Os Dois Anjinhos
25 Capítulo 22 – Aishiteru...
Notas iniciais
BUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...
Como eu vou sentir saudade dos anjinhos. :'
Obrigada por todos os comentários e desculpem a demora, mas é último capítulo e eu fiquei sem vontade de escrever...
Enfim, ao capítulo.
“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.”Antoine de Saint-Exupéry
Seus olhos não desviaram dos delas e sentia algo acender dentro de seu ser quando viu o que queria ver dentro daquelas perolas: uma imensa e intensa saudade. Quase pensou que aqueles olhos poderiam ser seu espelho, pois ele certamente estaria igual, com o mesmo brilho no olhar, com a mesma respiração acelerada. Até com a mesma bolsa escura sob os olhos e seu coração ficou apertado ao notar que era por sua culpa.
Foi quando a conversa de mais cedo veio em sua cabeça novamente.
Flash Back On
— Nós viemos aqui falar sobre a Hinata — dissera Sakura, ajeitando-se ao seu lado na cama.
Naquele instante, sentiu todo o seu corpo ficar tenso – não porque a rosada havia sentado ao seu lado, sabendo que ele estava apenas de cueca, porém por causa do nome que ela falou: Hinata. Talvez por ter descoberto que sentia algo muito forte por ela no momento que falou que a amava, ainda que estivesse nos braços de outra pessoa.
Lembrar da cena que havia feito fazia seu coração bater mais rápido. Ele a amava? Desde quando? De onde saiu esse sentimento? Após sair do apartamento de Shion e dirigir para casa, sua mente tentava pensar em alguma desculpa para aquele deslize... Deslize? Não! “Cara, como eu estou confuso!”
No entanto, só quando estava deitado na cama, depois de um longo banho, ele descobriu o que todo o seu corpo já sabia: ele estava apaixonado por Hinata. Virou a noite e concluiu isso. Como? Talvez pelo jeito doce que ela tem ou pela beleza; outro fato era ser a mãe de seus filhos... Balançou a cabeça e fitou o nada.
— O que tem ela? — franziu o cenho e tentou esconder a preocupação da voz, sem muito sucesso. Isso não passou despercebido pelas mulheres que se trocaram olhares com um sorriso.
— Queremos saber o que você sente por ela — Ino, como sempre, adorava ser direta, pois enrolar não ajudaria em nada. A loira mudou o peso do corpo para o outro pé e cruzou os braços com um semblante sério.
— N-nani? — indagou e arregalou os olhos, encarando os olhos verdes e azuis enquanto negava com a cabeça. — Nada! — mentiu.
— Ah, para Naruto! Você sente algo por ela e você sabe disso! — rebateu a rosada e ele fitou os olhos dela que brilhavam em determinação.
— Dá pra ver nos seus olhos que você mentiu para nós — a Yamanaka concorda. — Por que é tão difícil para os homens falar sobre sentimento?
— Eu também me pergunto isso! — indignou-se a outra, assentindo e olhando a amiga. — Caramba, não vai matar ninguém falar o que está sentindo.
— Naruto é um cabeça-dura que não consegue admitir que está apaixonado pela Hinata graças ao bendito orgulho que ele carrega!
— Ei, eu tô aqui! — apontou para si mesmo, dando ênfase ao que falara.
— Ótimo, me poupa saliva — sorriu Ino.
— E o que ela disse é mentira? — contrapôs Sakura. — Você não é um cabeça-dura que não vai atrás de quem ama por causa do orgulho? Não sei se você percebeu, Naruto, mas o mundo não para. Enquanto você está ai, fingindo não amá-la, o Kiba está dando em cima dela. Daqui a pouco, ela o aceita de volta. Daqui a pouco, eles estão se casando. Daqui a pouco, ela está voltando para a terra natal e você nunca mais a verá. Sabe por quê? Porquê ela vai levar a vida dela e você vai ficar se remoendo por não ter feito nada!
A rosada parou e respirou fundo. Tanto a Yamanaka quanto ele encaravam a moça de olhos arregalados e de queixo caído. O Uzumaki foi o primeiro a se recuperar e desviou o olhar para a janela do quarto, levantando-se da cama e ignorando o seu estado atual – de samba-canção. A loira sentou-se ao lado da outra e ele foi até a janela, olhando a paisagem urbanizada e tentado não pensar nas palavras da Haruno, contudo, era inevitável.
Ele não havia pensado naquela possibilidade... Hinata poderia ir embora novamente e não voltar mais, então, ele poderia seguir sua vida, só tendo que mandar a pensão dos filhos todo mês. Seu coração ficou pesado quando a imagem dos anjinhos correndo para abraçar a mãe que chorava veio a sua mente. E por que esse pensamento lhe trazia dor? Não ver Sora e Kouji crescer... Não ver mais Hinata...
Era esse o seu problema. Não conseguia imaginar a sua filha rindo com um homem que poderia considerar um novo pai; não conseguia imaginar seu filho tendo uma conversa de homem para homem com outra pessoa; não conseguia imaginar a sua morena – sim, sua! – nos braços de outro homem... Além dele. Ele não conseguiria viver sem os três Hyuuga que entraram em sua vida. E que nunca mais sairiam desta.
— Naruto! — chamou a loira pela segunda vez, fazendo que ele acordasse de se transe. — Estamos esperando uma resposta...
— E se... — respirou fundo antes de hesitar, deixando as duas ansiosas.
— E se... — incentivou a rosada, gesticulando com a mão.
— E se, hipoteticamente falando, eu gostasse dela?
— Hipoteticamente? — elas arquearam uma sobrancelha.
— Hipoteticamente — concordou o loiro, cruzando os braços e fitando-as com uma expressão séria.
