Enquanto entrava no carro, seus pensamentos embalhararam-se. Focou os olhos no volante, enquanto seus dedos giraravam a chave.

Começou a dirigir, na velocidade normal, enquanto tentava se focar no caminho.

Seu celular tocou, e ela teve certeza que era Ruan.

Havia programado um toque especial. A música deles. Que ironia!

Até havia gravado uma versão distendida da música, para ele.

E então subia a ponte do riachuelo, e começou tocar novamente.

Foi um segundo.

As buzinas. A música. A perda do controle do carro, como se o mesmo tivesse vida própria. Capotou pela proteção.

Então, o carro atingiu a água.