Os Dois Acampamentos
2 Capítulo 2: O sonho de Piper
Notas iniciais
Piper havia saído do Acampamento Meio-Sangue na noite anterior, avisando onde ia a apenas Mitchel, seu irmão. Piper precisava de Jason a cada instante e não podia perde-lo, de novo. Provavelmente, dali a um dia não se veriam mais.
Era como se uma barreira invisível estivesse entre eles, sempre colocando algum obstáculo no caminho. E Piper tinha um grande pressentimento de que a barreira invisível se chamava Afrodite.
Há mais ou menos um dia, Piper teve um sonho estrema mente estranho. Nesse sonho, havia uma voz, doce e calorosa, a avisando sobre Jason. Dizendo que precisava ir ao Acampamento Júpiter. Encontra-lo, e rápido. Primeiro, Piper só conseguia ouvir a tal voz. Já no final do sonho, apareceu alguém, vestindo um tipo de capa de pele de cabra, que escondia o rosto. Essa pessoa, ergueu as mãos e fez aparecer algum tipo de mapa e o entregou a Piper.
Esse mapa, não era muito útil. Nem é. Era velho e parecia ter vivido por muito tempo. E Piper não sabia como funcionava. Ela o abriu, logo depois de acordar do sonho e perceber que havia sido real, e não tinha visto nada. Era apenas uma folha grande e velha, sem nada dentro escrito.
Após ficar uns 5 minutos apenas observando a tal folha, Piper resolveu acordar Mitchell. Ela o contou sobre o sonho e mostrou-lhe o mapa. Ele a disse para ir atrás de Jason. Era o que ele faria. E Piper foi. Na mesma noite. Ela e Mitchell arrumaram em silencio uma pequena mochila, com roupas limpas, néctar e ambrosia, uma garrafa d’água e um pouco de comida, que Piper nem sabia como Mitchell conseguiu achar. Antes de ir, ela pediu a Mitchell que não comentasse nada. Ficasse quieto, sobre qualquer coisa e não falar que ela havia ido visitar o pai. Eles poderiam conferir e perceber que não estava lá e levaria castigo depois. Com Mitchell.
Tudo aquilo, obviamente poderia ser uma armadilha. Porém, Gaia já havia voltado a dormir e todos os outros titãs, gigantes ou qualquer coisa que fosse. Pelo menos, esperava. Mas sua vida já havia ido por água abaixo. Então, porque não tentar?
Então saiu do Acampamento e foi caminhando até um ponto de ônibus. Ela tinha apenas um pouco de dinheiro mortal e gastou metade com a passagem do ônibus. Ele ia leva-la até Nova Iorque. No fim, decidiu ir para São Francisco de carro. Obviamente, era muito mais rápido ir de avião. Porém, se Zeus descobrisse onde ela estava indo, iria ser punida.
O ônibus a deixou em um outro ponto. A apenas algumas quadras, ficava o Olimpo. Piper decidiu que deveria ir de trem, para não demorar muito. Obviamente, ia demorar sim. Cruzar o país não era uma das coisas mais fáceis de fazer. Ela não tinha muito tempo. Provavelmente, no solsístico de inverno os deuses não deixariam mais os Acampamentos de se verem. Ou seja: ia ser horrível. Sem Jason seu mundo não tinha cores. E ela detestava as cores preto e branco juntas, não eram nem as cores mais adequadas para se usar hoje em dia. Resolveu então parar uma homem que andava com dificuldade no meio da rua. Ele vestia uma calça jeans escura e um paletó que devia ser bem quente. Ela disse:
— Oi moço, desculpe incomodar, mas o senhor sabe onde fica a estação de
— Ahn, oi. Claro, fica... você é filha de quem mocinha? –a pergunta pegou Piper de surpresa.
— Como assim?
-Sei que é uma meio-sangue, sou um fauno. –Ótimo, ele é romano, pode me ajudar a chegar lá! -Você não é aquela garota da profecia dos 7?
-Sim. Sou eu. Olhe, se você não se importar em me dizer onde fica a estação...
-Eu estou indo para a estação. Quer vir comigo? Mas porque a senhorita não é grega? Porque está aqui?
Que ótimo, ele vai descobrir, pensou.
-É eu sou grega mesmo, mas resolvi visitar meu pai, ele mora em San Francisco. –que diferença ia fazer entre Los Angeles? –Sabe, eu também vou visitar um amigo meu, o Jason, conhece?
-Claro que eu conheço o Jason! Ele é o maior herói de todos os tempos! Mas a senhorita não pode ir.
-Por favor! Eu preciso, eu, eu...
-Ahhhhhh! A senhorita é aquela garota de quem Jason não para de falar. Certo, certo.
-Olhe, o senhor pode parar de me chamar de senhorita? –Piper quase perguntou se ele falava mesmo dela e sentiu uma pontada no coração ao saber que ainda precisava percorrer todo aquele caminho até chegar no Acampamento Júpiter.
-Claro, mas vamos logo, caso contrário perderemos o trem. -e Piper saiu correndo atrás do sátiro, enquanto ele contava o porquê de vir até Nova Iorque todos os dias – deixe que eu compro sua passagem, eu seria destruído se a senhorita não conseguisse salvar o mundo.
O sátiro comprou sua passagem e ambos entraram correndo no trem.
Quando chegaram, foi um alívio. Ela foi apresentada a Reyna. Ela estava vestindo uma blusa roxa e calça jeans. Teve de contar toda sua história a ela e a seus cães chatos. E a resposta? Assim:
-Piper McLean. Muito bem, pelo jeito você não está mentindo. Mas há um problema, você é grega. Não deveria estar aqui.
-Reyna, por favor! Podemos resolver isso depois! Onde está Jason?!
Sua expressão era horrível. A espressão de Reyna já não era a das melhores, mas ela se tornou sombria no instante em que Piper tocou no nome de Jason.
-Piper, sinto muito, mas Jason sumiu. Não o vemos no Acampamento dês de anteontem. Sua busca foi em vão.
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