— Você deveria falar para ela. Se você achasse que o que sente é verdadeiro, você deveria falar com ela. Porque você só teria, hipoteticamente, duas respostas para sua declaração. E você deve saber quais são — Ino respondeu, encarando seus olhos sem desviar por um segundo.
— E se a resposta for negativa das minhas hipotéticas expectativas? — encostou-se na janela e descobriu que esse era o seu medo. Ela poderia não gostar dele.
— Você continuaria a seguir sua vida... Por mais que eu duvide que a resposta seja negativa — a Haruno tentou falar baixo, entretanto, ele escutou e seu coração bateu mais rápido, assim como seus olhos se arregalaram.
— Ela sente algo por mim? — a pergunta saiu de sua boca antes mesmo que pudesse pensar nessa possibilidade. As mulheres trocaram olhares por um tempo até que se viraram para ele, sorrindo de canto.
— Hipoteticamente?
— Hipoteticamente — ele revirou os olhos.
— Se ela estivesse, hipoteticamente, sofrendo por sua causa... — murmurou a Yamanaka, examinando suas unhas numa tentativa de mostrar que aquilo era apenas algo “hipotético”.
— Por que ela estaria sofrendo por minha causa? — perguntou e sentia o coração ficar pequeno.
— Supostamente, porque você mostra que não gosta dela...
— Supostamente, porque você aparenta saber dos sentimentos dela e está fazendo que ela pense que não quer o amor dela...
— Mas isso é mentira! — ele exclamou e franziu o cenho.
Por que ela achava isso dele? Ele nem sabia o que sentia por ela... Na verdade, sabia só que era um pouco difícil de admitir. Hinata, todavia, não poderia pensar aquilo dele – ele conseguira interpretar o seu sentimento recentemente; ela achava mesmo que ele conseguiria decifrá-la tão de cara assim? Claro que não! A coisa que nunca conseguiria fazer seria isso.
Ainda indignado, olhou para as mulheres e estranhou o fato das duas o encararem com um sorriso malicioso e vitorioso ao mesmo tempo. Foi quando se lembrou do que dissera em voz alta e sentiu suas bochechas queimarem. Ops...
— É-é hipoteticamente mentira! — tentou consertar e elas arquearam uma sobrancelha.
— Pode tirar o cavalinho da chuva! — levantaram-se da cama e a rosada voltou a falar: — Ou, melhor, o “hipoteticamente” da frase.
Flash Back Off
Naquela tarde, as moças foram as primeiras que souberam o que realmente sentia pela morena. Então, elas começaram a fazer um plano para que ele se encontrasse com ela e que eles finalmente se resolvessem. Ele até opinou, só que elas não gostaram de nenhuma ideia dele... Bem, apenas uma. Elas ficaram tão felizes com a ideia dele que ajudaram com tudo.
— O-o-o que você faz a-aqui, Uzumaki? — perguntou Hinata com a voz calma e trêmula. Ele despertou de seus pensamentos e balançou a cabeça, fitando novamente os olhos da sua amada.
— Eu acho que precisamos ter uma conversa — respondeu, aproximando-se e vendo-a se levantar. Estavam próximos – se ele desse uns quatro passos, ficaria colado nela.
— Cadê a Sakura? — ignorou sua proposta e começou a dar alguns passos para trás.
— Não a vejo há uma hora — confessou e aquilo fez que ela parasse de andar para trás. Ele não parou.
— E o que ela estaria fazendo com você? — viu os olhos exóticos dela se estreitarem. — Ela mandou uma mensagem falando que tinha brigado com Sasuke-san...
— Já ouviu falar na palavra mentira? — murmurou ironicamente diante a inocência da mulher.
Então, foi quando os olhos dela se arregalaram. Em um movimento veloz, ele pegou os braços dela quando ela ia começar a fugir e puxou-a para ele, fazendo que eles ficassem a centímetros de distancia.
— Me solta, Naruto! Me solta! — ela começou a se debater. — Eu tenho que ir embora!
— Não até você me ouvir — conclui, fazendo que ela parasse e o encarasse. Ele ficou surpreso em ver que os olhos dela marejavam e algo dentro de si ferveu. Raiva? Provavelmente.
A Hyuuga começou a debater-se novamente e sua raiva só aumentava. Ela queria fugir dele, queria adiar essa conversar. Porém uma cena veio em sua cabeça e deixou seu sangue mais quente ainda. Hinata sorrindo e abraçando um homem moreno, Kiba, que falava algo para ele e ambos assistiam Sora e Kouji correndo em um enorme quintal. Aquela imagem... Sem perceber o que estava fazendo, ele inclinou-se e uniu seus lábios aos dela que foi pega desprevenida com aquele beijo.
No começo, ela tentou relutar e continuou a se debater, contudo, foi cedendo aos poucos. Era o que ela queria; o que ele queria; o que os dois mais queriam. A mesma descarga elétrica do primeiro beijo deles deixou ambos balançados e ele pediu passagem com a língua que foi prontamente concedida. Quando as línguas se tocaram, mais descargas elétricas vieram. Cada um explorava a boca do outro como se nunca tivessem feito isso e tudo fosse novo.
Ele sentira saudade daqueles lábios. Ele sentira saudade daquela língua. Ele sentira saudade daquele gosto... Como ele demorou tanto para perceber que a amava? Nem ele sabia e, naquele momento, não queria saber. Dois corações batiam descompassadamente e nada ao redor existia. Nenhum problema, nenhuma dor. Só eles dois. Em algum momento, ela soltou suas mãos e passou-as em volta do pescoço dele enquanto o mesmo apertou-a mais pela cintura.
