mas, desde que assumi a empresa, nunca fui lá.
— Bem, por onde eu começo... — pensou Sasuke e veio a ideia — Já sei.
E começou a contar. Contou sobre como foi os primeiros dias, como era a escola, como os costumes eram diferentes e que mal havia notado quando começou a aparentar um americano. Os pedidos chegaram não muito tempo depois e o moreno voltou a falar, mesmo comendo. Contou que assumiu a empresa logo depois da formatura, que seu pai e seu irmão haviam morrido um ano depois e que sua mãe morreu fazia dois meses.
— Sinto muito. — falou quando chegaram nesta parte. Já havia pedido o segundo rámen enquanto o amigo estava terminando o primeiro.
— Tudo bem. É recente, mas foi melhor assim. Ela estava sofrendo muito desde a morte de meu pai e meu irmão. O último pedido dela foi para eu voltar para o Japão e cá estou eu. — finalizou Sasuke e suspirou aliviado, mas tinha alguma coisa faltando. Naruto notou que, na última frase, o rapaz havia ficado um pouco tenso.
— Só por isso? — levantou uma sobrancelha — O que está me escondendo, teme?
— Por que você me conhece tão bem, hein, dobe? — bufou o moreno. Sabia que não foi esse o pedido de sua mãe e ele não conseguia mentir muito bem sobre isso.
— Anda logo. Qual foi o verdadeiro pedido da sua mãe?
— Que eu me case com quem eu amo de verdade. Pronto falei.
— E porque você voltou a Tóquio? — Foi nesse momento que viu uma coisa que não esperava: o moreno corou. E outra coisa: não sabia o que falar...
— Bem... Hã... Sabe o que é, Naruto? Eu... Eu... Sei lá. — falava, ou melhor, tentava falar.
— O teme sem falar, até vai, mas sem falar com coerência? Ih, ai tem... — zombou o loiro enquanto o amigo, ainda corado, o fuzilou com o olhar.
— Calado, dobe. É um pouco complicado para mim... Faz muito tempo e talvez ninguém soubesse disso, mas...
— Você se apaixonou, teme? — o tom do loiro continuava com zombaria e viu o moreno assentir sigilosamente — Onw, que bonitinho, teme...
— Cala a boca, Uzumaki! — rosnou e Naruto quase gargalhou, só não o fez, pois não queria chamar atenção. Apenas riu e viu a coloração da bochecha do amigo aumentar.
— E quem é a sortuda que roubou o coração do meu melhor amigo?
— Bem, você a conhece. Aliás, ela marcou tanto sua vida como marcou a minha... — murmurou e um sorriso vitorioso cresceu em seu rosto.
Quem seria a garota? Conhecia tantas mulheres que era estranho pensar em uma que era especial. Estranho não, difícil. Tantas faziam partes de sua vida. Pense nas que mais marcaram, seu pensamento falou e ele seguiu o conselho. Não demorou muito para um rosto lindo aparecer em seus pensamentos.
A garota sorria timidamente com o rosto corado e os olhos brilhando. Apenas ela veio a sua cabeça e, se perguntassem para ele o porquê, não teria uma resposta. Talvez pelo sorriso, talvez pela inocência, talvez pela sinceridade que abitava em seus olhos tão viciantes. Talvez pela a única noite que passaram juntos, entretanto, uma das melhores. Talvez, só talvez... Um pequeno sorriso torto surgiu em seu rosto. Uma lembrança tão antiga e tão marcante. Balançou a cabeça e afastou os pensamentos. Ele não sabia onde ela estava e, naquele momento, não quis saber. Já pensara demais nela e como pensara.
Voltou a, quem sabe, futura namorada do amigo. Não poderia ser ela, até porque Sasuke estava em Nova York quando ocorreu. Pensou em Ino, sua atual namorada. Eles se conheciam. Todavia o moreno não saberia que estavam namorando e, antigamente, nunca mostrou interesse pela loira. Só sobrou uma pessoa...
— Não me diga que você estar apaixonado pela Sakura? — exclamou, surpreso. Sasuke sorriu envergonhado.
— Surpresa! Mas não é que eu esteja apaixonado, não é o caso. Aquela menina foi a única que mexeu comigo. — confessou o moreno — Não sei se você ainda gosta dela, mas, dobe, você continua sendo meu braço direito. Eu voltei para vir atrás da Sakura. Só que, primeiramente, quero conhecê-la melhor. Quero confirmar meus sentimentos por ela e ver se ela sente o mesmo por mim. Consegue entender?
