Os Dias Solitários de Charlotte Davies

1 Capítulo 1 - O Estranho da Portaria


Notas iniciais
Leia com amor :) E ignore o fato de que o nome do capítulo parece título de filme pornô.

Charlote correu para fora do apartamento de seus pais com lágrimas nos olhos. Ela estava chateada com eles, na verdade ela estava cansada de ouvir somente o mesmo disco, toda aquela conversa de “futuro promissor” deixava ela irritada, ela entendia que as pessoas escolhem seus empregos (mesmo não sendo felizes com tais escolhas) somente pelo dinheiro que elas recebem disso, e mesmo entendendo isso ela não poia aceitar que a vida adulta era tão miserável a ponto de alguém desistir de todos os seus sonhos por dinheiro.

Enquanto ela saia do elevador ela viu um garoto estranho sentado no sofá da portaria, ele devia ter mais ou menos a idade dela. Nada nele era espetacular, e Charlote não podia entender a razão de seu rosto ter chamado tanto a sua atenção. Foi então que ela notou, uma pequena cicatriz, quase invisível, que estava abaixo da sobrancelha dele.

Ela deixou o prédio em passos rápidos. Não tinha certeza se estava com medo do temporal ou se ela estava nervosa com a presença do estranho na sua portaria. Qualquer que tenha sido o motivo salvou ela de pegar um resfriado, pois se ela tivesse andado a passos normais não teria pisado dentro do café no instante em que a chuva começou.

Naquela altura da tarde ela estava pensando na conversa que teve com seus pais, novamente, e tudo o que ela podia sentir era cansaço. Já não aguentava mais essa fita, ela precisava conversar sobre algo além do futuro que havia sido reservado para ela... Ela precisava conversar sobre o futuro que ela faria com suas próprias mãos.

Bebeu um gole de café. Ergueu seus olhos e assim que eles atingiram o estranho da portaria seu coração parou. Ele andou até a mesa dela e sentou em sua frente.

-Você está me seguindo? Ela perguntou

-Por que estaria? Acontece que você está sentada na minha mesa.

Quando Charlote ouviu a resposta rude vindo de um desconhecido ela sentiu suas bochechas esquentarem com o sangue que circulou até elas.

“Por que eu estou corando? Não me sinto envergonhada, euestou com raiva! Charlote, pare de se fazer de boba.” Ela pensou.

Ele continuou a encará-la com aquele olhar de dono do mundo.

-Bom, infelizmente, seja lá quem te deu essa mesa esqueceu de escrever seu nome nela. Então acho que não é comigo que você deveria estar reclamando.

-Se acalma garotinha. Estou só brincando... Eu vi o jeito que você me olhou na portaria do nosso prédio, e eu fiquei curioso...

-Nosso prédio? Ela interrompeu em tom de dúvida. -Você é o novo vizinho?

-Eu pareço um ladrão pra você? Agora, poderia me dizer por que você estava me encarando com tanta vontade?

Ela sentiu suas bochechas esquentarem de novo.

-Bem… Eu estava curiosa, sabe?

-Ah, curiosa… Sobre?

-Eu só estava… eu só... eu só queria saber o seu... nome? Por alguma razão a última palavra saiu em tom de dúvida.

-Isso foi uma pergunta? Meu nome é Joe.

-De Joseph?

-De Joe.

E eles ficaram se olhando por mais alguns minutos, até que ele se levantou e foi embora sem dizer nada.

No outro dia Charlote não o viu novamente ao descer para a portaria, não o viu nas ruas, e não o viu no café que eles haviam se encontrado.

Assim que ela chegou em casa, subiu o elevador até o 3 andar e encontrou a mesma paca de “aluga-se” colada na porta do apartamento. Não haviam sinais de mudança, não haviam sinais de vida lá dentro e não haviam sinais de Joe.

Notas finais
Então? Se você leu eu peço, POR FAVOR, comente, mesmo que seja pra me odiar, de sugestões sobre o que você acha que pode melhorar, ou sobre o que você acha que pode mudar na história!