O ar estava chegando ao fim. Assim que se afastaram, respiraram fundo e ficaram arfando. Naruto encostou a testa na dela e abriu os olhos, ficando feliz ao ver as bochechas da morena vermelhas e um pequeno sorriso nos lábios carnudos. Então, ela abriu os olhos de repente e ficaram se encarando fixamente. Após se recuperarem, ele encostou seu nariz no dela e deu-lhe um beijo de esquimó, deixando-a corada e fazendo que ele risse baixo.
— Posso falar agora? — questionou, ouvindo um fraco “hai”. — Ótimo. Nem sei como começar... Bem, há alguns anos, eu era um completo baka. Eu gostava daquela vida de pegar uma garota, brincar e jogar fora. Talvez porque pensava que nunca conseguiria me apaixonar novamente, não depois que Sakura havia se apaixonado por Sasuke e ele retribuía. Quando voltamos do recesso do segundo período da faculdade, eu estava conversando com a Sakura, tentando fazer que ela percebesse que o meu melhor amigo não era para ela. — ele encarou os olhos dela e continuou. —Ela negava aflita com a minha insistência e, quando eu ia contrapor novamente, ouvimos a voz de Ino. Olhamos e lá estava você, corada e me encarando como se eu fosse um alienígena. A loirinha te falou alguma coisa e você ficou mais corada que o normal, e eu te achei muito kawaii.
“Fui embora pensando no seu rosto e eu comecei a ter uma implicância enorme contra você – acho que por causa da sua inocência que eu pensava que era falsa. Só depois de alguns meses que eu percebi que te queria e foi na festa que vi a situação perfeita para ter algo com você. Eu senti algo estranho quando vi você com aquele garoto da faculdade e adorei ver você batê-lo. Eu te segui para fora e foi ali que nos beijamos. Juro que aquele beijo me deixou balançado. Vários meses depois, nós tivemos nossa primeira noite. Não sabe como eu queria tê-la novamente... E você sumiu.
“Seis anos depois, eu achava que tinha a vida ótima. Eu tenho um bom emprego, tinha uma namorada que vivia em conflitou com a minha kaa-san, mas nada de tão ruim assim... Até que voltou... Quando te vi no jantar na casa de Ino, eu quase tive um troço! Eu não esperava por aquilo. Naquele dia, eu pensei em brincar um pouco com você quando estávamos a sós. Eu não pretendia te beijar e fiquei realmente surpreso assim que você se levantou.
“Acho que nos aproximamos de vez quando descobri que era tou-san de seus filhos. Eu demorei quase dois meses para saber o que realmente fazer e gomen por isso. Eu nunca pensei que um dia seria tou-san, entende? Foi um pouco complicado para mim. Então, veio a festa e chamei você e nossos filhos porque queria conhecê-los. Sora e Kouji são duas crianças maravilhosas e são iguais a minha pessoa, o que levou minha kaa-san a desconfiar. Contei tudo para ela e, no dia seguinte, vocês estavam na minha casa novamente. Sora e Kouji começaram a ganhar confiança em mim. E foi naquele dia que o meu desespero começou...”
Ele parou do nada, franzindo o cenho e olhando-a. A morena ouvia tudo atentamente e sentiu o coração bater mais forte quando ele parou. Foi no mesmo dia que ela havia descoberto que ainda o amava e no mesmo dia que Kiba a beijara na frente do loiro... Mas qual fora a parte mais desesperadora? Ela apaixonada ou o beijo do Kiba?
— Continue — sussurrou a Hyuuga. — Onegai, continue.
— Hai — limpou sua garganta. — Quando vi você sendo beijada por aquele desconhecido, algo dentro de mim quase fez que eu atacasse aquele baka. Só quando eu ouvi o que ele falou que eu percebi que não era bem-vindo, por que... Eu pensei que aquele cara era o seu namorado. — os olhos dela se arregalaram e ele apertou-a mais contra si. — Então, comecei a me afastar de você. Sempre que eu estava na sua casa para ver os nossos filhos, quando você chegava, eu ia embora, pois eu não queria que o baka pensasse algo de nós dois, não queria que ele achasse que nós tínhamos alguma coisa para que você não saísse prejudicada. Não... Queria que você sofresse por estar longe dele.
— N-nani? — ela perguntou, com o queixo no chão. Como ele poderia pensar que Kiba era seu namorado?
— Ontem... Aconteceu uma coisa que me fez perceber a minha razão de querer que você ficasse feliz. Hoje, Sakura e Inoforam lá em casa e me convenceram a fazer o que estou prestes a fazer. A coisa que eu já deveria ter feito há seis anos. A coisa que eu deveria feito para não fazê-la sofrer tudo o que você sofreu... — umedeceu os lábios e fechou os olhos, concentrado toda a sua coragem nas seguintes palavras: — Ai... Aishiteru, Hinata. Aishiteru!
O que? Espera... O que ele falara? A Hyuuga arregalou seus olhos e pensou que teria um infarto. Ele a amava? De verdade? O lábio inferior dela começou a tremer e ela se forçou a mordê-lo. Seus olhos se encheram de lágrimas novamente, no entanto, desta vez, era de felicidade. O loiro abriu os olhos e espantou-se ao ver algumas lágrimas rolarem pelo rosto dela.
— Por que está chorando? — questionou, passando uma das mãos na bochecha dela.
— P-p-porque eu nunca estive tão feliz! — sentiu os braços dela apertarem mais seu pescoço, puxando-o para mais perto e abraçando-o forte. Sentiu os lábios dela próximos de sua orelha e ela terminou: — Sabe por quanto quis ouvir você falar isso?
— Nani? — afastou-a de si e encarou-a surpreso.