— Claro, eu não sou um baka. Mas não se preocupe com duas coisas: — Naruto levantou dois dedos e, conforme falava, abaixava um dedo — primeiro, eu não gosto mais de Sakura. Aliás, faz muito tempo que não falo com ela. E, segundo, mas não menos importante: ela sempre teve uma “queda” por você.
O loiro se segurou para não falar penhasco no lugar de “queda”, contudo, ficou feliz de ver um brilho nos olhos do melhor amigo. Um brilho de quem acaba de tirar um peso da consciência ou de quem acaba de ganhar o melhor presente do mundo. Ele não sabia. E ele não iria saber, só o próprio Sasuke.
Quando chegou o segundo rámen, Naruto atacou e terminou rapidamente. Por um segundo, seus olhos caíram novamente sobre a mulher que percebera logo de cara. Ela havia se levantado e tinha ido pagar a conta, Com seus pensamentos ero, olhou para o corpo da mulher e quase deixou o macarrão cair. Ela tinha o corpo perfeito, com curvas maravilhosamente lindas. Engoliu seco e engasgou.
Sasuke seguiu o seu olhar e riu do amigo engasgado.
— Ai, Naruto... Só você mesmo.
— Calado... — bateu no peito até parar de tossir e fuzilou o moreno com o olhar.
O garoto ainda ria quando o celular do loiro começou a tocar. Este atendeu sem olhar quem era.
— Alô?
— Yo, Naruto-kun. É Ino.
— Amor! Tudo bom? — reprimiu o riso quando Sasuke levantou a sobrancelha.
— Claro, meu bem. E com você? — ele pode ouvir que ela sorria aquele sorriso quando estava encantada com o que ele dizia.
— Tudo ótimo. O que houve? Algum problema no trabalho?
— Não, não. Eu só queria saber se você vai lá a minha casa essa noite. Sabe, eu quero te mostrar para Sakura, pois ela continua falando que você é imaginário. — a loira bufou e o loiro riu, logo para sorrir maliciosamente para Sasuke.
— Claro, claro. Espero que Sakura-chan não fique muito surpresa em
ver que você tem um namorado de verdade.
— Eu estou torcendo pelo o oposto. — a garota gargalhou do outro lado — Espero por você às oito, Naruto-kun. Ja ne.
— Ja ne, Ino-chan. — desligou, ouvindo Ino rir no outro lado.
— Dobe... — Sasuke murmurou com os olhos arregalados — Que história é essa?
Naruto riu, não antes de perceber uma coisa: a mulher de cabelo azulado acabara de sair do recinto.
(...)
Depois de passar quase a tarde toda com Sasuke, despediram-se e marcaram de se encontrarem na quarta-feira – naquele dia, era segunda-feira – para fazerem qualquer coisa. Foi para casa e atualizou seu pai com todas as novidades da empresa, que não eram muitas, apenas a confirmação dos produtos que chegaram a Nova York e Londres; e também tinha uma vaga na área de administração.
— Não se preocupe com isso — falara —, logo a vaga será preenchida. Afinal, a empresa Uzumaki é muito famosa e disputa.
Foi para o seu quarto e tomou um banho demorado no seu banheiro. Vestiu-se e olhou no relógio, vendo que era sete e quarenta. Saiu de casa e pegou o seu Porsche Carrera GT prata. Quando chegou à frente da casa, saiu e deu uma olhada em si mesmo. Vestia uma calça jeans escura, uma blusa laranja com uma gola V que mostrava o começo de seu peitoral e um tênis preto. Estava bom, mas não era isso que pensava.
Os seus pensamentos voltaram para a mulher do restaurante. Sim, ele não conseguia parar de pensar nela, mesmo sem ter visto o rosto desta. Lembrava que algo naquele andar, naquele corpo e naquele cabelo eram extremamente familiar. E, por algum momento, lembrou-se dela. Mas por quê? Nunca mais teve notícia dela, não sabia se ela estava viva. Contudo, quando viu
aquela mulher, lembrou-se dela. Será que era ela? Será? Não. Não poderia
ser. Ela não teria motivo para voltar, teria?
Ele não soube no começo, mas logo saberia que aqueles pensamentos não eram coincidência.
Bufou alto e balançou a cabeça. E ai estava ela novamente, tomando conta de todos os seus pensamentos e todos os seus sentidos. Era apenas uma lembrança, águas passadas. Sabia que aquela garota mexera com ele quando era mais jovem, mas a vida anda. Ele já tinha vinte e sete anos na cara, quase vinte e oito, e já não ouvia falar daquela garota fazia quanto tempo? Seis anos?
