Os Dez De Luz

1 Uma espada me protege!


Olá, meu nome é Frederico Menezes Neto, conhecido apenas como Fred pelos meus amigos. Então, não vou dizer "coé", pois isso é gíria de Carioca. Também não vou dizer "Mas bah tchê", apesar de ser gaúcho. Venho de uma familia de Colonizadores Italianos. Chega, não quero mais falar de mim.

Estávamos eu e meu amigo, Eduardo Oliveira. Ele é conhecido como Du, ou Dudu. Estávamos em uma praça. Não estávamos sozinhos, tinham famílias, crianças e até alguns adolescentes lá. Estávamos conversando e vendo as meninas que passavam. Depois de alguns minutos de pura conversa e olhando as meninas que passavam, olhei para o céu e notei uma coisa estranha... Uma Luz, não totalmente, mas um pouco negra. Após alguns minutos olhando a Luz, voltei a conversar com Eduardo. Mas ele, ao meu ver, devia ter visto a luz também. Ele paralizou completamente, não falava nem se movia.

– Edu — Chamei ele, sem sucesso — Edu — Chamei de novo, novamente ele não acordou — EDU – Gritei dessa vez. Ele saiu do transe — O que foi cara ?

– Nada não — Ele voltou a olhar. Sua expressão mudou de serena e neutra, para inquieta e aterrorizada. Segui o olhar dele e vi o que o aterrorizou. Uma silhueta negra imensa, não era humano. Aquela coisa, se aproximava cada vez mais rápido. Eu me apavorei também. Olhei para Eduardo e um pensamento correu entre nós.

– CORRE – Gritamos ao mesmo tempo e corremos o mais rápido que podíamos.

Enquanto corríamos, fiz a idiotice de olhar para trás. Vi o que ele era de fato. Tinha o corpo esquelético e muito grande. Mas seu rosto foi o que mais me assustou. Sua face era completamente negra, era uma caveira. Via muitas daquelas durante o dia em camisas ou até mesmo colares. Mas aquela me assustou de mais. Me distraí completamente. Cai no chão, e meu pé tinha torcido.

– FRED – Gritou Edu quando me viu caído. Ele tentou voltar, mas as pessoas que fugiam estavam atrapalhando.

Vi a coisa se aproximando. Ele chegou o mais próximo de mim que podia. Ele criou uma espécie de esfera negra na palma da mão. Enquanto me encarava, vi as fendas nos olhos dele, com um brilho escuro. Ele puxou sua mão atrás da cabeça. Fechei os olhos esperando pelo pior. Fiquei um bom tempo com os olhos fechado. Não aconteceu nada. Escutei dois barulhos. O primeiro, um som de como se alguma coisa fincasse no chão. Não, alguma coisa tinha mesmo fincado o chão, eu havia sentido. O segundo barulho, um som estridente que parecia um grito. Abri os olhos e vi o que havia acontecido. Ele estava com o ombro direito todo queimado. Quando olhei pra frente, uma espada imensa na minha frente. Eu senti um formigamento nas mãos. Uma ponta de esperança surgiu em mim, e junto com ela veio a coragem. Aproveitei a distração do monstro... Me levantei o mais rápido que pude e encostei na espada. Aquilo me cobriu de coragem, eu a retirei do chão e a levantei. Era muito grande, não sei como a levantei com apenas uma mão, sei que levantei. Fiz uma coisa mais louca ainda, corri com a espada em mãos e fiz um corte lateral, tentando acerta-lo. Quando fiz o corte, ele desviou. Paramos de frente um pro outro. Ele fez uma cara de dor, e eu vi, havia cortado um pouco de seu maxilar. Ele correu e tentou me acertar. Em frações de segundo saí da mira dele. De alguma forma aquela espada tinha me dado poder.

– Quem é você ? e o que quer ? — Perguntei ao monstro -

– Por que eu diria a você ? – Respondeu a criatura, o som da voz dele era grave e intimidadora -

–Por que se eu vou morrer, quero saber quem me matou — Disse tentando ser intimidador — Você deve me dizer

– Muito bem, mas saiba desde já, essa é a única coisa que vou te contar. Os guerreiros da Luz, cairão facilmente desta vez garoto, e você será o primeiro – Ele me disse ainda com a voz grave. Não entendi absolutamente nada do que ele falou.

Um frio percorreu a minha espinha, não sabia o por que daquilo, mas sei que ele estava falando sério, só não sabia do que ele estava falando. Agora eu havia me decidido. Eu iria acabar com aquela situação. Segurei a espada para trás e corri. Uns segundos antes de correr, notei que Eduardo havia voltado para perto, mas estava um pouco longe da nos suposta "batalha". Ele tinha se escondido e estava apenas observando seriamente aquela luta. Quando corri, o monstro fez o mesmo. A esfera negra na palma da mão dele, tinha se transformado em um cajado. Quando nossas armas se encontraram, um barulho ecoou pelos meus ouvidos. Quando abri os olhos com os ouvidos zunindo, ambos eu e ele estávamos caídos, nos levantamos ao mesmo tempo. Uma energia me subiu por todo o corpo. Senti um calor nos meus braços, aí olhei o por que do calor. Dos meus cotovelos para baixo, era apenas chamas. Logo as chamas se espalharam e ficaram rentes, bem no meio da lâmina. Lancei a espada para cima, e apontei para ele, ele fez a mesma coisa e veio correndo até mim. Me defendi do ataque dele com a base traseira da espada imensa, logo após, fiz um corte diagonal, fazendo com que ele fosse lançado ao chão. Agora era a minha chance de ouro. Fiz o mesmo movimento. Levantei a espada e gritei.

– Punição do fogo – Abaixei a espada e um arco de fogo foi até ele, corri junto ao arco. Assim que o arco tocou ele, ele se transformou em pedra, e eu o esmaguei com a base lateral da espada. Ele virou apenas rochas destruídas.

Me ajoelhei e fiquei e me escorei na espada. Eduardo correu até mim e me ajudou a me levantar. Enquanto íamos embora, senti que aquilo seria apenas o início de uma longa e árdua aventura.


Notas finais
Eaí galera, gostaram ? Esse é apenas o primeiro capitulo, ainda tem algumas coisas para acontecer. No proximo capitulo, vão ser introduzidos dois novos personagens. É isso aí, valeu