— Sabe quantas vezes eu sonhei com essa declaração? Eu nunca imaginei que alguém pudesse me dizer essas palavras – ainda mais de uma pessoa que eu tanto quero ouvir... — ela inclinou-se e deu um longo selinho nele que ficou encantado com a doçura dela. — Aishiterumo, Naruto.
O próprio não sabia o que fazer. Realmente, não esperava que ela retribuísse esse amor. Então, sorriu largamente e beijou-a novamente, querendo se perder cada vez mais naquela mulher que conquistara seu coração há tanto tempo.
(...)
Ouviu alguém abrir a porta e virou-se ainda no sofá, vendo a tia rosada entrar com um sorriso nos lábios. E nenhum sinal de sua mãe. Ela arqueou uma sobrancelha e olhou para o irmão que estava ao seu lado, também estranhando o fato de sua mãe não estar ali.
— Oba-san, cadê minha kaa-san? — perguntaram os dois e a Haruno assustou-se, levando a mão ao coração enquanto encarava-os.
— Quase me mataram do coração — ela apontou, tentando não parecer dura.
— Gomen— murmuraram e seguiram a outra que entrou na cozinha. — Cadê a kaa-san?
— Ela vai voltar mais tarde, não se preocupem — tranquilizou a moça que se abaixou e beijou as bochechas deles. — Onde está Ino-chan?
Sora, ainda desconfiada, apontou para o andar de cima e Sakura falou que iria falar com a outra rapidamente. Quando esta subiu, ela olhou para o menino que fitava-a com a testa franzida, como quem diz “ai tem coisa!” e algo lhe avisava que tinha mesmo. A ideia veio em sua mente e ela sorriu cumplice para o irmão enquanto ele retribuía e apontava para cima. Logo, ambos estavam subindo silenciosamente e viram uma frecha de luz vindo do quarto da loira.
Lentamente, aproximaram-se e esconderam-se da luz atrás da própria porta. Num local perfeito para não serem descobertos e ouvirem a conversa das tias.
— Como foi? — indagou a Yamanaka, sua voz cheia de curiosidade.
— Eu vi só quando ele chegou e falou com ela. Depois, Sasuke que era melhor irmos e concordei — a outra pareceu dar de ombros.
— Ela desconfiou de alguma coisa?
— Por nenhum segundo — a Haruno sorriu e suspirou. — Espero que dê certo, se não a Hina não vai olhar nas nossas caras!
— Nem me fale. Mas vamos sair daqui antes que eles desconfiem.
— Tarde demais, eles estão estranhando desde o momento que eu passei pela porta sem ela.
A esse ponto, o garotinho começou a puxar a irmã para o andar de baixo. A menina estava nervosa. O que será que suas tias fizeram? Quem era esse “ele” que Sakura havia comentado? Será que sua mãe dormiria em casa? Não sabia porque, contudo, algo lhe avisava que não e aquilo a deixava contente. Talvez... Fosse um bom pressentimento.
Talvez... Quem sabe?
(...)
Ela realmente não pensava em nada.
Estavam dentro de um elevador, pois Naruto falou que tinha que mostrar-lhe uma coisa. Quando entraram, ele abraçou-a por trás e encostou-se ao fundo do elevador, dando alguns beijos no pescoço dela e fazendo que ela não pensasse em nada além daquelas carícias tão amorosas.
— Está me raptando, Uzumaki? — sorriu e ele riu, ainda com os lábios sobre a pele dela.
— Tecnicamente — ele para de rir e morde seu pescoço, fazendo que ela arfasse. — Estou matando a saudade.
— E-e a coisa que tinha que me mostrar? — mordeu o lábio inferior ao senti-lo descer um pouco os beijos e tornar a subi-los.
— Eu vou mostrar, ora.
Nesse momento, a porta metálica se abre e eles então em um corredor com apenas cinco portas, sendo uma a escada de emergência. Ele começou a levá-la para a porta mais distante e continuava a beijar seu pescoço, fazendo que ela sentisse aquele velho desejo de sempre.
— Naruto — seu tom de voz era fraco, porém ainda repreendia.
— Nani? — ele perguntou inocentemente, sem parar de beijar.
Eles chegaram à porta e ele imprensou-a na porta antes de virá-la para si e toma-lhe os lábios com fervor. Ela não tinha como fugir e nem queria – beijava-o da mesma forma e passou as mãos para debaixo da blusa dele, arranhando de leve as costas do amado que rosna entre o beijo. Sentindo uma mão dele largar sua cintura para ir a maçaneta, tirou um pouco do seu peso da porta para que ele a abrisse e ela não caísse.
— Chegamos — ele virou-a novamente e Hinata sorriu ao constatar onde estava: no apartamento de Naruto, onde seus anjinhos foram concebidos.
— Aqui é? Por que não na sua casa? — perguntou curiosamente.
— Porque essa é a minha casa – a mansão é a casa de meus pais.
— Entendo...
A Hyuuga olhava para os detalhes da sala. O chão era madeira e as paredes eram de um laranja bem clarinho. Os móveis estavam cobertos com um plástico preto e aquilo fez que ela o olhasse, confusa.
— Eu estava morando lá na casa de meus pais, mas eu iria voltar para cá. Só que eu não queria que os móveis estragassem, ué. A única coisa que eu fiz aqui hoje foi... Ah, vem que eu te mostro.
Eles tiraram os casacos e os sapatos e seguiram para o corredor a direita onde se encontravam quatro portas — duas na parede da direita, outra na da esquerda e a última no final do corredor. Ele parou diante de uma porta ao lado direito e abriu-a, dando espaço para ela passar. A moça sentiu as lágrimas ameaçarem a rolar novamente quando percebeu a cor do quarto vazio: azul bebê e laranja – as cores prediletas de Sora e Kouji, respectivamente. O loiro queria que eles morassem juntos e com os filhos, como uma família unida.