Voltando a prestar atenção no seu corpo, notou estava diante a porta e tocou a campainha. Ouviu um gritinho e soube que era Ino o que o fez sorrir. Quando a namorada abriu a porta com um lindo sorriso, não resistiu e beijou-lhe os lábios, em um selinho. Ela não falou nada, apenas puxou-o para a porta da cozinha e disse:
— Sakura, este é o meu namorado.
Sentada na mesa e de costas para ele, Sakura virou sem delongas e os olhos verdes arregalaram-se. O loiro deu um sorriso sem graça e coçou a nuca enquanto a loira tinha um sorriso convencido estampado. E a rosada continuou paralisada por alguns segundos, que pareceram horas para ele.
— Yo, Sakura-chan. É bom revê-la depois de alguns anos.
Enquanto isso...
— Okaa-san, ficaremos aqui, não é? — perguntou Sora, quase caindo de sono. Os olhinhos se fechando mais a cada segundo.
— Sim, meu bem. Ficaremos aqui. — por enquanto, completou em pensamentos. Entretanto, ela não precisava ou deveria saber disso.
A menina deu um sorriso sonolento e acabou desmaiando. Hinata sorriu e cobriu-a. Kouji estava dormindo pesadamente desde o momento que bebeu o seu copo de água e Sora ainda conseguiu resistir, mas não por muito tempo. Sentou no chão e suspirou cansada. A viagem fora longa e o dia fora desgastante. Queria dormir, só que estava com fome e queria conhecer o namorado de Ino.
Apoiou os braços atrás do corpo e olhou ao quarto. As amigas acabaram os colocando em um dos quartos de hóspedes, o maior, por sinal. O chão e as paredes eram como de toda a casa. Os poucos móveis que tinham eram de madeira escura e polida. Havia um armário pequeno com quatro portas e algumas gavetas, uma pequena cômoda sem nada e uma estante de livros vazia. Sakura e Ino arrumaram três colchonetes e cobertores e voilà. Este era o quarto deles e, para Hinata, estava perfeito. Ela ainda não queria dar trabalho.
As mochilas estavam no canto do quarto e se levantou para ir nestas. Procurou o pequeno abajur dos filhos que sempre levava na mochila e, quando achou, ligou na tomada perto da porta. Deu uma última olhada nas crianças e abriu a porta, sem tirar os olhos dos filhos que pareciam anjos. Saiu e sorriu levemente.
Andou lentamente para a escada e pode ouvir pessoas gargalhando. Concluiu que o namorado da Ino havia chegado e Sakura deveria estar surpresa e divertida ao descobrir que o tal cara existia. Reprimiu um riso e contentou-se com um sorriso largo. O sorriso ainda estava estampado no rosto quando uma sensação incomoda no coração e notou que se sentia deslocada naquele lugar.
Calma, Hinata. Pensou e começou a descer as escadas demoradamente. Você acabou de chegar; elas não iram se acostumar com você de uma hora pra outra. Teve que concordar com esse pensamento, mas alguma coisa a incomodava. Não soube o que era aquilo e a sensação não melhorou nem um pouco quando ouviu Sakura falar, ainda rindo:
— Ai, ai... Foi boa, Ino. Licença, gente, mas eu preciso ir ao banheiro.
Hinata olhou para a amiga que saia da cozinha com um sorriso e sorriu também, porém sumiu logo quando o sorriso da rosada virou uma expressão desesperada e surpresa. Ficou diante da morena e esta sentiu que algo estava errado. Muito errado. Extremamente errado. Irrevogavelmente errado.
— Hina-chan, você precisa relaxar e respirar. Relaxar e respirar! Eu também estou um pouco nervosa e estou surpresíssima, mas eu não esperava. Realmente não esperava! Ele simplesmente apareceu e eu quase caio da cadeira. É sério, foi estranho. Não foi estranho, foi tenso. Não não não, foi... — Sakura atropelava-se com as palavras e já estava deixando Hinata tonta. Esta tampou a boca da amiga com uma mão.
— Sakura, calma! Eu acho que você precisa relaxar. — sorriu e gesticulou para a cozinha com a mão livre — Vamos beber água e eu aproveito para conhecer o namorado da Ino.
Sakura pareceu relaxar no momento, então, Hinata levou-a até a cozinha. Um erro. A rosada voltou a ficar agitada, contudo, tarde demais. A Hyuuga já tinha entrado e seu sorriso sumiu novamente. Desta vez, seus olhos não encontravam um par de olhos verdes nervosos. Encontravam-se com um par de olhos azuis elétricos e familiares. Sentiu o coração perder uma batida. Aqueles olhos...
Eram os olhos de seus filhos.
Notas finais
Acabei deixando o reecontro pro próximo cápítulo. ;D
Espero que tenham gostado, hein.
Até o próximo.
Fale com o autor