Os Dois Anjinhos
13 Capítulo 10 – Mãe de dois filhos pequenos
Notas iniciais
Tá ai, mais um capítulo. E esse é o último antes do Natal (natal, não ano novo ;D), porque eu vou viajar e não sei se para onde eu vou tem internet. >< Não sei se irei sobreviver, AUHSIUAHIU'
Enfim, boa leitura. ^^
“Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.” William Shakespeare
Ajeitou-se na cadeira e piscou. Estava de volta para o seu quarto. O mesmo cômodo que o abrigava e guardava seus maiores segredos. Suspirou e voltou-se a concentrar no seu notebook que, agora, estava com a tela em espera. Quantos minutos ele deveria ter ficado preso naquelas lembranças? Não sabia e não importou. Eram ótimos momentos, pois conhecido a garota que, até hoje, estava em seus pensamentos. Sorriu com isso.
— Será que, realmente, gosto dela?
Sempre se perguntava, desde quando acordou no dia depois que dormiram juntos porque sentira uma boa sensação por estar com ela; tá, uma sensação maravilhosa. Só não sabia a razão. Queria senti-la novamente e foi pego pela última e a mais marcante das memórias...
Flash Back On
O sol entrava pela janela de seu quarto. Qual é! Ele estava de férias e queria dormir mais. Virou-se na cama e puxou o cobertor até a cabeça. Estava tudo bem quando um perfume feminino invadiu suas narinas. Era doce e delicioso, quase viciante; deveria ser de uma flor. Quando percebeu que havia dormido com alguém, descobriu a cabeça e olhou para os lados, ainda sonolento. Estava sozinho.
Levantando o tronco, alguns flashes da noite passavam por sua mente e franzia o cenho. Ele dormira com Hinata? Está certo, ele sempre quis dormir com ela. Porém por que estava se sentindo tão estranho? E não de uma maneira ruim, pelo contrário, de uma maneira boa. Olhou mais uma vez em volta e não tinha nada que mostrasse que aquilo era verdade ou não.
Levantou-se e notou que estava nu. Bem, já tinha uma prova.
Colocou sua cueca do dia anterior e saiu do quarto. A casa estava silenciosa e não havia sinal da Hyuuga. Depois de procurar por toda a casa, soube que não passou de um sonho e que deveria estar muito bêbado. Riu de si mesmo e entrou na cozinha quando ouviu a barriga roncar. E congelou.
Na mesa de vidro, tinha uma bandeja de café da manhã com várias coisas e sentiu o estomago reclamar. Aproximou-se lentamente e pegou uma torrada, levando-a logo em seguida para a boca. Ficou comendo e, quando viu que a comida acabou, estava satisfeito. Sorriu e iria voltar para o quarto, contudo, foi impedido assim que viu um pequeno bilhete preso na flor que decorava a bandeja. Pegou e, sem cerimonias, abriu.
‘Espero não ter te decepcionado, pois eu não me decepcionei. ’
Respirou fundo e releu o bilhete. Então, não fora um sonho e as imagens que viram à sua mente faziam parte da realidade. Tentou se lembrar de como aquilo havia ocorrido e olhou instantaneamente para a sala. Correndo o olhar pelos móveis, viu um porta-retratos sobre o sofá e lembrou-se de tudo. Ela parecia tão linda olhando aquela foto que não resistiu e a beijou novamente.
Lembrou-se como o corpo era belo, com as curvas perfeitas e a pele branquinha e macia. Os beijos quentes... Os gemidos de prazer... Só com as lembranças, sentia todo o seu corpo esquentar. Uma coisa Naruto teve certeza: queria repetir a dose e sentir todo aquele corpo novamente. E fazia de um jeito rápido.
— Onde será que ela está agora? — perguntou para o ninguém.
(...)
Durante todas as férias, Hinata havia sumido. Não só ela como Ino e Sakura também. Ligou para as garotas e elas não atendiam, tanto no telefone de casa quanto no celular. Parecia que as três estavam o ignorando de propósito e ele não sabia como se sentia. “Feliz é que não estou”, pensou e estacionou o carro no estacionamento da universidade.