— Gostou? — indagou o amado, chamando a sua atenção enquanto ele examinava o quarto com um sorriso. — Eu pintei e Sakura e Ino foram comprar os móveis que devem chegar essa semana que vai vir. Eu queria fazer essa surpresa para os nossos filhos, sabe? Acha que eles vão gost...
As palavras dele morreram quando ela correu e beijou-o com amor. Estava feliz como nunca esteve em sua vida, perdendo apenas para o dia que seus filhos nasceram, é claro. Ele retribuía, abraçando-a novamente. Era o que ambos queriam. Queriam a felicidade, queriam o carinho, queriam o amor. Queriam ser uma família.
(Hentai)
Então, separam-se e os dois tinham um brilho em seus olhares: desejo. Ele voltou a beijá-la, no entanto, com uma mistura de amor, volúpia e saudade. Retribuiu e sentiu seu começar a se acender, inclusive o incomodo lá embaixo. O rapaz começou a puxá-la para outra das portas do corredor sem parar o beijo por um instante sequer. Desta vez, quando chegaram na porta do final do corredor, ele ficou apoiado na porta enquanto ela tateava-a, procurando a maçaneta. Já dentro do quarto, vão andando até a cama de casal quando ela para de beijá-lo e o senta na cama completamente corada e com um sorriso malicioso que deixou-o excitado.
— O que vai fazer, Hinata? — o Uzumaki perguntou, deitando-se na cama e apoiando-se com apenas os cotovelos.
— Isso — sorriu e começou a tirar a blusa que estava vestindo, dando-o a visão dos seus seios cobertos com um sutiã. — E isso — Olhou-o com mordendo o lábio inferior e abrindo a calça, tirando-a e mostrando seu corpo apenas com apenas a lingerie preta.
Ele a encarava fixamente, sentindo seu membro ganhar vida, e mais ainda quando ela subiu em cima dele e foi engatinhando até sentar-se sobre sua virilha, fazendo-o gemer. A Hyuuga estava corada e com os olhos brilhando de desejo, impulsionando-se sobre ele e beijando-lhe os lábios.
Naruto sentia o corpo dela sobre o seu membro, sentia os seios delas contra seu peitoral. Aquilo estava deixando-o maluco. Quem pensaria que ela tivesse dois filhos com um corpo daqueles? Tirou a blusa rapidamente para volta a puxá-la contra si e sentir o corpo dela mais próximo do seu. Separando-se por causa da falta de ar, começou a trilhar os beijos pela bochecha, pelo pescoço, pelo colo... A morena guiou suas mãos para o fecho do sutiã e ele abriu-o, vendo os voluminosos da amada livres. Suspirou e continuou os beijos de onde parou.
Ouviu-a gemer quando seus lábios chegaram neles e começou a torturá-la – com beijos, mordidas e lambidas nem um pouco apressadas. Uma mão trabalhava com o outro seio, mexendo com o mamilo entorpecido, enquanto a outra estava na cintura dela, apertando-a com força. Desceu a mão da cintura para a intimidade e, afastando o fino pano e molhado da calcinha, começou a explorá-la com os dedos.
Os gemidos finos e femininos ficaram mais frequentes e foi quando começou o movimento dos quadris dela. Seu membro parecia apertado naquela calça jeans e naquela cueca e aquilo estava incomodando os dois. Hinata começou a abria a calça dele e gemeu quando o Uzumaki começou a penetrá-la com dois dedos. As mãos trêmulas forçaram a calça para baixo, tirando-a completamente.
Agora, ambos estavam com apenas a peça íntima de baixo. A mulher não parava de mexer-se sobre seu membro e conseguia arrancar alguns gemidos seus. Não demorou muito até que ela gozasse e, para não cair sobre ele, apoiou-se em seu peitoral e respirava com dificuldade. Levou os dedos até a boca e deliciou-se com o gosto doce da sua Hyuuga que pareceu ficar excitada com aquela cena.
Ele fez menção em trocar de posição, porém, para sua total surpresa, ela não deixou e murmurou rouca de desejo:
— M-minha vez, Naruto-kun.
Após tais palavras, ela o beijou com ardor. Hinata sentia-se preparada para lhe dar prazer pela primeira vez que eles estiveram juntos, sobre aquela mesma cama, e por aquele dia. Talvez porque sua timidez já havia sumido e lhe desse mais liberdade para fazer o que seu corpo bem queria. Arranhando lentamente seu loiro, foi descendo os beijos e mordeu o queixo de leve, arrancando um gemido baixo dele.
Continuou a beijá-lo e seus lábios tocaram o pescoço, o peitoral, a barriga... Deparou-se com a cueca e era visível a excitação de Naruto que respirava com dificuldade e assistia tudo com ansiedade. Ela não deveria saber o quanto aquele jeito inexperiente deixava-o mais duro. Foi quando passou a mão por debaixo do fino tecido e começou a masturbá-lo.
Os gemidos dele eram música para seus ouvidos e queria dizer que ele estava gostando. Suas bochechas estavam muito vermelhas e não saberia dizer se eram de prazer ou de vergonha – um pouco dos dois, achava. Vendo as caretas de puro deleite do amado, tirou a cueca dele e abaixou-se, lambendo a glande e ouvindo um urro do Uzumaki por causa da surpresa e, ao mesmo tempo, prazer. Era bom fazê-lo sentir o mesmo que sentiu e por isso continuou.
“Meu Kami! Meu Kami! Meu Kami!”, ele pensava enquanto levava seus dedos em meio aos cabelos escuros de sua amada que já começara a colocar seu membro na boca e brincava com a língua timidamente. Era impossível não gemer com aquela carícia tão... Sem descrição. Quando sentiu que iria explodir, afastou-a rapidamente e puxou-a para cima, tentando normalizar todo o seu corpo que tremia.
