Mirela nasceu em outubro.

E então, em todos os seus aniversários, chegava uma carta. Com uma caligrafia cuidadosa, sempre fazia os melhores votos possíveis para ela tentando auferir um sorriso seu.

Desde nova, aprendeu que deveria fazer tudo que pudesse para tornar a vida dos outros melhor, feliz, fazer as pessoas terem esperanças de um futuro melhor.

Órfã desde sempre, o mundo era seu pai, a vida sua mãe, as pessoas do orfanato, sua família.

Só que no último ano, a carta não chegou. No entanto um bilhete impresso. No lugar sempre vazio da assinatura, estava um nome. Venetia West.