Andando lentamente, pensava em como sua vida estava. Os dois meses foram demorados e estranhos. Queria muito encontrar com a Hyuuga novamente e queria conversar com ela; conhecê-la e descobrir sobre seus gostos, suas manias, seus sonhos... Nunca assumiria que queria estar com ela. Nunca assumiria o sentimento que estava no peito gritando para abraçá-la e mantê-la por perto o tempo todo...
— Ei, Sakura! — chamou e sorriu, ignorando os pensamentos e vendo a amiga virar com uma expressão angustiada — O que aconteceu?
— É a Hinata — a rosada murmurou quando ele chegou perto e este prestou mais atenção só por ouvir o nome dela — Ela sumiu faz uns seis dias.
Flash Back Off
— E nós, os bakas, ficamos procurando por ela... Por longos e demorados seis meses. — bufou e olhou para a tela do computador — É melhor eu esquecer isso...
Começou a ler o currículo e foi vendo como a vida da morena foi. Formou-se em arquitetura em uma faculdade qualquer, trabalhou por três anos em uma empresa pequena. Não era muita coisa. Até que seus olhos pararam nas observações de Nobuhiko com algumas informações da vida pessoal e só tinha uma coisa escrita.
Franziu o cenho e leu novamente. Estava escrito aquilo mesmo ou estava delirando? Piscou e coçou os olhos. Talvez o cansaço estivesse começando a se manifestar. Piscou mais uma vez e foi até a última frase. E, para o seu medo, estava realmente escrito o que achou que tinha lido:
Mãe de dois filhos pequenos.
Naruto, então, deixou o peso da realidade cair sobre suas costas. Hinata tinha dois filhos pequenos. Dois filhos. Filhos; essa palavra rondava por sua cabeça e fazia todos os seus sentidos ficarem confusos. Sentiu o coração acelerar e a respiração ficar ofegante. Como assim? Ela não poderia ter filhos... Com um homem qualquer! Não. Não! Ela era dele... Espera! Arregalou os olhos ao perceber o que estava pensando. Por que, diabos, estava pensando assim? Ela não era dele; nunca foi e nunca seria.
Sentiu um aperto no coração e não soube o que era. “Ela não é minha”, pensou novamente. Então, ela poderia ser de qualquer outra pessoa. Só que não gostava naquela sensação de seu peito. Tentava ignorar e aquilo só piorava. Suspirou e olhou para o notebook de novo. Leu a frase e pensou apenas nos filhos dela.
— Como devem ser? — perguntou-se e um sorriso brotou no rosto dele — Lindos como ela, suponho.
Enquanto pensava nas crianças, prometeu a si mesmo que as conheceria. E, também, mesmo que não assumisse, procuraria pelo pai deles.
(...)
Ao amanhecer do dia seguinte, Sakura soube que seu dia de folga seria um dia agitado. Primeiro, porque sairia com Sasuke. Segundo, porque sairia com Sasuke. E terceiro e também muito importante: sairia com Sasuke! Balançou sua cabeça e bufou. Não podia acreditar que só pensava nisso; parecia uma adolescente histérica apaixonada por um garoto e este a convidara para um encontro.
Desceu as escadas e quase esbarrou na Ino vestida com uma típica calça, uma blusa com mangas japonesa e um sapato meia pata Arezzo – os três da mesma cor: branco –, passando como um furacão.
— Ei, ei, ei! — chamou e a loira parou, olhando sobre o ombro — Aonde vai com toda essa presa?
— Tenho que pegar o horário da manhã e da tarde para a noite ficar livre. — respondeu a Yamanaka — Vou sair com o Naruto mais tarde.
— Entendo... Creio que, quando chegar, não vai querer que eu te conte como foi meu encontro com Sasuke-kun — murmurou, com um tom inocente e seguia lentamente para a cozinha — Então, ja ne, Ino-chan!
— Opa! — virou-se para a rosada e sentiu-se puxada para a cozinha, ouvindo a risada desta — Meu supervisor que espere...
(...)
Levantou o olhar e sorriu ao encontrar o que queria. Estendeu a mão e pegou dois potinhos de dashi*, verificando a validade e colocando dentro do carrinho. Viu Sora e Kouji arquearem a sobrancelha e olharam para a mãe.
— Só dois, okaa-san? — perguntaram juntos e Hinata deu de ombros.
— Tem mais em casa.