— Por que fez isso? — perguntou a mulher com a voz rouca de tesão.
— Porque eu não quero gozar na sua boca — ele sorriu e virou-se bruscamente com um sorriso malicioso, ficando por cima e sussurrando no ouvido dela com uma voz sensual. — E, sim, dentro de você — mordeu o lóbulo dela que gemeu alto.
Assim, voltou para a boca inchada e rosada da moça e beijou-a com carinho. Colocou-se entre as pernas dela e pressionou seu sexo contra ela, porém sem penetrá-la. Ele estava doido de desejo para continuar, só que gostava de torturá-la. Talvez por ela ser tão complicada a ponto dele nunca saber o que ela faria. Os olhos perolados brilhavam e ouvia os gemidos/protestos dela com um meio-sorriso, como se a desafiasse a fazer algo contra.
Foi nesse segundo que Hinata se revoltou. Ela não estava mais agüentando aquela maldita tortura! Trocou de posição e ficou sobre o loiro mais uma vez que a olhou, surpreso. Sentando sobre o membro pulsante, ela conseguiu fazer que ele a penetrasse de uma vez e ambos gemeram alto. Como era bom senti-lo daquela forma! Em uma ligação tão... Íntimo e perfeita.
Mordendo o lábio inferior, fitou-o como se perguntasse o que deveria fazer e ele riu rouco. Então, colocou as mãos masculinas em sua fina cintura e começou a mexê-la de modo que conseguia enlouquecer os dois. Ela começou a fazer sozinha e devagar para logo ganhar mais ritmo e gemer a cada estocada. Naruto também gemia e começou a tocar os seios dela, fazendo-a gemer mais alto. Minutos depois, sentia seu corpo mole e foi sentindo o corpo tremer em puro êxtase que ela começou a diminuir a velocidade.
Repentinamente, o Uzumaki ficou sobre si e estocou mais rápido e fundo, quase a ponto de sair completamente e voltar com força. Ela gritou quando sentiu jatos quentes dentro de si e sentiu o peso do corpo dele sobre si, ambos com a respiração fora do normal. Em seus lábios, dois sorrisos nasceram. Naruto levantou o olhar e seus olhares se encontraram. Sorriu apaixonada e levou a mão para o rosto dele, afagando-o com carinho.
(Fim do Hentai)
— Aishiteru, Naruto-kun — sussurrou e viu um largo sorriso iluminar o rosto do amado que teve que retribuir.
— Aishiterumo, Hinata-chan — ele sela seus lábios e sai de cima dela que só percebeu que ainda estavam conectados naquele momento, pois gemeu contrariada. — Já comentei que eu adoro quando você me chama de “Naruto-kun”?
— Não — riu e ele puxou-a para si, aninhando-a em seus braços. — Então, vou te chamar apenas assim. Está bem para você, Naruto-kun?
— Está ótimo — sentiu um carinho no cabelo e apoiou seu queixo no peito másculo para encará-lo melhor. Olhando aqueles olhos, lembrou-se de dois pares iguais e prendeu o ar nos pulmões, levantando-se rapidamente. — Nani? O que houve?
— Meus filhos... Quer dizer, nossos filhos. Eu não falei que ficaria fora — ela estava quase levantando da cama quando sentiu seu braço ser puxado para a cama novamente. — Naruto-kun...
— Hina, não adianta querer ligar agora — e ele aponta para o relógio sobre o criado-mudo. —, porque já passou da meia-noite.
— Já? — surpreendeu-se e deixou que homem a puxasse para seu colo.
— Nós chegamos aqui no apartamento era quase oito horas — o loiro deu de ombros. — Vamos falar com eles amanhã... E contar toda a verdade.
Sentiu a sensação que, se seu coração batesse mais rápido, ele sairia por sua garganta seca. Claro que teriam que contar – ela não poderia esconder esse segredo para sempre, né?
Notando a hesitação dela, Naruto puxou o queixo dela e deu-lhe outro beijo. Arrastou-se na cama com ela ainda em seu colo e apoiou as costas na cabeceira da cama, fitando-a e vice e versa. Ele sabia que a morena tinha motivos para hesitar, afinal, ela iria contar para os filhos quem era o pai deles depois de seis anos. Não eram muitos, entretanto, eles sentiriam o mesmo impacto. Desta vez quem afagou o rosto da pessoa amada foi ele, vendo-a apoiar a cabeça em sua mão.
— Não se preocupe — murmurou com um sorriso confiante. — Tudo vai dar certo, ok?
— Hai... Só mais uma coisa.
— Nani?
— Nós iremos morar aqui? — perguntou a moça.
— Hai. Aqui tem três quartos e dois banheiro... Um exclusivamente nosso — sorriu malicioso.
O loiro olhou para baixo e percebeu estar em uma posição muito... Estimulante. Assim que volta a fitá-la, o sorriso malicioso continuava em seu rosto e começa a beijar o pescoço dela que estremece.
— Naruto-kun — tentou repreendê-lo, porém acabou gemendo no final, sentindo ser invadida com aquelas mesma sensações de segundos. — Seu insaciável!
— Como eu poderia ser — continua a descer os beijos e termina no vale dos seios dela. — com você nua na minha cama?
(...)
A porta do carro foi aberta e ela fitou os olhos dele, receosa. Era três e pouca da tarde quando finalmente conseguiram sair de casa... Ficaram conversando sobre tudo, contando segredos, fazendo amor... Enfim. Agora, não tinha como voltar. Teriam que contar de um jeito ou de outro.