— Aqui, Hina-chan, eu consegui tudo que você pediu. — sorriu Sakura enquanto aproximava-se do carrinho —Negi*, batata doce e espinafre.
— Arigatou, Sakura-chan. — murmurou e piscou para a rosada — Acho que vou fazer uma sopa de espinafre para o jantar.
Olharam instantaneamente para as crianças que fizeram uma careta e gemeram um ‘eca!’. Sakura riu baixo. Aqueles dois... São duas figuras. Viu a morena inclinasse para dentro do carrinho e dar um beijo na testa de cada um. Era uma cena tão fofa que parecia não existir. Não sabia o quanto a amiga amava seus filhos, entretanto, sabia que ela mesma já os amava demais.
— Vamos, temos que continuar as compras! — falou a Haruno e começaram a andar pelo mercado.
O pequeno local não estava muito cheio, pois ainda era sexta-feira. As prateleiras tinham menos de dois metros e eram pouco separadas. Era minúsculo, todavia, era perto de casa e tinha tudo que precisavam. Andavam pelo último corredor quando os anjinhos pediram para sair do carrinho – durante todo o caminho, eles estavam dentro deste e ficavam falando o que queriam ou não. Assim que saíram, falaram que iriam pegar cereais e sorriram de uma maneira tão cativante que a mãe permitiu.
— Eles nunca mudam... — suspirou a Hyuuga e olhava os filhos saindo do corredor — Parecem que sabem que nunca irei negar nada a eles.
— Acredite: com aqueles olhinhos de anjos, ninguém negará nada a eles. — riram e continuaram a procurar os últimos mantimentos.
— Sakura-chan — chamou após alguns minutos de silêncio e, quando recebeu a atenção da amiga, limpou a garganta — Acha que Ino-chan vai me perdoar?
— Hinata, sabe que ela nem está com raiva de você. — sorriu Sakura e olhou a amiga de canto de olho.
— Eu sei, mas eu sinto que as coisas não serão mais as mesmas. Ino é, pelo que eu percebi, apaixonada por Naruto. E, ontem, eu contei para ela que meus filhos são filhos do cara que ela está apaixonada.
— Acho que está exagerando... — a rosada continuava a prestar atenção no que deveria comprar. — Ino não é uma pessoa de guardar rancor; o que ela tinha que fazer, ela fez ontem.
— A questão não é essa, Sakura! — suspirou e parou de empurrar o carrinho, fazendo a amiga parar, porque estava segurando na parte da frente do objeto — Deixa-me melhorar a situação. Imagine que, ao invés do Naruto, fosse o Sasuke; como você me trataria se descobrisse que Sora e Kouji são filhos dele?
A Haruno abaixou o olhar e encarava o chão como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Hinata estava certa, as coisas não seriam mais as mesmas. Primeiramente, não conseguiria ver a morena da mesma maneira, pois iria se sentir traída. Depois, não saberia como agir com as crianças, ainda sendo inocentes e não tendo a menor noção de quem deveria ser seu pai.
— Eu... Eu não sei, Hinata-chan. — confessou, olhando para baixo e suspirando, porém, para a surpresa da morena, sorriu e voltou a encará-la — Mas eu, simplesmente, não poderia parar de falar com você. O que passou, passou. Agora, pare de pensar bobeira e vamos terminar com as compras. Tenho que arrumar para sair com o Sasuke e você sabe disso!
— Hai! — riu baixo e notou como a rosada estava contente com o encontro — Já sabe o que vai vestir?
— Tenho uma roupa em mente... — olhou para algum ponto atrás da Hyuuga e riu — Acho melhor você dar uma olhada.
Hinata, franzindo o cenho de confusão, viu o que fez a amiga rir e arregalou os olhos. Seus filhos estavam com os braços lotados de comida, só que não era cereal como esperava; eram saquinhos de rámen. Sorriam de modo singelo e a mãe deles suspirou fundo. Como é que poderia pagar aquilo tudo?
(...)
— Ai, como ele é chato! — bufava uma loira que pisava com raiva. — Não acredito que ele fez isso comigo. ‘Para te perdoar, quero que compre um onigiri* para a equipe’. — tentou imitar a voz do seu supervisor e bufou novamente — Cara chato e rabugento.