— Vem, Hinata — o namorado estendeu a mão e sorriu confiante. — São nossos filhos, não dois monstros de sete cabeças!
— Exatamente por isso, Naruto-kun — suspirou e mexia suas mãos, nervosa. — E se eles não quiserem mais olhar na minha cara?
— Hina, eles te amam tanto! Como pode pensar assim deles?
Respirou fundo e assentiu. Realmente, estava exagerando. Só que, como ela mesma, seus anjinhos eram imprevisíveis. Aceitou a mão do Uzumaki e saiu do carro, o qual foi fechado pelo dono. Não conseguiu largar a mão que agora era seu apoio e ele nem se importou com isso, guiando-a para dentro da própria casa. Abriu o portão e a porta e ouviu pessoas conversando na cozinha. Seguiu para lá e encontrou tanto a rosada quando a loira.
— Traidoras! — exclamou, recebendo os olhares das duas, e fingiu ficar irritada, cruzando os braços contra o peito. — Pensei que fossemos amigas!
— E somos! — sorriu Sakura e ambas correm para abraçá-la.
— Já viu o brilho nos seus olhos para falar alguma coisa? — Ino arqueou uma sobrancelha e as três riem.
— Arigatou — sussurrou ainda abraçando-as. — Arigatou por tudo que fizeram por mim e por meus anjinhos.
— Sinta-se a vontade... — começou a Yamanaka.
— Para sempre pedir algo. — terminou a outra.
— Agora, cadê eles? — afastou-se e esperou a resposta, alterando o olhar entre as duas.
— No quintal dos fundos.
— Arigatou — pegou a mão do amado que sorriu para as suas amigas tão agradecido quanto a mesma e seguiu pelo pequeno corredor.
Passando pela porta, recordou de como sentiu-se bem ao estar naquele local pela primeira vez, quando acabara de chegar à Tóquio. Seu objetivo era apenas conseguir um emprego e ganhar o seu próprio pai na justiça para ter a guarda de seus bebês para si; Naruto não estava nesse futuro... Agora, com ele ao seu lado, via como aquela vida era sem graça. Sem felicidade. Sem amor... Agora, ele estaria com ela para o que der e vier.
Olhou ao redor e ouviu a risada de Sora que corria do irmão. Sorriu e deu alguns passos para frente, chamando a atenção de Kouji que parou e olhou diretamente para ela. A irmã logo percebeu que ele não o perseguia mais e fitou o mesmo ponto que o menino, dando de cara com sua mãe. Sem conter seu impulso, os dois saíram correndo em direção da Hyuuga que riu e agachou-se. E abraçaram-na com força.
— Kaa-san! Que saudade — sorriram e afastaram-se. — Dormiu aonde?
— É sobre isso que eu quero conversar com vocês, meus anjos — ela levantou-se e olhou para trás.
Foi só nesse momento que ele percebeu o homem na porta, admirando a cena entre mãe e filhos. Kouji arqueou uma sobrancelha. O que Naruto fazia ali aquela hora da manhã? E com sua mãe? Ele se aproximou e pegou a mão da morena, deixando-o mais confuso. A menina, por outro lado, prendeu a respiração e sorriu, atraindo sua atenção para a mesma e estranhando os olhos brilhantes dela.
— Kaa-san, não acredito que está namorando o Naruto-kun! — comemorou a garotinha e tal notícia o fez arregalar os olhos. Observando as bochechas do casal ficar meio avermelhada, constatou que era verdade e sentiu uma pontada de ciúme.
— Hai, Sora-chan — confirmou o loiro e abraçou o ombro de sua mãe. —, estamos. Mas não é sobre isso que viermos conversar...
— E por qual razão, então? — perguntou e estreitou os olhos, examinando-os. Percebeu quando Hinata hesitou e virou-se para o Uzumaki que sorriu.
— Eu... — a morena começou e pigarreou. — Eu não sei como começar... Hum... Já sei. — ela sentou-se no chão e puxou o loiro. Os gêmeos também o fizeram e esperaram. — Lembram-se de quando eu ficava mais tarde na casa do meu otou-san para contar uma história de dormir para vocês e que a favorita dos dois era a da camponesa?
— Camponesa? — questionou Naruto, arqueando uma sobrancelha.
— Hai, a camponesa apaixonada que fugiu do seu reino por estar esperando um filho do príncipe que logo tomaria posse do reino — narrou a Hyuuga menor. — Ela, por pensar que nunca mais veria o príncipe, escondeu do filho sobre o tou-san dele. E, anos depois, acontece que a camponesa volta para o antigo reino e reencontra o príncipe que sempre a esperou.
— Isso — assentiu a morena com um sorriso. — Bem, eu quero terminar de contar a história para vocês.
— Mas não tinha acabado? — perguntou, franzindo o cenho.
— Tinha, mas não havia um final feliz — respondeu a mulher e os gêmeos concordaram, ficando em silêncio. — A camponesa começou a trabalhar no castelo do príncipe e os dois começaram a se aproximar. Ela sabia que ainda era apaixonada pelo príncipe, mas não esperava que ele a amasse. Foi quando duas amigas dela armaram para ela encontrar com ele e eles finalmente se acertassem. No dia seguinte, os dois foram atrás do filho. Agora, nesse exato momento, o príncipe e a camponesa estão sentados diante o amor da vida deles, esperando que seu filho... Ou, melhor, seus filhos aceitem o tou-san e a kaa-san deles.
No mesmo segundo, os anjinhos arregalaram os olhos. O príncipe... O seu pai... Era Naruto? Fitou o loiro e viu que os olhos dele eram iguais ao seu. Como não havia percebido antes? Sua mente martelava um aviso de como ele fora idiota de não ter notado antes. Quando menos esperou, Sora se levantou e abraçou o Uzumaki que arregalou os olhos de surpresa. Ouvia o choro abafado da irmã e sabia que ela estava feliz.