Andava apressadamente pelos corredores brancos e o único som ouvido era o ruído de seus sapatos batendo no chão encerado. O hospital estava vazio e era bem raro quando aquilo acontecia. O seu chefe, Yoshito-sama, havia pedido um afastamento por duas semanas para resolver alguns assuntos pessoais e, agora, teria que aturar o substituto. “Yoshito deveria ter avisado, eu teria me preparado psicologicamente”, pensou revoltada. Quando deu por si, estava quase saindo do hospital, contudo, foi impedida.
— Ino-chan! — chamou uma voz e virou-se para a pessoa — Ino-chan, poderia vir aqui rapidinho?
— O que houve, Makoto-chan? — perguntou e arrependeu-se por ter usado o tom rude com a garota —Gomen, mas eu estou um pouco irritada com o meu chefe.
— Hai. — sorriu gentilmente e continuou — Eu só queria te entregar uma encomenda que chegou...
— Olha, Mako-chan, agora não dá. Eu tenho que ir correndo comprar alguns onigiri para a minha equipe médica. Será que, quando eu estiver livre, posso voltar aqui e pegar a encomenda?
— Sem problemas, Ino-chan — respondeu e a Yamanaka sumiu de vista — Nossa, acho que ela está mesmo com pressa.
Meia hora se passou e a loira voltou com as mãos carregando duas caixas de bolinhos. Foi até a sala da equipe médica e colocou sobre a mesa. A sala era um quadrado de tamanho razoável, com o teto de, mais ou menos, dois metros e meio. Havia várias cadeiras e ninguém, além do supervisor, tinha uma mesa. A equipe, no geral, era formada por quarto homens e três mulheres, contando com ela. Todos ficaram com água na boca quando Ino abriu a tampa das caixas e o cheiro dos bolinhos espalhou-se pelo lugar.
— Ai está! — sorriu falsamente e, quando iriam atacar, ela fechou as tampas — Estou desculpada, chefinho?
O rapaz de trinta e poucos anos encarou aquela loira. Tinha os cabelos castanhos escuros e olhos um pouco claros e puxados, deixando com uma aparência tipicamente japonesa. Sem demoras, suspirou e encarou a mulher de cima a baixo de uma maneira maliciosa.
— Está liberada às sete.
— Arigatou.
Tirou as tampas e viu as pessoas voarem sobre os bolinhos. “Bando de animais esfomeados!” Afastou-se e saiu da sala. Pensava em ir ao banheiro, entretanto, acabou lembrando que tinha uma encomenda para ela. Uma curiosidade e uma ansiedade cresceram dentro de seu peito e foi quase correndo. Chegando à entrada no hospital, viu a garota mexendo no computador e correu até esta.
— Yo, Makoto-chan! — acenou e sorriu largamente. — Você falou que tem uma encomenda para mim.
— Hai, tem sim. É aquele ali, olha. — a garota apontou e seguiu com o olhar, perdendo todo o ar de seus pulmões.
No balcão da sala de esperas, estava um lindo buque de flores. Tinham três tipos de flores que reconheceu: azálea, rosa e tulipa; todas vermelhas e todas eram perfeitas. Havia poucas mil-em-rama branca para dar uma beleza significativa ao buque. Mordeu o lábio inferior e pegou no cabo, levando até o rosto e cheirando-as. Eram tão cheirosas quanto belas.
— Quem enviou? — perguntou para a Makoto que sorria com a cena.
— Não sei. O entregador deixou esse cartãozinho e eu não li, Ino-chan. Pode ter certeza disso.
— Arigatou, Makoto-chan. Você é demais!
A Yamanaka andava lentamente enquanto abria o cartão. Sentiu o coração bater mais forte quando reconheceu a letra, mesmo não lendo, e sorriu. ‘Quero falar com você. SG’. Sabaku no Gaara. Beijou o cartãozinho e andava sentindo-se nas nuvens. Por que será que estava se sentindo assim?
Makoto observava a loira tão feliz, rodopiando e saindo dali poucos minutos depois. Sabia que a amiga não fazia ideia que aquelas flores tinham significados. Os três tipos de flores vermelhas significavam, de alguma maneira, amor enquanto a única flor branca significa curar. Será que, quem quer que tenha enviado aquele buque, está querendo curar um coração partido?
(...)
Saiu do banho e ficou diante da sua cama. Faltava uma hora para Sasuke passar na sua casa e estava tão nervosa e tão inquieta que era o segundo banho da noite. O que deveria vestir? Como deveria agir? Durante todo o dia, fingia estar animada e sempre sorrindo, todavia, por dentro, estava quase beirando a loucura.
Respirou fundo e foi até seu armário. Não era muito grande ou muito cheio, porém tinha roupas maravilhosas – a maioria era branca visto que toda médica tinha que se vestir de branco. Procurava alguma coisa; procurava pela roupa perfeita. Quando chegou a última peça, sentiu os olhos lacrimejarem. Sakura sabia que estava fazendo drama, mas ela também sabia que iria sair com Sasuke, o garoto que sempre foi apaixonada. Ouviu uma batida na porta e sussurrou um ‘pode entrar’.
— Ah, não, Sakura-chan! — ouviu a voz da morena e abaixou a cabeça — Não acredito que você está chorando.
— Não to chorando... Ainda.
— Vem cá. — Hinata se aproximou e abraçou-a, aninhando-a como uma criança — O que houve? Por que está assim e não vestida? Daqui a pouco, Sasuke-san está ai.
— Eu sei, Hina-chan. — fungou e piscou freneticamente para não deixar as lágrimas caírem — É que esse sempre foi meu sonho... E eu quero que essa noite seja perfeita.
— E será. — afirmou a Hyuuga, fazendo a rosada afastar-se para encará-la — É só você fazê-la perfeita. Não é a roupa nem o penteado que definiram isso; é você e Sasuke.
Sorriu e deixou uma única lágrima escapar. A morena retribuiu e secou a lágrima.
— Arigatou, Hinata. Você é uma ótima amiga.
— Hai. — viu as bochechas dela ficarem vermelhinhas e riu — Agora, vamos! Temos que te arrumar!
— Mas eu não tenho nada para vestir. — confessou e abaixou a cabeça.
— Eu tenho e te empresto.
— Mas e seus filhos? Ficaram sozinhos lá embaixo? — insistiu e deu um fraco sorriso.
— Não, eles ajudaram. — murmurou a Hyuuga e começou a puxar a rosada para fora do quarto, ainda enrolada em uma toalha — Sora e Kouji são bem sinceros.
— Mas o que isso tem haver? — perguntou sem entender.
— Eles falam na cara de pau quando você está bonita ou não.
(...)
Parou o carro diante a uma casa tipicamente japonesa com um lindo jardim. Buzinou e, após alguns minutos, viu a porta da frente se aberta. Uma desconhecida, de longos cabelos negros e olhos exóticos, aproximava-se do portão enquanto ele saia do Aston Martin DBS preto. Viu a mulher abrir o portão e, com um sorriso tímido, fazer uma pequena vênia.
— Yo, Sasuke-san. Sou Hyuuga Hinata, amiga de Sakura-chan. — acenou com a cabeça e, não soube por que, mas Hinata era um nome bem... Familiar — Sakura-chan está terminando de se arrumar. Ela pediu para esperá-la lá dentro.
— Hai, prazer em conhecê-la e arigatou.
A morena deu passagem e ele entrou um pouco receoso. Admirou o jardim e subiu os degraus. A Hyuuga passou por ele e falou ‘pode entrar, Sasuke-san’, sumindo pela casa. Entrou e ficou olhando o local até seus olhos pararem em um par de olhos azuis lá de cima da escada. “Naruto?” Pensou e arqueou uma sobrancelha. “O que ele está fazendo aqui?” E, quando iria chamá-lo, percebeu que não era um homem e sim uma criança.
— Yo, Sasuke-kun. — falou a criança e começou a descer as escadas — É você que vai sair com a oba-san?
— Quem é sua oba-san?
— Sakura-chan! — pulou os últimos dois degraus e observou o rapaz — Ela não minha oba-san de verdade, mas eu gosto muito dela e a chamo assim porque é um apelido carinhoso.
— Qual é o seu nome, garotinha? — perguntou e deu um meio sorriso.
— Me chamo...
— Ei, Sora! — uma segunda voz chamou e a menina virou para trás — Deixa o Sasuke-kun em paz. Daqui a pouco, ele vai embora por sua culpa.