— Tou-san! — era o que ela repetia e fungava.
Kouji se levantou e, ao notar que ninguém o olhava, entrou em casa.
Por que se sentia assim? Nem ele mesmo entendia. Foi para o quarto e sentou-se na cama, bufando e cruzando os braços. Ele gostava de Naruto e tudo mais, todavia, não gostava de ninguém com sua mãe. Não... Não era isso. Ele não gostava da ideia de ter um pai. Por que? Simples: seu avô cuidou dele durante esses seis anos e já dava para imaginar o exemplo de pai que ele era. Kouji, que sempre defendia a irmã e sempre ia para a diretoria, temia, sabendo que estava muito encrencado...
Ouviu a porta ser aberta e levantou o olhar, deparando-se com seu pai... Não! Com o loiro. Voltou a encarar seus pés e sentiu sua cama afundar ao seu lado, fingindo que o ignorava quando, na realidade, prestava atenção no som de sua respiração calma.
— Não gostou? — questionou o rapaz e viu pelo canto do olho que ele não o fitava.
— Do que? — estranhou.
— Do fato de eu ser seu otou-san. Achava que você gostava de mim...
— E eu gosto — confessou, ainda sem olhar para o outro.
— Sério mesmo?
— Sério... Não tenho nada contra você, mas... Eu só tive o meu ojii-chan e eu, às vezes, não era bem cuidado por ele, entende? Não que eu não goste dele, mas ele é muito rigoroso e, por eu ser o único garoto que ele cuidou desde bebê, eu tinha a obrigação de ser... Perfeito.
— E você acha que eu vou exigir isso de você? — perguntou Naruto, fazendo que o pequeno o olhasse. — Kouji, ninguém é perfeito. Exigir de você algo impossível, pode ter certeza que nunca o farei. Eu até entendo o que você quer, mas me dá uma chance para mudar esse seu pensamento? Prometo fazer sua família, tanto Sora quanto sua kaa-san, feliz.
O menino não viu nos olhos azuis do homem qualquer indicio que do que ele falou era mentira. Pensou naquela proposta. Sua mãe merecia, mais do que qualquer pessoa, amar e viver ao lado de alguém que retribuía esse sentimento. Sua irmã, por mais que chata em alguns momentos, também. Ele só queria que elas duas fossem felizes e o Uzumaki estava pensando exatamente a mesma coisa que ele...
Do nada, um sorriso iluminou seus olhos e ele abraçou o pai. Sim, o pai. Estava disposto a aceitá-lo em sua família. Sentiu que seu carinho foi retribuído e sorriu ainda mais. Após algum tempo, separou-se do pai e o encarou ainda sorrindo.
— Arigatou... — agradeceu o mais velho e ele apenas deu de ombros. — Mas, agora que me aceitou, quero que me ajude com uma coisinha...
— Nani?
(...)
As semanas foram se passando e novembro foi logo deixado para trás. Nosso casal completou seu primeiro mês de namoro com muito amor e carinho. Agora, sim, todos os casais estavam formados e tudo mais...
Então, chegou o Natal. Naquele ano, a data comemorativa havia caído no fim de semana. No dia vinte e três de dezembro, na sexta-feira, era feriado graças ao aniversário do Imperador. Ficou três dias com seus anjinhos e com seu amado.
No domingo, dia vinte e cinco, estavam todos na sala, agora apertada, da casa das meninas. Todos, tipo Sasuke, Gaara, Temari, Shikamaru, os pais de Naruto, o loiro e os, finalmente, moradores da casa. A Sabaku já estava com uma pequena barriguinha e os gêmeos ficaram perguntando quando o neném nasceria, se ela achava que era um menino ou uma menina... Foi quando os presentes começaram a ser trocado.
Os seus anjinhos foram os que mais ganharam presente, pois todos deram para eles. O sorriso no rosto deles... Foi o melhor dos presente que ela poderia receber. Assim que pensou isso, sentiu alguém atrás dela e um embrulho pequeno apareceu em seu campo de visão. Estreitou os olhos e virou-se, dando de cara com o namorado que sorria contente.
— Não vai abrir? — indagou Naruto.
— Hai, hai... — pegou a caixa e desfez o laço vermelho da caixa.
Abriu-a e arregalou os olhos quando se deparou com uma caixinha de veludo. Seus olhos se encheram de lágrimas e levou uma mão a boca, escondendo um sorriso de felicidade. Levantou o olhar e ele beijou sua testa, sussurrando contra esta:
— Aceita ser minha esposa?
— Você ainda pergunta? — sorri e o abraça com força, respondendo em seu ouvindo: — É claro!
Todos começaram a bater palmas e assobiar. Beijou-o com amor e viu-o ficar de joelhos para colocar o anel não muito grosso de ouro branco em seu dedo. Nesse momento, seus filhos vieram abraçá-la.
— Ahá! Eu falei que ela preferia uma coisa mais simples — comemorou Kouji, sorrindo.
— Oras! O meu só tinha uma pedrinha em cima... — Sora contrapôs.
— Mas eu ganhei...
Começaram a discutir e ela suspirou para, depois, sorrir. Eles eram sempre assim e duvidava muito que mudariam... Seus bebês, seus amores, seus filhos.
Seus dois anjinhos.
Meus queridos leitores...
Quero informar que, depois de muito pensar, descidir fazer um presente: um epílogo.
Bem, eu vou postar logo logo e, provavelmente, não terá segunda temporada. Até porque, no epílogo, vai mostrar a vida de todos, né?
Bjs, KarolPi
Fale com o autor