O dono da segunda voz desceu as escadas rapidamente com um sorriso vitorioso nos lábios. Aquele sorriso... Era igual ao de Uzumaki Naruto. Percebeu que se tratava de outra criança, só que um menino. Idêntico a menina, com os mesmos olhos e o mesmo cabelo. “Mas por que será que, quando eu olho para esses dois, eu me lembro do Naruto?” Perguntava-se completamente perdido.
— Haha! Muito engraçadinho, Kouji. — bufou a garotinha e virou-se para ele — Desculpe meu irmão; ele é mal educado mesmo.
— Desculpe minha irmã; ela é uma chata mesmo. — zombou o garotinho e ficou ao lado da irmã, recebendo uma tapa na nuca — AI! Sua sorte é que é garota; se não fosse...
— Hai, hai! — sorriu sarcasticamente — Você iria me bater. Okay.
— Não preciso nem perguntar — sorriu o moreno e os dois prestaram atenção nele —; vocês são irmãos.
— Hai... — falaram juntos e viraram os rostos para os lados opostos — Só não sei se isso é uma coisa boa ou ruim.
O Uchiha riu baixo quando aqueles dois se olharam e fizeram caretas.
— Mas, Sasuke-kun, você vai levar a oba-san para onde? — perguntou Kouji.
— Bem, isso é surpresa.
— Mas nós nem vamos com vocês... — murmurou Sora, olhando-o sem entender.
— E, se eu contar para vocês, vai deixar de ser surpresa, não é?
— Que isso, Sasuke-kun — dizia alguém lá de cima das escadas e logo reconheceu a voz —; Sora e Kouji não vão contar para ninguém.
A voz riu e ele levantou o olhar. E deparou-se diante de um anjo. Vestia um vestido tomara-que-caia babado azul marinho com uma faixa branca separando os seios dos babados e batia na um pouco abaixo da metade da coxa; calçava sandálias gladiadoras da cor prateada e tinha uma pequena bolsa branca; a maquiagem estava leve e ressaltava seus olhos.
Sakura sorriu timidamente e terminou de descer as escadas. Ele estava a encarando de uma maneira tão diferente do costume que acabava sendo estranho. “Mas eu gostei desse estranho”, pensou e parou em frente ao rapaz, cumprimentando com um sorriso encantador. Sasuke sorriu e cumprimentou-a também. Por alguns momentos, ficou presa naquele olhar que lembravam ônix. Era como antigamente, apenas carregando um pouco de responsabilidade e... Alguma coisa que ela não soube o que.
— Uau! — ouviu duas criancinhas exclamarem e saiu de seu transe. — Você está muito bonita, oba-san.
— Arigatou! — respondeu, sorrindo.
— Sora e Kouji! Que tal irmos ver televisão? — Hinata surgiu terminou de descer as escadas e pegou na mão dos filhos — Acho que tem um desenho novo.
Acabou que os dois puxaram a mãe para sala que ria, mas ainda conseguiu sorrir para a rosada e piscar para esta. Logo, o hall estava silencioso. A Haruno sorriu para o moreno e ficou com vontade de passar a mão em seu rosto; queria tocar em sua pele novamente e sentia aquela estranha carga de eletricidade.
— Tenho que concordar com aqueles dois. — murmurou Sasuke e tirou ambos de seus pensamentos.
— Por que? — perguntou com um sorriso envergonhado.
— Porque você está linda.
Sorriu ao vê-la corar e inclinar um pouco a cabeça para baixo. Viu quando ela passou por si e abriu a porta, guiando os dois para fora de casa. Naquele instante, resolveu o que faria aquela noite... Só esperava que ela não achasse aquilo tão ruim.
Notas finais
Negi* é cebolinha.
Onigiri* é bolinho de arroz.
Uii! Narutinho descobriu que a Hina tem dois filhos. E estar determinado em encontrar o pai deles, hein?
E o buque do Gaara? Cheio de significados...
Comecinho do encontro SasuSaku. O próximo tem o resto e tem o encontro da Ino com o Naruto... Quem sabe, eu coloco o começo da conversa com o Gaara... HMMMM, num sei. KKKKKKKKK'
Bjs, gente. Bom Natal a todos. ^^
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